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《Sete Dias Para Esquecer Você》Capítulo 6

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A chuva encharcava seu cabelo e suas roupas, mas ele não parecia notar. Apenas seguia em direção ao túmulo de Clarice.

"Deixem-me passar! Eu preciso ver a Clarice uma última vez!"

Ele foi barrado pelos seguranças da família Silveira. Henrique lutava desesperadamente, com a voz rouca.

O Sr. Silveira olhou para ele com um ódio que parecia capaz de consumi-lo: "Henrique, você ainda tem coragem de vir aqui? A Clarice foi torturada e espancada por suas ordens antes de morrer, e você só a liberou quando o corpo já estava em decomposição. Nem o desejo dela de doar os órgãos pôde ser cumprido. Você a destruiu em vida, e agora não quer deixá-la em paz nem na morte?"

"Não... impossível!"

Henrique estancou. A chuva escorria por seu rosto, misturando-se às lágrimas. "Eu só pedi que a trancassem, não pedi que batessem nela! Eu encontrei o coração, eu ia salvá-la, eu juro que encontrei..."

"Salvá-la?" O Sr. Silveira gritou. "Eu te digo uma coisa: desde o dia em que você entregou o coração dela para a Beatriz, ela desistiu de viver! Foi você! Foi você quem matou minha filha, Henrique, e você pagará por isso mais cedo ou mais tarde!"

As palavras atingiram Henrique como um martelo, trazendo à mente as imagens de Clarice naqueles últimos dias.

Finalmente ele entendeu: aquela calma dela não era aceitação ou obediência; era o desespero total em relação a ele.

Ela já estava preparada para morrer há muito tempo.

"Não... eu não acredito!"

Ele balançava a cabeça, tentando correr freneticamente para dentro do cemitério. "Clarice! Diga-me que não é verdade, você só está brava comigo, não é? Eu admito meu erro, eu vou te ouvir de agora em diante, por favor, não faça isso comigo!"

"Fora!" O Sr. Silveira rugiu.

"Você não é digno de vê-la! Seu ingrato, você a matou! Tirem-no daqui!"

Os seguranças avançaram, agarraram Henrique e o jogaram brutalmente na lama, do lado de fora dos portões do cemitério.

Henrique caiu ferido, mas não sentia a dor física. Apenas ficava ali, caído no barro, olhando para o cemitério e gritando em agonia: "Clarice! Eu errei! Por favor, volte!"

A única resposta foi o som frio da chuva e o choro contido dos pais de Clarice.

Henrique ficou ali por muito tempo, até que suas lágrimas secassem e sua voz sumisse.

Ele levantou-se lentamente, ensopado, como um animal abandonado.

Em sua mente restava apenas um pensamento: ir atrás de Beatriz.

Ir atrás de Beatriz e retomar o coração que pertencia a Clarice.

O carro corria sob a chuva enquanto Henrique mergulhava em memórias.

Aos quinze anos, no baile, ela pegou a mão dele diante de todos e anunciou possessivamente: "Esse homem é meu". Naquela noite, os olhos dela brilhavam de orgulho e confiança.

Naquela época, embora achasse a jovem mimada e geniosa, ele se sentiu secretamente atraído por ela.

Depois de casados, ela o controlava, não o deixava falar com outras mulheres, não o deixava beber em jantares de negócios e até confiscava seus cartões.

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Todos diziam que ele era submisso e que sua vida era difícil, mas só ele sabia o quanto gostava daquilo.

Ele gostava de ser controlado por ela; isso provava que ela se importava.

Quando ele ficava doente, ela não saía do lado dele, preparando o chá e dando a comida na boca.

Quando ele era pressionado por rivais, ela usava todos os recursos da família Silveira sem hesitar, chegando a brigar com o próprio pai por ele.

Quando ele chegava tarde, ela reclamava, mas sempre deixava a comida aquecida e uma luz acesa para recebê-lo.

Ela sempre foi a luz em seu coração, perfeita e imaculada, a pessoa que ele queria proteger com todas as forças.

Mas quando foi que tudo mudou?

Parece ter sido no momento em que Beatriz apareceu.

Naquele dia em que Clarice estava na emergência, Beatriz caiu em seus braços com um olhar frágil e desamparado.

Desde então, ele sempre a encontrava "por acaso", ouvia histórias sobre como ela era sozinha no mundo e, gradualmente, sentiu pena.

Enquanto Clarice estava internada, ele escapava para o quarto de Beatriz.

Entregava os remédios especiais e a mansão que eram de Clarice para Beatriz, convencendo-se de que Clarice tinha tudo e Beatriz precisava mais, prometendo a si mesmo que compensaria Clarice depois.

Mas, aos poucos, ele começou a compará-las.

Achava Beatriz gentil e compreensiva, enquanto Clarice parecia mimada e irracional.

Quanto mais pensava, mais o remorso consumia Henrique.

