Era como as cerejeiras precoces da primavera, ou os botões amarelo-claros do jasmim; atrás dela, estendia-se uma primavera sem fim.
Mais abaixo, estavam as duas pernas longas e alvas posicionadas ao lado de sua cintura. A pele era tão macia que ele não pôde evitar tocá-la.
Nesse momento, o Elfo Negro sentiu um leve aroma de sangue, o que lhe causou um aperto no coração. Suas mãos de dedos longos e definidos deslizaram das coxas até a entrada da flor, pinçando aquela pequena joia doce como uma cereja. O clitóris vibrava sob seus dedos enquanto ele massageava a genitália delicada de Alana, como se estivesse colhendo uma framboesa suculenta.
Tremores percorreram a espinha de Alana. De repente, uma onda de prazer espasmódico a atingiu, como se uma corrente de calor fosse drenada de seu corpo. Nesse estado etéreo, ela nem percebeu que o homem abaixo de si havia despertado, até sentir seu corpo ser virado e pressionado contra o chão. Sua cabeça foi cuidadosamente apoiada sobre as roupas dobradas, protegendo-a da dor do impacto contra o solo.
Sua cintura foi firmemente dominada por uma das mãos do homem, que a puxou para si. O contato carnal produzia sons de estalo, acompanhados pelo ruído úmido e obsceno dos fluidos, algo profundamente vergonhoso.
Felizmente, não havia outros seres humanoides na floresta naquele momento, apenas o farfalhar das folhas ao vento, o canto dos pássaros e o zumbido dos insetos. O silêncio era até maior que o habitual, pensou Alana.
O que ela não sabia era que, no topo de uma árvore não muito distante, dois Elfos da Luz identicamente iguais observavam a união com curiosidade.
Esses dois Elfos da Luz nunca tinham visto nada parecido antes.
Eles possuíam as melhores habilidades de rastreamento e tiro, mas, devido ao mecanismo especial de reprodução de sua raça, nem sequer perceberam que Alana era a fêmea que todas as raças do continente procuravam desesperadamente.
Contudo, a falta de libido não significava ausência de desejo. Ao olhar para aquele ser humanoide, ao mesmo tempo familiar e estranho, sentiram uma alegria involuntária no coração. Assim, decidiram por conta própria interromper a perseguição ao Elfo Negro que ousara roubar o galho da Árvore da Vida, permanecendo nas sombras para observar e esperar.
A espera transformou-se em contemplação, e a contemplação em curiosidade.
Embora a maioria dos Elfos da Luz não nascesse através da união comum, eles tinham conhecimentos fisiológicos básicos. Sob a perspectiva da procriação, aquele Elfo Negro e aquela criaturinha frágil e adorável, que exalava um aroma tão próximo porém desconhecido, estavam se esforçando por tempo demais.
As expressões no rosto dela também eram estranhas; parecia estar chorando, mas também havia um prazer indescritível. Lágrimas pendiam na base de seus cílios curvados, ameaçando cair a qualquer momento, o que deixava os dois Elfos da Luz inexplicavelmente inquietos.
Seus olhos estavam enevoados e o rosto ruborizado, murmurando fragrâncias inebriantes. Os gemidos baixos daquele ser desconhecido eram como penas molhadas, roçando repetidamente as orelhas dos dois Elfos da Luz.
Anteriormente, Luan, insatisfeito com o roçar torturante de Alana, pressionou-a contra o chão e penetrou-a profundamente de uma só vez. Ao atingir o fundo, o núcleo da flor envolveu-o firmemente, contraindo-se e tremendo delicadamente a cada toque seu. Quando ele parava, a flor parecia abraçá-lo com alegria; era um deleite tão absoluto que ele se sentia no ápice do prazer terreno, incapaz de parar, flutuando em êxtase.
Ele a balançava como o vento agita um salgueiro jovem, e aquela cintura parecia prestes a se partir. O busto dela oscilava intensamente; ele abocanhou um dos mamilos, sugando um néctar doce e límpido enquanto o mordiscava repetidamente.
Alana gemia e soltava sons como os de um gatinho, o que instigava Luan a intensificar suas investidas, desejando transformá-la em água e dissolvê-la em sua boca.
Em pouco tempo, um clarão branco atravessou a mente de Alana e ela desmaiou devido à intensidade do ato. Em meio ao orgasmo, não houve tempo para pensar em quanto das permissões do sistema haviam sido desbloqueadas ou se o fato do Elfo Negro não ter ejaculado contaria como troca de fluidos; ela simplesmente desmaiou de puro prazer.
Luan lamentava internamente por ter pulado a etapa de usar a língua, imaginando qual seria o sabor adocicado daquela flor; se o Patriarca soubesse, certamente o puniria.
Ao perceber que a mulher havia desfalecido, ele ignorou o próprio desejo latente e a examinou cuidadosamente. Certificando-se de que Alana estava bem, passou a vigiá-la. Para evitar que ela se resfriasse, cobriu-a com suas roupas e, após limpar a bagunça ao redor, ficou em silêncio, contemplando de perto os traços deslumbrantes daquela pessoa.
