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《O Preço da Minha Devoção》Capítulo 5

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Os vizinhos começaram a cochichar entre si.

— Será que houve algum imprevisto?

— Não pode ser. Os veículos do exército são sempre pontuais, nunca vi isso acontecer!

Xavier franziu o cenho e disse calmamente: — Deve ter havido algum atraso no caminho, vamos esperar mais um pouco.

Após vinte minutos de espera, a esposa do prefeito passou por ali voltando das compras e comentou casualmente:

— Ouvi o pessoal do posto telefônico dizer que o caminhão do exército quebrou no meio do caminho e só vem à tarde!

O Senhor Alberto respirou aliviado e deu um tapinha amigável no ombro de Xavier: — Então esperamos até a tarde, algumas horas não fazem diferença.

Xavier também sorriu e olhou para Wanessa.

— Melhor assim. A Wanessa poderá participar do nosso banquete de casamento antes de ir. Alegria em dobro.

Wanessa sorriu e assentiu.

Todos voltaram para suas casas, combinando de se encontrar ao meio-dia no restaurante reservado por Xavier.

Xavier saiu em uma corrida leve, planejando contar a boa notícia para Nancy.

Ele estava de bom humor e seus passos eram ágeis; em poucos minutos chegou em casa.

Ao procurar a chave no bolso, percebeu que estava vazio.

Só então lembrou que havia dado a chave para Nancy pela manhã.

Ele bateu na porta.

Ninguém respondeu.

Bateu mais algumas vezes, mas o silêncio persistia.

— Nanny? — chamou, tentando espiar pela fresta da porta.

Tudo estava quieto lá dentro, não parecia haver ninguém.

Xavier franziu a testa e caminhou em direção à casa dos sogros.

Lá, o Senhor Alberto tomava chá no pátio.

— Tio Alberto, a Nancy voltou para cá?

O Senhor Alberto pousou a xícara com irritação: — Não voltou. Onde essa garota foi parar de novo? O banquete é logo mais e ela fica perambulando por aí.

Xavier sentiu um aperto repentino no peito.

Sem dizer mais nada, ele saiu da Base em direção à oficina de um chaveiro.

No meio do caminho, seu pé chutou algo metálico.

Ele achou que fosse uma pedra, mas ao olhar para o chão, viu que era uma chave.

De metal amarelado, amarrada a um cordão vermelho.

Ele reconhecia aquele cordão.

Nancy o havia conseguido em um templo para ele três anos atrás.

Ele sempre o mantivera preso às chaves, sem nunca tirar.

Xavier abaixou-se lentamente e pegou a chave.

Ao fechá-la na mão, sentiu o metal machucar sua palma.

Ele respirou fundo, tentando convencer a si mesmo de que ela apenas a deixara cair sem querer.

Nanny não a jogaria fora.

Ou... talvez aquela nem fosse a chave de sua casa.

Afinal, chaves costumam ser parecidas.

Ele apressou o passo, quase correndo de volta para sua residência.

Parado diante da porta, com a mão tremendo levemente, ele inseriu a chave.

Girou suavemente.

A porta abriu.

O interior estava mergulhado em silêncio. A cama estava arrumada com perfeição.

Tudo o que ele havia preparado para o casamento estava lá, intocado.

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Xavier ficou parado no cômodo vazio e, de repente, lembrou-se da cena daquela manhã:

Nancy com a mochila de lona, parada no portão.

Ele pensou que ela estivesse ansiosa para se mudar e, rindo, entregou as chaves para que ela começasse a se organizar.

Ela pegou as chaves e assentiu.

Por que ele não olhou com mais atenção para os olhos dela naquele momento?

Aquela expressão não era a de alguém que estava se mudando.

Nesse instante, o prefeito chegou correndo, ofegante.

— Xavier! Xavier! Houve um erro!

Xavier virou-se bruscamente: — Que erro?

O prefeito, tentando recuperar o fôlego, disse: — Minha esposa ouviu as coisas pela metade! O caminhão que quebrou era de outro batalhão indo para outra vila, não tinha nada a ver conosco. O caminhão da nossa vila chegou às seis da manhã, pegou a pessoa e já partiu há muito tempo!

A cabeça de Xavier zumbiu. Ele segurou os ombros do prefeito com força e perguntou com voz sombria:

— Quem foi que o caminhão levou?

— Quem mais seria? A Nancy, é claro!

8

O rosto de Xavier ficou pálido instantaneamente.

— Bom, o recado está dado. Quanto ao Senhor Alberto... por favor, conte você a ele. Eu não tenho coragem de dar essa notícia.

Dito isso, o prefeito retirou-se.

Xavier permanecia imóvel à porta, segurando a chave com tanta força que os nós de seus dedos estavam brancos.

Ela tinha ido embora.

Ela pegara sua bagagem e subira naquele caminhão às seis da manhã.

Ela jogara a chave na estrada e não levara absolutamente nada.

Nada do que ele comprou para ela foi aceito.

