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《O Fim Amargo de um Amor à Distância》Capítulo 11

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Com um leve passo lateral e um chute preciso na dobra do joelho de Ricardo, este tropeçou e caiu pesadamente, de joelhos, no chão.

Para um homem como Ricardo, ajoelhar-se diante de um rival era ter sua dignidade pisoteada e reduzida a fragmentos.

Ele arregalou os olhos e tentou se levantar imediatamente.

Contudo, foi rapidamente imobilizado pela pressão do joelho de Eduardo contra o solo.

Ricardo arquejava de forma patética: “Seu amante maldito, me solte!”

Ele apenas ouviu um riso de escárnio vindo de Eduardo: “Fique longe da Clara.”

“Se eu te vir novamente, não me importarei em levar o seu hospital à falência.”

Para Eduardo, isso era algo que ele faria com um estalar de dedos; ele apenas não queria que Clara visse seu lado sombrio.

Ele realmente gostava de Clara.

Desde o País M, aquela garota que estudava em silêncio e demonstrava uma resiliência incrível havia capturado sua atenção.

Talvez Clara nunca tivesse notado, mas enquanto ela se escondia em um canto da biblioteca, havia um homem de idade semelhante que a acompanhava silenciosamente.

Eduardo acompanhou Clara até a entrada do condomínio. Ela sorriu ao agradecer: “Obrigada por me trazer... e por fingir que está interessado em mim, acabei me aproveitando da situação.”

Eduardo ficou em silêncio por um momento, então balançou a cabeça negativamente: “Eu estou realmente interessado em você, não foi fingimento.”

Diante do olhar atônito de Clara, Eduardo revelou, com seriedade, seu segredo guardado por muito tempo: “Eu te amo em segredo há muito tempo.”

“Eu te observava desde o País M. Mas, naquela época, todos sabiam que você tinha namorado, e eu entendia que você é uma pessoa séria em relação aos seus sentimentos. Por isso, apenas te observava de longe e desejava sua felicidade.”

“Depois, soube que você aceitou vir para o País H com seu orientador e descobri que pretendia terminar o relacionamento... Desculpe, não tive a intenção de invadir sua privacidade.”

Eduardo fez uma pausa e, ao perceber que não havia rejeição no olhar de Clara, respirou aliviado e continuou: “Por isso, eu te segui até aqui.”

Clara jamais imaginou que tivesse um admirador tão profundo. Ela ficou em silêncio por um longo tempo antes de baixar a cabeça e pedir desculpas: “... Eu ainda não quero pensar nesse tipo de coisa agora.”

Embora Eduardo fosse excepcional, as feridas causadas por Ricardo precisariam de muito tempo para cicatrizar.

Embora seus amigos sempre dissessem que a melhor forma de esquecer um amor era mergulhar em outro, Clara sentia que isso seria uma irresponsabilidade com Eduardo.

Clara achou que sua recusa faria Eduardo ir embora imediatamente.

Mas, para sua surpresa, os olhos dele brilharam suavemente: “Eu sei. Só quero que você tenha clareza de que você é maravilhosa, que há muitas pessoas que gostam de você e que você não precisa recuar por causa de um relacionamento fracassado.”

“Eu tenho paciência. Posso esperar por você o tempo que for preciso.”

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O dia que deveria ter terminado em desastre encerrou-se com Eduardo desejando-lhe boa noite com um sorriso.

Naquela noite, pela primeira vez, Clara não teve pesadelos. Não houve cenas da traição de Ricardo; ela dormiu tranquilamente.

No dia seguinte, ela não viu Ricardo no caminho para a universidade.

Ao chegar lá, seus colegas de projeto pediram que ela atendesse urgentemente a uma ligação, informando que alguém estava disposto a investir dez milhões no projeto deles.

Clara sentiu uma mistura de surpresa e desconfiança ao atender o telefone.

Do outro lado, uma voz masculina desconhecida em um inglês fluído diminuiu um pouco suas preocupações: “Falo com a Srta. Clara? Nosso senhor está muito interessado em seu plano de negócios. Seria possível marcarmos um horário e local para uma reunião?”

Clara pensou um pouco e sugeriu um restaurante sofisticado perto da universidade.

Era um lugar familiar para ela e mais seguro.

Contudo, Clara não podia ver que, do outro lado da linha, Ricardo cerrou os punhos de excitação ao ouvir sua confirmação.

Após dar algumas centenas de dólares a um estrangeiro como gorjeta pelo favor, Ricardo contatou imediatamente o restaurante para preparar um jantar à luz de velas.

Ele até foi a um salão de estética, vestiu o terno branco que Clara mais gostava e arrumou o cabelo.

Quando a noite caiu, o assistente carregou caixas de dinheiro no carro e disse hesitosamente a Ricardo: “... A Pérola parece ter fugido. Os estrangeiros que contratei disseram que não conseguiram dar um fim nela.”

