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《Destruída pelo Desejo》Capítulo 21

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Capítulo 41: Eu não sou sua funcionária!

...Do lado de Yago?!

Bastava Janaína pensar nele para que a pele entre suas pernas parecesse picada por agulhas, uma mistura insuportável de dor e coceira.

Lembrar que ele não tivera a menor compaixão.

Suas emoções vacilantes começaram a entrar em turbulência novamente.

Mas, na noite passada, ela não ofereceu resistência alguma, permitindo que ele tatuasse o nome.

Talvez, em seu subconsciente, ela acreditasse que aquilo aplacaria a fúria dele e lhe pouparia de mais sofrimento.

Ela soltou um suspiro profundo: — Ele me salvou. Se não fosse por ele, eu teria morrido há cinco anos.

Hugo estancou, largou o tablet e aproximou-se da mesa, olhando-a de soslaio: — Você se lembrou totalmente do que aconteceu naquela noite?

Janaína balançou a cabeça desanimada: — Não.

Nestes últimos anos, por mais que tentasse se hipnotizar, nunca conseguiu recordar o que mais aconteceu naquela ruína.

Ela apenas se lembrava de que, durante a fuga, encontrou Yago — o salvador que a levou direto para o abismo.

De acordo com o que investigaram, foi exatamente naquele ano que Yago abandonou os estudos e deixou sua terra natal para empreender no exterior.

Diziam que era para empreender, mas na verdade era para esbanjar, vivendo como um playboy.

Constava que o herdeiro da família Zhao, invejoso de que o irmão pudesse superá-lo na carreira política após a formatura, falou muito mal dele para o patriarca. Depois de alguns incidentes, Yago largou tudo em um acesso de raiva.

Hugo deu de ombros: — A pessoa que fez a aposta com você naquela noite continua desaparecida, assim como suas memórias. A culpa é minha; eu tive que ficar doente logo naquela hora e não pude te acompanhar. Talvez, se eu estivesse lá, você não teria...

Ao chegar nesse ponto, ele demonstrou tristeza.

Ele quase perdeu sua pequena senhorita.

Janaína deu um tapinha na mão dele: — Não estou bem agora? Não me falta nenhum membro. Já que o destino não conseguiu me matar, só me tornará mais forte!

Ela terminou a frase quase rangendo os dentes.

...

Após a cerimônia de assinatura, Yago escolheu um restaurante luxuoso para oferecer um almoço ao parceiro de negócios.

Por coincidência, ao sair do reservado para atender uma ligação, ele encontrou o herdeiro Zhao.

O outro esperou que ele terminasse de falar para se aproximar lentamente.

Yago abaixou o celular: — O Sr. Roberto está lá dentro. Quer entrar para dar um oi, irmão?

— Não vou entrar. — O herdeiro lançou-lhe um olhar sorridente e colocou a mão sobre seu ombro. — Parabéns. Pelo visto, papai terá que te elogiar muito novamente.

Yago respondeu com tom neutro: — Com você por perto, não importa o que eu faça, não terei preocupações futuras.

O olhar do herdeiro esfriou: — Não se esqueça de ir jantar em casa hoje à noite; temos que prestar contas ao patriarca.

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— Certo.

Quando ia saindo, o herdeiro acrescentou: — A propósito, da última vez que o Sr. Lucas te ajudou, como você o convenceu?

Yago virou a cabeça: — Você quer saber?

— Estou curioso. A relação de vocês não é boa o suficiente para não haver uma troca de interesses equivalente, certo?

Yago deu um sorriso seco: — Já que sua relação com ele é tão boa, pode perguntar pessoalmente.

Dito isso, Yago entrou no reservado antes dele.

O herdeiro franziu a testa, carregada de hostilidade. Pensando naquela mulher, Janaína, discou imediatamente um número.

Do outro lado, Janaína estava ocupada com o trabalho quando sua atenção foi atraída pela vibração do celular.

Ao ver quem chamava, ela franziu o cenho.

Hugo ergueu os olhos: — E então? O herdeiro veio cobrar satisfações?

— Provavelmente! — Janaína atendeu sem pressa. — Alô... Grande herdeiro Zhao, o que foi?

— Você tem tempo hoje à noite? Queria te convidar para um jantar informal em casa.

— Oh? Na sua casa?

— Isso mesmo. Na residência dos Zhao, jantar de família.

