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《Sete Dias Para Esquecer Você》Capítulo 8

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Beatriz sentia o couro cabeludo arder de dor, mas não cedia: "Eu não errei! A culpa foi da própria Clarice por ser burra, e sua por ser cego! Bem feito que foi enganado por mim!"

"Como ousa!" Totalmente enfurecido, Henrique sacou um punhal que trazia escondido. "Este coração é da Clarice! Vou devolvê-lo a ela!"

"Não! Você enlouqueceu?" Beatriz entrou em pânico, lutando desesperadamente.

Mas Henrique havia perdido a razão. Ele a imobilizou, ergueu o punhal e o cravou no peito dela sem hesitar.

O som da lâmina perfurando a carne ecoou pelo escritório vazio. O sangue jorrou instantaneamente, manchando as roupas de Beatriz e a poeira no chão. Os olhos dela se arregalaram em terror antes de seu corpo ter alguns espasmos e parar de se mover definitivamente.

Henrique soltou a arma lentamente, observando o corpo sem expressão. Ele caminhou até a placa de Clarice e disse com voz rouca: "Clarice, devolvi o que era seu. Agora você pode descansar em paz."

Nesse momento, o céu escureceu subitamente, com trovões e relâmpagos.

A mansão Silveira começou a tremer violentamente; rachaduras surgiram nas paredes, como se tudo estivesse prestes a desabar.

Henrique ficou atônito, olhando para o punhal, para o corpo de Beatriz e para a casa que desmoronava, com o rosto mergulhado em confusão.

Ele não sabia que, ao matar Beatriz, violara as regras fundamentais daquele mundo fictício, causando o colapso da realidade.

Capítulo 12

Enquanto isso, em outro mundo, Clarice estava na cozinha, ocupada, usando um avental.

Uma sopa de costelinha fervia no fogão, exalando um aroma delicioso.

Na sala, o Sr. e a Sra. Silveira assistiam TV, sorrindo.

Desde que Clarice se libertara daquele mundo fictício, o sistema, reconhecendo seus anos de esforço e que o fracasso da missão não fora sua culpa, deu-lhe uma recompensa: fez com que ela acordasse em seu corpo original, que estava à beira da morte após um acidente de carro. Além disso, ela recebeu um bônus extra. Após refletir, ela decidiu que o sistema trouxesse os pais Silveira do mundo da história para o seu mundo.

Sendo órfã desde cedo, ela nunca sentira o carinho paterno; o amor incondicional que recebera deles na história a fizera sentir-se profundamente ligada a eles.

Além disso, ela não suportava vê-los sofrendo pela perda da filha. O sistema atendeu ao pedido.

Clarice explicou tudo a eles e, embora chocados, eles escolheram acreditar nela e continuaram a amá-la como sempre. Desde então, os três viviam em paz e felicidade naquele mundo.

Clarice já havia deixado tudo da história no passado. Contudo, a voz mecânica do sistema soou subitamente em sua mente:

[Aviso! O mundo fictício está em colapso grave. A hospedeira deve retornar para auxiliar na reparação. Aceita a missão?]

Clarice parou o que estava fazendo, franzindo a testa: "Eu já saí de lá, por que teria que voltar?"

[As ações extremas de Henrique desestabilizaram as regras. Se não houver reparação, o mundo deixará de existir. Como figura-chave, você é a única capaz de ganhar tempo.]

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Clarice hesitou. Ela não queria voltar para aquele lugar de sofrimento nem ver Henrique novamente.

Na sala, os pais perceberam sua reação e aproximaram-se: "Minha querida, o que houve?" Clarice contou a eles. A Sra. Silveira segurou sua mão: "Não vá! Aquele lugar é perigoso, não queremos que sofra novamente." O Sr. Silveira concordou: "Nossa vida aqui é boa, não há necessidade de se envolver naquilo de novo."

Percebendo a relutância dela, o sistema aumentou a oferta.

[Como recompensa, após a reparação, a hospedeira poderá realizar qualquer desejo. Além disso, durante a estadia, você terá proteção total do sistema e não sofrerá nenhum dano.]

Clarice silenciou. Ela valorizava sua vida atual e queria garantir que seus pais tivessem saúde e longevidade eternas. O bônus do sistema era tentador. Após muito pensar, ela decidiu: "Pai, mãe, eu irei. O sistema garante minha segurança e, ao concluir, poderei garantir a saúde de vocês para sempre."

"Minha filha..." A Sra. Silveira tentou falar, mas Clarice a interrompeu carinhosamente: "Não se preocupem, eu volto logo."

[Hospedeira aceitou a missão. Iniciando transferência em 3, 2, 1...]

Com o fim da contagem, Clarice desapareceu da cozinha. Os pais olharam para o vazio, preocupados.

Quando Clarice abriu os olhos, estava de volta à mansão Silveira, que tremia intensamente. Poeira e detritos caíam do teto. Henrique estava caído no chão, com o olhar vazio, murmurando: "Clarice, eu devolvi o que era seu... descanse em paz..."