Ricardo estava com toda a sua atenção voltada para o encontro daquela noite e não tinha energia para mais nada. Respondeu casualmente: “Isso não importa mais.”

Esta noite seria o novo ponto de partida para recuperar Clara.

Não importava se ela aceitasse ou não; ele jamais a entregaria a outro homem.

Ela só poderia ser dele.

A qualquer custo.

A noite chegou rapidamente.

A mesa estava organizada em um camarote privado. Assim que Clara entrou, ficou chocada ao ver vários cofres abertos sobre a mesa.

Dentro, havia pilhas de dinheiro que, em um cálculo rápido, chegavam de fato aos dez milhões prometidos.

No entanto, isso não trouxe alegria a Clara. Pelo contrário, ela sentiu que algo estava muito errado e parou, instintivamente tentando sair.

Mas era tarde demais.

A porta foi fechada por fora e ouviu-se o som da tranca.

As pupilas de Clara se contraíram; ela correu para a maçaneta, mas percebeu que estava trancada.

“Clara...”

A voz familiar de Ricardo soou atrás dela. Clara não pôde conter a fúria; estava exausta da insistência dele: “Ricardo, o que você quer afinal?!”

“Você não entende o que eu digo? Um afeto tardio não vale nada. Eu já comecei uma vida nova!”

Ricardo olhou para ela com um olhar sombrio, como se ele fosse o lado injustiçado da história: “Clara, você esqueceu? Hoje é meu aniversário. Nós prometemos que nunca faltaríamos ao aniversário um do outro.”

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“Você viu o dinheiro na mesa? Eu vendi o hospital para conseguir esse valor. É a economia de toda a minha vida...”

Ricardo reconhecia que estava a um passo da loucura: “Eu te amo com a minha vida. Por você, estou disposto a abrir mão de tudo e começar do zero... Clara, me perdoe. Vamos ficar juntos novamente, eu farei você feliz.”

Enquanto falava, ele se aproximou de Clara com uma taça de vinho.

Após o choque inicial, Clara sentiu apenas repulsa e derrubou a taça: “Deixe-me sair agora mesmo. Eu esqueci o seu aniversário há muito tempo e não tenho motivo algum para lembrá-lo.”

O champanhe molhou Ricardo, manchando seu terno branco imaculado.

O traje que ele preparara meticulosamente durante o dia estava arruinado, e sua declaração ensaiada fora descartada por Clara como lixo. Sua expressão finalmente se distorceu.

“Clara, foi você quem quebrou nossa promessa primeiro. Eu já disse que meu relacionamento com a Pérola era apenas profissional. Mesmo que eu tenha errado, eu corrigi o erro a tempo. Por que você insiste em não perdoar?”

“Será que você já estava com segundas intenções, usando isso como desculpa para terminar comigo e correr para outro homem? Mas, Clara, você acha que o Eduardo se contentaria apenas com você?”

“Volte para mim, Clara. Só eu te amo de verdade...”

“Slap!”

Clara perdeu a paciência e desferiu um tapa no rosto dele, dizendo friamente: “Ricardo, sua autodecepção tem limite! Foi você quem traiu nosso relacionamento primeiro. Que direito você tem agora de tentar me manchar?”

O rosto de Ricardo foi virado para o lado; ele ficou estático por um longo tempo, soltando alguns risos sombrios: “Clara, já que você escolheu o caminho mais difícil, não me culpe.”

Dito isso, ele a ergueu nos braços, abriu a porta de um quarto anexo e a jogou sobre a cama.

Uma mistura de excitação e ansiedade o deixava fora de si. Ele mordeu o pescoço de Clara, deixando sua respiração quente sobre o corpo dela, mas após alguns segundos percebeu algo estranho.

— Clara não demonstrava reação alguma.

Ricardo assustou-se e ergueu o corpo para olhá-la, percebendo que a expressão dela era de uma calma bizarra.

Foi como um balde de água gelada despejado sobre ele, apagando seu ardor.

“No que você está pensando?” Ricardo perguntou.

“Pensando que você é um animal.” Clara disse calmamente: “Ricardo, se você acha que dormir comigo me obrigará a ser sua para sempre... você está enganado.”

“Se você acha que fazer isso vai enfurecer o Eduardo e fazê-lo desistir de mim, me obrigando a ser sua... você está ainda mais enganado.”

“Eu, Clara, nunca dependi de homens para viver.”

“Eu não considero a castidade algo vital. Seria apenas como ser mordida por um cachorro.”

“O que você está fazendo só vai me fazer te odiar, me fará sentir que o nosso encontro inicial foi um erro completo e manchará as lembranças bonitas que realmente tivemos com o véu da violência.”

“Eu nunca vou te perdoar.”

Ricardo parecia ter sido atingido por um botão de pausa. O brilho em seus olhos apagou-se instantaneamente, restando apenas um vazio desorientado.

Seus dedos, que estavam no colarinho dela, pararam de se mover.

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