Ele não entendia como pôde se tornar aquele homem, como pôde afastar a pessoa que mais o amava no mundo.

O carro finalmente parou em frente ao hospital. Henrique desceu e correu para a ala de internação, direto para o quarto de Beatriz.

Contudo, ao chegar na porta, ele viu através do vidro Beatriz sentada na cama, conversando e rindo de forma íntima com um homem.

Aquele homem era o Lucas!

As pupilas de Henrique se contraíram e seu sangue gelou.

Lucas era seu maior rival. Anos atrás, os dois travaram uma guerra no mundo dos negócios e foi Clarice quem, sacrificando tudo da família Silveira, deu o suporte necessário para que Henrique vencesse e expulsasse Lucas da cidade.

Ele sabia que Lucas nunca aceitou a derrota e sempre buscou vingança.

Por que Beatriz estava com ele?

Henrique parou, segurou a respiração e encostou o ouvido na porta para escutar.

"Beatriz, você fez um bom trabalho."

A voz de Lucas era carinhosa. "Agora que a Clarice morreu e o Henrique virou um criminoso, metade do nosso plano foi concluída."

Beatriz deu uma risadinha cheia de satisfação: "Isso não foi nada. O Henrique é um idiota, foi muito fácil enganá-lo. Algumas palavras tristes e ele ficou na palma da minha mão. Ele realmente desistiu do coração da Clarice por mim."

"Foi só isso?" Lucas perguntou.

"Claro que não." A voz de Beatriz tornou-se cruel. "Para fazer o Henrique odiá-la de verdade, eu precisei de mais. Contratei pessoas para me baterem e disse que foi a Clarice. Depois, provoquei-a na escada e me joguei de propósito. O Henrique acreditou em tudo e se afastou dela."

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"Quando ele a trancou, eu subornei o segurança dele para 'dar uma lição' nela até que ela admitisse o erro." Beatriz debochou. "Aquela idiota da Clarice não me desmascarou nem na hora da morte. Provavelmente ainda amava o Henrique até o fim. Que pena... o amor dela não valia nada para ele."

Do lado de fora, Henrique ouvia tudo, sentindo o corpo esfriar como se estivesse mergulhado em gelo.

Tudo não passava de uma farsa!

A Beatriz em quem ele tanto confiou era apenas um peão de Lucas para sua vingança.

E ele, por causa de uma mulher tão venenosa e calculista, destruiu a própria felicidade e descartou Clarice, que sempre o amou com todo o coração!

Capítulo 9

Henrique sentiu o mundo girar e uma dor aguda no peito que o impedia de respirar.

Ele escancarou a porta do quarto com um chute. Os dois lá dentro levaram um susto, mas logo recuperaram a compostura.

Lucas ergueu as sobrancelhas, em tom de provocação: "Senhor Henrique, ouviu tudo?"

"Vocês planejaram tudo isso?"

A voz de Henrique estava irreconhecível de tão rouca. Ele olhava para Beatriz com os olhos injetados.

"E daí se planejamos?" Lucas sorriu. "Henrique, você me venceu uma vez, achou que venceria para sempre? Se não fosse por aquela idiota da Clarice te ajudando com tudo, você teria sido derrotado há muito tempo."

Henrique avançou bruscamente, agarrando Lucas pelo colarinho com os punhos cerrados: "Eu vou te matar!"

"Você?"

Lucas deu um sorriso de desprezo e desferiu um soco potente no rosto de Henrique.

Henrique caiu no chão com força, e o sangue escorreu de sua boca.

Ele lutou para se levantar, fixando o olhar em Beatriz com dor e revolta: "Por quê? O que eu te fiz para você me tratar assim?"

Beatriz olhou para ele com deboche: "Henrique, não seja convencido. Eu sempre amei o Lucas. Se não fosse por você, o Lucas não teria perdido tudo naquela época. Eu me aproximei de você apenas para ajudá-lo na vingança, para que você sentisse o gosto de perder tudo."

"Eu te dei tudo o que queria! Os remédios da Clarice, a mansão dela, o coração dela! Por sua causa, eu a abandonei... por que fez isso comigo?"

Henrique rugia enquanto as lágrimas voltavam a cair.

"Porque o que eu queria nunca foram essas coisas."

Beatriz disse friamente: "Eu queria que seu nome fosse jogado na lama, que sua empresa falisse e que você pagasse por tudo o que fez ao Lucas!"

Henrique desabou no chão, sentindo o peso do absurdo.

Ele destruiu a própria vida por uma mulher dessas e jogou fora a Clarice, que era sua vida.

"Henrique, não tenha pressa. O show está apenas começando."

Lucas olhava para ele de cima.

Henrique ergueu a cabeça com um olhar de pura crueldade: "O coração no peito da Beatriz pertence à Clarice. O que vocês devem a ela, eu vou cobrar centavo por centavo!"

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