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《Sete Dias Para Esquecer Você》Capítulo 7

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Ele levantou-se com dificuldade e saiu cambaleando do quarto.

Atrás dele, ouvia as risadas de Lucas e Beatriz, que o atingiam como facas no peito.

Ao sair do hospital, a chuva havia parado, mas o céu continuava cinzento e pesado.

Henrique olhou para cima com desespero total.

Ele errou. Errou de forma imperdoável.

Perdeu quem mais o amava, foi enganado por quem mais confiava e agora não tinha mais nada.

Mas ele não podia deixar assim.

Ele vingaria Clarice e faria Lucas e Beatriz pagarem o preço.

Ele retomaria tudo o que pertencia a Clarice, mesmo que isso custasse sua própria vida.

De volta à mansão vazia, Henrique sentou-se no sofá onde Clarice mais gostava de ficar. Olhando para cada detalhe familiar da sala, ele não conteve as lágrimas novamente.

Cada canto daquele lugar tinha o rastro dela.

Na mesa de centro, o livro que ela não terminou de ler.

Na varanda, as flores que ela cultivava ainda floresciam.

No armário, as roupas dela ainda guardavam seu perfume suave.

Mas a pessoa que sorria, brigava e dava tudo por ele naquele lugar nunca mais voltaria.

Henrique pegou o celular e ligou para o assistente com voz gélida: "Use todos os recursos. Investigue cada passo de Lucas. E quero tudo sobre a Beatriz, nos mínimos detalhes."

"Patrão, a empresa ultimamente..." O assistente hesitou, querendo falar sobre a crise financeira.

"Eu não me importo com a empresa!" Henrique rugiu. "Agora, eu só quero que eles morram!"

Capítulo 10

Nos dias seguintes, o Grupo Henrique mergulhou em uma crise sem precedentes.

Lucas, munido dos segredos comerciais roubados anteriormente por Beatriz, aliou-se a diversos concorrentes para lançar uma ofensiva total contra o Grupo Henrique. No mercado de capitais, as ações da empresa despencaram, evaporando bilhões em valor de mercado em poucos dias. No setor operacional, vários parceiros estratégicos rescindiram contratos subitamente, causando o rompimento do fluxo de caixa. Internamente, muitos executivos foram aliciados por Lucas e pediram demissão, levando consigo uma vasta carteira de clientes.

O escritório de Henrique estava repleto de relatórios de crise; o telefone não parava de tocar com cobranças de dívidas e pedidos de esclarecimento. O assistente reportava más notícias diariamente, exausto, implorando para que Henrique tomasse alguma providência.

No entanto, Henrique parecia não ouvir nada. Ele concentrava toda a sua energia em encontrar uma oportunidade de vingança contra Lucas e Beatriz, ignorando os assuntos da empresa. Para ele, uma empresa perdida poderia ser reconstruída, mas a vingança de Clarice era inegociável.

"Senhor, o projeto do terreno na Zona Oeste foi tomado pelo Lucas; ele ofereceu trinta por cento a mais que nós!"

"Senhor, os bancos estão pressionando. Se não quitarmos o empréstimo, eles vão confiscar nossos ativos!"

"Senhor, vários funcionários antigos pediram demissão em massa. Eles dizem que... que não há futuro em segui-lo."

Henrique não processou uma única palavra do assistente.

"Muito bem, isso é excelente."

Henrique murmurou para si mesmo, com um sorriso sinistro no canto da boca. Ele pegou o telefone e discou para um número desconhecido: "Descubra para mim se o Lucas tem algum itinerário importante em breve. E quero a localização da Beatriz em tempo real, reporte-me a qualquer momento."

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A pessoa do outro lado silenciou por alguns segundos antes de responder: "Senhor, o preço dobrou."

"Sem problemas," Henrique concordou sem hesitar.

Ele não tinha mais nada, exceto dinheiro e a obsessão pela vingança. Ele hipotecou a mansão e os carros de luxo para obter liquidez, usando tudo para contratar detetives particulares e capangas.

O assistente, vendo o estado de loucura de Henrique, estava cheio de preocupação: "Senhor, acorde! Se continuar assim, a empresa estará totalmente arruinada!"

"Que se dane a empresa!" Henrique levantou-se bruscamente, com os olhos injetados. "Se a empresa acabar, eu construo outra. Mas se a Clarice se foi, ela nunca mais voltará! Você entende?"

O assistente, assustado, não ousou dizer mais nada e retirou-se em silêncio. Henrique ficou sozinho no escritório, observando o movimento da cidade pela janela, enquanto a imagem de Clarice voltava à sua mente. Ele se lembrou de quando ela passava noites em claro revisando projetos para ajudá-lo; de quando ela bebia até se embriagar para protegê-lo em jantares de negócios; de quando ela cuidava dele meticulosamente quando ele adoecia.

A cada lembrança, sua culpa e seu ódio aumentavam. Ele começou a seguir Beatriz freneticamente, buscando uma chance de agir. No entanto, Lucas a protegia rigorosamente, sempre cercada de seguranças. Henrique tentou várias vezes, todas sem sucesso. Ele percebeu que, fizesse o que fizesse, parecia manipulado por uma mão invisível, fracassando repetidamente. Seus homens eram detectados antes mesmo de se aproximarem dela. Os "acidentes" que ele planejava falhavam por meras coincidências.

