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《O Preço da Minha Devoção》Capítulo 4

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De repente, ouviu passos muito leves atrás dela.

Uma mão grande tapou sua boca por trás com força, arrastando-a para um beco sombrio.

Ela lutou desesperadamente, mas a força do homem era demais.

Nesse momento, o som da moto e a voz de Xavier vieram da entrada do beco.

— Eu achei que tinha visto a Nanny. Será que ela já chegou em casa?

Nancy estremeceu e começou a lutar ainda mais violentamente.

Os passos de Xavier se aproximavam.

Mas, naquele instante, Wanessa o chamou.

— Xavier, minha irmã veio de ônibus, não tem como ela ter chegado tão rápido.

— Mas eu realmente achei que vi...

Xavier hesitou, mas antes que terminasse a frase, Wanessa ficou na ponta dos pés e selou seus lábios com os dele.

Nancy olhava fixamente para eles, gritando desesperadamente em seu íntimo:

"Xavier! Xavier... não vá! Estou aqui..."

Mas a mão de Xavier hesitou por dois segundos e acabou envolvendo a cintura de Wanessa. Os dois caminharam abraçados e íntimos em direção à Base.

As lágrimas de Nancy jorraram instantaneamente.

O homem atrás dela começou a rasgar suas roupas.

Ela parou de lutar. Em vez disso, começou a tatear o chão freneticamente com a mão, até que sentiu metade de um tijolo.

Ela virou-se bruscamente e golpeou com toda a força.

O homem soltou um gemido abafado, soltou-a e cambaleou segurando a cabeça.

Nancy nem olhou para trás. Levantou-se do chão e correu, tropeçando, de volta para casa.

Ao empurrar a porta, ela paralisou.

A casa estava lotada.

Vizinhos, o Senhor Alberto, a madrasta e até mesmo Xavier e Wanessa, que há pouco estavam abraçados no beco.

Todos viraram-se para ela ao mesmo tempo, com sorrisos nos rostos, e gritaram em coro:

— Feliz Casamento, Nancy!

Uma chuva de papéis picados caiu sobre sua cabeça.

Ela levantou o olhar lentamente e viu o ideograma da felicidade colado na parede e a mesa repleta de enxoval vermelho: travesseiros, cobertas, garrafas térmicas e bacias.

Tudo o que seria usado no casamento de amanhã.

6

Nancy abriu a boca, mas sua garganta parecia obstruída por algo entalado.

Nesse exato momento, ouviu-se o som de passos na porta.

Um homem entrou segurando a cabeça, com uma toalha branca manchada de sangue.

— Cunhada, você pegou pesado demais. — Ele sorria, mostrando os dentes. — Para te dar essa surpresa, eu fiz um sacrifício enorme. Quase morri com aquela sua tijolada.

Nancy reconheceu o rosto.

Era o melhor amigo de Xavier, Tiago.

Aquele que, no dia anterior, ficou provocando e propondo brindes no jantar.

Xavier aproximou-se a passos largos, envolveu a cintura de Nancy com o braço e disse com orgulho:

— Eu sabia! Minha Nanny é corajosa e esperta, consegue dar conta de qualquer situação!

Ele fez uma pausa e aproximou-se do ouvido dela, baixando a voz:

— Nanny, gostou da surpresa? O romance que não pude te dar na vida passada, eu vou compensar em dobro nesta vida.

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Ao ver a cena, Wanessa imediatamente segurou o braço de Xavier e ergueu o queixo, reivindicando o mérito: — Isso tudo foi graças à minha ideia, senão como poderíamos dar uma surpresa tão grande para a minha irmã! Xavier, você tem que me agradecer muito.

Xavier olhou para Wanessa com um sorriso.

Aquele olhar era complexo; havia ternura, lamento e algo mais que não se podia explicar.

Ele desviou o olhar e sua voz baixou: — Realmente, devo te agradecer. Nesta vida... já que não posso te amar, usarei meu papel de cunhado para te proteger pelo resto da vida.

Aplausos e risadas ecoaram pela sala.

Apenas Nancy permanecia em silêncio, com o rosto inexpressivo.

Wanessa, percebendo isso, entrelaçou seu braço ao de Nancy carinhosamente e perguntou com voz doce:

— Irmã, por que você está com essa cara? Não está feliz?

Antes que Nancy pudesse abrir a boca, o Senhor Alberto interveio com o rosto fechado.

— E por que ela não estaria feliz? Se não fosse pela Wanessa e pelo Xavier insistindo para eu preparar essa surpresa, eu nem teria me dado ao trabalho! Todo mundo correu de um lado para o outro o dia inteiro e ela, em vez de agradecer, fica com essa cara fechada, como se todos nós estivéssemos devendo algo para ela.

