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《Destruída pelo Desejo》Capítulo 20

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Capítulo 39: Tatuando o nome dele

Janaína rangeu os dentes: — Vou agora mesmo!

Levou quase uma hora para Janaína dirigir de volta ao condomínio.

Ela subiu apressadamente pelo elevador, abriu a porta e, ao passar pelo hall de entrada, deparou-se subitamente com o homem sentado à mesa de jantar, cortando calmamente um bife.

O ar parecia carregado com o aroma de temperos frescos.

Antes que ele pudesse abrir a boca, ela tomou a iniciativa: — A comida já esfriou, por que só voltou para comer agora?

Ela parecia uma esposa ressentida, reclamando do marido que chega tarde em casa.

Yago não olhou para ela, e suas emoções eram difíceis de decifrar. — Já foi tudo aquecido. Se estiver com fome, venha comer um pouco comigo.

Janaína estava realmente com fome. Ela puxou uma cadeira, mas antes de se sentar, ouviu-o dizer: — Venha sentar no meu colo.

Ela lambeu os lábios e decidiu não obedecer: — Por quê? Outras mulheres não querem sentar no seu colo? Então eu também não quero.

— Vou dizer pela última vez: venha aqui.

Ele elevou o tom de voz em um nível, sem demonstrar alegria ou raiva, mas era evidente que já estava irritado.

Janaína franziu o cenho, com um tom de rebeldia: — Com que direito!

Sua boca era teimosa, mas ela acabou indo, pois viu uma pequena e requintada caixa à esquerda dele. Certamente continha os brincos que ele arrematara por um preço alto naquela noite.

Afinal, ele não os dera a outra mulher; guardara especialmente para ela!

Yago inclinou o corpo para trás para recebê-la em seu colo. Assim que envolveu a cintura dela, deu um tapa em sua coxa.

— Você é o cachorro do Lucas? É só alguém chamar que você corre abanando o rabo.

O golpe não foi forte, nem doeu, mas Janaína não pôde evitar uma sensação de injustiça no coração. — E você é o cachorro da Bianca, e eu nem cobrei isso de você.

Yago soltou um riso curto, como se estivesse irritado: — Com qual dos seus olhos você me viu ser o cachorro dela?

Janaína franziu a testa: — Eu ouvi o que elas disseram. Você gostava da Bianca quando era pequeno e até a perseguiu.

— Não acredite em tudo o que ouve. — Yago disse pausadamente. — Eu nunca a persegui. E quanto a gostar... não chegaria a tanto.

Janaína fez beicinho: — "Não chegaria a tanto" significa que já gostou, mas não conseguiu nada, e até hoje não desistiu.

Yago admirava a capacidade de interpretação dela.

Já que ela queria procurar briga, ele também não pretendia deixá-la escapar: — E o que há entre você e o Lucas? Apresentando-se a todos como marido e mulher... vocês fizeram as pazes pelas minhas costas?

— Quando foi isso? Na noite retrasada, quando desligou o telefone na minha cara?

O rosto dele ficou ainda mais sombrio.

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Janaína sentiu um calafrio, apressou-se em abraçar o pescoço dele e amoleceu a voz para ceder: — Eu não tive escolha. Ele me ameaçou com o projeto da zona sul, eu não tive saída.

— Sem escolha, te ameaçou, você não teve saída?

Yago repetiu as palavras dela com um tom sarcástico. — Então, mesmo que ele queira segurar sua mão, te abraçar ou até te beijar, você aceitaria por falta de escolha, como aceita forçadamente que eu te torture, certo?

— Errado. — Janaína negou imediatamente. — Com você, eu fui a iniciativa desde o começo. Com ele, nada vai acontecer.

A voz de Yago baixou: — Você não teve iniciativa com ele no começo? Além disso, vocês estão casados há mais de meio ano e não houve intimidade real. Será que, no seu coração, ele merece ser tratado com seriedade, enquanto eu posso ser descartado à vontade?

Janaína: — ............

Que lógica absurda era aquela?

Será que a primeira vez dele também fora com ela? Por isso tanto rancor?

Por fim, ela concluiu: — Você foi intoxicado demais pela Bianca?

— Ela é ela, eu sou eu. Não misture as coisas. Eu nem me importo que você tenha tido outras mulheres, e ainda te dei a minha preciosa primeira vez. Quem está saindo no prejuízo, você sabe muito bem.

Dito isso, ela tomou a iniciativa de beijar os lábios dele. No começo foi suave, mas ao ver que ele não retribuía, ela o beijou com força.

Yago não retribuiu, mas também não recusou, tal como na primeira vez deles.

Janaína começou a sentir medo. Pouco depois, afastou-se dos lábios dele e olhou-o franzindo a testa: — Eu estou te agradando, você ainda não está feliz?