Henrique não entendia por que ele, antes tão poderoso, agora parecia tão vulnerável. Ele não sabia que as regras do mundo daquela história estavam em vigor. Beatriz e Lucas, como protagonistas, possuíam a "proteção divina" do autor, sendo invencíveis. Ele, como o personagem secundário sombrio, já havia sido rotulado pela trama como o vilão destinado à ruína.

Sem saber de nada disso, ele apenas creditava os fracassos ao azar ou ao preparo excessivo de Lucas. O ódio e o remorso entrelaçados o tornavam cada vez mais paranoico e insano.

Pouco tempo depois, o Grupo Henrique declarou falência oficial. O império comercial que outrora dominava a cidade desmoronou. Com a notícia, Lucas e Beatriz brindaram no hospital para comemorar.

"Lucas, veja só. Eu disse que o Henrique acabaria perdendo."

Beatriz encostou-se no peito de Lucas, sorrindo vitoriosa.

"Você é incrível, Beatriz." Lucas beijou-lhe a testa. "Em breve, levarei você para longe daqui e nunca mais voltaremos."

"Combinado." Beatriz aninhou-se nele, cheia de expectativas.

Eles acreditavam que Henrique estava acabado e não causaria mais problemas. Mas não imaginavam que a loucura dele ia muito além do que podiam conceber. Após a falência, Henrique tornou-se ainda mais implacável. Ele parou de esconder suas intenções e declarou publicamente que faria Lucas e Beatriz pagarem com sangue. Como uma fera encurralada, seus olhos carregavam apenas loucura e sede de morte. Ele sabia que não tinha mais volta: ou os matava por vingança, ou morreria junto com eles.

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Capítulo 11

Após a falência do grupo, Henrique permaneceu oculto nas sombras, observando cada movimento de Lucas e Beatriz. Ele sabia que Lucas levaria Beatriz embora em breve, e aquela seria sua última oportunidade. Finalmente, surgiu uma brecha.

Lucas precisou viajar pessoalmente para uma cidade vizinha para resolver um projeto urgente. Antes de partir, reforçou a segurança de Beatriz, mas não previu que um dos seguranças já havia sido subornado por Henrique com uma quantia exorbitante.

Em uma noite sombria e tempestuosa, enquanto Beatriz voltava do hospital para a mansão, o motorista guinou o carro bruscamente para um beco isolado. Antes que Beatriz pudesse questionar, a porta foi aberta e Henrique, exalando fúria e parecendo um louco, invadiu o veículo e a arrastou para fora.

"Ah! Me solte!" Beatriz gritou de pavor, lutando para se libertar.

"Cale a boca!" Com o olhar feroz, Henrique apertou o pulso dela e a jogou em seu próprio carro. "Vou levar você para ver a Clarice e devolver o que pertence a ela!"

O carro acelerou até parar em frente à mansão da família Silveira. Henrique arrastou Beatriz para dentro à força. Mas, ao abrir a porta, ele estancou. A mansão Silveira, antes vibrante e cheia das flores e decorações que Clarice amava, estava agora vazia e coberta de poeira, como se estivesse abandonada há anos. Os sofás estavam cobertos com panos brancos, a mesa de jantar estava empoeirada e as plantas haviam secado. Um silêncio mortal pairava.

"Pai? Mãe? Clarice?"

Henrique soltou Beatriz e começou a procurar freneticamente pela casa. "Pai? Mãe? Estão aí? Trouxe a Beatriz para pedir perdão!"

Ele buscava em cada cômodo, seus gritos ecoando no vazio sem obter resposta. Beatriz, tremendo de medo em um canto da sala, observava o estado de demência de Henrique com terror. Ela tentou fugir, mas foi capturada novamente.

"Onde pensa que vai?" Henrique agarrou-a pelo pescoço com um olhar sombrio. "A Clarice ainda não te perdoou. Acha que pode sair assim?"

Beatriz recuou, balançando a cabeça e conseguindo apenas sussurrar: "Henrique, você está louco! A Clarice morreu!"

"Cale a boca!" Henrique rugiu. "Foi por sua causa que ela morreu! Vou fazer você pagar com a vida!"

Dito isso, ele a agarrou pelos cabelos e a arrastou para o escritório. Lá, ele avistou uma placa fúnebre em um canto, sob uma grossa camada de poeira. Nela estava escrito: "Em memória de nossa amada filha, Clarice Silveira". Henrique aproximou-se cambaleando e limpou a poeira com as mãos trêmulas.

As lágrimas voltaram a cair. Ele caiu de joelhos diante da placa, com a voz embargada: "Clarice, eu a encontrei. Trouxe ela para te pedir perdão." Ele virou-se para Beatriz com um olhar de puro ódio: "Venha aqui! Ajoelhe-se diante da Clarice!"

"Não! Eu não vou me ajoelhar! Ela está morta, você é um louco!"

"Venha logo!" Henrique levantou-se num salto, agarrou Beatriz pelos cabelos e a pressionou contra o chão diante da placa. "Se não fosse por você, ela estaria viva! Se não fosse por você, não estaríamos assim! Ajoelhe-se e peça perdão!"

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