《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 26

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"Nada." Ela decidiu, por enquanto, não contar sobre sua origem.

Enquanto o Duque e o pequeno mestre jantavam, alguns criados brincavam com os oito hamsters na mesa de centro, incluindo um novato que acabara de ser contratado.

"Você não disse que o Duque detestava animais de estimação?"

"Mas o Duque gosta muito do pequeno mestre."

"O que o Duque gosta, nós obviamente também temos que gostar!"

"Eu gosto muito do pequeno mestre."

"O pequeno mestre é uma gracinha, não é verdade, parceiro?"

"...Está bem... na verdade, eu também gosto muito do pequeno mestre..."

"Só não deixe o Duque saber disso, cara."

"...."

Com a companhia dos hamsters, Hilda sentiu que os dias ali passaram muito mais rápido. Ela aos poucos compreendeu totalmente o sistema ABO, mas o progresso em relação à magia continuava um mistério, pois a "Lei de Proibição da Magia" da Capital Imperial não poupava nem os livros.

O tempo esfriou cada vez mais, e os oito hamsters na gaiola começaram a entrar em hibernação.

Certa manhã, assim que abriu os olhos, Hilda ficou maravilhada com o branco do lado de fora da janela. Nunca vira uma neve tão espessa; ela cobria os telhados e o gramado. Ela desceu da cama apressada, esquecendo-se até das pantufas.

Havia uma árvore de tronco retorcido bem em frente à janela do quarto, e seus galhos nus estavam carregados de neve prateada.

Ela abriu uma fresta; o vento gelado soprou seus cabelos loiros, agora abaixo dos ombros, e tocou seu rosto quente, causando uma leve ardência. Ela estava prestes a estender a mão para tocar a neve, pois na cidade onde vivia nunca nevava, e ela estava ansiosa para sentir aqueles belos flocos.

"Cuidado, você vai se resfriar."

0064 64 Amani do Duque

A pessoa que se aproximou por trás colocou um casaco grosso e largo sobre ela, observando com carinho enquanto ela pegava um punhado de neve de um galho com sua mãozinha, exibindo-a para ele.

Infelizmente, a lareira do quarto não deu muito tempo de vida àquela pequena bola de neve.

Ele viu que ela tentava abrir novamente a janela que ele acabara de fechar.

"Depois que nos levantarmos, eu te levo para brincar na neve," o Duque a impediu.

"Você não vai trabalhar?" ela perguntou, curiosa.

"Vou," ele respondeu com um bocejo preguiçoso, abraçando a cintura dela e encostando a cabeça em seu pescoço. "Mas o trabalho de hoje consiste em caçar na neve."

Hilda arqueou uma sobrancelha, olhando para ele com desconfiança, imaginando o que Tallon realmente fazia no trabalho todos os dias.

Felizmente, a habilidade do Duque em ler as expressões dela era boa.

Ele explicou imediatamente: "Todo início de inverno, realiza-se uma competição de caça na cidade. Eu preciso comparecer."

"Eu também posso ir?" Hilda interessou-se.

"Claro," o Duque sorriu. "Sempre que quiser ir, eu te levo."

———

Fora da casa de campo, vários criados limpavam a neve do caminho com vassouras, usando cachecóis e luvas grossas, e cumprimentaram Tallon e Hilda assim que saíram.

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"Vossa Excelência! Seu cavalo já foi trazido!" Wilde acenou do portão principal, ao lado de um cavalo branco alto e robusto, cuja crina brilhava como ouro sob o sol.

Hilda foi levada por Tallon até o cavalo e ficou olhando para ele, atônita. O animal também olhou para ela; seus grandes olhos azuis pareciam joias, e os longos cílios brancos batiam no ar conforme ele piscava. Embora belo, Hilda sentia que o cavalo a olhava com desdém, soltando bufos pelo nariz.

"Ele se chama Amani." Tallon acariciou a cabeça do cavalo, que roçou na palma de sua mão em resposta. "Já é quase um cavalo velho, está comigo há vinte anos."

"Olá, Amani." Hilda ficou na ponta dos pés, querendo acariciá-lo também.

Mas Amani soltou um bufo forte pelo nariz e virou a cabeça imediatamente, deixando a mãozinha de Hilda parada no ar.

"Parece que ele não gosta muito de você," disse o Duque, divertindo-se com a situação.

"...." Hilda recolheu a mão silenciosamente, com uma expressão de mágoa.

"Não se preocupe, pequeno mestre. Hoje colocamos uma sela dupla no Amani, ele talvez só não esteja acostumado." Vendo a cena, Wilde mudou de assunto rapidamente, entregando as rédeas a Tallon e apressando o mestre insensível: "Vossa Excelência, por favor, suba no cavalo."

"Venha." Tallon abriu os braços e a pegou primeiro — ela vestia um vestido de veludo branco. Depois que ela se acomodou de lado sobre o dorso do cavalo, ele montou com agilidade atrás dela, protegendo-a com os braços. "Mas ele com certeza vai passar a gostar de você, afinal, ele é muito parecido comigo," disse ele, erguendo as sobrancelhas.

