As margens cristalinas do lago brilhavam, e os cisnes brancos batiam as asas.
Sob o crepúsculo, o Duque, usando suas luvas brancas, tocava uma melodia belíssima com seu amado violino.
O tom assemelhava-se a Canon, mas parecia haver outros timbres ao fundo, como trompetes, saxofones e outros, mas Hilda não pensou muito nisso no momento.
Porque seu coração também vibrou. Aquele lado do Duque era irresistível. Ela cobriu o coração disparado com a mão, tentando desviar o olhar fascinado, mas não conseguiu.
Ao fim da música, ele baixou o braço com elegância, colocou o violino atrás das costas e, subitamente, o instrumento sumiu.
Embora Hilda achasse estranho, ela bateu palmas para ele: — É lindo, eu amei.
— A honra é minha. — Tallon aproximou-se, envolveu a cintura dela, trazendo-a para bem perto, e a olhou com olhos roxos carregados de afeto.
"...." O coração de Hilda batia ainda mais rápido. Ela tentou mudar de assunto, falando baixinho: — A paisagem aqui é linda, é a primeira vez que vejo um lugar tão maravilhoso.
— Mas eu acho que você é muito mais bela do que este lugar. — O Duque começou a dizer palavras de amor sinceras com sua voz grave e magnética: — Você é a paisagem mais linda que já vi até hoje; nada aqui se compara a você.
Uma fanfarra de trompetes em Ré Maior soou na floresta e parou abruptamente.
Hilda sentiu o coração bater tão rápido que parecia uma orquestra sinfônica; ela mal conseguia respirar e pressionou o peito tentando se acalmar.
Parece que o pequeno algodão-doce ficou tímido de novo.
Mas, desta vez, o Duque acertou em cheio.
E Alighieri também atingiu o alvo por acaso.
0077 77 Por favor, não faça assim, Sr. Tallon.
— Para você. — O Duque colheu casualmente uma flor silvestre cor de cereja de um galho próximo, afastou uma mecha de cabelo do rosto de Hilda e a prendeu atrás de sua orelha. O longo cabelo loiro dela combinava perfeitamente com a cor da flor, fazendo-a parecer uma fada de um livro de histórias. Ele se inclinou e beijou sua testa, dizendo com ternura: — Totó, você está ainda mais linda agora.
A fanfarra em Ré Maior recomeçou na floresta.
O coração de Hilda batia descontroladamente; ela virou o corpo, não querendo que ele visse seu rosto, que certamente estava vermelho como uma maçã madura.
— O que foi, Totó?
— Sr. Tallon, por favor, não faça assim. — Ela ergueu as mãos para cobrir as bochechas ardentes.
— Você é tão tímida, Totó. — Tallon beijou o topo da cabeça dela e continuou: — Mas eu amo o seu jeito tímido. Eu amo você de qualquer jeito.
Hilda sentiu que ia desmaiar.
Ela se aninhou novamente nos braços dele.
— ...Não diga mais essas coisas embaraçosas, Sr. Tallon. — Hilda enterrou o rosto no peito do Duque, envolvendo a cintura dele com força. Em seu ouvido, podia ouvir o som ritmado do coração dele: tum-tum, tum-tum.
Naquele momento, Hilda sentiu-se imensamente feliz.
— Quero dizer isso todos os dias, Totó — disse Tallon, meloso.
【 Eu te amo, Totó. 】
Essa declaração direta de "eu te amo" teve um impacto forte demais sobre Hilda; suas pernas fraquejaram e ela sentiu-se tonta.
Metade do sol já havia mergulhado no lago, e seu brilho dourado banhava o casal abraçado à margem: o cabelo loiro dela ao vento, suas bochechas quentes, os traços firmes dele e suas palavras doces.
O crepúsculo alongava a sombra do beijo deles, estendendo-se até os sapatos de couro pretos escondidos atrás dos arbustos.
Os mordomos ainda estavam escondidos na floresta tocando a fanfarra; Wilde segurava o violino branco e dourado do Duque. Cada um deles exibia um sorriso de satisfação.
— Parece que o clima está ótimo.
— Nossos esforços não foram em vão!
— Talvez no ano que vem a mansão ganhe um pequeno herdeiro fofo.
— Seu idiota, é claro que sim! Não viu que o Secretário Theo trouxe um monte de coisas de bebê da última vez?
— Ah~ entendi. Parece que vou ter que me matricular em um curso de amamentação.
— Eu já tirei meu certificado de puericultura. Teremos muito trabalho no próximo ano, amigo.
——— Noite, Quarto do Duque ———
Hilda, vestindo uma camisola curta e fina de renda branca, estava sentada na cama. Ela ouvia atentamente o som do chuveiro vindo do banheiro, com as orelhas vermelhas enquanto repensava repetidamente no "eu te amo" dito pelo Duque hoje.
