《A Substituta do CEO: A Vingança de Clara》Capítulo 6

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O vídeo continuava passando diante de todos; não era difícil imaginar quem era a autora.

Com razão, ele sentira um mau pressentimento antes do jantar.

Uma fúria avassaladora subiu à cabeça de Ricardo. Ele olhou instintivamente para onde Clara estava sentada —

Mas havia apenas uma cadeira vazia.

Ela tinha ido embora.

Os sussurros dos convidados começaram a inundar seus ouvidos como uma maré:

“Meu Deus! Então a Clara é a verdadeira herdeira dos Antunes? A Beatriz é só uma filha ilegítima?”

“Nunca imaginei que o Ricardo usaria métodos tão baixos para enganar uma garota...”

“Cruzando com esse casal de loucos, a Clara deu um azar danado!”

As mãos de Ricardo, ao lado do corpo, cerraram-se com força, as veias saltando. Sua voz era assustadoramente fria ao dar ordens ao secretário que subia ao palco:

“Vá atrás da Clara! Procure por toda São Paulo e traga-a para a minha frente!”

“E avise a toda a imprensa presente. Quem ousar vazar qualquer detalhe do que aconteceu hoje, não esperte complacência da minha parte!”

O peito dele arfava violentamente quando uma mão macia segurou a sua.

Ricardo parou por um instante e viu o rosto pálido, mas forçadamente calmo, de Beatriz.

Ela tentou sorrir: “Ricardo, a Clara certamente não fez por mal...”

Ela respirou fundo, posando de compreensiva: “Não podemos perder o controle agora. Vamos terminar o cerimonial para não virarmos piada.”

Ao vê-la tentando consolá-lo mesmo em meio à humilhação, o coração de Ricardo amoleceu. Ele ia puxá-la para um abraço.

No entanto, um grito de surpresa ecoou no salão.

Ele percebeu que o vídeo anterior havia parado. Ao olhar para o telão, seu sangue congelou instantaneamente —

Fotos de Beatriz beijando outros homens surgiam nítidas diante de todos.

Beatriz, vendo-o paralisado, virou-se sem entender.

No segundo seguinte, toda a cor sumiu de seu rosto e ela soltou um grito histérico:

“Desliguem! Desliguem isso agora!”

Ela tentou correr para fora do palco como uma louca, mas Ricardo a segurou com força.

Incapaz de se soltar, ela começou a balbuciar explicações desconexas: “É mentira... são montagens que a Clara fez para me prejudicar! Ricardo, não olhe—”

Antes que terminasse de falar, as fotos pararam e um vídeo começou a rodar logo em seguida.

Nas imagens, Beatriz usava roupas curtas e colocava uma uva na boca, dando-a de forma audaciosa na boca de um homem desconhecido. As pessoas ao redor riam e incentivavam, em um clima totalmente sugestivo.

Ricardo nunca a vira daquela forma.

Ele sempre pensara que ela era pura e tímida, do tipo que corava ao segurar as mãos.

No vídeo, alguém perguntava rindo: “Bia, não tem medo que aquele cara da família Xie descubra?”

“Medo de quê?” O tom de Beatriz era puro deboche. “Vocês não têm ideia do quanto ele é louco por mim.”

“O Ricardo é um idiota, ele conseguiu confundir até quem salvou a vida dele.”

“Ele acha que fui eu quem o salvou, mas na verdade, quem o tirou da água naquele dia foi a Clara!”

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Ela soltou uma risada boba, com uma voz doce porém venenosa:

“Ele é tão fácil de enganar... mesmo que descubra, eu invento qualquer desculpa e ele acredita... ele jamais ousaria desconfiar de mim.”

 

Capítulo 10

Beatriz sentiu as pernas fraquejarem e desabou no chão.

Ela agarrou a barra da calça de Ricardo, balançando a cabeça em pânico:

“Não, não é nada disso... Ricardo, me escuta, eu posso explicar...”

Ricardo virou a cabeça lentamente, e o olhar que dirigiu a ela era de um frio aterrador:

“A pessoa que me salvou... foi a Clara?”

“Você mentiu para mim?”

“Eu não menti!” Beatriz rebateu com um grito agudo, mas começou a gaguejar sem conseguir continuar. “Eu só... eu apenas...”

“Senhor Ricardo!”

O Senhor Antunes, vendo que a situação fugia ao controle, subiu apressadamente ao palco, colocando-se entre os dois.

Com o rosto lívido, ele tentava manter a compostura: “Vamos conversar sobre isso em particular!”

“Há muitas pessoas presentes hoje, o mais importante é estabilizar a situação!”

“É verdade!” Dona Helena também se aproximou, lançando um olhar de puro ódio para Beatriz.

Por mais que detestasse aquela filha ilegítima, ela entendia que o prestígio da família era a prioridade no momento.

“O que aconteceu hoje é um escândalo para as duas famílias! É melhor terminarmos a cerimônia e depois emitirmos um comunicado dizendo que as fotos foram editadas e que são calúnias de concorrentes. Precisamos abafar esse caos!”

Mas Ricardo não ouvia mais nada.

Sua mente estava fixa naquela frase: “Ele provavelmente não sabe até agora que quem o tirou da água, na verdade, foi a Clara!”

