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《O Fim Amargo de um Amor à Distância》Capítulo 7

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A dois metros de distância de Ricardo, uma força imensa agarrou Pérola pelo pescoço.

O rosto de Pérola mudou drasticamente, e ela gritou de dor: “Ah!!!”

“Pé-ro-la.”

A fúria contida fez Ricardo apenas conseguir pronunciar essas três sílabas entre dentes.

Só Deus sabia o quanto ele queria despedaçar aquela mulher.

Mas a mulher ainda tentava se fazer de vítima, com os olhos cheios de lágrimas como sempre: “Diretor, o que aconteceu? Será que a Irmã Clara te irritou de novo?”

“Cale a boca!” Ricardo rugiu: “Você não é digna de mencionar o nome dela!”

Dito isso, sob o olhar incrédulo de Pérola, ele segurou o queixo dela e o forçou brutalmente para baixo.

Ouviu-se um estalo de osso deslocado e, após a mulher perder a cor de tanta dor, Ricardo não sentiu piedade, despejando sem hesitar o vinho batizado na boca dela.

O sabor forte do vinho invadiu sua garganta; Pérola quase sufocou, tentando tossir freneticamente, mas Ricardo a mantinha presa, deixando-a com o rosto vermelho de asfixia.

Quando Ricardo a soltou, Pérola já não tinha mais a elegância da maquiagem. Caída de joelhos, tossia desesperadamente, chegando a vomitar bile.

Ela estava desesperada; sabia bem o quão forte era o efeito do remédio e precisava ir ao hospital imediatamente para uma lavagem estomacal, senão Ricardo descobriria!

Mas no segundo seguinte, Ricardo pisou em sua mão, esmagando-a com força, e disse sombriamente: “Como você teve coragem de fazer isso? Hein? Pérola, você por acaso não conhece os meus métodos?”

A dor nos dedos era lancinante, e Pérola gritou. Mas, mesmo nesse ponto, ela continuou mentindo: “O que eu fiz de errado?! Diretor, com certeza a Irmã Clara me caluniou, eu...”

O vídeo do bar foi colocado diante dela por Ricardo, repetindo a gravação. Pérola emudeceu instantaneamente e então, em um último esforço desesperado, disse com os lábios trêmulos: “Isso é falso...”

Antes que terminasse, Ricardo desferiu um tapa no rosto de Pérola, lançando-a a metros de distância.

Pérola arquejava, o inchaço no rosto misturando-se à vermelhidão causada pelo afrodisíaco, parecendo um palhaço detestável.

“Dói... Diretor, estou me sentindo mal.”

Ela rastejava pelo chão, gemendo, ignorando qualquer dor; o desejo avassalador a consumia, e ela começou a rasgar as próprias roupas, chorando alto:

“Diretor, por favor, acredite em mim, este vídeo é forjado... Eu posso explicar, foi tudo armação daquela maldita Clara.”

Ela já perdera toda a razão: “Diretor, eu preciso do senhor, me abrace, por favor?”

Nesse momento, o assistente chegou com cinco homens estrangeiros.

Foram cuidadosamente selecionados pelo assistente; cada um tinha dois metros de altura, corpos cobertos de pelos e exalavam um odor nauseabundo por não tomarem banho há dias.

Ricardo apontou friamente para Pérola: “Levem-na daqui e façam o que quiserem com ela.”

Ao ouvir isso, Pérola, que já havia rasgado o colarinho revelando parte do corpo, paralisou: “O quê?!”

Ao ver os estrangeiros se aproximarem com sorrisos perversos, Pérola entrou em colapso, gritando agudamente: “Diretor, Diretor, eu errei, foi porque te amava demais que fiquei cega, o senhor não pode fazer isso comigo!”

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“Eu sou a sua estagiária mais orgulhosa! O senhor esqueceu o quanto foi bom para mim? Eu te amo, meu corpo só pode pertencer ao senhor! Não!”

Mas Ricardo apenas olhava friamente enquanto ela era arrastada pelos homens corpulentos.

Pérola jamais imaginara que o homem que ontem a segurara no colo com carinho, hoje mudaria de atitude radicalmente a ponto de entregá-la a vários homens.

Ela fora enviada ao inferno pelo homem que amara com todo o seu ser!

Sem qualquer razão, ela gritou maldições para Ricardo: “Ricardo, você acha que é boa coisa? Se não tivesse me dado sinais para me aproximar, como eu poderia ter te seduzido sozinha?”

“Você é hipócrita por natureza, amando a Clara de um lado e flertando comigo do outro! A Clara foi embora por culpa da sua própria maldade! Eu nunca deveria ter te amado!!!”

“ESTRONDO!”

Um som pesadíssimo.

Ricardo arremessou a cadeira ao seu lado: “Cale a porra da boca!!!”

Pérola foi arrastada para longe, e sua voz desapareceu gradualmente.

Mas a fúria e a ansiedade ardiam cada vez mais no coração de Ricardo. Com as veias da têmpora saltadas, ele virou-se e questionou o assistente: “Para que servem vocês? Já faz tanto tempo e ainda não encontraram a Clara?!”

