《O Segredo da Garota de Ouro no Mundo dos Alfas》Capítulo 1

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Hilda foi transportada para um mundo onde só existem homens.

Ela se sentia impotente, desesperada.

Para saciar sua fome, em sua ignorância, ela entrou em um clube de acompanhantes de luxo.

Tallon, olhando para a pequena figura trêmula sob seu corpo, não conteve o escárnio: "Você foi castrado? Como pode não ter nada aí embaixo?"

Naquele momento, o Duque ainda não havia percebido que, aparentemente, ele não gostava de homens.

——

0001 1 A Dona da Loja de Hamsters

No Mercado das Cem Aves, havia uma loja de hamsters de estimação chamada Pets Fofos. Embora o lugar fosse destinado à venda de roedores, havia muitos gatos circulando pela loja — cerca de uma dezena deles, preguiçosos, coçando as orelhas e relaxando.

"Jack, você realmente precisa perder peso."

"Ah, bebezinho, você tem que aprender a mamar, não a morder o bico da mamadeira."

"Shampao, olha a bagunça que você fez! Eu deveria ter te castrado antes. Achei que a Alice estivesse apenas gorda de tanto comer. Eu sou uma vendedora de hamsters, não uma criadora de gatinhos."

Após terminar de amamentar os filhotes de gato, Hilda pediu para sua funcionária Amélia cuidar da loja. Ela pegou a caixa de transporte, preparada para levar Alice ao veterinário para um ultrassom e descobrir quantos filhotes a hamster estava esperando.

Ela vestia um lindo vestido longo floral em tom bege, e seus longos cabelos loiros e lisos estavam perfeitamente penteados.

Ela checou o celular; eram apenas dez da manhã. Depois de terminar o exame de Alice e almoçar, seria exatamente o horário combinado com Cristiano.

Hoje era o dia em que Cristiano a levaria para conhecer os pais dele; eles iam ficar noivos.

Ela não conseguia conter a felicidade ao pensar nisso. Amava Cristiano profundamente; ele era um cavalheiro gentil, extremamente bonito e um estilista de renome na indústria.

Antigamente, Hilda jamais sonharia que poderia se casar com alguém tão perfeito. Afinal, ela era apenas uma vendedora de hamsters de origem humilde, criada em um orfanato. Nunca teve grandes ambições; seu maior objetivo era ter um trabalho que amasse e formar uma pequena família com a pessoa que amava.

Hoje, seu sonho estava prestes a se realizar.

Cantarolando pelo caminho, ela se preparava para abrir a porta de vidro da clínica veterinária. De repente, Alice começou a gritar dentro da caixa. Seus pelos se eriçaram e suas pupilas se dilataram.

"O que foi, querida?" Hilda parou o movimento de abrir a porta, colocou a caixa no chão e se agachou, querendo tirar Alice para acalmá-la, achando que ela estava estressada.

As nuvens se moveram com o vento, e uma sombra gigantesca cobriu o topo da clínica. O vento soprou os cabelos dourados de Hilda, e ela nem teve tempo de tocar na trava da caixa de transporte.

A clínica veterinária voltou a ficar iluminada.

"Meu Deus, quem foi o desalmado que abandonou um gato na porta da nossa clínica?"

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"Aqui não é um abrigo para animais de rua!"

"Donos irresponsáveis deveriam ser condenados por Deus!"

"Oh, Jesus, ela está grávida."

——— Continente de Téssia ———

"Ei, olhem só, eu invoquei um demônio loiro."

Hilda sentia uma tontura terrível. Quando conseguiu se recuperar e levantou a cabeça, deu de cara com um par de olhos velhos, turvos e injetados de sangue. O cheiro de álcool vindo daquela pessoa inundou seu nariz, e ela gritou em pânico.

"Rápido, transforme-se em ouro!" O velho agarrou o pulso fino de Hilda e berrou com ela: "Eu gastei muito dinheiro para comprar esse círculo de invocação da Torre Mágica!"

Do que ele estava falando? Ouro? Círculo de invocação? Ela não entendia nada daquilo.

Sua primeira reação foi achar que tinha encontrado um louco bizarro. Felizmente, o velho parecia extremamente debilitado e estava sob o efeito do álcool. Ela conseguiu empurrá-lo facilmente contra uma pilha de frascos que pareciam poções e fugiu dali sem olhar para trás.

O ar lá fora era denso e acre. O lugar estava repleto de construções que pareciam prédios abandonados, com entulho e lixo espalhados por todo lado, o que a fez lembrar de uma favela.

Ela não entendia como tinha ido parar ali, sendo que um segundo atrás estava na porta da clínica veterinária.

As ruas estavam cheias de homens vestindo roupas extremamente reveladoras. Pelo caminho, a maioria dos que encontrava usava apenas trapos pendurados, mas todos a encaravam como se estivessem vendo uma criatura bizarra.

