localização atual: Novela Mágica Moderno Lágrimas de Gelo no Rio de Janeiro Capítulo 12

《Lágrimas de Gelo no Rio de Janeiro》Capítulo 12

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Ele a avaliou de cima a baixo com um sorriso frio:

— Jade, não nos vemos há alguns meses, mas parece que você ficou bem ousada. Atreveu-se a tocar no que pertence à minha família!

O coração de Jade afundou.

Ela não esperava que o velho a encontrasse tão rápido.

Entretanto, ela logo reprimiu o pânico, empertigou-se e disse com a voz calma:

— Posso saber o que traz o Senhor Albuquerque pessoalmente à minha porta?

— O que me traz? — O velho bateu a bengala com força no chão. — Com que direito você transferiu as ações do Grupo Albuquerque para o Guilherme?

— Você sabe muito bem que aquela família está de olho em nós como feras famintas, e que o Henrique até aleijou a mão do irmão do Guilherme por sua causa. Você é uma ingrata que quer empurrar nossa família para o abismo?

Ele deu um passo à frente, em tom de ameaça:

— Vá agora mesmo destrocar essas ações, ou não restará nada para você do patrimônio que seus pais deixaram!

Ao dizer isso, o olhar dele era como uma faca envenenada, como se quisesse devorá-la viva.

Quando ela começou a namorar o Henrique, o velho foi quem mais se opôs.

Por isso, mesmo após anos de casamento, ele ainda a via como um espinho nos olhos.

No passado, por causa do Henrique, ela se humilhava para tentar agradá-lo.

Mas agora, isso não era mais necessário.

Jade sustentou o olhar dele, firme:

— O Senhor Albuquerque deve estar ficando caduco. Quando sua família foi vítima de um golpe e estava à beira da falência, fui eu quem investiu todo o patrimônio dos meus pais para salvá-los. Como isso se tornou propriedade da sua família?

— Quanto às ações, o Henrique as deu para mim. Eu as trato como eu bem entender; o senhor não tem o direito de interferir nas minhas decisões.

— Em vez de vir me questionar, deveria perguntar aos outros acionistas do grupo por que eles não querem mais trabalhar para o senhor!

O velho Albuquerque era ganancioso, e muita gente já estava insatisfeita com ele secretamente.

E Jade tinha provas de muita coisa em mãos.

— Você! — O velho ficou lívido de raiva e ergueu a bengala para atingir Jade. — Vejo que você perdeu todo o respeito para falar comigo desse jeito!

No instante em que a bengala ia descer, uma silhueta avançou bruscamente e se colocou na frente dela.

O golpe atingiu com força as costas de Henrique.

Ele estremeceu, soltando um gemido abafado de dor, enquanto o suor frio brotava instantaneamente em sua testa.

O velho estava enfurecido, apontando a bengala para o nariz do neto:

— Henrique, você ousa me desobedecer por causa dessa mulher? Eu não represento mais nada para você?!

— Vovô, o senhor me prometeu que não machucaria a Jade. — Henrique cerrou os dentes, suportando a dor nas costas, com a voz rouca. — Como pode faltar com a sua palavra?

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A fúria do velho aumentou:

— Henrique, você quer me matar de desgosto?

— O que essa mulher te deu para você aceitar noventa e nove chicotadas da lei da família e ainda ficar ajoelhado no templo ancestral por meio mês?

— Ela te traiu e você ainda a protege, ainda fala por ela!

Jade olhou para as costas curvadas dele e sentiu um aperto no peito.

Então foi assim que surgiram os ferimentos no corpo de Henrique.

Ela o empurrou para o lado:

— Senhor Albuquerque, vou lhe dizer a verdade: não é que o Henrique não queira lhe entregar nada, é que o patrimônio da minha família está nas minhas mãos!

Capítulo 20

— O quê?! — O velho e Henrique arregalaram os olhos ao mesmo tempo.

Jade sorriu:

— O que o Henrique não possui, ele obviamente não pode lhe dar. E eu, por minha vez, jamais darei nada ao senhor.

— Sua garota insolente! — O velho tremia de raiva, ordenando aos seus homens: — Segurem-na! Levem-na daqui para que aprenda uma lição!

Os homens avançaram imediatamente. Jade virou-se para fugir.

Mas após alguns passos, ela foi encurralada em um canto, sem saída.

Justo quando um dos homens estendeu a mão para agarrar o braço dela, uma voz masculina fria e autoritária ecoou:

— Quem ousa tocar nela?!

Igor abriu caminho entre a multidão e colocou-se à frente dela como um escudo.

— Quem encostar nela estará desafiando a família Souza. Venham tentar, se tiverem coragem.

— Fa-família Souza? — O rosto do capanga empalideceu instantaneamente, e ele não ousou dar mais nenhum passo.