Janaína mostrou-se surpresa: — Com qual pretexto?

A voz do herdeiro trazia um riso libertino: — Como uma amiga.

— E por que isso? — Ela não conseguia entender.

O herdeiro disse: — Você viu a cerimônia de parceria hoje, não viu? Temos motivos para comemorar e queria te convidar. Afinal... seu mérito não é pequeno.

— O que você quer dizer com isso? — Janaína respirou fundo e disse seriamente: — Você está me culpando porque os dados que eu roubei não foram suficientes para impedir que eles assinassem o contrato, é isso?

— Eu não quis dizer isso...

— Você quis dizer exatamente isso. — A voz de Janaína subiu de tom. — Grande herdeiro, eu corri o risco de ser denunciada pelo Yago à polícia para roubar segredos para você. No fim, você não soube usá-los e vem me culpar? Vou te dizer uma coisa: eu não sou sua funcionária!

O telefone fez um sinal de desligado. Janaína encerrou a chamada.

Hugo: — Nota dez.

Foi um show de autoridade.

A mensagem do herdeiro chegou logo em seguida, impaciente: [Eu realmente não quis te culpar, é apenas...]

Janaína: [Apenas o quê?]

Herdeiro: [Podemos conversar pessoalmente hoje à noite?]

Janaína: [Não.]

Herdeiro: [Eu só estava pensando... o Yago é famoso por ser promíscuo, ele nunca deixa mulheres passarem a noite na casa dele. A Srta. Janaína dormiu lá ontem?]

A insinuação era de que a relação dela com Yago era fora do comum.

Dado que, da última vez em Macau, eles ficaram na mesma suíte.

Janaína: [Se não acredita em mim, tudo bem. Da próxima vez, não me procure. Nunca mais me procure!]

O celular foi jogado na mesa com um estalo. Ela voltou a focar na tela do computador.

Hugo pegou o aparelho para ler e soltou um estalo com a língua: — Esse cara é incrível. Parece inteligente, mas prefere seguir em frente sabendo que está sendo enganado.

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À tarde, a mãe de Lucas, Sra. Regina, apareceu na empresa. Sem saber do que se tratava, Janaína sentiu-se em alerta: — Mãe, preparei o chá branco que a senhora mais gosta.

— Nana, como você tem passado?

— Estou bem, ocupada com o trabalho, sem tempo para pensar em outras coisas.

— Que bom. — Regina deu um gole no chá e pousou a xícara com elegância. — Tem um tempo para me acompanhar em um passeio?

Janaína ia recusar, mas mudou de ideia: — Claro, mamãe.

Foram a um shopping próximo. Enquanto caminhavam, Regina segurou o braço dela: — Nana, eu acho que o divórcio de vocês foi um pouco precipitado. Por que não falou comigo na época?

— Peço desculpas, mãe. — Janaína disse suavemente. — O Lucas também concordou na ocasião.

— Como ele pôde concordar? Casamento não é brincadeira! — Regina mostrou-se irritada. — O que quero dizer é que vocês devem levar a vida adiante juntos. Não sejam impulsivos da próxima vez; pensem nas consequências. Desde que não haja uma falha de caráter grave, tudo pode ser resolvido.

Janaína riu internamente: — Tudo bem, não vai acontecer de novo. Jamais deixarei que um capricho meu afete o trabalho dele ou o valor das ações. Fique tranquila, mãe.

Regina finalmente pareceu satisfeita: — Ótimo. Não existem muitas moças sensatas como você.

Mas, enquanto olhavam roupas, Regina perguntou: — E o que há entre ele e aquela Srta. Bianca?

Janaína ia inventar uma desculpa qualquer, mas ouviu-a continuar: — Ouvi dizer que aquela moça foi transferida para um laboratório no exterior por três anos. Recentemente, a viagem de negócios do Lucas foi justamente para instalá-la lá.

Janaína lembrou-se de como quase morrera envenenada e forçou um sorriso frio: — Eles são próximos e se conhecem há tantos anos, é natural que se ajudem.

Aquela mulher causara indiretamente a morte do menino inocente.

Muitos dias haviam se passado, mas Janaína ainda guardava mágoa.

A única coisa que pudera fazer foi escrever uma carta de perdão para a avó, contratar um advogado de defesa e pagar uma indenização.

Por mais dinheiro que houvesse, a vida não voltaria. A idosa não teria ninguém para cuidar dela até o fim; teria que terminar seus dias sozinha.

