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《Destruída pelo Desejo》Capítulo 17

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Capítulo 33: Penso muito em você quando estou sozinho

Janaína ficou atônita: — .........???

Lucas, como se não pudesse esperar por uma resposta, continuou: — Posso te garantir que o que aconteceu da última vez não se repetirá.

O que aconteceu da última vez...

Janaína pensou seriamente.

Ele se referia à recaída dele com a Bianca, ou ao fato de ele ter mandado Yago se aproximar dela propositalmente?

Ou talvez ao fato de Bianca ter tentado envenená-la?

Cada um desses episódios fora fatal.

Janaína ergueu o olhar e, sem querer, encontrou os olhos apaixonados de Lucas.

O tom de voz dele era suave, mas a sensação que passava era de superioridade.

Ele a olhava com a postura de alguém em uma posição elevada, misturada com sentimentos difíceis de definir.

Janaína quis perguntar algo, mas após um instante retirou a mão e deu um sorriso indiferente.

— O Sr. Lucas tem uma ótima família, alta escolaridade, é bonito, forte, amado por todos. Xangai está cheia de jovens ricas à sua altura, enquanto eu não sou nada. Até minha pequena carreira depende da sua benevolência...

— Nana.

Lucas interrompeu-a com doçura.

A distância entre eles era de apenas um assento, mas parecia uma galáxia; no fim, ele a atravessou para segurar a mão dela novamente.

— Algumas coisas nascem conosco, não temos escolha, e poucos conseguem mudar o destino depois. Para mim, você é perfeita, impecável.

— A senhora da família Lucas, creio eu, só pode ser você.

Ao ouvir isso, Janaína sentiu um nó na garganta. Não esperava ser tão valorizada pelo herdeiro da família Lucas; nervosa, coçou a nuca: — Er... nos dias em que estive fora de Xangai, tentei te ligar e não consegui de jeito nenhum.

Lucas não desistiu do pedido de reconciliação só porque ela mudou de assunto: — Eu não brincaria com algo assim. Estou lúcido, não bebi uma gota, sei exatamente o que estou dizendo...

Desta vez foi Janaína quem o interrompeu: — Já entendi sua determinação, mas preciso de um tempo para pensar. Falamos disso depois.

Diante da recusa velada, as sobrancelhas de Lucas se franziram quase imperceptivelmente: — Posso esperar, o tempo que for. Só quero saber, Nana, se você se recusa a registrar o casamento amanhã porque se apaixonou pelo Yago?

— Não. — Janaína negou prontamente, sem pensar, e emendou: — Vamos falar de você, Sr. Lucas. Recentemente, quase perdi a vida por sua causa. Onde você estava quando eu mais precisei?

Lucas apertou a ponta dos dedos dela: — Tive assuntos urgentes que precisei resolver. Nana, por favor, não faça tempestade em copo d'água por causa de uma bobagem dessas, está bem?

— Está bem. — Janaína respondeu secamente e virou o rosto para a janela.

"Fazer tempestade em copo d'água" era algo que ela nunca imaginou ouvir de Lucas.

Quem está no topo raramente aceita que as coisas fujam de seu controle.

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Foram poucas as vezes em que ele não conteve as emoções; a última fora no escritório, ao discutirem o divórcio.

O jovem mestre da família Lucas, sempre reservado, aproximou-se, abraçou-a pelos ombros e sussurrou: — Sobre o projeto da zona sul, eu removerei todos os obstáculos para você. E sua empresa, já passou da hora de expandir. Tudo o que você quiser fazer, seus sonhos, eu apoiarei incondicionalmente.

Lucas não era apenas bom de lábia; as promessas que ele fazia eram grandiosas e tentadoras.

Janaína não duvidava da capacidade dele, nem que ele a ajudaria, mas não se deixou levar facilmente por aquelas palavras.

— Me fazer casar com você... não é essa a condição?

— Isso é outra questão. — Lucas encostou o queixo no ombro dela, seus olhos negros transbordando afeto, a voz calma e pausada: — Foi amor à primeira vista. Eu te amo, decidi que você é minha esposa, e isso não tem relação alguma com o apoio que te dou.

Como não teria relação? Todo o bem que Lucas fizera por ela no passado baseava-se no fato de serem parceiros de interesses.

Uma vez que esse vínculo desaparecesse, a maldade humana se revelaria de imediato.

Sem argumentos para discutir, Janaína apenas assentiu levemente: — Aconteceram muitas coisas ultimamente, preciso de um tempo. Vamos esperar o projeto da zona sul ser formalizado e então conversaremos direito, pode ser?

Lucas pareceu resignado e soltou um suspiro acompanhado de um riso baixo.

— Então, Nana, podemos voltar a ser como antes?

Janaína mordeu o lábio: — Você quer que continuemos mantendo a aparência de casados para os outros?

— Não apenas isso. — disse Lucas. — Acho que devemos ser unidos contra o mundo. Eu não terei segundas intenções, e espero que você também não.

Dito isso, ele a apertou em seus braços.

O perfume amadeirado, sóbrio e acolhedor que emanava dele invadiu os sentidos de Janaína; ela, surpreendentemente, hesitou em afastá-lo.