A aparição súbita de Clarice fê-lo erguer a cabeça bruscamente. Ao vê-la ali, viva, na porta, suas pupilas se contraíram em total descrença. Ele achou que fosse uma alucinação e piscou várias vezes, mas Clarice continuava ali, vestindo roupas caseiras simples, olhando para ele com serenidade.

"Clarice?"

A voz de Henrique falhou. Ele lutou para se levantar, cambaleando em direção a ela. "Você... você não morreu? Você está viva?"

Ele estendeu a mão, querendo tocá-la para confirmar que era real. Clarice, instintivamente, deu um passo atrás, evitando o toque. Seu olhar era frio e sem emoção, como se olhasse para um completo estranho.

"Não toque em mim."

Capítulo 13

Henrique estancou, com a mão estendida paralisada no ar.

Ao ver o olhar gélido de Clarice, sentiu uma pontada aguda no coração. Ele sabia que ela ainda o odiava.

"Clarice, eu sei que errei!"

Ele caiu de joelhos diante dela com um estrondo, e as lágrimas jorraram sem controle.

"Eu não deveria ter duvidado de você, não deveria ter te trancado, nem desistido de você por causa daquela mulher! Eu sei que cometi um erro absurdo. Me dê mais uma chance, por favor? Eu vou te compensar de todas as formas, usarei o resto da minha vida para me redimir!"

Clarice observava Henrique ajoelhado, chorando copiosamente, sem sentir nenhuma emoção.

As dores de ser incompreendida, ferida e mantida em cárcere, os momentos de desespero em que desejou a morte... nada disso seria apagado por um simples "eu errei".

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"Redimir?"

Ela deu uma risada leve, carregada de deboche. "Henrique, você acha que tem o direito de se redimir? Você me matou uma vez, por acaso quer me matar de novo?"

"Não! Eu nunca quis te fazer mal!"

Ele apressou-se em se defender. "Eu apenas senti muito a sua falta, me arrependi demais! A Beatriz está morta, não há mais obstáculos entre nós. Podemos começar de novo, não podemos?"

"Começar de novo?"

O olhar de Clarice tornou-se cortante. "Henrique, você enlouqueceu? Tudo entre nós terminou há muito tempo. No exato momento em que você entregou o meu coração para a Beatriz, tudo acabou."

Ela fez uma pausa, olhando fixamente para ele, e disse cada palavra com clareza: "E mais uma coisa, Henrique: o autor apenas corrigiu a trama do seu encontro com a Beatriz, mas não forçou os seus sentimentos. O fato de você ter sido parcial com ela e ter desistido de mim foi escolha sua, não foi?"

Henrique ficou atônito. Ele não entendia completamente o significado técnico das palavras dela, mas sentiu a verdade: do início ao fim, ninguém o obrigara. Ele escolhera acreditar em Beatriz e escolhera ferir Clarice.

"Clarice, eu..."

Ele tentou se explicar, mas percebeu que não tinha argumentos.

Nesse instante, os tremores na mansão se intensificaram. Uma fenda enorme se estendeu do teto ao chão, e a casa parecia prestes a desabar.

"Cuidado! A casa vai cair, precisamos sair daqui!"

Henrique levantou-se rapidamente, tentando segurar o braço de Clarice para retirá-la do local.

Nesse momento, passos apressados soaram na entrada, e Lucas invadiu a sala com um grupo de seguranças.

Ele acabara de retornar da cidade vizinha e, ao receber a notícia do sequestro de Beatriz, correu para lá imediatamente.

Ao se deparar com a cena na sala, seu rosto empalideceu de fúria.

O corpo de Beatriz estava no chão, o sangue manchava o piso, Henrique estava de pé com um olhar de loucura e Clarice, para sua surpresa, estava ali, viva.

"Clarice Silveira? Você não morreu?"

Lucas também ficou atônito, mas logo um brilho de crueldade surgiu em seus olhos. "Ótimo! Já que você também está aqui, vão morrer todos juntos!"

Com um gesto de Lucas, os seguranças avançaram contra Henrique e Clarice.

"Clarice, fique atrás de mim!"

Henrique, instintivamente, protegeu Clarice com o próprio corpo, fechando os punhos e encarando os agressores.

Clarice olhou para as costas do homem à sua frente sem qualquer comoção. Ela apenas o afastou levemente, deu um passo para trás e se posicionou em um canto relativamente seguro, observando tudo com frieza.

Sua missão era ganhar tempo, não participar da briga deles.

Henrique sentiu o empurrão dela e hesitou por um segundo, soltando um sorriso amargo. De fato, ele não tinha mais o direito de protegê-la.

Sem pensar mais, ele se lançou contra os seguranças.

Todo o ódio, remorso e loucura acumulados naqueles dias explodiram naquele momento. Como uma fera descontrolada, ele se envolveu em um combate brutal, desferindo golpes fatais.

Lucas também entrou na luta. O rancor antigo entre ele e Henrique, agora somado à dívida de sangue, os deixava cegos de fúria. Ambos se atracaram em um confronto sangrento, cobrindo-se de feridas.

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