《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 30

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Ele planejava levar o pequeno algodão-doce para ver belas paisagens, lembrando-se da sugestão que Alighieri lhe dera tempos atrás.

0074 74 O Desenho do Duque

O Duque movia a caneta de pena, com os cantos dos lábios elevados e um olhar vigoroso.

Os outros na sala de reunião acharam que o Duque estava satisfeito com seus planos e relatórios, e passaram a falar com ainda mais entusiasmo e fervor.

Por fim, todos encerraram suas performances individuais e o Duque parou de desenhar. Ele ergueu os olhos, cruzou as mãos e observou os políticos que acabavam de trocar elogios mútuos; sempre que eles se calavam, o Duque sentia que o mundo inteiro ficava em paz.

A reunião de hoje não era importante, servia apenas para contabilizar os feitos do mês.

— A reunião está encerrada. Acho que todos falaram bem hoje, continuem assim. — Tallon foi o primeiro a se levantar, ajustou o uniforme e saiu a passos largos, com um sorriso no rosto.

Os homens de meia-idade sentados à mesa suspiraram aliviados, exibindo sorrisos de satisfação, até que um deles pegou as anotações de reunião do Duque.

Ele franziu a testa, coçando a barba de bode, e passou as anotações para o colega ao lado: — Ei, companheiro, o que isso significa?

O outro homem pegou o papel e também franziu o cenho. Não havia uma única palavra escrita na folha branca; em vez disso, havia um desenho simples de um grupo de patos nadando em um lago, com dois bonecos de palito próximos um ao outro e um violino desenhado no canto inferior direito.

— Hmm... não sei, também não entendi. — Mas o político logo se conformou, pegou seriamente o desenho feito pelas mãos do Duque e anunciou: — A arbitragem astuta e o julgamento preciso de Vossa Excelência estão além da compreensão de meros mortais como nós!

Aplausos surgiram na sala; eles chegaram a um acordo peculiar.

Mas esses políticos provavelmente jamais imaginariam que os "patos" no desenho eram, na verdade, cisnes brincando no lago, e os bonecos de palito junto ao violino eram o planejamento romântico do Duque.

———

Nestes últimos dias, Hilda via pouco Tallon. Ele parecia muito ocupado e, exceto pela intimidade noturna, quase não havia avanços. Ela sentia-se um pouco perdida e triste, chegando a pensar que ele já estivesse enjoado dela.

Hilda ainda acreditava que, talvez, fosse apenas um passatempo casual para o Duque.

Ela sentava-se preocupada no balanço de flores do jardim; a brisa noturna soprava seus cabelos loiros sobre os ombros. De olhar baixo e pensamentos incertos, começou a imaginar, inquieta, se o Duque a mandaria de volta para aquela boate.

Hilda consumira muitas notícias de fofoca e sentia-se muito insegura; ela não entendia como deveria ser um relacionamento amoroso saudável.

Mergulhada em seus sentimentos ruins, ela nem percebeu que o Duque já estava atrás dela. Ele envolveu a cintura dela e disse carinhosamente: — Bebê, cheguei.

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Hoje o Duque achou estranho o pequeno algodão-doce não estar esperando por ele no portão. Embora tivesse dito para ela não ficar do lado de fora no frio, nos dias anteriores ele a via de longe, pela janela da carruagem, correndo de volta para dentro ao vê-lo chegar, o que o deixava muito feliz. Por isso, não a ver de imediato lhe trouxe uma pequena pontada de solidão.

No entanto, os pensamentos do Duque não eram tão complexos quanto os de Hilda; ele logo deixou esse sentimento de lado.

0075 75 O que está pensando, sua bobinha?

— Venha comigo primeiro. — O Duque pegou a mãozinha de Hilda e a conduziu em direção à carruagem.

Sob o crepúsculo, Hilda viu que o Sr. Joreth ainda estava a postos na carruagem, embora já devesse ter ido para casa há muito tempo.

Ele não vai realmente me mandar de volta para aquela boate, vai?..

— ...Não vamos jantar primeiro? — Hilda começou a tremer enquanto caminhava.

— Comeremos quando voltarmos. Suba na carruagem primeiro, vou te levar a um lugar especial. — O Duque ia pegá-la no colo para subir quando percebeu que o rosto do pequeno algodão-doce estava angustiado e seus olhos, vermelhos.

Isso fez o Duque sair imediatamente de seu estado de expectativa. Ele segurou o rosto dela: — O que houve?

— Sr. Tallon... — Ela não conseguiu conter as lágrimas e implorou: — Por favor, não me mande de volta para aquela boate...

Na verdade, não se pode culpar Hilda totalmente por pensar assim; ela não sabia que o Duque já a considerava sua única parceira.

