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《Onde a Neve Nunca Derrete》Capítulo 16

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Médicos e enfermeiros correram para os procedimentos finais de emergência, mas não havia mais o que fazer.

Às três horas e dezessete minutos da madrugada, o eletrocardiograma de Bianca tornou-se uma linha reta, fria e contínua.

Antes de morrer, ela teve um breve e bizarro momento de consciência. Aqueles olhos já turvos fixaram-se em Bernardo, que vigiava à beira da cama. Não havia lágrimas, apenas um veneno profundo e inconformismo. Ela usou suas últimas forças para agarrar a mão de Bernardo, cravando as unhas na carne dele, e disse com voz rouca:

"— Irmão... eu te odeio..."

"— E também odeio a Alice..."

"— Nem como fantasma... eu vou deixar vocês em paz..."

Dito isso, ela sofreu um espasmo súbito, as pupilas dilataram e a mão caiu sem força.

Bianca morreu.

Levando consigo ódio e maldições infinitas, morreu no inverno de seus vinte e dois anos.

Bernardo permaneceu parado ali, observando a equipe médica remover silenciosamente todos os tubos de seu corpo e cobrir sua cabeça com o lençol branco.

Ele não chorou, nem sequer tinha expressão no rosto. Apenas sentia um vazio no coração, por onde o vento frio soprava livremente.

Ele sentia que suas lágrimas talvez já tivessem secado no momento em que cortou o próprio dedo.

Capítulo 24

A morte de Bianca não causou um grande alvoroço na já caótica família Rocha.

Ao ouvir a notícia fúnebre, a mãe de Bernardo soltou um grito e perdeu completamente a sanidade, sendo transferida para a ala psiquiátrica, onde passava os dias chorando e rindo sem motivo.

O pai de Bernardo envelheceu anos em uma noite; sustentava-se a duras penas para lidar com o funeral da filha e os restos da empresa. Em relação ao filho, restava apenas decepção e cansaço, sem mais forças para brigar.

Diego desapareceu após a coletiva de imprensa. A família Diego declarou publicamente que ele precisava de repouso, mas na verdade o enviou secretamente para o exterior para fugir do escândalo.

Parecia que tudo retornaria ao silêncio, deixando apenas o tempo para lamber as feridas.

Até que, quinze dias depois, em uma tarde aparentemente tranquila.

Alice, acompanhada por Gustavo, foi a um centro de reabilitação profissional na cidade para o treinamento intensivo que realizava duas vezes por semana.

No caminho de volta, Gustavo recebeu uma ligação comercial importante que precisava de atenção imediata. Ele pediu ao motorista que levasse Alice de volta ao centro de repouso primeiro, e que ele voltaria mais tarde.

O carro seguia suavemente pela estrada arborizada que levava ao centro. O caminho era relativamente isolado, com grandes cedros dos dois lados, e o sol filtrava-se pelas folhas criando pontos de luz.

De repente, um utilitário preto surgiu abruptamente de um acesso lateral, freou bruscamente e atravessou a estrada, bloqueando a passagem.

O motorista freou bruscamente; por inércia, Alice foi projetada para frente, sendo contida pelo cinto de segurança.

"— O que está acontecendo?" O motorista franziu a testa, prestes a descer para verificar.

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Do utilitário saltaram dois homens vestindo moletons pretos com capuz e máscaras, segurando adagas que brilhavam friamente, e correram direto para o carro onde Alice estava! O olhar deles era feroz, o alvo era claro!

Eles vinham por ela!

O motorista percebeu o perigo, travou as portas imediatamente e tentou dar marcha à ré.

Mas os agressores foram mais rápidos; um deles já estava ao lado do assento do motorista, batendo com força o cabo da faca contra a janela! A janela blindada exibiu rachaduras como uma teia de aranha!

O outro correu direto para a direção de Alice no banco traseiro!

Em um momento crítico, uma silhueta saltou dos arbustos à beira da estrada! A silhueta era rápida como um leopardo e colidiu violentamente contra o assassino que avançava sobre Alice!

Era Diego!

Ele estava com barba por fazer, roupas amarrotadas e olhos profundos; claramente estivera vigiando ali por tempo indeterminado. Naquele momento, como um tigre louco, ele agarrou a cintura do assassino e os dois rolaram no chão, lutando.

"— Alice! Corra!" Diego gritava com voz rouca enquanto lutava com o agressor.

Dentro do carro, Alice olhava através da janela trincada para aquela silhueta familiar e ao mesmo tempo estranha, paralisada.

Diego? Como ele podia estar ali?

O motorista aproveitou a chance para girar o volante com força, tentando escapar, mas o outro assassino já quebrara a janela do passageiro e esticava o braço para tentar abrir a porta!

Ao ver isso, Diego sentiu os olhos quase saltarem; não se sabe de onde tirou forças para empurrar o assassino que estava sobre ele e atirar-se desesperadamente em direção ao lado do passageiro para impedir o outro agressor.

"— SLASH!"

O som de lâmina entrando em carne humana.