Jade também ficou chocada com a revelação.

Ela já ouvira Henrique mencionar que os Souza eram a família mais poderosa e influente da capital.

O patriarca daquela família era conhecido por ser implacável, sem deixar margem para erros, e extremamente protetor com os seus.

Não eram apenas imensamente ricos; tinham influência em todas as esferas do poder.

Ninguém ousava mexer com eles, nem mesmo com os ramos secundários da família.

Na época da escola, ela achava apenas que Igor vinha de uma família abastada, nunca imaginou que ele pertencesse aos Souza!

O ar parecia ter congelado.

O velho Albuquerque aproximou-se com sua bengala e, ao reconhecer o rosto de Igor, suas pupilas se contraíram: — Retirem-se agora!

Ele apressou o passo, mudando o tom de voz imediatamente:

— Então é o jovem mestre Souza. O que o traz aqui? Por acaso... conhece esta minha ex-nora?

O velho já ouvira falar que Igor era o "rebelde" da família.

Sendo o herdeiro legítimo, insistia em trilhar o próprio caminho.

Secretamente, ele admirava o herdeiro dos Souza, embora só o conhecesse por fotos.

Mas agora que Igor aparecera de repente, ele não conseguia distinguir se era apenas um ato de heroísmo ou se ele viera especificamente por Jade.

Igor manteve o rosto gélido:

— Passei alguns anos fora e não sabia que a família Albuquerque tinha ficado tão prepotente a ponto de tentar um sequestro à luz do dia.

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O tom de advertência era óbvio. O canto da boca do velho tremeu:

— O jovem mestre Souza deve estar brincando. Eu sou um cidadão cumpridor da lei.

Percebendo que não conseguiria levar Jade de jeito nenhum naquele dia, ele forçou um sorriso: — Foi tudo um mal-entendido. Estamos de saída.

Porém, assim que ele deu um passo, Igor o chamou: — Espere.

— A Jade agora está sob a minha proteção. Que eu nunca mais saiba que vocês estão incomodando-a. Caso contrário, não haverá mais necessidade de a família Albuquerque existir.

Essa ameaça direta fez o rosto do velho escurecer completamente, mas ele não ousou retrucar.

Ele não podia se dar ao luxo de ofender os Souza.

Nesse momento, Henrique ainda tentou se aproximar de Jade, mas foi segurado firmemente pelo avô: — Seu imbecil, ainda não percebeu a situação? Não é hora de ser teimoso, vamos logo!

Henrique olhou para trás, para Jade, com amargura, mas acabou sendo arrastado pelo avô.

Após a multidão se dispersar, o corpo tenso de Igor relaxou.

Ele soltou um longo suspiro e virou-se para Jade, seu olhar tornando-se instantaneamente doce:

— Finalmente se foram. Jade, você está bem? Ficou assustada?

Jade balançou a cabeça, com o coração transbordando gratidão:

— Como você soube que eu estava em perigo?

Igor coçou a cabeça, com um tom de voz que revelava o medo que sentira:

— A vovó me convidou para jantar depois do expediente. Esperei muito tempo e você não chegava; fiquei inquieto e saí para te procurar.

— Quando vi aqueles homens te cercando, corri para cá. Que bom que você está bem, se não eu...

Ele parou de falar bruscamente.

Mas a preocupação em seus olhos era impossível de esconder.

Jade olhou para ele, com os olhos começando a arder: — Igor, obrigada. De verdade.

A primeira vez, Igor a salvara do acidente.

A segunda vez, Igor protegera sua vovó e garantira sua rápida recuperação.

A terceira vez, para ajudá-la a escapar, ele admitira publicamente a identidade de herdeiro da família Souza, algo que ele sempre evitara aceitar.

Jade sentia que devia demais a ele e já não sabia como retribuir.

Capítulo 21

Igor percebeu a inquietação nos olhos de Jade e estendeu a mão para afagar levemente a cabeça dela:

— Tudo bem, não pense demais. Estou ocupado desde cedo e já estou morrendo de fome.

Jade recobrou os sentidos e o conduziu para dentro de casa.

À mesa, os dois mantiveram um acordo tácito de não mencionar os eventos do dia, limitando-se a conversar sobre assuntos cotidianos com a vovó.

Ao ver o sorriso no rosto da idosa, o coração de Jade sentiu um grande alívio.

Após o jantar, a vovó deu uma piscadela para Jade:

— O luar está lindo lá fora. Acompanhe o Doutor Igor em um passeio, não fique o tempo todo trancada em casa.

Os dois caminharam pela alameda arborizada, enquanto a brisa noturna trazia uma fragrância suave.

Jade hesitou por um momento antes de perguntar:

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