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《Onde a Neve Nunca Derrete》Capítulo 3

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Do outro lado da linha, a voz de Bernardo carregava uma impaciência nítida: "Alice? Acidente? Diga a ela para parar de atuar. Não tenho tempo para perder com esses joguinhos idiotas!"

Dito isso, sem esperar explicações, desligou o telefone com um estrondo.

A enfermeira ficou atônita, um pouco perdida, e tentou ligar para Diego.

"— Olá, Sr. Diego. A Srta. Alice sofreu um acidente e está em estado de emergência em nosso hospital. Precisamos que um familiar..."

"— Acidente?" A voz de Diego soava cansada, com um traço imperceptível de tédio. "Alice, estou muito ocupado cuidando da Bianca agora. O que você fez desta vez foi realmente errado, pare com essa confusão."

A chamada também foi encerrada.

A enfermeira segurou o fone, olhando para Alice, pálida na cama de hospital, com os olhos cheios de compaixão e impotência.

Ela disse ao médico: "A família... nenhum deles acredita, e não estão dispostos a vir."

O médico suspirou, avaliou o estado de Alice e balançou a cabeça: "Esqueça, vamos salvá-la primeiro. A vida vem em primeiro lugar. A burocracia... resolvemos quando ela acordar."

Alice estava deitada, com a consciência turva, mas ouviu claramente o conteúdo daquelas duas ligações.

Não acreditaram.

Não quiseram vir.

Disseram para ela parar com a confusão.

Cada palavra era como um ferro em brasa, queimando cruelmente seu coração já devastado.

Não se sabe quanto tempo passou; a cirurgia foi um sucesso e ela finalmente acordou por completo.

Com o corpo engessado e envolto em bandagens, qualquer movimento trazia uma dor excruciante.

A enfermeira veio trocar seus curativos e aproveitou para avisar que as despesas médicas estavam acumuladas e precisavam ser pagas o quanto antes.

Alice apoiou o corpo, suportando a dor terrível, e moveu-se passo a passo até o guichê de pagamentos.

Ao chegar na esquina do corredor, deu de cara com Bernardo.

Bernardo a analisou de cima a baixo. Em seu rosto não havia sinal de preocupação, apenas deboche e fúria: "Alice, você é mesmo impressionante. Levou a atuação até o hospital?"

Sem dizer mais nada, ele avançou e agarrou o braço dela: "Ótimo. Eu e o Diego temos assuntos da empresa para resolver, e Bianca acabou de levar um susto e precisa de companhia. Como irmã, você vai cuidar dela por alguns dias, considere isso uma forma de compensar seus erros."

Dito isso, ele praticamente arrastou Alice em direção ao quarto VIP de Bianca.

Alice sentia a ferida doer intensamente pelo puxão, o suor frio brotava em sua testa, mas ela não conseguia se soltar.

Ao chegarem ao quarto de Bianca, Diego também estava lá.

Ele viu a roupa de hospital e o gesso de Alice, e sua expressão mudou levemente: "Alice, você... você realmente sofreu um acidente?"

Bernardo soltou um riso gélido imediatamente: "Como seria possível? Diego, não esqueça que ela costumava fazer isso sempre! Para nos fazer dar atenção e carinho, fingia doenças, fugia de casa... ela tem mil truques! Olhe para ela, tirando o gesso, não parece bem disposta? Consegue até andar!"

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Ao ouvir isso, o olhar de Diego para Alice também se tornou frio, carregado de decepção e censura: "Alice, você é muito imatura. Bianca precisa de repouso agora, e você ainda usa esse tipo de método para causar confusão!"

Alice ficou apenas observando os dois se alternando em acusá-la e condená-la. Baixou os olhos, parou de olhar para eles e não explicou mais nada.

Bernardo a levou até a beira da cama de Bianca e disse à garota, que tinha um olhar tímido: "Bianca, eu e o Diego vamos resolver alguns negócios. Alice vai ficar aqui com você. Fique tranquila, deixei alguns seguranças na porta; eles vão vigiá-la para que ela não te machuque de novo."

Dito isso, ele lançou um olhar de aviso para Alice e saiu do quarto com Diego.

A porta se fechou, restando no quarto apenas Alice e Bianca, com a silhueta dos seguranças visível do lado de fora.

Bianca encostou-se na cabeceira da cama. Observando o estado deplorável de Alice, a expressão de timidez em seu rosto desapareceu gradualmente.

Nos dias seguintes, Bianca portou-se de forma surpreendentemente calma.

Ela apenas pedia que Alice fizesse tarefas triviais, como servir chá, água ou descascar frutas, sem criar dificuldades deliberadas.

Embora Alice estivesse exausta e sentisse dores pelo corpo, o fato de não ter que enfrentar humilhações diretas a fez suspirar aliviada.

Até o dia em que Bianca recebeu alta.

Bianca estava sentada na beira da cama e, de repente, falou com voz suave: "Irmã, obrigada por cuidar de mim nestes dias."

