《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 37

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— .... — Tallon olhou para a sala ampla com luzes brancas frias, os cadáveres de sapos sobre as mesas e os homens mascarados de jaleco. A cena o deixou arrepiado. Ele apenas disse: — Will, venha comigo um momento — e voltou imediatamente para o escritório.

O Duque achava que aquela história de "aula de sapinhos" era apenas uma brincadeira, mas era realmente uma aula de dissecção séria. Ainda bem que ele recusara o convite; não conseguia imaginar um sapo morto deitado em uma bandeja de ferro esperando por seu bisturi.

Aquilo era aterrorizante; certamente causaria traumas psicológicos.

0092 92 Somos profissionais

— Sr. Duque, em que posso ajudá-lo? — Will entrou após tirar as luvas e lavar as mãos com desinfetante na pia.

— Ah, vim perguntar sobre... — Tallon ia mencionar o fato de Hilda não ter glândulas, mas viu que outro sujeito de jaleco acompanhara Will, o que o fez engolir em seco.

Ele ia pedir para o sujeito sair, mas o homem retirou a máscara e a touca cirúrgica.

Olhos estreitos e risonhos surgiram por trás da máscara; o longo cabelo loiro estava preso em um rabo de cavalo baixo e elegante. — Quanto tempo, Sr. Duque.

Tallon levou a mão à testa; deveria saber que aquele sujeito estaria ali.

Will sentou-se em sua cadeira e Weiss pegou outra para sentar-se ao lado dele, de frente para Tallon. Por algum motivo, estar de frente para dois homens de jaleco branco em uma clínica fazia o Duque sentir-se como um prisioneiro aguardando interrogatório.

— Ele vai ficar aqui como ouvinte? — perguntou Tallon, olhando para Weiss, confuso.

— Não há problema, Sr. Duque. O mestre Weiss é agora o representante de classe da minha aula de dissecção. — Will pegou o diário médico do Duque e continuou: — Além disso, se isso envolver a fisiologia especial da pequena senhorita, creio que será útil para o mestre Weiss saber a verdade para confeccionar roupas mais adequadas para ela.

— Como alfaiate exclusivo seu e da pequena senhorita, eu certamente quero entender melhor o corpo dos meus clientes. — Weiss também pegou um caderno de notas.

Na verdade, o mestre Weiss já suspeitava de algo desde a primeira vez que tirara as medidas de Hilda; era um problema fácil de notar. Por isso, em conversas casuais com o doutor Will, ele acabou descobrindo sobre a condição especial da jovem.

Weiss não sentira grande surpresa ou curiosidade excessiva por ela ser uma mulher; para ele, o importante era que essa informação facilitaria seu trabalho e eficiência. Ele realmente não queria mais perder cabelo virando noites trabalhando.

Finalmente, após hesitar por um momento, o Duque contou a eles sobre a confirmação de que Hilda não tinha glândulas.

— Deixe-me pensar. — Will bateu levemente com a caneta no diário médico.

— Pense rápido. — Tallon pressionou, ansioso.

Momentos depois, um sorriso relaxado surgiu no rosto de Will.

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— Não se preocupe. Todos acreditamos no prestígio e na capacidade do Sr. Duque; o senhor também deveria ter confiança em si mesmo. Quem na capital ousaria tocar em sua protegida? — continuou Will. — O senhor certamente saberá protegê-la muito bem, não é?

Ao ouvir isso, a expressão de Tallon tornou-se orgulhosa novamente.

Às vezes, o Duque era realmente ingênuo e fácil de ser convencido.

— Ah, mais uma coisa. — Tallon olhou para Will e Weiss, pigarreando. — Não riam.

— Não se preocupe, Sr. Duque. Somos profissionais. Não importa o quão engraçado seja, não vamos rir — prometeu Will, apoiando o queixo nas mãos de forma solene.

Weiss fechou o caderno e assentiu.

Tallon tossiu sem jeito e baixou a voz: — É que meu estado físico não tem sido dos melhores ultimamente.

— Entendo. — Will limpou a garganta, fixando os olhos negros no Duque à sua frente. — Que tipo de problema tem ocorrido?

0093 93 Ele deve amá-la muito

— Entendo. — Will limpou a garganta, fixando os olhos negros no Duque à sua frente. — Que tipo de problema tem ocorrido?

— Não é uma questão de conseguir ou não deixá-lo ereto, é realmente algo... algo muito raro... — Tallon começou a relembrar a situação insatisfatória da noite anterior, mas seus pensamentos inevitavelmente trouxeram de volta as curvas graciosas do pequeno algodão-doce. Seus olhos roxos fixaram-se na caneta-tinteiro preta sobre a mesa de Will, onde seu reflexo atual era projetado.

