《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 29

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Eles montaram Amani novamente. Desta vez, Hilda foi mais ousada e pediu que Tallon fosse o mais rápido possível; o braço dele precisava de desinfecção, e aqueles dois homens ainda estavam caídos na nascente, precisando de atendimento urgente do Dr. Will.

A velocidade de Amani em galope era realmente impressionante, embora fizesse seu bumbum doer com os solavancos. Mas, ao olhar para cima e ver o cabelo prateado do Duque ao vento e sua expressão séria ao cavalgar, ela apertava o abraço na cintura dele em silêncio. Naquele momento, o Duque parecia verdadeiramente galante e bonito.

Amani retornou para baixo da faixa vermelha com a rã costurada. Alguns caçadores já estavam lá contabilizando suas presas. Ao verem o Duque no cavalo branco, todos se curvaram respeitosamente.

— Bem-vindo de volta, Vossa Excelência. — O Professor Weiss continuava sentado em sua cadeirinha com um sorriso sereno, tricotando um cachecol de lã vermelha. Ele olhou para o cesto e para a aljava do Duque; ambos estavam vazios.

Isso era esperado. Corria o boato de que, em todos os festivais de caça, Tallon ou ia embora logo no início, ou trazia criados para caçarem em seu lugar para não passar vergonha no ranking.

Era raro ele ter ido pessoalmente e levado sua companheira.

Weiss tirou do casaco dois cachecóis, um preto e um branco, que tricotara nas horas vagas. Pretendia presentear o casal.

— Pequeno mestre, Vossa Excelência, isto é...

— Sr. Weiss, onde está o Dr. Will? — A voz do pequeno mestre soava urgente.

— Ele está ajudando na contagem ali. — Weiss largou o tricô e apontou para o grupo de caçadores. Só então percebeu a mancha de sangue na manga de Tallon e o lenço de seda ensopado. Abriu bem os olhos. — O que aconteceu?

Após explicarem a situação ao Professor Weiss, ele buscou o Dr. Will rapidamente. Em seguida, Weiss montou em um cavalo preto com destreza — embora parecesse estranho cavalgar de casaco casual — e organizou alguns caçadores para irem ao local do incidente.

Hilda sentiu sinceramente que o Sr. Weiss sempre passava uma imagem de grande confiabilidade.

O Duque, por ordem do Dr. Will, sentou-se na cadeirinha que Weiss ocupava. O tom do médico era extremamente sério, diferente da postura amigável do dia do Festival da Colheita.

Quando Will se agachou e abriu a maleta para desfazer o laço de seda no braço de Tallon, o Duque mostrou-se um tanto relutante, o que deixou Will irritado.

Por fim, Will avisou que, se ele continuasse se mexendo, poderia perder o braço, e a Capital Imperial viraria um caos.

0072 72 O Duque é o Sonho dos Admiradores

O Duque olhou uma última vez para o lenço que o pequeno algodão-doce havia amarrado.

— Totó, achei que o laço que você fez ficou uma gracinha. — Tallon segurou a mãozinha de Hilda com a mão direita, enquanto as pontadas da sutura em seu braço esquerdo o faziam suar frio. Doía muito; ele começou a xingar mentalmente aquele idiota do Will por não ter anestesia.

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— Obrigada. — Hilda limpou o suor da testa dele com um lenço.

— Onde você aprendeu essas coisas? — O Duque tentou puxar assunto para distrair a dor.

— Na minha loja, eu costumava resgatar gatinhos de rua — disse ela calmamente, ajeitando a franja dele. — Por isso sei fazer alguns primeiros socorros simples.

— Mas você não criava hamsters? — Tallon ergueu os olhos roxos para o rosto dela, e o fato de ela estar olhando para ele aqueceu seu coração.

— Sim, meu trabalho principal era vender hamsters — disse Hilda seriamente. — Mas acabei resgatando muitos gatinhos. Quem consegue resistir a essas fofuras de patinhas rosadas?

"..." Tallon ficou em silêncio por um momento e sussurrou:

— Tenho um pouco de pena dos hamsters da sua loja.

【 Eles deviam viver em constante perigo 】

— O que o senhor disse? — Hilda não ouviu bem.

— Nada... — Assim que Tallon terminou de falar, sentiu outra pontada forte no braço. Seu rosto se contorceu de dor. — Will, pode ir com mais calma?! Isso dói demais!

Após os pontos, a carruagem da mansão chegou ao local da competição; alguém devia ter avisado sobre o ferimento.

Nos dias seguintes ao retorno à mansão, devido à dificuldade de mover o braço, Tallon ocasionalmente pedia que ela o alimentasse, embora o ferimento fosse no braço esquerdo.

Ela ouviu do mordomo que os dois jovens agredidos no festival seriam submetidos à castração. Essa fora a ordem do Duque e era a punição da Capital para reincidentes que não controlavam seus instintos.