O falecido tio tinha esse mesmo aroma.

O abraço dele também lembrava o do seu irmão: largo, quente, seguro e estável. Janaína, instintivamente, deixou-se levar.

De volta à mansão onde viveu por meio ano, o Palácio de Sândalo.

Janaína desceu do carro inquieta, com os olhos úmidos. Espiou discretamente o peito de Lucas e, por sorte, não havia manchas de lágrimas ali.

Percebendo que ele pretendia abraçá-la novamente, ela entrou rapidamente na casa.

— Bem-vinda de volta, senhora.

Ao entrar, viu os empregados esperando no hall. Janaína cumprimentou-os um a um e calçou naturalmente seus chinelos felpudos.

O quarto principal estava renovado, mantendo o tom rosa que remetia a uma princesa.

Aquele homem, até hoje, nunca perguntara do que ela realmente gostava.

Lucas parou à porta do quarto: — Vou dormir no escritório ao lado. Se precisar de mim, como antes, não precisa bater, pode entrar direto.

Janaína, parada diante da janela panorâmica, virou-se parcialmente e assentiu: — Boa noite.

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— Boa noite.

Antes de sair, Lucas fechou a porta com delicadeza.

Janaína pegou o celular e viu cinco chamadas perdidas de Yago.

Apressou-se em retornar.

Para sua surpresa, ele recusou a chamada e solicitou uma chamada de vídeo.

Janaína rangeu os dentes, sentou-se contra uma parede neutra e atendeu.

Ela deu um bocejo longo, fingindo estar com sono: — Estava assistindo a uma série e não vi o celular. Só agora vi suas chamadas. Já chegou lá?

Na tela, as feições do homem eram marcantes e seus olhos afiados; especialmente quando olhava sério, causava um temor genuíno.

Janaína se pôs em alerta máximo.

Fosse como fosse, ela precisava esperar que ele falasse primeiro; caso contrário, pareceria culpada.

Um minuto passou...

Dois minutos passaram. Janaína o encarava com preguiça e, quando estava prestes a ceder, ele finalmente disse: — Nana, sinto sua falta. Especialmente quando estou sozinho, sinto muito a sua falta.

Janaína mordeu o lábio rosado: — Então termine logo o que tem que fazer e volte.

Yago levou o cigarro aos lábios, tragou e soprou a fumaça. Quando a névoa branca se dissipou, o canto de seus olhos ganhou um tom provocador: — Eu queria agora. Me ajude.

— Pela tela? Como vou te ajudar?

— Seja boa, tire a roupa primeiro.

Janaína franziu a testa imediatamente: — Ah... não. Essa sensação de ver e não poder tocar não é nada boa. Eu também sinto sua falta, quero que volte logo.

— Sente mesmo?

— Sinto! — Janaína o acalmava com paciência: — Sinto demais. Você saiu faz apenas meio dia e eu já estou quase louca de saudade.

Yago soltou uma risada baixa: — Vou te ensinar a se consolar sozinha, que tal?

— Nem pensar! — O rosto de Janaína ficou vermelho instantaneamente. — Não falo mais com você. Vou dormir!

— Então deite na cama, vou ver você dormir.

Capítulo 34: Na próxima vida, você ainda terá que me chamar de irmão

Janaína olhou para a grande cama rosa e balançou a cabeça freneticamente em pensamento.

— Não... não estou acostumada a dormir sozinha em uma cama tão grande sem você. Vou dormir no chão hoje.

Dito isso, ela se deixou cair e deitou-se de lado no assoalho.

Com os olhos semicerrados, murmurou: — Boa noite, Yago.

Toc, toc, toc

———

A porta do quarto soou de repente. Ela levou um susto terrível, mas foi rápida o suficiente para encerrar a chamada de vídeo.

— Sou eu, abra a porta.

— Já vou.

Janaína levantou-se apressadamente do chão e abriu a porta.

Lucas segurava um copo de leite: — Ajuda a dormir.

— Obrigada. — Assim que ela pegou o copo, o celular em sua mão tocou.

Lucas baixou o olhar para o aparelho: — Tão tarde, é o seu primo?

— Ah, sim. O Hugo quer conversar um pouco, ele também está com insônia.

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Janaína fechou a porta rapidamente, caminhou até a parede branca e atendeu a vídeo-chamada.

— Tem alguém em casa?

— Não. — Janaína fez-se de inocente, deixou o leite de lado e piscou: — Desculpe, a ligação caiu sem querer agora há pouco.

Ele subitamente a chamou por um nome antigo: — Querida.

Janaína prendeu a respiração instintivamente; o sentimento de culpa atingiu o auge: — O que foi?

— Onde você está?

Yago finalmente fez a pergunta.

O fato de ele perguntar significava que já estava desconfiado.

Janaína fingiu confusão, tentando não demonstrar nada estranho: — No apartamento que você comprou para mim, claro. O Sr. Yago realmente sabe como esconder uma mulher. Estou muito satisfeita aqui. Honestamente, sou a sua "escondida" número quanto?