Ela apontou para o monte de suplementos caros que Bernardo e Diego haviam enviado: "Estes suplementos, eu não vou conseguir comer tudo e é um incômodo levar. Já que você cuidou de mim por tanto tempo, vou dá-los a você."

"— Não precisa," Alice recusou com a voz rouca. "Eu tenho alergia."

O sorriso no rosto de Bianca desapareceu instantaneamente, e seu olhar tornou-se gélido: "Alice, ninguém nunca ousou recusar um pedido meu."

Capítulo 5

Ela bateu palmas e os dois seguranças na porta entraram imediatamente.

"— Peguem esses suplementos," Bianca apontou para o pote de proteína em pó, com a voz fria. "E forcem na boca dela. Não deixem sobrar nem uma gota."

Os seguranças avançaram de imediato. Um agarrou os braços de Alice enquanto o outro pegou o pote, abriu a tampa e preparou-se para despejar o conteúdo na boca dela!

"— Me soltem! Bianca!"

Alice lutou desesperadamente, mas com as fraturas ainda não curadas, ela não era páreo para dois homens corpulentos!

O pó foi forçado em sua boca, entrando pela traqueia!

Ela tossiu violentamente, debatendo-se. Seu rosto ficou vermelho rapidamente devido à asfixia e à reação alérgica. Sua garganta parecia estar pegando fogo e a respiração tornou-se difícil!

Nesse exato momento, ouviu-se as vozes de Bernardo e Diego do lado de fora do quarto.

"— Bianca, já terminou de arrumar as coisas? Viemos te levar para casa."

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"— São muitas coisas? Precisa de ajuda?"

Os olhos de Bianca brilharam. Ela imediatamente assumiu uma postura frágil, saiu apressada do quarto e, com um gesto suave, encostou a porta.

"— Irmão, Diego, vocês chegaram!" A voz de Bianca era alegre. "Já terminei de arrumar! Vamos!"

"— E a Alice?" Diego pareceu perguntar.

"— A irmã... ela ainda está comendo algo, pediu para irmos primeiro e não esperarmos por ela."

Do lado de fora, Bernardo pareceu emitir um som de concordância e não perguntou mais nada. Diego pareceu hesitar por um instante, mas também não disse nada.

O som dos passos foi se afastando gradualmente.

Dentro do quarto, Alice era imobilizada com força pelos seguranças enquanto mais pó era despejado!

Ela balançava a cabeça desesperadamente, tentando pedir socorro, mas sua garganta estava obstruída pelo pó, emitindo apenas sons abafados e desesperados de sufocamento!

Sua visão começou a escurecer, seus pulmões pareciam prestes a explodir e manchas vermelhas anormais começaram a surgir por toda a sua pele. Uma sensação de coceira e queimação a invadiu...

Por fim, sua visão apagou e ela perdeu a consciência completamente.

...

Quando acordou novamente, estava em outro quarto de hospital.

Sua garganta ardia terrivelmente e seu corpo estava coberto por grandes manchas vermelhas que coçavam e doíam.

Do lado de fora do quarto, ouvia-se vagamente a voz de Bianca em tom de choro: "...a culpa é minha. Eu só achei que a irmã estivesse cansada de cuidar de mim nestes dias, então dei os suplementos para ela fortalecer o corpo... eu não imaginava... não imaginava que ela fosse alérgica... e de forma tão grave... eu realmente não fiz por mal..."

Em seguida, veio a voz consoladora de Bernardo: "Tudo bem, Bianca, não chore. Sua intenção foi boa. Está tudo bem, o médico não disse que ela já saiu de perigo? Alice... ela não vai te culpar."

Depois, o consolo gentil de Diego: "É verdade, foi um erro sem intenção, não se sinta tão culpada."

Erro sem intenção? Não a culparia?

Alice, deitada na cama, ouvindo aquele diálogo acolhedor do lado de fora, sentiu uma onda intensa e nauseante de ironia subir ao seu coração.

Nesse momento, a porta do quarto se abriu.

Bernardo e Diego entraram, seguidos por Bianca, que estava com os olhos vermelhos, como uma coelhinha assustada.

Bernardo começou a falar: "Você ouviu o que acabamos de dizer, não? Bianca não fez por mal, a intenção dela foi boa. Deixe esse assunto para lá e não fique remoendo isso."

Deixar para lá?

A garganta de Alice estava rouca, cada palavra que dizia doía como um corte de faca, mas ela forçou-se a perguntar, palavra por palavra: "Naquela época... Bianca disse que eu a empurrei da escada, e vocês me mandaram para a prisão por três anos."

"Agora, Bianca sabia claramente que eu era alérgica e mandou que me forçassem a ingerir aquele pó que quase me matou sufocada. E vocês dizem para eu deixar para lá?"

O rosto de Bernardo escureceu, claramente irritado pelo questionamento: "E o que você quer?! Que eu mande Bianca para a prisão com minhas próprias mãos?! Ela é minha irmã de sangue! Como eu poderia ser tão cruel com ela?! Além disso, por sua causa, ela sofreu todos esses anos lá fora! O que aconteceu agora é apenas ela cobrando um pouco de juros!"

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