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《Renascendo da Traição》Capítulo 4

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A voz de Alícia Vidigal era calma como um lago profundo, como se estivesse contando a história de outra pessoa.

— Sua mãe teve um caso com um colega de trabalho. Quando seu pai os flagrou, ele perdeu a razão, matou os dois a socos e depois tirou a própria vida.

— Da noite para o dia, de uma simples estudante de ensino médio, ela se tornou a "filha de um assassino".

— Todas as economias da família foram pagas como indenização aos parentes das vítimas, a casa foi lacrada pela justiça e os parentes a empurravam de um lado para o outro como se ela fosse uma praga. Ninguém queria carregar aquele fardo.

— Quando ela estava desesperada o suficiente para querer seguir o caminho dos pais, foram Lucas Valentim e a mãe dele que a levaram para casa.

As mensagens no estúdio silenciaram por um instante antes de voltarem a subir:

[Meu Deus... isso é terrível demais.]

[A vida dela começou a desmoronar a partir daí, não é?]

[Então a família do rapaz a acolheu? Mas por que depois...]

Alícia continuou: — Dona Vera, a mãe de Lucas, era uma mulher doce até a alma. Ela disse: "Alícia, a partir de hoje, esta é a sua casa".

— Quando Alícia tinha vinte anos, Dona Vera ficou em estado terminal.

— Antes de partir, ela segurou a mão de Lucas e pediu: "Depois que eu me for, Alícia será sua única família. Eu sei que você a ama; cuide bem dela, não minta para ela e, acima de tudo, nunca a decepcione..."

— Lucas ajoelhou-se ao lado da cama e, com os olhos vermelhos, jurou que faria o bem para Alícia pelo resto da vida.

Neste ponto, Alícia fez uma pequena pausa, seu olhar passando por Lucas ao seu lado. Ele estava de cabeça baixa, as mãos apertando os joelhos com tanta força que tremiam.

— Eles ficaram juntos naturalmente. Lucas dizia que se casariam assim que ele se formasse. Mas o destino parece ter um gosto especial por zombar das pessoas.

— Ele foi diagnosticado com leucemia. Embora não fosse um caso terminal imediato, os custos exorbitantes do tratamento eram como uma montanha esmagando os dois.

O alerta de chamada soou novamente. Alícia atendeu, e a voz ansiosa de uma jovem perguntou:

— Locutora, então lutar naqueles ringues clandestinos foi realmente para salvar o rapaz? Como uma garota pensaria em usar esse... método?

Alícia curvou levemente os lábios. — Porque era a maneira mais rápida de conseguir dinheiro.

— Para pagar o tratamento de Lucas, Alícia trancou a faculdade secretamente. Durante o dia, servia mesas; à noite, carregava tijolos em obras. Ela trabalhava em três empregos por dia.

— Lucas, angustiado ao vê-la assim, fugiu do hospital uma vez, abraçou-a chorando e disse que não queria mais o tratamento.

— Ele disse: "Alícia, vamos embora, qualquer lugar serve. Eu não quero que você se esforce tanto por mim".

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— Alícia endureceu o coração e o levou de volta para o quarto de hospital. Foi no caminho de volta, naquele dia, que ela encontrou o agenciador dos ringues clandestinos.

— Ele disse que os ricos adoravam ver garotas magras e bonitas lutando boxe. Se ela tivesse coragem de lutar e apanhar, o pagamento de uma única noite equivaleria a três meses servindo mesas.

— Mesmo sabendo que era um caminho sem volta, Alícia foi.

A voz de Alícia baixou de tom:

— O código dela era 99821. Era a data do aniversário de Lucas, a esperança que ela estava disposta a proteger com todas as forças.

— Ela assinou um contrato de vida ou morte. Isso triplicava o pagamento, mas significava que cada oponente tentaria matá-la no ringue.

— O lugar ficava no terceiro subsolo. Não havia janelas e o ar era péssimo.

— Em inúmeras noites, ela era espancada até ficar coberta de feridas. Várias vezes esteve prestes a não resistir.

— Na pior delas, quebrou três costelas, perdeu a audição no ouvido direito e teve lesões internas que a fizeram vomitar muito sangue. O responsável disse para ela descansar por três meses, mas em menos de um mês ela estava de volta ao ringue.

— Ela tinha medo de que cada dia de atraso representasse um risco a mais para a vida de Lucas.

— Ela viveu assim por três anos inteiros.

O estúdio estava tão silencioso que se podia ouvir a respiração. Os ombros de Lucas começaram a sacudir; ele mordia os lábios com tanta força que sentiu o gosto de sangue.