“Ela só está fazendo pirraça, quão longe ela pode ir? Seus inúteis!”

O assistente encolheu-se, balançando a cabeça: “Verificamos as câmeras das redondezas, mas não encontramos sinal da Senhorita Clara. Parece... parece que alguém apagou as imagens deliberadamente.”

Nesse momento, a campainha tocou subitamente.

No meio da noite, normalmente ninguém faria visitas.

Seria, por acaso, a Clara?

Os olhos de Ricardo brilharam intensamente, e ele correu para abrir a porta em poucos passos—

Mas Ricardo acabou se decepcionando.

Quem batia à porta era um funcionário de uma instituição de caridade.

Ele sorriu: "Desculpe interromper, o senhor é o namorado da Srta. Clara, certo?"

Ricardo estranhou: "Por quê?"

O funcionário explicou: "É o seguinte. A Srta. Clara nos doou joias, colares e outros itens de alto valor da última vez. O valor total ultrapassa os cem milhões e estamos muito agradecidos."

Ele não percebeu a súbita contração nas pupilas de Ricardo e continuou: "Mas encontramos este anel entre as coisas que ela doou, parece ser feito à mão. E havia uma carta junto, talvez uma carta de amor. Nós não a abrimos."

"A Srta. Clara deve ter colocado isso lá por engano, por isso fizemos questão de vir devolver."

O funcionário entregou os objetos e se despediu.

Ricardo segurou o pulso dele como se fosse sua última tábua de salvação e perguntou com a voz rouca: "Que joias foram essas que ela doou?"

O funcionário olhou para ele com estranheza e tirou uma longa lista de leilão.

Ricardo passou os olhos pela lista e percebeu que eram todos os presentes que ele dera a Clara durante o período em que ela esteve no exterior.

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Ela havia prometido que cuidaria bem de cada um deles, mas agora entregara tudo para estranhos!

Ricardo comprimiu os lábios e seus olhos ficaram vermelhos, como se estivessem tingidos de sangue sob a neve.

Ele teve um pressentimento repentino de que Clara realmente não o queria mais, não era uma brincadeira.

Seu coração parecia ferido por farpas, sangrando uma dor insuportável.

Ele ficou parado por um bom tempo até que, sob o lembrete suave de seu assistente, pegou o anel e o envelope, abrindo-o com os dedos trêmulos.

Era a caligrafia elegante e familiar; ver a letra era como ver o rosto dela. A saudade reprimida no fundo do coração de Ricardo transbordou, transformando-se em lágrimas pesadas.

[Ricardo, recebi a sua nonacentésima nonagésima nona carta de amor. Voltarei ao país na próxima semana e, pensando nisso, decidi escrever uma carta de amor para você também...]

[Três anos foi tempo demais para nós. Mal posso esperar para voltar aos seus braços e sentir o seu calor. Percebi que nosso amor já está gravado na medula dos meus ossos, por isso quero te pedir em casamento, antes que você peça.]

[Você sabe que não sou boa com trabalhos manuais ou design. Mas este anel, eu o fiz com todo cuidado ao longo de três anos. Logo após minha volta será o seu aniversário; na ocasião, entregarei esta carta e o meu anel para você, para que eles te digam o quanto eu te amo.]

Como Clara não costumava expressar o amor casualmente, a carta não era longa.

Porém, Ricardo ficou lendo-a por meia hora, gravando cada palavra em seus olhos. Ao terminar a leitura, o canto de seus olhos estava escarlate; ao fechar as pálpebras, lágrimas grossas caíram e suas palavras saíram em um soluço inaudível: "Clara, me desculpa..."

"Eu com certeza vou te encontrar..."

...

Por três dias inteiros, Ricardo não comeu nem bebeu, mobilizando todos os seus contatos para investigar o paradeiro de Clara.

Finalmente, após uma noite de bebedeira, o assistente trouxe boas notícias: "Senhor Ricardo, descobrimos que, antes de partir, a Srta. Clara foi ao bar encontrar sua amiga de infância, Marina!"

Ricardo, então, marcou um encontro com Marina.

No entanto, no primeiro contato, assim que ele se apresentou e antes mesmo de dizer o motivo da ligação, Marina gritou "seu canalha!", desligou e bloqueou o número dele.

Na segunda tentativa, ele foi procurá-la no estacionamento subterrâneo do local de trabalho dela.

Para sua surpresa, assim que Marina o viu, ela pisou fundo no acelerador; o rugido do motor passou raspando por ele, derrubando-o no chão.

Na terceira vez, Ricardo descobriu o condomínio de Marina e finalmente conseguiu cercá-la.

Assim que se encararam, Marina o olhou com desprezo, com o rosto transbordando sarcasmo: "Ora, se não é o grande Diretor Ricardo, o homem que gosta de jogar em dois times? Em vez de consolar sua estagiária e amante, o que veio fazer aqui comigo?"

Ricardo, que nunca havia sido tratado dessa forma, ficou descontente, mas sabia que Marina era talvez a única pessoa que sabia o paradeiro de Clara, por isso engoliu o orgulho: "Eu quero saber para onde a Clara foi."

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