— Se você me agrada, eu deveria ficar feliz? Janaína, você me traiu.

O olhar de Yago estava gélido.

Ele a avisara antes de viajar, e assim que ele saiu, ela foi passar a noite na mansão.

E hoje à noite ainda apareceu como esposa do Lucas diante de todos.

Ela realmente não tinha medo nenhum dele.

Ao ouvir ele chamá-la pelo nome que usava antes, Janaína soube que estava perdida.

Antes que pudesse fugir, Yago a segurou pelo colarinho e a pressionou contra o tapete ao lado do sofá.

Janaína não sabia o que ele pretendia. Embora tivesse se preparado psicologicamente antes de voltar, não conseguia parar de tremer.

Ao virar a cabeça, viu-o abrir a fivela do cinto. Aquela cena coincidia perfeitamente com o seu sonho.

Instintivamente, ela abraçou a perna dele, com a voz trêmula: — Não, por favor, não...

Yago riu baixo: — "Não" o quê? Explique-se.

— Não me castigue, eu sei que errei, nunca mais farei isso...

— Não, você sabe que errou, mas fará de novo. Você acha que, só porque eu não estava em Xangai, eu não sabia o que você estava fazendo?

Dito isso, o som do cinto cortando o ar ecoou.

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Janaína estremeceu de pavor, repetindo incessantemente: — Não farei mais, juro. Eu só não tive escolha, não te traí e nem quero te trair. Não fiz nada de errado contra você, com os outros homens é tudo apenas encenação...

— Quer dizer que, apenas comigo, é real?

A voz acima de sua cabeça tinha um tom de diversão. Cada golpe de cinto atingia o sofá, deixando uma marca.

O corpo de Janaína tremia violentamente. Ela tinha pavor de que ele a atingisse por acidente; ela jamais suportaria a dor.

Em seu nervosismo, quase mordeu a perna de Yago. Seus dentes roçaram na calça do terno e ela se afastou rapidamente: — C-claro. Meu corpo e meu coração são seus. Se não fosse assim, por que eu cozinharia para você?

Para provar sua sinceridade, ela ergueu a cabeça lentamente e, contendo o medo, olhou-o nos olhos com honestidade. — Sem dúvida, eu sou sua.

O som cruel do cinto batendo no sofá finalmente cessou. Yago apertou o queixo dela: — Como posso acreditar que você é inocente? Pense em uma maneira.

Janaína quebrou a cabeça até encontrar uma: — Eu juro!

Yago soltou uma risada fria: — Acha que sou criança? Que tal isso: eu tatuo o meu nome em você. O que acha?

— O quê? Onde você vai tatuar?

Não seria onde ela estava pensando, seria?

O rosto de Janaína ficou péssimo.

— O que você acha? — Yago sentou-se no sofá e tirou uma maleta de ferramentas da gaveta. — Deite-se. Deixe-me ver qual seria o melhor lugar.

Janaína deitou-se conforme as instruções, com o peito subindo e descendo freneticamente. — Yago...

As pontas dos dedos quentes e secas dele percorriam cada centímetro do corpo dela em busca do local ideal.

A respiração de Janaína começou a pesar. Seu coração, que não se acalmara desde que chegara, agora batia de forma desordenada.

Ele estava fazendo de propósito. Claramente já decidira o local da tatuagem, mas queria provocá-la daquela maneira.

Yago riu com sarcasmo: — Fique tranquila, não vou usar anestesia.

Janaína não acreditava que ele falava sério. Ela começou a suar frio de dor, com as pontas dos dedos enterrando-se no sofá: — Yago, eu queria te perguntar... por que você me salvou cinco anos atrás?

— Foi o meu irmão quem te enviou? ...Ah, dói...

Yago continuou o que estava fazendo, falando sem pressa: — Porque eu tenho a habilidade de prever o futuro. Eu sabia que a senhorita Janaína seria minha namorada cinco anos depois, então te salvei antecipadamente.

— Que conversa fiada é essa!

Janaína sentia raiva e vontade de rir ao mesmo tempo. — Você se aproximou de mim cinco anos depois claramente para obter as vantagens que queria das mãos do Lucas.

Yago disse com voz sombria: — Você tem muitos informantes. Quem te contou isso?

Capítulo 40: Fui reencarnar

Janaína soubera através do advogado de Lucas. Não eram exatamente informantes; ela apenas se dava bem com a namorada do Dr. Gustavo.

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Na época em que eles estavam terminando, a namorada do advogado acabou deixando escapar a informação para Janaína.

Janaína franziu a testa: — Eu disse alguma mentira sobre você?

Yago sorriu casualmente: — Se a senhorita diz, então deve ser verdade.