Na percepção de Hilda, um relacionamento amoroso deveria começar com uma declaração, mas eles nunca haviam se declarado formalmente. Por isso, ela sempre sentiu que era apenas uma "amante" no nível físico, uma ferramenta para ele aliviar desejos e humor.

Embora às vezes as ações do Duque fizessem seu coração vibrar, ela tentava manter-se lúcida, mesmo que a balança de seu coração já estivesse pendendo muito para o lado dele.

De repente, ela o ouviu rir baixo, o que a deixou ainda mais inquieta.

— O que você está pensando, sua bobinha? — disse Tallon, resignado. Já perdera a conta de quantas vezes limpara as lágrimas dela com as mãos; sentia que precisava levá-la logo para ver belas paisagens e passear.

Em seguida, o Duque a levantou pelos joelhos, carregando-a no alto; as mãozinhas dela apoiaram-se nos ombros largos dele.

O Duque olhou para cima, encarando-a com os olhos sorridentes; o crepúsculo tornava o sorriso em seu rosto ainda mais radiante.

— Eu jamais te abandonaria nesta vida. Se você se perder, mesmo que seja nos confins do mundo, eu com certeza te encontrarei.

——

Joreth estalou o chicote novamente, mas desta vez a carruagem branca e dourada da mansão não percorreu as avenidas da Capital, mas sim uma pequena estrada entre as árvores.

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Durante o caminho, Hilda segurava o parapeito da janela com suas mãozinhas. A paisagem de neve branca lá fora era tão bela que a fazia suspirar de admiração. Pouco depois, sentiu o Duque envolver sua cintura, encostando-se em suas costas. Quando ela se virou para olhá-lo, ele aproveitou a oportunidade para beijar os flocos de neve que caíam em seus lábios.

Joreth parou o cavalo, mas desta vez não avisou que era hora de descer.

"..." Os braços de Hilda ainda se apoiavam no parapeito. Ela inclinou levemente a cabeça com os olhos semicerrados, correspondendo aos beijos que o Duque passara a exigir incessantemente desde a metade do caminho; a cor vermelha subiu de suas orelhas até o pescoço.

O Duque, que antes estava com as duas mãos na cintura dela, agora usava uma mão para erguer o queixo de Hilda. Ele beijava seriamente, com as sobrancelhas levemente franzidas e olhos fechados; algumas mechas de seu cabelo prateado caíram devido aos movimentos repetidos, roçando o nariz de Hilda e causando cócegas.

Até que, do lado de fora, ouviu-se o que parecia ser o som de um saxofone, mas o som durou apenas um instante.

O Duque abriu os olhos; suas pupilas roxas olharam para os olhos semicerrados dela, ambos transbordando um desejo evidente.

Ela foi a primeira a se afastar, baixando a cabeça e balbuciando: — ...Sr. Tallon... vamos descer primeiro?..

0076 76 Ele tocando violino.

O primeiro gesto de Hilda ao descer da carruagem agora era sempre circular o pescoço do Duque para ser carregada por ele; isso já se tornara um hábito entre eles.

No entanto, toda vez que era erguida por ele, a visão tornava-se muito mais ampla; essa diferença de 30 cm de altura era bastante conveniente às vezes.

Ela olhou ao redor: era um lago de águas cristalinas, com as margens cobertas de neve. Para sua surpresa, havia bandos de cisnes no lago, brincando sob o pôr do sol. Suas penas puras misturavam-se à paisagem nevada, numa beleza que parecia saída de um livro de contos de fadas.

— Os cisnes voam do exterior para este Lago Shill todo mês de novembro. O nome aqui é muito parecido com o seu, Hilda. — Tallon a colocou no chão devagar. Ao ver o rubor no rosto dela, sentiu uma alegria imensa e sorriu: — E, felizmente, somos o único casal aqui hoje.

— Hmm... — O coração de Hilda acelerou com a palavra "casal" dita pelo Duque. Ela virou o rosto fingindo olhar a paisagem, mas sentiu-se confusa e ia perguntar: — A propósito, o senhor me trouxe aqui para..?

Sem que ela percebesse como, o Duque agora segurava um violino branco e dourado. Com uma mão segurando o arco e a outra apoiando o instrumento no ombro e o queixo no corpo do violino, seus olhos roxos a encaravam profundamente.

— Dedicado a Totó.

Notas elegantes somaram-se à paisagem. Hilda estava de perfil para ele; a barra de seu vestido branco era movida pela brisa que vinha de trás, agitando seus longos cabelos loiros. Suas bochechas estavam coradas e um aroma cítrico emanava dela.

Ele a amava e queria dar o mundo inteiro a ela.

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