O Duque proporcionara a ela muitas "primeiras vezes": chamá-la pelo apelido carinhoso que o velho diretor lhe dera, carregá-la pelas escadas, dar-lhe belos buquês de rosas, comer cupcakes com ela, tocar violino pessoalmente para ela ouvir, andar de teleférico, cavalgar e caçar juntos, apreciar belas paisagens...
Essas eram coisas que Chris jamais fizera por ela.
Até mesmo os vários "gosto de você" e o "eu te amo" dito hoje com aquela voz profunda eram primeiras vezes preciosas para Hilda.
Embora a memória da primeira vez física não tivesse sido boa, com o passar dos dias ela percebia que ele não era assustador; pelo contrário, era extremamente gentil e dedicado. A imagem dele em seus olhos parecia ter ganhado um filtro, lembrando muito um... príncipe encantado de cinema...
0078 78 (H) Difícil resistir
Hilda começou a admitir: amava a voz grave e agradável dele, amava o cheiro de seus feromônios, amava o abraço que lhe dava segurança, amava seu toque e seus beijos. Ela passara a amar tudo nele.
Isso superava Chris em muito; a balança em seu coração havia desaparecido, preenchida inteiramente pelo nome do Duque.
— No que está pensando? — Tallon acabara de sair do banho. Ele vestia um roupão de seda longo com estampa de leopardo em preto e dourado e gola de pele. Ao sair, viu Hilda sentada na cama, pensativa. Ela vestia algo muito fino; embora o aquecedor estivesse ligado, ele temia que ela sentisse frio.
Ele caminhou rápido até a cama, pronto para entrar debaixo das cobertas com ela.
— Pensando no Sr. Tallon... — Hilda ergueu o rosto; o cabelo loiro macio caía sobre seus ombros nus, e seus grandes olhos cor-de-rosa refletiam o rosto dele como vidro.
Essa resposta deixou o Duque paralisado; por um momento, não soube como responder ao seu pequeno algodão-doce, mas sua atenção foi desviada imediatamente.
Porque... ele viu... e sentiu...
O pequeno algodão-doce... ela... ela... estava vestida de um jeito muito provocante hoje!!
Apenas inclinando levemente a cabeça, ele conseguia ver, de seu ângulo, o decote entre os seios fartos sob a renda branca e o contorno rosado por cima; a posição de joelhos realçava as curvas arredondadas de seu bumbum. O corpo dela era delineado de forma suave e graciosa por aquela camisola, e seus ombros claros e pezinhos nus estavam levemente corados, o que era... extremamente adorável...
O Duque ficou hipnotizado, sentindo que ia começar a babar.
Era difícil resistir, realmente difícil resistir.
Seus feromônios emanaram sem que Hilda percebesse, enquanto ele tentava controlar a ereção que começava a surgir.
Hilda, por sua vez, achou estranho o Duque ficar ali parado olhando para ela; o clima estava esquisito. Ela estendeu a mãozinha para puxar o roupão de leopardo dele, ergueu os olhos e disse, com um ar carente: — O senhor não vai me beijar, Sr. Tallon?
Na verdade, ela estava ansiosa pelos beijos desta noite.
A mente do Duque explodiu de euforia: — Beijar? Como eu não beijaria meu bebê?
A seda fina e a fartura macia chocaram-se contra o peito nu e firme dele. A respiração dele tornou-se pesada, e os movimentos em seus lábios ficaram cada vez mais intensos. Suas mãos grandes se cruzaram abaixo da cintura dela; o corpo pequeno dela foi totalmente envolvido pelo roupão aberto.
Eles estavam tão colados que o corpo de Hilda absorveu a umidade quente do banho dele. Ela respirava rápido, tentando recuperar o fôlego nos intervalos entre os beijos profundos.
A mão do Duque em sua cintura começou a aplicar força, amarrotando a camisola. Ele a pressionava, fazendo-a inclinar-se para trás; o suor começou a surgir em sua pele e as veias de seu pescoço saltaram. Ele sentia um calor imenso, desejando que os criados tivessem desligado o aquecedor.
— Hmm... mmm... — O som escapou da garganta de Hilda quando ele soltou os lábios apenas para deixar a língua se entrelaçar com a dela.
O Duque tinha o pressentimento de que, hoje, aquele fogo não seria apagado facilmente.
Ele a ergueu pela cintura, mudando a posição para que ela ficasse sentada em seu colo. O "beijo de boa noite", usado como desculpa, tornou-se intenso, especialmente quando ela usou as mãozinhas para segurar o rosto dele, pedindo por mais.
0079 79 (H) Como comer um algodão-doce?
A luz alaranjada no quarto criava um clima ambíguo; o aroma de sândalo pairava no ar. Na cama grande, o casal tinha a respiração ofegante e desordenada, em um enlace inseparável.
Aos poucos, Hilda sentiu algo rígido cutucando seu bumbum. Ela sabia o que era, mas hoje não sentia medo.