— O que quer dizer com "se a senhorita diz"?

A dor da tatuagem superava a imaginação de Janaína. Ela cerrou os dentes, mas como não obteve resposta dele, sua voz começou a tremer: — Eu não te traí, nem pretendo te trair. Considerando que te ajudei hoje à noite, não me torture tanto...

Ela disse tudo isso, mas não demonstrou intenção de recusar. Yago olhou para ela com interesse: — Sua consciência não é má, você tem autocrítica. Mas eu não preciso que você me defenda. Não faça mais isso; eu não ficarei emocionado.

Janaína: — .......

Ela não esperava que ele pudesse ser tão frio. Sentiu uma enorme frustração. — Mas eu não suporto ver ninguém falando mal de você. Você é meu namorado.

Yago não se deixou convencer: — No mundo exterior, o mestre protege você. Não preciso que você tente proteger o mestre.

Janaína soltou uma risada fria: — Você apenas acha que nossa relação não pode vir à luz, não é?

Ele falava em proteção, mas na verdade só não queria que ninguém visse os dois próximos demais.

Yago parou de responder. Quando ele agia com crueldade, costumava falar pouco.

O suor na testa de Janaína misturava-se com as lágrimas que caíam sem parar.

Ela observava o relógio na parede girar lentamente; cada segundo parecia um ano.

À uma da manhã, ele finalmente terminou a tatuagem.

Janaína olhou para baixo: na parte interna da coxa, em um local privado, seu nome estava gravado com clareza.

Visível e humilhante.

Yago ficou satisfeito e a carregou para o quarto.

— Não quero mais... — Janaína empurrou-o suavemente, com os olhos marejados. — Sério, não consigo. O lugar da tatuagem dói muito. Eu... que tal eu usar outra forma?

Yago, que estava sobre ela, virou-se e segurou a nuca dela com sua mão grande. — Foi você quem disse. Não me decepcione.

Janaína baixou a cabeça e beijou o pomo de Adão dele. Ela sentiu claramente que ele estremeceu. Em seguida, deu beijos leves na ponta da orelha dele e mordeu devagar: — Depois de cair do penhasco, para onde você foi?

— Não se distraia.

— E se eu fizer questão de saber? — Janaína olhou para ele com seriedade. — Finja que está contando uma história para eu dormir. Conte um pouco a cada dia, pode ser?

Mesmo o coração mais frio e duro derreteria com aquela garota doce, mas Yago era a exceção: — Fui reencarnar.

Janaína lançou-lhe um olhar de reprovação. Frustrada por não conseguir informações, enterrou o rosto no peito dele.

Yago olhava para ela com as pálpebras baixas, sem alterar a expressão.

Ele estava acostumado ao autocontrole e à resiliência. Às vezes, o que as pessoas viam dele era apenas o que ele permitia que vissem.

O celular jogado sobre a cama começou a vibrar subitamente.

Antes mesmo de Janaína terminar o que estava fazendo, ouviu-o atender a ligação.

Ela tentou se afastar, mas a mão dele pressionou a nuca dela, obrigando-a a continuar.

Janaína sentiu um constrangimento mortal.

— O que foi?

O tom de voz de Yago era frio: — Durma cedo, não pense demais.

Ele ouviu a pessoa do outro lado, com uma expressão de impaciência. Pouco depois, disse: — Vou dormir. Deixe o que tiver para dizer para o jantar de família amanhã à noite.

Janaína viu-o desligar e suspirou de alívio. Ele não parecia ser o tipo de homem mau que gosta de compartilhar essas coisas com os outros.

Yago tocou a cabeça dela com o dedo: — A Bianca brigou com meu primo e ligou pedindo consolo.

Janaína paralisou. Ele estava dando explicações a ela?

Não tinham dito que a relação deles não era de igualdade entre homem e mulher?

Quando terminaram, ela foi ao banheiro. Assim que terminou de se limpar, a porta entreaberta foi empurrada.

Yago entrou com um ar relaxado. Olhou para ela de cima a baixo com preguiça e começou a tirar a roupa: — Tem algo que queira me dizer?

Ele era alto, de ombros largos e cintura estreita. Sua musculatura era firme e definida, mas parecia mais rígida do que a de frequentadores assíduos de academia — uma força real, de reflexos rápidos e alto poder de ataque.

Janaína desviou o olhar discretamente e disse: — Nada.

Ela saiu primeiro. Deitada na cama, ouvindo o som da água no chuveiro, acabou pegando no sono antes que Yago saísse do banho.

Na manhã seguinte, Janaína acordou e, ainda sonolenta, pegou o celular para enviar um e-mail para o primo de Yago.

Ao se virar, acabou esbarrando em uma "montanha".

Uma montanha bem quente.