Os vizinhos também começaram a aconselhar:

— Nancy, os homens gostam de mulheres doces e atenciosas. Se você ficar brigando o tempo todo, até o melhor dos sentimentos acaba. Isso faz parte da vida de casada, você precisa aprender.

— É verdade, menina. Você está carregando um filho na barriga, essas brigas constantes não fazem bem para o bebê.

Nancy respirou fundo e, com uma expressão serena, começou a dispensar as pessoas.

— Entendi. Já está tarde e amanhã temos que levar a Wanessa para o exército. Vamos todos dormir cedo.

— Assim que se fala. — O Senhor Alberto finalmente mostrou uma expressão de satisfação. — De agora em diante, viva sua vida direito e não envergonhe a família.

Só então as pessoas se dispersaram.

Na manhã seguinte, o dia mal começara a clarear.

Nancy jogou a mochila de lona já arrumada sobre o ombro e abriu a porta do quarto.

Assim que saiu pelo portão do pátio, deu de cara com Xavier.

Ele trazia nas mãos leite de soja e pães fritos, vestindo uma camisa militar branca impecável.

Ao ver Nancy com a mochila, ele hesitou por um segundo e logo sorriu.

— Nanny, você está tão ansiosa assim para se mudar para a minha casa?

Ele entregou o café da manhã e as chaves da casa, com um tom leve:

— Tome, vá abrindo a porta e organizando as coisas. Vou levar o resto do café para a Wanessa. Às sete horas eu a coloco no ônibus e ao meio-dia faremos o nosso banquete de casamento.

Nancy pegou as chaves e o café e assentiu.

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Xavier sorriu, bagunçou o cabelo dela com carinho e se virou para ir embora.

Assim que as costas dele desapareceram na esquina do beco, Nancy baixou o olhar, observou as chaves em sua palma, jogou-as casualmente na beira da estrada e caminhou em direção à entrada da vila sem olhar para trás.

Às seis em ponto, um caminhão militar verde surgiu à distância.

O motorista era um jovem que, ao ver Nancy, colocou a cabeça para fora da cabine e a avaliou de cima a baixo.

— Você é a camarada Nancy, certo? A instrutora Valéria me pediu para confirmar se você realmente vai. Recebemos muitos boatos ultimamente de que você teria desistido da vaga.

— Confirmado.

Nancy jogou a mochila na caçamba e subiu com agilidade.

Lá de cima, ela olhou uma última vez para a Base Militar.

Na luz acinzentada do amanhecer, as pessoas começavam a se reunir no portão do pátio.

Eram todos vizinhos e amigos vindo se despedir de Wanessa.

Às sete horas, eles estariam ali batendo tambores e pratos para celebrar a partida de Wanessa para o exército.

Nancy desviou o olhar, sentou-se e deu uma mordida em um pão.

O caminhão militar deu a partida e saiu da vila com um ronco estrondoso.

7

Às seis e quarenta e cinco, o som de tambores e pratos era ensurdecedor no portão do pátio.

Xavier, vestindo seu uniforme militar impecável, estava ao lado de Wanessa, segurando a bagagem dela com uma mão e protegendo-a da multidão com a outra.

Ele olhou ao redor, franziu o cenho e perguntou ao Senhor Alberto: — Tio, onde está a Nancy?

O Senhor Alberto acenou com a mão, impaciente: — Não ligue para ela. Provavelmente está de mau humor porque a vaga ficou com a Wanessa e está fazendo pirraça de novo. Deixe-a lá, daqui a pouco ela aparece.

Xavier franziu a testa, sentindo uma leve inquietação.

Mas logo pensou que, nesta vida, ele estava sendo bom o suficiente para ela.

Teve banquete de noivado, cerimônia de casamento, não faltou nada.

Mesmo que ela estivesse brava, um pouco de carinho resolveria.

Se necessário, ele se esforçaria mais na noite de núpcias.

Wanessa usava uma camisa nova, o cabelo em um rabo de cavalo e exibia um sorriso radiante.

Dona Luciana, com os olhos marejados, segurava a mão da filha sem querer soltar.

— Wanessa, quando chegar ao exército, descanse sempre que puder. Sua saúde é frágil.

Wanessa assentiu docemente e olhou para Xavier com um brilho de dependência nos olhos.

— Xavier... de agora em diante, conto com você para cuidar de mim.

Xavier sorriu com uma ternura contida: — É meu dever. Vamos, o veículo deve estar nos esperando na entrada da vila.

O grupo seguiu em procissão animada até o local combinado.

Ao chegarem lá, todos olhavam para a estrada, mas não havia sinal do caminhão militar.

Xavier olhou para o relógio; eram exatamente sete horas.

Ele olhou para o horizonte, mas a estrada estava vazia, sem rastro de poeira.

— O que houve? — O Senhor Alberto começou a ficar ansioso. — Não disseram que viriam buscar às sete em ponto?

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