Quanto mais Luan olhava, mais se apaixonava. Sentia que aquela fêmea havia nascido especificamente para ele; caso contrário, como poderia amar cada detalhe dela de forma tão incontrolável? Tudo nela era perfeito.
A luz e a sombra oscilavam entre as folhas densas, e o sol quente filtrava-se criando pontos dourados no rosto de Alana, tingindo suas bochechas com um tom rosado como o arrebol. Sua pele era cristalina e branca como açúcar refinado, e as pontas dos dedos de Luan ainda pareciam guardar a sensação sedosa que o fizera perder a noção do tempo.
Os cílios dela eram longos e curvados, como penas prontas para fazer cócegas nas partes mais sensíveis de quem a olhasse; ele ansiava pelo momento em que ela abriria os olhos, revelando uma beleza capaz de eclipsar qualquer paisagem.
O nariz era empinado e delicado, com curvas ágeis e elegantes.
A boca era pequena, tenra e rosada, como a pétala mais macia de uma flor de pessegueiro na primavera.
Devido ao ato sexual intenso de agora pouco, seus lábios exibiam um vermelho febril, uma cor que nenhum cosmético poderia imitar — um vermelho suave, lânguido e perfumado. Como se sentisse sede, sua língua rosada projetou-se inquietamente para lambê-los, fazendo com que o membro de Luan pulsasse novamente sob o abdômen.
Sentindo uma imensa ternura, Luan vestiu rapidamente as calças e, mantendo o peito nu, partiu para o interior da floresta em busca de uma fonte de água limpa, não sem antes usar o que lhe restava de magia para erguer uma barreira de proteção.
No silêncio absoluto entre o céu e a terra, os pássaros calaram-se subitamente. O ar ao redor sofreu uma distorção sutil e, no momento seguinte, dois Elfos da Luz surgiram silenciosamente diante da adormecida Alana.
Eram dois jovens que aparentavam dezoito ou dezenove anos, com cabelos prateados que fluíam como o luar, belos como divindades. O mais velho, Patrício, era sagrado e frio, mestre em controlar o vento; o mais novo, Patriano, tinha uma aura mais dócil e suave, possuindo uma arquearia de elite e um talento para a forja que poderia rivalizar com o dos anões. Embora fossem muito parecidos, era possível notar as diferenças entre eles; eram a última geração da linhagem real de sangue azul dos Elfos da Luz.
Patrício franziu as sobrancelhas finas, observando as pernas cerradas de Alana. Seu nariz moveu-se instintivamente ao captar a fragrância quase imperceptível no ar, enquanto seus olhos inocentes percorriam o corpo de Alana no chão.
— O que é isso? — perguntou ele.
Já Patriano apontou para entre as pernas de Alana e questionou:
— Por que a parte de baixo dela parece ser diferente da nossa?
Sob o efeito Tyndall, a luz solar atravessava a copa das árvores como holofotes focados em Alana. Seu corpo era curvilíneo, com contornos suaves e fluidos; o jogo de luz e sombra flutuava sobre sua pele macia e seminua.
Uma silhueta tão voluptuosa quanto as pinturas clássicas de Vênus ou Dânae, exalando uma beleza farta e delicada.
Pétalas de cerejeira rosadas caíam suavemente, compondo um cenário de luxúria e encanto. O robe de linho fino estava envolto desordenadamente em seu corpo, cobrindo apenas o limite das coxas, de modo que qualquer um que olhasse não conseguiria desviar os olhos. Seus longos cabelos negros serpenteavam como uma cascata, emoldurando seu rosto de uma brancura absoluta.
A postura deitada de lado revelava uma parte de suas costas níveas; o sulco da espinha era profundo e as omoplatas, elegantes e definidas. Uma criatura radiante como o jade, cuja pele era mais clara que flores de pessegueiro, sem uma única imperfeição em todo o corpo.
Patrício e Patriano ficaram hipnotizados. Mesmo em sua ingenuidade, perceberam naquele instante que aquele ser era a fêmea que todo o continente procurava desesperadamente. Esquecendo-se de recuperar o galho da Árvore da Vida roubado pelo Elfo Negro, os dois se entreolharam, tomaram Alana nos braços e partiram como um raio em direção à Floresta da Luz.
Alana estava exausta. Nos últimos dias, viveu em estado de alerta por estar sozinha na floresta; somente após o sexo intenso é que relaxou completamente. Em meio ao torpor, sentiu o balanço do corpo e o vento passando; tentou abrir os olhos com esforço, conseguindo apenas uma pequena fresta.
A velocidade dos Elfos da Luz era impressionante, um dom da criação e um talento racial. Num piscar de olhos, cruzaram do centro da Floresta do Poente até a sua periferia. Se dependesse do Passo das Nuvens caprichoso de Alana, ela levaria três dias para alcançar aquela borda.