Se aquilo fosse verdade...

O que significavam o favoritismo que ele demonstrou por Beatriz e todas as armações contra Clara nestes últimos três anos?

Ele reconhecera a pessoa errada e pisara na lama aquela que era sua verdadeira salvadora.

E pensar que... ele tivera uma chance.

Ricardo estava prestes a recusar o pedido de silêncio quando as portas do salão foram escancaradas.

Dois policiais entraram acompanhados por um homem jovem e subiram direto ao palco.

O policial à frente exibiu o distintivo com uma voz solene:

“Recebemos uma denúncia de envolvimento em um caso criminal de dois anos atrás. Por favor, colaborem com a investigação.”

Ao lado dele, o jovem tinha os olhos injetados; o ódio parecia querer saltar de seu peito:

“Senhor Antunes, o senhor ainda se lembra das pessoas que morreram por culpa de vocês três anos atrás?”

“Eu quero que vocês — paguem essa dívida de sangue!”

O Senhor Antunes franziu o cenho, ignorando o rapaz e voltando-se para o policial:

“Oficial, deve haver algum mal-entendido...”

“Creio que não há mal-entendido algum.”

O policial o interrompeu.

Em seguida, a própria voz do Senhor Antunes ecoou nitidamente pelos alto-falantes do salão:

【Eu abafei o caso. Mas, Senhor Ricardo, isso foi uma falha no projeto de parceria das duas famílias... o melhor é selarmos o casamento.】

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【Com as duas famílias formando um bloco de interesses, todos ficam tranquilos.】

Após um breve silêncio, veio a resposta fria de Ricardo: 【Fechado.】

O rosto do Senhor Antunes mudou de cor drasticamente. Dona Helena tentou intervir rapidamente para amenizar a situação:

“Isso... isso é apenas um áudio, não prova nada!”

“As famílias Antunes e Silva são alvos grandes; quantos concorrentes não gostariam de nos derrubar? Se aceitarmos qualquer áudio forjado como prova, onde vai parar a reputação das nossas empresas?”

Ela virou-se para o jovem furioso, mantendo a postura:

“Senhor, é preciso ter provas antes de falar! Se qualquer um puder fazer acusações vazias como essa, o que será da credibilidade dos negócios?”

O jovem riu com desdém: “Se eu tive coragem de vir aqui, é claro que tenho provas concretas!”

O policial não disse mais nada, apenas declarou: “Peço que os senhores nos acompanhem até a delegacia.”

“Senhor Ricardo, peço que também não se ausente da cidade nos próximos dias para colaborar com futuras convocações.”

O Senhor Antunes cerrou os dentes, sabendo que não havia escapatória. Antes de ser levado, sussurrou para Dona Helena:

“Não deixe vazar uma única palavra sobre hoje! Você cuida do resto!”

Dona Helena assentiu apressadamente.

O Senhor Antunes ia soltar um suspiro de alívio quando seu secretário se aproximou, pálido, e relatou em voz baixa:

“Senhor... deu problema!”

“O jantar de noivado foi transmitido ao vivo por streaming. Já é o assunto número um nas redes sociais; o país inteiro já sabe!”

Capítulo 11

“O quê!”

O sangue subiu à cabeça do Senhor Antunes, que quase desmaiou.

Ricardo também voltou a si bruscamente, questionando seus subordinados com severidade:

“Eu não mandei silenciar toda a imprensa? Como pode haver alguém transmitindo ao vivo!”

O secretário estava branco como papel, com a voz trêmula: “Quem está transmitindo... não é a imprensa de São Paulo.”

“Nós... não temos controle sobre eles.”

“Mas a lista de convidados foi verificada, só deveria haver—” Ricardo interrompeu a própria frase.

No meio da fala, ele travou. “Foi a Clara!”

A essa altura, como ele poderia não entender?

Tudo aquilo fora uma vingança meticulosamente planejada por Clara.

Mas como ela conseguira fazer aquilo?

Seu olhar escureceu enquanto ele dava ordens:

“Mande toda a mídia de São Paulo calar a boca agora! Reduzam o impacto ao mínimo possível!”

“Não... não dá mais para segurar...”

O secretário mal ousava levantar a cabeça. “Já se espalhou por toda a internet...”

“Tentar silenciar agora seria o mesmo que confirmar o conteúdo da transmissão...”

O Senhor Antunes já havia sido levado pela polícia, e Dona Helena estava encolhida num canto, fazendo ligações desesperadas para assessores de crise.

Os olhares dos convidados eram como agulhas, fazendo Ricardo sentir um formigamento por todo o corpo.

O jantar de noivado havia se tornado uma farsa completa.

Ele respirou fundo e virou-se para sair.

Ao dar o primeiro passo, seu pulso foi agarrado com força.

“Ricardo...” A voz de Beatriz tremia de forma irreconhecível. “Aonde você vai? O que será do nosso noivado?”

“Noivado?”

Ricardo virou-se, esboçando um sorriso gélido. “Você ainda tem coragem de mencionar o noivado? Beatriz, você deveria dar graças a Deus por eu não ter tempo agora de acertar as contas com você!”

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