Hilda não prestou atenção à entrelinha do Duque; estava nervosa por andar a cavalo, sentindo que a cada passo de Amani seu bumbum dava um solavanco. Além disso, a sela azul e branca era escorregadia e ela temia cair. Mesmo com os braços do Duque ao seu lado, ela preferiu abraçar a cintura dele com força. Erguendo a cabecinha, disse em tom suplicante: "Sr. Tallon, eu nunca andei a cavalo, pode pedir ao Amani para ir mais devagar?..."

"..." O Duque olhou para Amani, que mal dera três passos, mas respondeu carinhosamente: "Está bem, bebê."

0065 65 O Duque Detesta Pequenas Rãs

No fim, o Duque e seu pequeno algodão-doce chegaram ao local da competição de caça montados no belo Amani, em uma velocidade de tartaruga.

O local da caça era um bosque a leste da Capital Imperial. Os participantes podiam trazer suas próprias ferramentas ou pegar emprestadas as bestas da organização. A competição duraria até as quatro da tarde, tendo como critério de classificação a quantidade e o peso das presas capturadas.

Pelo que Tallon comentara no caminho, essa tradicional competição sazonal era mais voltada ao entretenimento, por isso a liberdade era grande e não havia problema em chegar atrasado.

Na entrada do bosque, havia uma faixa alta com os dizeres "Competição de Caça de Inverno", mas, estranhamente, no canto inferior esquerdo estava costurada uma pequena rã carregando uma besta, idêntica àquela da clínica de Will.

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Isso fez o couro cabeludo do Duque formigar; ele sentia que, onde houvesse aquela rã, certamente nada de bom aconteceria.

Sentado na neve sob a faixa, estava um homem vestindo um casaco de algodão cor café, que acenou para eles com uma pequena bandeira vermelha de largada.

"Sr. Weiss~" Hilda ficou muito feliz em encontrá-lo ali.

"Bom dia, pequeno mestre." Weiss levantou-se. Hoje ele usava um rabo de cavalo baixo, estava sem seu monóculo e vestia roupas casuais simples, parecendo muito acessível.

"Por que você está aqui?" Tallon achou estranha a presença de Weiss, que raramente participava de atividades ao ar livre.

"O fornecedor desta competição é um aluno meu; ele me convidou. Como não sei caçar, vim ser assistente de largada." O sorriso do Professor Weiss continuava gentil. Ele disse calmamente: "Achei que ficar sentado aqui agitando a bandeira seria bem divertido."

"...É mesmo?..." Tallon olhou para a bandeirinha vermelha na mão dele e achou inacreditável, pois até nela havia uma pequena rã costurada.

"Bom dia, pequeno mestre." Will surgiu de algum lugar, carregando uma grande caixa de papelão selada.

"Bom dia, Dr. Will~" Hilda cumprimentou-o educadamente. Ela gostava muito dos dois e sentia-se à vontade na companhia deles.

"E você, por que está aqui?" Tallon perguntou, desconfiado.

"O mesmo que o Professor Weiss. Entre os fornecedores também há alunos meus, e fui convidado."

Tallon suspeitava que o aluno dos dois era, com certeza, a mesma pessoa.

"Tome." Weiss tirou a última besta reserva de um cesto ao lado e disse com um sorriso enigmático: "Esta eu guardei especialmente para o Duque, que chegou atrasado."

Tallon nunca trazia suas próprias ferramentas para a caça. Ele achava desnecessário, pois mesmo com a melhor flecha, sua habilidade no tiro e na caça era péssima — como uma lança de prata feita de estanho: bonita por fora, mas inútil na prática.

"Obrigado, Weiss." Tallon pegou a besta de madeira e a prendeu atrás da sela, respondendo com ironia: "Você é gentil demais."

"O pequeno mestre quer uma bandeirinha? Pode agitar quando estiver entediada para dar apoio ao Duque." Weiss tirou outra bandeira do bolso, mas esta era puramente verde e, ao abrir, revelava a silhueta de uma rã.

Tallon tentou impedir a mãozinha de Hilda, mas não teve sucesso.

"Obrigada, Sr. Weiss." Com uma mão na cintura de Tallon e a outra segurando a bandeirinha, Hilda a agitou para ele e disse alegremente: "É tão fofa~"

Hilda gostava de rãs; quando criança, ouvia muito a história do girino procurando a mamãe.

Já Tallon detestava animais de sangue frio como rãs e cobras; a ideia da pele escorregadia lhe causava náuseas. E, desde que a tal "Aula da Pequena Rã" de Will começara, ele ficava arrepiado só de ouvir a palavra "rã".

Mas o Duque não tinha coragem de recusar o apoio do pequeno algodão-doce. Ele começou a rezar para que sua besta conseguisse atingir ao menos algumas pobres presas.

"Divirtam-se." Atrás deles, o Professor Weiss e o Dr. Will ficaram juntos, agitando suas bandeiras vermelha e azul.

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