Capítulo 45: Venha ver meu tesouro
Janaína foi levada para a sala de interrogatório.
Ela olhou ao redor e não viu nenhuma câmera.
Yago não lhe deu tempo para trocar de roupa; ela ainda usava o roupão do hotel e, por baixo...
Ele provavelmente fizera de propósito.
A porta se abriu com um estrondo metálico.
O homem de porte imponente entrou.
Ele fechou a porta, e o espaço tornou-se instantaneamente ainda mais opressor.
Janaína não ousava baixar a cabeça, com medo de que ele agarrasse seu cabelo novamente.
Ela já estava traumatizada.
— O que você está usando por baixo? Abra para eu ver.
Yago sentou-se na cadeira à frente dela, com as pernas abertas de forma natural, batendo os dedos longos ritmicamente no joelho, como se estivesse à espera.
Janaína cerrou os lábios que tremiam levemente: — Por que você está fazendo isso?
Será que ele sabia que o herdeiro Zhao estava lá?
Foi por isso que a trouxe propositalmente para cá?
De repente, ela se inclinou para frente, tocou o cinto dele e começou a desenhar círculos no abdômen dele com as pontas dos dedos.
Yago recuou levemente.
Ele, surpreendentemente, tinha cócegas.
Janaína ergueu os olhos para ele, envolveu sua cintura e disse com voz suave: — Eu sei... você não trocou os arquivos que enviei para o herdeiro. Você sabe que eu não te trairia, não sabe?
Infelizmente, ele não se deixou comover. Yago baixou as pálpebras, com uma expressão ainda mais gélida: — Você é bem ousada. Enganando os dois lados ao mesmo tempo... tem talento para atuar. É um desperdício você não ser atriz.
— Eu posso mudar de profissão. Você me deixa ser atriz? — Janaína olhou para ele com os olhos brilhando.
Yago disse com tom provocador: — Tire o roupão.
Janaína balançou a cabeça freneticamente: — Não, aqui não. É constrangedor demais.
Jamais poderia ser ali; Janaína teve vontade de se ajoelhar e implorar.
Yago não se deixou levar pela fragilidade dela: — Você prefere fazer isso sozinha ou quer que eu ajude?
Janaína inclinou-se para trás: — Nem pense nisso! A menos que você me confesse: quem te encarregou de se aproximar de mim?
O canto da boca de Yago subiu levemente num sorriso sinistro.
— Pelo visto, você prefere que eu use a força. É uma pena, só temos duas cadeiras aqui, mas já é diversão suficiente para você.
A espinha de Janaína gelou. Antes que pudesse recuar, ele agarrou seu tornozelo com facilidade, e um corpo ardente colou-se às suas costas.
Ela soltou um grito: — Ah... espere!
— Esperar o quê?
Janaína mordeu o lábio: — Eu... eu faço sozinha.
Yago considerou por alguns segundos e a soltou.
— É melhor não tentar nenhum truque, ou eu terei mil maneiras de fazer você obedecer.
Ao ouvir aquela voz sombria, Janaína estremeceu e assentiu trêmula: — Como eu ousaria te enganar? Você salvou minha vida. Mesmo que me mandasse morrer, eu obedeceria.
Yago inclinou o corpo para trás e sorriu de canto.
Janaína olhou ao redor mais uma vez. Após confirmar que não havia câmeras, soltou o cinto do roupão, deixando-o cair até os tornozelos.
O olhar de Yago estava gélido: — Dê uma volta para eu ver.
Janaína deu a volta completa. O olhar dele permanecia lúcido, sem o menor sinal de desejo.
Yago deu de ombros: — O que eu faço? Parece que perdi o interesse em você.
Janaína: — .......
Isso seria ótimo.
Mas também era ruim; se ele não tivesse mais apego por ela, será que a mandaria para a prisão?
Pensando nisso, Janaína entrou em pânico: — Eu não te traí! O arquivo que enviei para o herdeiro não era o que estava no seu computador, você mesmo viu! Eu até te ajudei indiretamente, você não pode ser tão ingrato.