Janaína arregalou os olhos.

——— Yago!!

Ele não tinha ido embora na noite passada?

Será que ele viu o e-mail que ela acabou de enviar?

"Traí-lo" bem na frente dele era uma dose forte de adrenalina.

O homem, em sono profundo, virou-se, abriu levemente os olhos e apertou a bochecha dela: — Por que não dorme mais um pouco?

Janaína perguntou cautelosamente: — Meu despertador tocou, você não ouviu?

— Não. — Havia uma pitada de confusão nos olhos de Yago, mas que escondia um escrutínio.

Janaína sentia uma culpa imensa.

Yago deu um sorriso leve e despojado: — Eu estava sonhando agora há pouco.

— Sonhando com o quê?

— Com um incêndio. Eu via o fogo ficando cada vez mais forte, o calor vinha direto no meu rosto, deixando meus olhos secos e doloridos.

Janaína interessou-se: — E por que você não fugiu?

Yago colocou a mão na cintura dela e disse com voz baixa: — Eu queria entrar no fogo para abraçá-la.

Janaína paralisou. — Alguém te impediu?

Yago assentiu com uma expressão de dor.

Janaína estendeu a mão para tocar a cabeça dele, mas ele a segurou.

Subitamente, ela deparou-se com o olhar sombrio e indecifrável dele.

Ele não parecia nem um pouco sofrido.

Janaína forçou um sorriso: — Estou interpretando seu sonho. Sonhos refletem o subconsciente, ajudam a entender o estado emocional recente.

— E na sua opinião, como está meu estado emocional?

Janaína sentou-se, fingindo seriedade: — Essa pessoa que te impediu de se matar certamente quer te salvar. Seu subconsciente está te dizendo para valorizá-la.

Yago ergueu o canto do olho, parecendo sorrir: — Está falando de você mesma?

Janaína piscou os olhos algumas vezes, pegou o celular e correu para o banheiro.

Às nove e quinze, Janaína chegou à empresa. Ao entrar no escritório, viu Hugo sentado no sofá tomando café da manhã. Ele disse: — Se o primo do Yago descobrir que você fez de propósito, ele vai cobrar a conta?

— Melhor do que o Yago descobrir que eu o traí. — Janaína fechou a porta, pousou a bolsa e aceitou o café gelado que ele lhe ofereceu. — Nenhum dos dois é flor que se cheire, é melhor não ofender ninguém.

— Verdade. — Hugo assentiu concordando. — Você descobriu qual o objetivo do Yago em te manter por perto?

Janaína deu de ombros: — Nada.

Talvez ele só tenha viciado em dormir com ela?

Ela desviou o olhar, sentindo-se culpada.

Meia hora depois, como esperado, o primo de Yago agiu, e notícias espalharam-se por toda parte.

A opinião pública estava em polvorosa.

Yago recebeu uma ligação do primo: — Precisa de ajuda? A esta altura, basta eu falar com o pai e isso deixa de ser um problema. Quanto à parceria, como seu irmão mais velho, farei o possível para te ajudar.

O silêncio reinou por um momento, até que Yago soltou uma risada abafada: — Acredito que, com você, a parceria de hoje será um sucesso.

O herdeiro respondeu: — Com certeza. Você é um Zhao, somos irmãos no mesmo barco, compartilhamos as dificuldades.

Yago olhou para o relógio de pulso; faltavam quinze minutos. — Certo. Vou esperar que meu irmão limpe a bagunça para mim.

Após desligar, alguém bateu à porta do escritório. A assistente entrou e disse seriamente: — O Sr. Roberto, o parceiro, chega em cinco minutos. Todos os jornalistas e a mídia já estão a postos. A cerimônia de assinatura pode começar pontualmente.

Yago pegou o paletó do encosto da cadeira, vestiu-o calmamente e acenou: — Vamos descer agora.

Às dez e quinze, a cerimônia começou pontualmente.

Janaína observava Yago pelo vídeo. Ele tinha uma postura ereta e superior, vestido de preto, com aquela aura de lobo solitário que impunha respeito e perigo.

A cerimônia correu perfeitamente.

O parceiro ainda explicou formalmente as notícias que haviam saído naquela manhã diante de todos os jornalistas.

Hugo comentou: — Agora está tudo certo. Acabamos ajudando o Yago a usar o irmão para divulgar a notícia. Agora a mídia está fazendo propaganda gratuita para ele; ele vai lucrar horrores.

Pensando bem, o herdeiro poderia até achar que Janaína e Yago se uniram para enganá-lo.

Janaína deu de ombros e repetiu: — Talvez as informações que encontramos no computador do Yago também fossem falsas.

Hugo já havia entendido tudo: — Você está do lado do Yago, não é?

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