Enquanto isso, a culpada escapara impune.

Capítulo 42: Brincos de diamante rosa

Regina aconselhou com empenho: — Com o próprio marido, deve-se ser firme quando necessário. Eu gosto muito de você e espero que fiquem bem, sem mais confusões.

Janaína respondeu distraída: — Eu entendo.

Regina tomou toda a sua tarde. Não se sabia se fora proposital, mas ao anoitecer, ela comentou: — Por coincidência, minha cunhada me chamou para jogar mahjong hoje e também convidou você. Vamos jantar lá primeiro.

Janaína lembrou-se do aviso de Yago e hesitou.

— Vamos, Nana. — Regina já estendia a mão.

Janaína rangeu os dentes e a seguiu.

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Não era possível ter o azar de encontrar Yago.

Mas certamente encontraria o herdeiro Zhao.

Seria uma boa oportunidade para "manter os laços".

Ao cair da noite, o carro entrou no pátio da residência Zhao. Assim que Janaína desceu, deu de cara com a pessoa que menos queria ver: Yago!

Ela teve vontade de dar meia-volta e ir embora.

Sob um quiosque, dois homens altos estavam parados com cigarros na mão, em meio a nuvens de fumaça.

Ao encarar aqueles olhos profundamente sombrios, Janaína conseguiu forçar um sorriso quase natural.

O herdeiro soltou a fumaça: — Você parece tratar a Srta. Janaína de um jeito bem diferente.

Yago ironizou: — E no que o irmão acha que ela difere das outras mulheres?

— Não saberia dizer. — De qualquer forma, o instinto do herdeiro raramente falhava. Ele mudou de assunto: — A tarefa que o vovô nos deu, você teve algum progresso?

Yago rebateu: — E você?

O herdeiro apagou o cigarro no cinzeiro trazido por um empregado: — Já pensou em como vai enganar o patriarca?

Yago repetiu: — E você, irmão?

O herdeiro achou a conversa inútil, deu um tapinha no ombro dele e entrou na casa.

Yago continuava esperando por alguém.

No salão principal, enquanto Janaína conversava com os mais velhos, uma das tias olhou para a porta e disse com entusiasmo: — A segunda senhorita chegou.

Janaína virou a cabeça.

Yago e a irmã de Bianca entraram um após o outro, sem mãos dadas ou qualquer gesto de intimidade.

No entanto, Janaína notou imediatamente os brincos de diamante rosa no lóbulo da orelha dela.

Só então percebeu que Yago não lhe dera os brincos na noite anterior.

Portanto, os trinta milhões que Yago gastara foram realmente, como ela suspeitara, apenas para agradar aquela mulher.

Ela se enganara.

Janaína desviou o olhar do dele e baixou a cabeça.

Pouco depois, Bianca também chegou, trazendo sacolas que entregou a um empregado. — Tios, cheguei tarde. Querido...

Eles ainda estavam em conflito, e o herdeiro não respondeu com entusiasmo. Em vez disso, caminhou até Janaína: — Estamos todos aqui. Srta. Janaína, vamos nos sentar.

O rosto de Bianca mudou drasticamente.

Janaína não deu atenção.

O jantar foi extremamente desconfortável.

Pensar que ainda teria que ficar ali por várias horas tornava tudo mais penoso.

Após a refeição, ela foi ao banheiro. Ao sair, viu que Bianca a esperava propositalmente.

Não vinha coisa boa dali.

— Você é bem esperta, não é? Seduz um atrás do outro. Está querendo um banquete de irmãos? Mas eles não são como o seu Sr. Lucas; nenhum dos dois é fácil. Não procure sofrimento para si mesma.

Janaína sorriu: — Obrigada pelo aviso.

Bianca resmungou: — Eu sou a noiva do herdeiro Zhao, você sabe disso, não sabe?

— Eu sei. — Janaína disse calmamente. — Eu até achei que você estivesse com ciúmes do Yago.

— "Yago"... que intimidade. Vocês dormiram juntos?

As pupilas de Bianca dilataram-se, e ela franziu a testa.

Janaína viu a fúria no rosto dela.

Sem responder diretamente, disse: — Você pode perguntar ao próprio Yago.

E virou-se para sair.

— Pare! — Bianca correu alguns passos e tentou puxar o cabelo dela, mas Janaína esquivou-se lateralmente e, com um movimento ágil, ergueu a mão.