Yago mudou de assunto com indiferença: — Por que não senta aqui e tenta me convencer?
Janaína não ousou hesitar e voltou para os braços dele.
Só mais tarde percebeu que ele a estivera enganando o tempo todo.
...
Mais de uma hora depois, Lucas apareceu para pagar a fiança e tirá-la de lá.
Janaína já havia trocado de roupa por um conjunto de agasalho branco impecável; o tamanho era grande, o que a fazia parecer ainda mais frágil.
Ao entrarem no carro, Lucas franziu o cenho: — Como você foi se envolver com o herdeiro Zhao?
Janaína fungou: — Ele me procurou.
Lucas: — Ele te ameaçou?
Janaína baixou a cabeça: — Ele descobriu sobre mim e o Yago.
— Não tem problema ele saber. — As sobrancelhas de Lucas estavam fortemente franzidas. — De agora em diante, se tiver qualquer problema, me avise imediatamente.
Janaína virou a cabeça para olhá-lo: — Você não se importa com o que houve entre eu e o Yago?
— Eu me importo. — Lucas disse cada palavra pausadamente. — Eu sinto vontade de matá-lo.
O brilho em seus olhos escuros carregava uma fúria real, não parecia brincadeira.
O canto da boca de Janaína tremeu, e ela soltou um riso frio.
"Você..." bem que merecia.
Ele jamais deveria ter pedido a Yago para se aproximar dela.
Era estranho; nos seis meses em que estivera de volta, Janaína nunca encontrara Yago.
Só quando se cruzaram novamente é que ela soube da existência de tal pessoa.
Lucas afrouxou a gravata e suspirou: — O que aconteceu hoje ficou para trás. Vá para casa e durma bem; não precisa se preocupar com mais nada.
Se não é para me preocupar, não me preocupo. Janaína olhou pela janela, pensando em outras coisas.
Na manhã seguinte, Janaína e Hugo se encontraram na empresa.
Ela notou as olheiras dele: — Virou a noite roubando?
Embora não tivesse dormido nada, Hugo estava eufórico: — Deixa eu te contar, ontem eu fui pra gandaia... não, não foi gandaia. Fui num bar de luxo e comecei a conversar com uma herdeira...
Janaína interrompeu: — Vá direto ao ponto.
— Ela disse que o Yago é gay.
Janaína ficou chocada: — O quê?
— Ele tem um namorado que quase ninguém conhece, mas, por coincidência, ela os flagrou no subúrbio há alguns dias.
— E depois?
Hugo deu de ombros: — Viu os dois entrando num hotel, e foi só.
Janaína não se convenceu: — Por que não poderiam ser apenas amigos ou clientes?
Dois homens ficarem no mesmo hotel não prova nada, prova?
— Pode ser, mas eu acho que onde há fumaça, há fogo. Talvez isso sirva de trunfo para você.
Yago não quer se casar com a segunda senhorita dos Zhao? A família jamais aceitaria alguém assim, e a noiva certamente não toleraria.
Janaína ficou em silêncio, porque ela também não conseguia aceitar.
...
No campo de golfe.
O herdeiro Zhao deu uma tacada precisa: — Não imaginei que você pudesse ser tão cruel com uma garota tão adorável.
Ontem, escondido atrás da porta do banheiro, ele vira tudo pela fresta. Quase teve vontade de chamar a polícia.
Uma garota tão frágil... ele não tinha coragem nem de segurar a mão dela com força, achando que seria covardia.
Ele gostava especialmente dos cachos despojados de Janaína; se fosse ele, jamais teria coragem de agarrá-los daquele jeito.
Yago respondeu com frieza: — Quando foi que eu tive compaixão por mulheres? Especialmente as que me traem.
O herdeiro balançou a cabeça rindo, entregou o taco ao assistente e abriu uma garrafa de água: — Achei que, com ela, seria diferente.