Finalmente, após caminhar por muito tempo, ela avistou o que parecia ser uma mulher de cabelos longos, de costas para ela.

——— Continua ———

0002 2 Isto Deve Ser o Inferno do Caos

Hilda sentiu o coração palpitar de alegria e quis se aproximar para perguntar àquela mulher que lugar era aquele. Porém, antes que pudesse dar um passo, um homem se aproximou da figura. Ele abriu a boca e mordeu o pescoço da "mulher", e o que se seguiu foi a coisa mais absurda que Hilda já vira na vida.

Eles começaram a fazer sexo ali mesmo, no meio da rua. Mas ela não ouviu gemidos femininos; em vez disso, viu o que havia entre as pernas daquela figura.

Hilda sentiu o estômago revirar e, em transe, escondeu-se em um beco escuro da rua.

Nas horas seguintes, conforme o céu escurecia, ela observava entorpecida a multidão passando. Seus ouvidos eram preenchidos pelos gemidos dos homens em atos sexuais.

Isto deve ser o inferno do caos.

———

Hilda acordou com o estômago roncando de fome.

Seus cabelos estavam desgrenhados e seu vestido estava completamente imundo.

Ela teve que sair de seu esconderijo como um rato, caminhando rente à parede em busca de comida, mas não encontrou nada. A cada passo, os homens ociosos a olhavam de forma sinistra. Pareciam confusos com suas roupas, mas o que mais a sufocava era perceber que eles estavam, na verdade, olhando para os seus seios.

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Ela começou a cobrir o peito com as mãos. Percebeu que, naquele mundo, aparentemente não existiam mulheres; eram todos homens.

Ela precisava encontrar outras roupas e algo para enfaixar seus seios.

Atravessou uma longa rua e, ao final, viu um hospital. Esgueirou-se até a parte de trás do prédio e, nas latas de lixo, encontrou um rolo de gaze e um pijama de hospital enorme.

Escondida atrás das altas latas de lixo, ela tirou seu vestido floral coberto de lama.

Com as mãos trêmulas, Hilda deu um último abraço naquele vestido que pretendia usar em seu noivado. Ela o dobrou e o deixou ao lado da lata de lixo, como se deixasse ali seu sonho despedaçado de uma vida comum.

Hilda deixou o hospital e acabou se abrigando sob o vão de uma ponte, onde encontrou uma tesoura enferrujada.

Fios dourados foram soprados pelo vento forte, espalhando-se como sementes na primavera. No reflexo do rio, seus longos cabelos, seu maior orgulho, haviam desaparecido, restando apenas um corte curto e bagunçado e uma expressão de profunda tristeza.

Ela chorou encolhida sob a ponte; parecia que o mundo inteiro se resumia apenas a ela mesma. Exausta, acabou adormecendo entre lágrimas.

——

Um vento forte soprou pelo vão da ponte, e ela abriu seus olhos cor de rosa, exausta.

O céu estava escuro, parecia que uma tempestade estava por vir. Ela vestia apenas o pijama fino de hospital, que deixava o frio passar facilmente.

Precisava encontrar um abrigo rápido, ou morreria congelada. E a fome era insuportável; naqueles dois dias, exceto por um pouco de água do rio, não havia comido nada. Estava tão magra que sentia as costelas.

Com um baque, um pedaço de panqueca quase todo comido foi jogado da ponte. Ela se lançou sobre a comida como se fosse sua última esperança, segurando-a com as mãos e devorando-a em grandes mordidas.

"Que nojo", desdenhou um homem em cima da ponte.

"Eu te disse para não jogar nada aqui embaixo. As pessoas deste lugar não são diferentes de cães selvagens."

"Vamos logo, temos que chegar antes que os portões da Capital fechem. Se perdermos a feira de empregos desta vez, não teremos outra chance este ano."

Hilda aguçou os ouvidos para escutar a conversa. Colocou sua cabecinha bagunçada para fora do vão da ponte, tirou suas sandálias gastas e começou a seguir os dois homens silenciosamente.

——— Continua ———

0003 3 As Regras da Capital Imperial

Hilda os seguiu através de um pequeno bosque e, ao final, finalmente viu um pouco de luz. Por cima de muros altos, estendia-se uma paisagem vibrante como luzes de neon, lembrando as movimentadas ruas comerciais de seu próprio mundo. Ela engoliu em seco, como se tivesse encontrado o paraíso.

Correu até os portões da cidade. Havia uma multidão aglomerada ali, invariavelmente composta apenas por homens. Tinham estilos variados: alguns de cabelos longos, outros com barbas espessas, e alguns até com barrigas grandes — ela achou que fosse barriga de cerveja, mas claramente não era.

Sendo ele visivelmente um homem.

Hilda já estava começando a não se surpreender mais.

Os guardas no portão começaram a gritar: "Para entrar na Capital Imperial, é preciso obedecer às regras, caso contrário, a punição é a execução!"

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