ESTALO ———

Janaína devolveu o tapa como um aviso.

Bianca levou a mão ao rosto, incrédula: — Você ousou me bater?

Nem os pais dela tinham coragem de bater nela, e hoje, na casa dos Zhao, ela levara um tapa de uma garotinha!

Em um instante, seus olhos ficaram vermelhos de raiva: — Janaína, você acha que só porque a família Lucas te apoia, tem o direito de me bater?

Janaína deu um passo atrás e disse com voz austera: — Foi você quem tentou me agredir primeiro. Não me importa quem você seja, se tentar encostar em mim, eu retribuirei em dobro!

Bianca sorriu friamente: — Você me paga.

Janaína já se afastava com passos largos.

Não muito longe dali, dois homens observavam.

— Que temperamento forte. É a primeira vez que vejo alguém ousar bater na Bianca.

O rosto de Yago não demonstrava expressão; ele não parecia interessado e subiu as escadas.

O herdeiro terminou seu cigarro calmamente antes de segui-lo.

Ao abrir a porta de madeira, as contas de oração na mão do patriarca atingiram com precisão a testa do herdeiro.

Este não se esquivou; dobrou os joelhos e ajoelhou-se.

— Eu apenas me atrasei um pouco para subir, vovô. Não precisa se irritar comigo; isso faz mal à sua saúde.

O velho Zhao, furioso, atirou um maço de fotos ao chão: — Olhe as coisas que você andou aprontando em Macau.

O herdeiro recolheu as fotos uma a uma e sorriu: — Achei que fosse algo grave. O senhor está exagerando, vovô.

— Você quer ser como seu pai? Só ficará satisfeito quando as mulheres ao seu redor forem tantas quanto peixes no rio?

— É uma injustiça, vovô. — O herdeiro disse calmamente. — Aquilo foi apenas encenação...

Antes de terminar, um tapa atingiu seu rosto, virando-o para o lado.

O patriarca já estava diante dele, questionando: — Com o status da família Zhao, você precisa encenar diante de mulheres?

O herdeiro engoliu a seco aquele insulto e voltou o rosto: — Eu sei. Os descendentes dos Zhao devem ser exemplares. O senhor não pode presumir que eu tenha más intenções só porque meu pai não foi o melhor exemplo.

O patriarca estava visivelmente irritado. Ele virou as costas e respirou fundo.

Após um momento, disse com voz grave: — Já se passaram mais de nove meses. Têm notícias da pessoa que estou procurando? Yago, fale primeiro.

Yago balançou a cabeça: — Depois que perdemos o contato na ilha deserta, não houve mais notícias.

— E você, herdeiro?

O herdeiro levantou-se e disse seriamente: — As pessoas que enviei encontraram o rastro dele em Liverpool. No entanto, ele é astuto e meus homens o perderam de vista. Mas é certo que ele ainda não partiu.

O patriarca sentou-se novamente, pensou por um momento e olhou para Yago: — Recentemente, lembro de você dizer que ia para lá expandir os negócios. Teve algum progresso?

Yago: — Ainda não. O pessoal de Liverpool não quer colaborar comigo.

Ao ouvir isso, o herdeiro soltou um riso baixo de deboche.

Patriarca: — Não se preocupe. Vou pedir que o Dr. Gustavo te ajude. Aproveite e vá pessoalmente; veja se encontra outras pistas.

O herdeiro franziu a testa: — Vovô, fui eu quem encontrou o rastro dele.

Patriarca: — Está tarde. Podem ir.

No andar térreo, na sala de mahjong.

Janaína deu uma olhada nas peças e jogou propositalmente uma peça específica.

Sua oponente imediata logo conseguiu uma jogada vitoriosa.

Bianca reclamou: — Que sorte péssima, isso não tem graça.

Ela olhou para a irmã, que estava ocupada com o computador ao lado: — Maninha, venha jogar algumas partidas por mim.

— Tudo bem. — A irmã fechou o laptop. — Mas só algumas, hein? Assim que o Yago descer, nós vamos embora.

Ao ouvir isso, Janaína ergueu os olhos. Com o passo elegante da outra mulher, os brincos de diamante rosa brilhavam intensamente.

Nela, ficavam realmente muito bem.

Janaína não gostava de coisas cor-de-rosa, mas sentiu uma onda de amargura invadir seu coração.

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