— De fato, é uma exceção.
— Ah é?
Yago disse com desleixo: — É a primeira vez que me envolvo com alguém tão jovem.
— Não exagere. Você não namorou quando tinha vinte e um anos?
Se ele namorou ou não, o herdeiro sabia muito bem.
Yago sorriu com sarcasmo: — Naquela época eu estava ocupado com os estudos, não tinha tempo.
...
Após sair do campo de golfe, Yago passou em casa e trocou de roupa, seguindo um estilo influenciado por influenciadores americanos.
Saiu dirigindo seu jipe de luxo.
Vestira-se assim especificamente para agradar a garota.
Ao chegar na empresa dela, não avisou. A recepção disse que Janaína estava em reunião, então ele aproveitou para visitar o local e, sem perceber, chegou à porta da sala de reuniões.
A sala era grande e havia uma mesa comprida ao fundo. Ele entrou pela porta traseira e sentou-se na última cadeira.
A garota notou sua presença. Um brilho de surpresa passou por seus olhos, mas ela logo se recompôs e continuou a reunião como se nada tivesse acontecido.
No entanto, a leve agitação de suas mãos traía sua calma aparente.
Hoje ela usava um blazer branco por cima, que fora retirado e colocado no encosto da cadeira.
Agora vestia uma blusa de chiffon preta com decote em V, e seus longos cabelos cacheados estavam presos num coque.
Ela parecia bem profissional.
Aos vinte e um anos, não se é exatamente uma criança, mas muita gente nessa idade ainda está na faculdade tentando conseguir créditos.
Vê-la ali sempre lhe dava a ilusão de algo deslocado, como uma coelhinha que caiu num bando de lobos, mas sendo ela a líder deles.
Esse contraste gerava um forte desejo de dominação.
A reunião durou uma hora inteira. Yago não saiu do lugar, nem olhou o celular; apenas observou cada gesto e ouviu cada palavra de Janaína.
Finalmente, a reunião acabou.
Janaína tomou um gole de água mineral e esperou que as pessoas saíssem antes de caminhar até Yago: — O que faz aqui?
— Vim ver meu tesouro.
Um braço envolveu a cintura dela e a puxou; de repente, ela estava sentada no colo dele.
Capítulo 46: O cartório oferece exames pré-nupciais gratuitos
Yago soltou o elástico do coque dela, e os cachos caíram instantaneamente pelas costas.
Janaína voltou a ser aquela garota de aparência frágil.
As palmas de suas mãos delicadas tentaram empurrar o peito dele, mas, com o movimento de Yago de mergulhar o rosto em seu pescoço, as pontas de seus dedos tocaram o pomo de Adão dele.
Yago ergueu os olhos para ela, com o olhar escurecido: — Está tentando me seduzir?
Janaína retirou a mão como se tivesse levado um choque: — Não seja convencido!
— Ainda está brava comigo? Ontem eu não te fiz se sentir bem?
As bochechas de Janaína ficaram vermelhas rapidamente, fazendo-o rir alto.
Ele adorava provocá-la.
Janaína franziu o cenho, parecendo ainda mais adorável.
Ontem, ela sentira apenas humilhação e vergonha.
Ele riu ainda mais, e Janaína, irritada, agarrou o colarinho dele: — Pare com isso, aqui é a sala de reuniões!
Yago não se importou: — Eu vou continuar, o que você vai fazer?
Ele agia com total arrogância.
Tudo porque ele a tinha em suas mãos e tinha o direito de ser caprichoso.
Janaína baixou o olhar e mordeu o lábio, desanimada: — Você quer fazer isso aqui? Então vou fechar a porta primeiro...
Ela fez menção de levantar, mas ele a manteve firme em seu colo.
— Não vá. — Yago a abraçou com os dois braços, com a voz baixa e surpreendentemente terna ao pé do ouvido: — A que horas você sai?
Janaína mordeu o lábio: — Falta pouco. Se não quiser esperar, pode ir agora.