Xavier fechou os olhos e respirou fundo.

Ele não conseguia entender.

Nesta vida, ele tinha sido bom o suficiente para ela.

Noivado, banquete, casamento... ele fizera tudo.

O que mais ela queria?

Por que ela insistia tanto naquela vaga?

Na vida passada ela o esperou por cinquenta e três anos; ele estava compensando-a nesta vida, que motivo ela teria para estar insatisfeita?

Ele ficou ali, parado à porta, mergulhado em seus pensamentos.

Não sabia quanto tempo havia passado quando ouviu passos atrás de si.

— Xavier!

Xavier virou-se e viu sua mãe aproximando-se rapidamente.

Ela usava um vestido de seda vermelho escuro e o cabelo estava impecavelmente preso.

Estava arrumada da cabeça aos pés, claramente para uma ocasião especial.

— Mãe? O que faz aqui? Você disse que tinha trabalho no quartel e não conseguiria licença.

A mãe de Xavier sorriu: — Mesmo que fosse difícil, eu tinha que vir! Afinal, seu casamento é o evento mais importante da sua vida.

Ela deu um tapinha no ombro do filho e olhou ao redor.

— Onde está a noiva? Que horas são? Seu pai já está esperando no restaurante há um tempão, por que você ainda está aqui parado?

Xavier abriu a boca, mas as palavras não saíam.

Nesse momento, Wanessa chegou correndo, ofegante.

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— Xavier, por que vocês ainda estão aqui? Todos já chegaram ao restaurante, meu pai me mandou aqui para apressar vocês. Onde está minha irmã? Ainda está se maquiando?

Xavier baixou o olhar, com a voz embargada.

— A Nancy... foi embora.

— Foi embora? Para onde? — perguntou Wanessa.

Xavier respondeu com dificuldade: — Para o exército. O caminhão militar veio buscá-la às seis da manhã.

Wanessa ficou estupefata.

— Como assim? — A voz da mãe de Xavier subiu de tom. — Hoje não é o dia do casamento de vocês? O que ela foi fazer no exército?

Xavier não respondeu.

Wanessa mordeu o lábio, seus olhos começaram a lacrimejar e ela falou com um tom de mágoa e acusação.

— Como a minha irmã pôde fazer isso... Se ela tanto queria essa vaga, era só ter falado com a gente. Por que usar esse método? Xavier, você reservou quatro mesas no restaurante, todos os parentes e amigos estão lá. Ela fez isso de propósito para te humilhar?

A mãe de Xavier, com o rosto lívido de raiva, segurou o braço do filho.

— Xavier, o que está acontecendo? Me conte tudo! Vocês não estavam bem? Ontem, quando liguei, você disse que estava tudo certo. Por que ela fugiu de repente?

Xavier permaneceu de cabeça baixa, em silêncio.

A mãe dele, bufando de indignação, soltou o braço dele e riu amargamente.

— Ótimo, maravilhoso. Eu peço licença, viajo horas para chegar aqui e descubro que a noiva fugiu. Todos os nossos conhecidos estão esperando para celebrar e agora, onde eu e seu pai vamos enfiar a cara?

Wanessa deu um passo à frente, segurou suavemente a mão da mãe de Xavier e tentou confortá-la.

— Dona Helena, por favor, não fique brava. Minha irmã... talvez ela tenha tido seus motivos.

A mãe de Xavier deu um tapinha na mão dela e suspirou: — Wanessa, você sim é uma moça sensata. Diferente da sua irmã, que não tem noção da gravidade das coisas.

Wanessa baixou a cabeça e mordeu o lábio, como se estivesse tomando uma decisão difícil, e começou a falar lentamente.

— Dona Helena, já que chegamos a esse ponto... eu teria uma solução, mas não sei se a senhora e o Xavier concordariam.

A mãe de Xavier olhou para ela: — Que solução?

Wanessa levantou o rosto, mordendo o lábio timidamente.

— Eu posso ocupar o lugar da minha irmã... e me casar com o Xavier.

9

A mãe de Xavier ficou estupefata por um momento.

Nancy baixou a cabeça apressadamente, e sua voz ficou ainda mais baixa.

— Eu sei que é desavergonhado dizer isso. Mas hoje todos os parentes e amigos vieram, não podemos deixar o Xavier sozinho no restaurante para ser motivo de piada. De qualquer forma... eu gosto dele desde pequena, mas por causa da minha irmã, nunca tive coragem de falar.

Ao terminar de falar, seu rosto estava vermelho até a raiz das orelhas, e ela mantinha os olhos baixos, sem coragem de encarar ninguém.

A mãe de Xavier olhava para ela, cada vez mais satisfeita, e virou-se para segurar a mão do filho.

— Xavier, a Wanessa tem razão. As coisas já chegaram a esse ponto hoje, precisamos dar um desfecho. Eu também vi essa menina crescer, ela tem um bom coração e é muito sensata. Se você se casar com ela, eu ficarei tranquila.

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