Afinal, ao contrário do subúrbio oeste, a Capital Imperial não tolerava estupros ou poligamia, exceto em estabelecimentos legais; mas sempre havia quem tentasse cometer atos sórdidos.

Nos últimos anos, a taxa de natalidade na Capital vinha caindo, por isso o Duque concordara em recrutar jovens disciplinados do subúrbio oeste para manter o funcionamento da cidade.

Mas era justamente por possuir leis invioláveis e um Duque inalcançável que a Capital prosperava em paz. Isso fazia com que a população respeitasse e amasse o Duque. Além disso, por sua aparência e físico, e pelo fato de ele ainda não ter marcado oficialmente uma parceira, não faltavam homens que o admiravam e desejavam.

Por isso, quando o boato de que o Duque tinha uma companheira se espalhou, muitos sonhos de admiradores foram destruídos. Naturalmente, surgiram também pessoas com inveja e aversão por Hilda.

Mas nada disso afetava Hilda ou Tallon no momento.

Após meio mês de repouso, o braço de Tallon estava quase curado, e ele teve que voltar ao escritório na cidade para reuniões e despachos.

Esta manhã, Hilda, excepcionalmente, acordou ao mesmo tempo que ele, e ambos estavam em um clima de despedida carinhosa diante da carruagem.

0073 73 Dias mais lentos

Esta manhã, excepcionalmente, Hilda também acordou ao mesmo tempo que o Duque, e ambos estavam em um clima de despedida carinhosa diante da carruagem.

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Ele se inclinou, envolvendo a cintura dela para beijá-la, enquanto ela se punha na ponta dos pés, circulando o pescoço dele com os braços para retribuir.

O inverno no Continente de Tisia é sempre coberto por neve branca; os flocos caíam sobre o encontro de seus narizes e sobrancelhas, derretendo-se na respiração quente que se afastava lentamente, carregando um leve aroma de pinheiro.

Ao separarem os lábios, Hilda não teve coragem de encarar os olhos do Duque; seu coração estava acelerado e seus calcanhares, vacilantes.

Recentemente, cada beijo com o Duque tornava-se motivo de um nervosismo especial para Hilda.

Ela sabia que o problema não era dele; agora, às vezes, ela mesma sentia algo diferente durante o beijo, desejando até que ele a tocasse mais.

Mas o Duque, nestes dias, estava agindo de forma estranhamente contida. Pode-se dizer que, desde aquela carícia mais ousada, ele não tentara mais nada relacionado a sexo; talvez fosse por causa do ferimento no braço, que tornava esse tipo de atividade desconfortável.

Em suma, Hilda começava a desejar que Tallon não fosse tão comportado e exalasse tanta abstinência.

— Preciso ir. — O Duque soltou lentamente a cintura dela, olhando para seu rostinho corado. — Até à noite, querida.

— Vá com cuidado. — Ela ergueu o rosto, baixando os braços e os calcanhares devagar, com uma voz suave que soava um pouco relutante em deixá-lo ir.

— Certo. — O Duque sorriu, beijou a testa dela e disse com ternura: — Vou sentir sua falta.

— ...Eu também — murmurou Hilda.

O Duque achou que tivesse ouvido errado: — Bebê, o que você disse?

— ...Eu disse que também vou sentir sua falta — repetiu ela, com as orelhas ficando vermelhas.

Tallon ficou radiante e se inclinou para beijá-la mais uma vez.

— Vossa Excelência, o senhor precisa se apressar, a reunião começa em dez minutos. — O cocheiro Joreth não aguentou mais observar; temia que, se continuassem naquele grude, o Duque não conseguiria passar nem pelo portão hoje.

Tallon assentiu, apagando a pequena chama em seu coração, e subiu na carruagem.

Hilda ficou parada no portão observando a silhueta da carruagem se distanciar. De repente, sentiu uma melancolia. Voltou para a casa de campo, mas os oito hamsters ainda hibernavam e aquele livro antigo já estava quase gasto de tanto ela folhear.

Os dias voltaram a passar devagar. Mesmo que fosse apenas do amanhecer ao crepúsculo, ela sentia muita falta do Duque; os criados frequentemente viam o pequeno mestre espiando pelo portão para ver se a carruagem da mansão retornaria mais cedo.

Afinal, neste mundo, a pessoa que Hilda mais conhecia era o Duque.

———

Na verdade, nestes últimos dias, o Duque também percebera a mudança de atitude do pequeno algodão-doce para com ele.

Embora Tallon às vezes agisse de forma muito direta e insensível, isso não afetava o quanto ele se importava com sua parceira; ele era extremamente cuidadoso e sensível ao lidar com as emoções dela.

O Duque estava sentado à sua enorme mesa de reunião, batendo a caneta de pena no papel com uma mão enquanto apoiava a testa com a outra. O falatório político incessante e inútil fazia sua mente divagar; ele chegou a começar a desenhar na folha de papel branca à sua frente.

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