— Tudo bem. — Yago roçou seu nariz no dela. — Termine o que tem que fazer, eu espero aqui.
O Yago de hoje parecia estar possuído por algum espírito.
Janaína trocou olhares com ele e observou seu visual em tons terrosos, que quase escondia seu temperamento afiado e cruel.
No entanto, ela não se deixaria enganar tão facilmente; sua mente estava cheia das imagens da agressividade dele na noite anterior. Agora, ao vê-lo, sentia que sua vida poderia correr perigo a qualquer momento.
Ela forçou um sorriso: — Vou voltar ao trabalho.
Ela se encolheu e fugiu rapidamente. Ao sair da sala de reuniões, deu de cara com Hugo encostado na parede.
— ...Emm. — Janaína o puxou pela manga até o escritório.
Hugo a observava com um olhar inquisitivo.
Janaína organizou as tarefas, pegou a bolsa para sair, mas foi impedida por um braço.
— Você se apaixonou mesmo por ele?
Janaína parou e olhou para ele. Quando ia falar, Hugo baixou o braço e sorriu com desdém: — Embora eu não saiba o que você viu nele — o rosto dele é perfeito, o corpo é bom e ele é generoso —, não se esqueça de que o sobrenome dele ainda é Zhao.
Ele bagunçou o cabelo dela: — Mesmo que haja uma chance de ele estar nos ajudando, pelo que vimos até agora, ele só sabe te intimidar e brincar com você.
— Ter salvo sua vida não significa nada. Na política e nos negócios, dizem que não há amigos eternos, apenas interesses eternos. Há cinco anos ele pode ter agido a pedido de alguém, mas cinco anos depois, o mundo mudou completamente.
Janaína mal podia acreditar que aquelas palavras vinham dele.
O garoto à sua frente tinha crescido e não precisava mais de sua proteção. Ela deu um tapinha satisfeito no ombro dele: — Obrigada, mas não se preocupe, eu penso exatamente o mesmo.
— Que bom. — Hugo, num ímpeto, a abraçou. — Nós somos os melhores amigos do mundo.
Janaína assentiu seriamente.
Era verdade; Hugo era sua família, uma família que nunca se separaria.
Ao sair do escritório, viu que Yago a esperava na porta.
Ele colocou a mão no ombro dela, radiante: — Se vocês são os melhores amigos do mundo, o que eu sou?
Janaína foi forçada a caminhar com ele, sentindo as pernas bambas: — Er...
Yago a levou para o elevador: — Ah, entendi. Ele é a família, e eu sou o seu amor.
Janaína assentiu por obrigação: — Sim.
Sentada no banco do passageiro do carro de Yago, ela viu pelo vidro que Hugo também saíra e entrara no carro de trás. Seu coração deu um salto.
Uma mão grande cobriu subitamente o dorso da mão dela, transmitindo calor. Janaína virou-se e sorriu ao olhar para o perfil rígido e bonito do homem.
— Você me ameaça com minha verdadeira identidade porque sabe que ela me coloca em perigo. Então, quem exatamente quer me machucar? A família Lucas? Ou a família Zhao? E qual é a sua posição nisso tudo?
— Minha posição?
Yago arqueou as sobrancelhas enquanto acelerava o carro, dizendo com desleixo: — Eu não tenho princípios, nem crenças, muito menos essa tal "posição" que você diz. Quem me faz feliz na cama, eu trato bem.
Janaína quase se engasgou. Ela desviou o olhar para o retrovisor: — Se for um homem, também serve?
Yago girou o volante com habilidade, ultrapassando vários carros: — Que homem?
— No sentido literal. Se um homem te fizer feliz na cama, você também o tratará bem?
— Janaína, você está doente. — O rosto de Yago escureceu imediatamente.
Janaína viu que o Porsche atrás deles parecia estar diminuindo a velocidade. Ela voltou-se para ele com um olhar afiado: — O seu corpo não estaria doente?