O tempo pareceu congelar naquele instante.

O movimento de Diego parou. Ele baixou a cabeça lentamente, olhando para o próprio abdômen.

A ponta de uma adaga atravessara seu corpo, o sangue jorrou instantaneamente, manchando seu casaco cinza.

Fora o assassino que ele empurrara antes que, por trás, cravou a adaga com força em seu corpo.

"— DIEGO!" Dentro do carro, Alice soltou finalmente um grito curto de susto.

Diego parecia não ouvir; ele cambaleou, mas não caiu. Pelo contrário, usou suas últimas forças para se virar e agarrar com força a perna do assassino que o esfaqueara, gritando para o motorista que estava em choque: "DIRIJA! LEVE-A DAQUI!!!"

O motorista recobrou os sentidos subitamente, pisou no acelerador e o carro passou raspando pelo utilitário, escapando por pouco!

"— DIEGO!!!"

Alice apoiou-se na janela quebrada, olhando para trás.

Ela viu Diego agarrado desesperadamente à perna do assassino, permitindo que o outro agressor golpeasse sua cabeça e costas repetidamente com o cabo da faca. Ele não soltava; o sangue jorrava de sua boca e abdômen, abrindo uma mancha vermelha horrível no chão.

O olhar dele parecia atravessar o caos e a distância, focando de longe na direção de Alice dentro do carro.

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Aquele olhar era imensamente complexo: havia alívio, arrependimento e tantas emoções que Alice não entendia e não queria entender.

Então, na direção dela, ele moveu os lábios com extrema dificuldade. Pelo movimento, parecia dizer:

"Corra..."

"Corra rápido..."

Capítulo 25

O carro fez a curva e aquela cena sangrenta foi bloqueada pelas árvores, desaparecendo de vista.

Alice desabou no banco traseiro, o corpo gelado, tremendo incontrolavelmente. O que piscava repetidamente diante de seus olhos era o sangue jorrando do abdômen de Diego e aquele seu último olhar.

"— Srta. Valente! A senhora está bem? Se machucou?" O motorista, ainda em choque, perguntava ansioso enquanto levava o carro à velocidade máxima.

Alice não conseguia falar, apenas balançava a cabeça. Suas mãos estavam firmemente entrelaçadas, as unhas cravando-se profundamente na palma da mão, mas ela não sentia dor.

Logo, o som agudo de sirenes e de mais veículos veio de trás.

Era Gustavo trazendo reforços, junto com a polícia que fora acionada.

Os atacantes foram contidos e Diego, gravemente ferido, foi levado às pressas para o hospital mais próximo para uma cirurgia de emergência.

Alice retornou ao centro de repouso sob a escolta de Gustavo. Arthur já havia chegado ao receber a notícia; seu rosto estava lívido e uma aura opressora e assustadora emanava dele.

Ele imediatamente triplicou o número de homens para proteger Alice e contatou pessoalmente o alto escalão da polícia suíça, exigindo uma investigação minuciosa.

"— Foi a mãe de Bernardo." Arthur disse ao telefone após ouvir os resultados preliminares da investigação, com a voz tão fria que parecia soltar lascas de gelo. "Ela perdeu a sanidade e usou suas últimas economias pessoais para contratar assassinos profissionais no mercado negro. O objetivo... era tirar a sua vida."

Alice estava sentada no sofá, com o cobertor que Gustavo lhe dera sobre os ombros e uma xícara de água quente nas mãos. Ao ouvir isso, seus cílios tremeram, mas ela permaneceu em silêncio.

Tirar a vida dela.

Para "vingar" Bianca.

Mesmo que Bianca tivesse merecido o que aconteceu, mesmo que tudo tivesse sido consequência das próprias escolhas dela.

"— Os homens foram capturados, a mandante foi identificada. O resto fica com a lei." Arthur aproximou-se, ajoelhou-se diante dela e segurou suas mãos geladas, suavizando o tom de voz. "Alice, não tenha medo. O seu irmão está aqui, ninguém mais poderá te machucar."

Alice olhou para a preocupação e o pavor evidente nos olhos dele e assentiu levemente.

"— Ele..." Ela hesitou, mas acabou perguntando. "Diego, como ele está?"

O olhar de Arthur esfriou levemente, mas ele respondeu: "Está em cirurgia de emergência. Um ferimento perfurante no abdômen, perdeu muito sangue, ainda não saiu do perigo."

Alice soltou um "ah" e não falou mais nada, apenas baixou a cabeça observando o vapor que subia da xícara.

Gustavo acompanhou Arthur até a porta, conversando em voz baixa.

"— Como o Diego deu a sorte de estar lá naquele momento?" Arthur perguntou em tom de inquirição.

"— Eu verifiquei," Gustavo respondeu calmamente. "Ele chegou à Suíça há quinze dias e tem se escondido perto do centro de repouso. Deve estar... seguindo a Alice nas sombras. Desta vez, foi realmente coincidência; ele provavelmente percebeu a anormalidade daquele carro."

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