— No dia em que Lucas recebeu alta, os dois se abraçaram e choraram por muito tempo.

— Lucas, com os olhos marejados, fez um juramento solene: "Alícia, minha segunda vida foi você quem me deu. Se algum dia eu te decepcionar, que eu morra de forma terrível!"

— Quando ele disse isso, o olhar era tão sincero que Alícia sentiu que todo o sofrimento havia valido a pena.

Alícia soltou um suspiro suave:

— Mas alguns juramentos, ao que parece, nasceram para ser quebrados.

— Três meses após a alta de Lucas, um grupo de homens em ternos caros apareceu na porta deles.

— Alícia descobriu então que ele era o filho ilegítimo de Marcos Valentim, o homem mais rico do Rio de Janeiro.

— Lucas disse a ela que odiava Marcos Valentim por ter deixado sua mãe sofrer a vida inteira. Mas ele também sabia que apenas retornando para a elite poderia dar a ela uma vida melhor.

— Então, ele a levou para a mansão dos Valentim.

— Sob o título de "filho ilegítimo", Lucas era marginalizado em todos os lugares. Era ridicularizado durante os jantares, sabotado em reuniões; até o desejo de ter um momento de paz tornou-se um luxo.

— Alícia sofria por ele e várias vezes sugeriu que fossem embora.

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— Mas o olhar de Lucas era firme: "Eles me desprezam, então eu vou subir até o topo. Vou te dar uma vida maravilhosa e fazer justiça para minha mãe!"

— A partir de então, Lucas mudou completamente. Mergulhou nos negócios, entregou-se ao mundo da fama e do poder e, com um talento e uma frieza incomuns, completou sua transformação em apenas dois anos.

— A família Valentim não ousava mais chamá-lo de "bastardo", começaram a chamá-lo respeitosamente de "Jovem Mestre". Marcos Valentim decidiu torná-lo seu herdeiro e até providenciou um noivado com alguém de sua classe social.

— E Alícia, no fim das contas, tornou-se a pessoa que sobrava.

A voz de Alícia continuava estável como se estivesse relatando a previsão do tempo:

— Todos comentavam pelas costas que ela não estava à altura de Lucas.

— Marcos Valentim chegou a procurá-la, jogando um cheque sobre a mesa: "Se você realmente quer o bem do Lucas, deixe-o. Esse dinheiro é todo seu".

— Alícia sabia perfeitamente que o abismo entre ela e Lucas só aumentava.

— Ele era o herdeiro de um império, e ela era a filha de um assassino, carregando um corpo cheio de sequelas. Eles já não pertenciam ao mesmo mundo.

— Mas Lucas não a deixava ir. Ele perdeu o controle diante de todos e, com os olhos vermelhos, gritou: "Alícia Vidigal é a minha vida! Sem ela, eu já estaria morto!"

— "Não me casarei com ninguém além dela! Quem ousar mandá-la embora, eu me jogo deste prédio!"

— Marcos Valentim não acreditou e insistiu em mandá-la para longe. Lucas, então, pegou uma faca de frutas na frente do pai e esfaqueou a si mesmo!

— Pálido de dor, ele repetiu obstinadamente: "Nesta vida, eu só quero a Alícia!"

— Marcos Valentim não teve escolha a não ser ceder temporariamente.

— Lucas ficou dois dias e duas noites na UTI antes de sair de perigo. A primeira coisa que fez ao acordar foi enxugar as lágrimas dela e dizer com firmeza: "Alícia, ficaremos juntos para sempre".

— Naquele momento, Alícia sentiu que toda a humilhação e insegurança tinham valido a pena.

— Ela acreditou que o amor deles venceria tudo, que realmente se amariam pela vida inteira.

— Até que... Jade Menezes apareceu.

Neste ponto, a luz de chamada piscou insistentemente. Era a mesma ouvinte de antes.

— Locutora! — a voz dela era urgente. — Eles passaram por tanto, o sentimento deveria ser inabalável. Como essa Jade Menezes conseguiu entrar no meio? Que tipo de tática ela usou?

Alícia deu um sorriso leve, com um toque de ironia na voz:

— Na verdade, não foram necessárias grandes táticas.

— Porque o coração humano é algo que muda, especialmente no campo de vaidades e interesses da elite.

Capítulo 6

— Jade Menezes foi a noiva escolhida a dedo por Marcos Valentim para Lucas.

A voz de Alícia ecoava no estúdio, calma como se lesse um boletim informativo:

— Vinda de uma família de músicos tradicionais, estudou no exterior desde pequena, tocava piano e violino, era elegante e de beleza extraordinária.

— O primeiro encontro oficial foi na festa de aniversário do patriarca dos Valentim.

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