Tipo... uma doença contagiosa.
Yago respondeu irritado: — Onde você ouviu esse boato de que eu gosto de homens?
— Ah... não importa onde eu ouvi, o fato é que o boato existe.
Yago mudou de expressão, tornando-se mais sério: — Quando foi isso?
— Quando você viajou a negócios. Alguém viu. — Janaína fez um bico. — Você é muito promíscuo; o risco de pegar uma doença sexualmente transmissível é alto.
Yago ficou em silêncio por um momento antes de dizer friamente: — Não acredite em tudo o que ouve.
— Tá.
Quando Yago a levou para jantar, ele lhe entregou um relatório de saúde recente e disse com naturalidade: — Eu não tenho nada, você pode ser minha namorada sem preocupações.
Janaína leu atentamente, mas ainda não estava convencida: — Quando você tiver tempo, podemos fazer um exame juntos?
Yago sorriu com malícia: — O cartório oferece exames pré-nupciais gratuitos. Quer ir amanhã?
— .......
Janaína tossiu levemente e pegou o copo de suco: — Deixe essa oportunidade para quem você quer casar.
— Por exemplo... ah, sim. — Ela pousou o copo e tirou apressadamente uma caixa de joias da bolsa, empurrando-a para ele: — Devolva ao dono.
Yago abriu e viu os brincos de diamante rosa. Ele sorriu: — Não precisa ser cerimoniosa comigo.
— Eu não preciso deles. — Janaína foi fria. — E isso nunca me pertenceu.
— Você está com ciúmes de novo. — Ele leu o pensamento dela.
Janaína revirou os olhos e não quis mais falar.
Após o jantar, Yago a levou para fazer compras.
Na hora de pagar, Janaína disse que queria usar o cartão que Lucas lhe dera.
O resultado foi que Yago tomou o cartão dela e o quebrou ao meio na mesma hora.
Na frente da caixa.
Janaína arregalou os olhos.
Yago, com total tranquilidade, entregou outro cartão: — Use este.
Após as compras, Janaína o seguiu desanimada.
Ele a levou a uma casa de entretenimento.
O elevador parou no sétimo andar, onde havia música e dança.
Janaína não esperava que Yago a levasse para conhecer seus amigos.
Ele parecia uma pessoa tão solitária, mas, surpreendentemente, tinha amigos.
Augusto, um oficial da força aérea alto e robusto.
Os olhos de Janaína brilharam instantaneamente, e Yago logo se colocou na frente dela, bloqueando sua visão.
...
No andar de cima, no salão de bilhar.
Alguém entrou para avisar: — O Sr. Yago está lá embaixo.
O herdeiro Zhao ouviu e ergueu o olhar: — A Srta. Janaína também está?
— Sim, eles vieram juntos.
Herdeiro: — Entendido.
Ele largou o taco, sentou-se no sofá atrás dele e acendeu um cigarro. Enquanto a fumaça subia, o homem ao seu lado disse subitamente: — Por que aquele sujeito sempre consegue escapar pouco antes de nossa equipe chegar?
Ricardo falava de outro assunto.
O herdeiro olhou para o lado. O homem sentado ao seu lado tinha uma grande tatuagem no braço e um porte físico atlético.
Ricardo era seu grande amigo, envolvido em todo tipo de negócio, lícito ou não, desde que desse lucro.
— Você não acha estranho?
O herdeiro semifechou os olhos: — Você quer dizer que há um traidor?
Ricardo foi direto ao ponto: — Não sou eu.
O herdeiro riu: — Eu sei que não é você. Alguém que vive fugindo jamais teria como pagar suas taxas altíssimas.
— Que bom que você sabe; eu só me importo com o dinheiro. — disse Ricardo irritado. — E muito menos meus homens; eles não teriam coragem.
O herdeiro deu de ombros: — Então, quem será?
Ricardo pensou por um momento e rebateu: — Quem mais sabe sobre isso?