Quanto mais o Duque falava, mais emocionado ficava; bastava pensar nela para que os cantos de sua boca se erguessem involuntariamente. — Os olhos dela quando me olham são os mais lindos, ela sempre tem um cheiro de laranja tão bom... basta ela chamar meu nome para meu peito apertar...

O Duque sentiu uma nova onda de agitação; sua cabeça esquentou e suas coxas começaram a tremer. Ele imediatamente trouxe seus pensamentos de volta e olhou para o lado oposto.

— O que quero dizer é... vocês sentem calor e tremedeira nas mãos enquanto fazem isso? — Tallon tirou o braço debaixo da mesa e o colocou sobre a superfície para demonstrar. A mesa inteira começou a vibrar com o tremor de seu braço, emitindo rangidos metálicos, enquanto seu pomo de Adão subia e descia freneticamente. — Tipo assim, uma sensação de Par... Parkinson... isso é...

De repente, no escritório antes silencioso, alguém soltou uma risadinha, fazendo o Duque franzir a testa. Foi Weiss quem não conseguiu conter o riso primeiro.

— Do que você está rindo? — A expressão de Tallon tornou-se sombria enquanto ele o encarava.

— Nada, eu apenas lembrei de algo feliz. — Weiss inclinou-se para trás, batendo levemente com sua caneta de pena no caderno de notas em branco.

— Que coisa feliz? — Tallon perguntou, desconfiado.

— O sapinho que eu crio vai ter filhotes. — Weiss olhou para o Duque com um tom de voz calmo e solene.

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— Pff... — Will também não aguentou.

— E você, do que está rindo?!

— O meu sapinho também vai ter filhotes.

— Os sapinhos que vocês criam são o mesmo? — Tallon expressou diretamente sua suspeita.

— Não, é que eles vão ter filhotes no mesmo dia. — Weiss sorriu.

— Vou dizer mais uma vez! — Tallon bateu na mesa com o dedo. — Eu não estou brincando!

O Duque estava muito irritado com a atitude deles, já que ele estava sendo tão sério e estava tão preocupado.

— Cof... — Will limpou a garganta novamente e, pegando a caneta, disse seriamente:

— Voltando ao assunto, isso é um problema causado pelo desequilíbrio de feromônios em seu corpo. Afinal, antes o senhor dependia majoritariamente de medicamentos para suprimi-los e, após desenvolver resistência, não conseguiu liberá-los adequadamente. Agora, basta fazer isso com mais frequência com a pequena senhorita que tudo se resolverá. Na verdade, mesmo sem glândulas e sem poder marcar, não há problema; o princípio é o mesmo: serve para liberar o excesso de feromônios. Além disso, ter relações sexuais frequentes também pode fortalecer o vínculo entre o casal.

Weiss, ao lado, cruzou os braços e assentiu em concordância.

— Casal? — Tallon ouvia esse termo pela primeira vez.

— Ela não é um homem, não poderiam ser chamados de "esposos", certo? — Will acenou com a mão. — Esta é uma descrição que vi em livros; ouvi dizer que mulheres casadas podem ser chamadas de "esposa".

— Mas como uma mulher engravida, eu já não sei. Porém, já que a pequena senhorita tem seios nítidos e quadris arredondados, acredito que deva ser como um Ômega: basta ejacular dentro. Se é necessária uma segunda conexão, eu também não tenho certeza. Tentem mais vezes; isso não é algo que se consegue na primeira ou segunda tentativa.

Will abordou diretamente a questão da concepção baseando-se na ausência de glândulas de Hilda. A elite da capital era gerida majoritariamente por linhagens familiares, e o Duque não era exceção; toda a capital dava muita importância ao nascimento de um herdeiro. Além disso, a idade atual do Duque, não apenas entre a nobreza, mas até entre os plebeus, já era considerada um casamento e paternidade tardios.

Por isso, o tio Sion, ao ver Hilda pela primeira vez, pensou imediatamente que ela estivesse grávida.

— Ainda não pensei muito sobre a questão de filhos. — Tallon ergueu seu corpo alto, sua voz profunda soando solene. Ele ajeitou a costeira prateada com sua mão grande adornada com o anel de rubi, e seus olhos roxos estreitos não mostravam emoção. — Vamos deixar isso seguir seu curso natural. Nós dois estamos muito bem agora. Além disso, a capital está cheia de talentos, não faz falta uma criança a mais.

— Mas... — Will franziu a testa, prestes a dizer algo.

— Já vou indo, está ficando tarde. — Tallon olhou para o relógio na parede, apressando o tom. — Meu bebê provavelmente já está me esperando para o jantar. Vocês também deveriam ir cedo para casa comer.

Dito isso, eles observaram o Duque vestir seu casaco de pele de vison branco e dourado e deixar a clínica com elegância.

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