Mal terminou de falar, a voz de Lucas soou novamente do lado de fora da porta: — Nana, quero te levar a um coquetel na sexta-feira. Amanhã mandarei entregarem alguns vestidos. Que horas você estará em casa?

Janaína desligou a chamada de vídeo imediatamente: — Amanhã à noite. Durante o dia estarei na empresa.

Lucas: — Eu cuido dos preparativos para você.

— Hum.

O celular de Yago tocou novamente. Janaína não ousou atender, esperando que a pessoa do lado de fora se afastasse.

Para sua surpresa, Lucas falou mais uma vez: — Boa noite, Nana.

— Boa noite.

Só quando sentiu que podia respirar aliviada, Janaína atendeu a chamada de Yago, encontrando um rosto masculino extremamente sombrio.

Ela disse, fingindo frustração: — O sinal aqui em casa está péssimo, fica caindo. Que tal deixarmos para amanhã? Vou pedir para alguém melhorar a conexão e conversamos direito.

O olhar de Yago tornou-se subitamente sinistro: — Acha divertido brincar comigo?

— O quê? Brincar com você? Imagina...

— Janaína, pare de fingir. Te dou meia hora para voltar para lá agora.

Janaína insistiu na explicação: — Eu estou realmente em casa, não estou mentindo. Se não houver o mínimo de confiança entre nós, então acho que não faz sentido continuarmos juntos!

Ele foi completamente provocado: — Janaína, você tem noção do que essas palavras significam?

Um riso frio escapou de sua garganta, rouco e carregado de um perigo mortal.

Janaína, por instinto, ajoelhou-se: — Eu errei, Sr... Sr. Yago.

O sorriso no rosto de Yago foi substituído por uma rigidez absoluta, sem qualquer vestígio da gentileza de antes.

Seus lábios pareciam tão frios e afiados quanto uma foice impiedosa.

— Vá. Encoste o corpo contra a parede.

Janaína respirou fundo e, ao se levantar, tomou coragem e desligou o telefone.

Desligou o aparelho completamente.

Finalmente, houve silêncio.

De qualquer forma, ele já estava bravo e não estava em Xangai; não poderia fazer nada contra ela agora.

Quem sabe em alguns dias, quando voltasse, a raiva já tivesse passado?

Não era o fim do mundo.

Janaína jogou o celular de lado e deixou-se cair na cama rosa, mas em sua mente passavam flashes das punições que sofrera naquela noite específica.

Houve um tempo em que ela achava que gostava de sofrer, que apenas a dor e a asfixia a faziam sentir-se viva.

O masoquismo não chega a ser uma doença mental; se não afeta a vida normal, é apenas uma forma de liberar a pressão psicológica.

Yago, de certa forma, a curara desse hábito terrível.

Porque ele, no fundo, era perverso demais.

Janaína apertou o cobertor e, de repente, percebeu como aquele quarto de princesa parecia acolhedor.

No closet, certamente havia vestidos maravilhosos suficientes para não repetir nenhum por meses.

Já no closet que Yago preparara para ela, as roupas eram quase todas em tons de preto, branco e cinza.

Yago claramente fizera o dever de casa sobre ela; caso contrário, como a conheceria tão bem?

Era um pensamento aterrorizante.

Talvez, como ele mesmo dissera, ele soubesse da existência dela e controlasse tudo a seu respeito.

Sendo assim, qual seria o seu real motivo?

Proteger a família Zhao?

Usá-la para cair nas graças da família e subir na vida?

Só de pensar nisso, Janaína sentia um calafrio na espinha.

Ela fechou os olhos, sentindo o aroma calmante do quarto. As pálpebras pesaram e, ao dormir, lembrou-se do dia em que se conheceram.

Foi na noite de Halloween. Ela havia feito uma aposta com amigos e entrado em um local abandonado quando recebeu a notícia de que algo terrível acontecera com sua família em Xangai.

No mesmo instante, ela perdeu o chão e saiu correndo; não imaginava que caminharia para o abismo.

Quanto ao que exatamente ela presenciara, nunca conseguira lembrar, assim como o rosto que lhe parecia tão familiar.

Até hoje ela se perguntava o que vira para fazer com que aqueles homens mascarados e armados a perseguissem sem trégua.

Ela apenas se lembrava de um fragmento de uma fuga desesperada.

Pelo forte desejo de viver, ela correu sem rumo e perdeu um sapato.

Correu descalça por um lugar cheio de pregos, ferrugem e água estagnada.

Sem se importar com a dor nos pés, os perseguidores pareciam determinados a matá-la; os tiros eram incessantes, não lhe dando trégua.

Logo ela ficaria sem saída, e o som mortal dos disparos não cessava.

Quando tentava escalar um muro à sua frente, um homem vestido de preto surgiu diante dela como se tivesse caído do céu.

Antes que visse o rosto dele, foi segurada pela cintura.

Ele a levou por cima daquele muro que ela jamais conseguiria escalar sozinha!

Após aterrissarem em segurança, Janaína, ainda em choque, ouviu a voz grave dele: — Siga-me!

A palma larga da mão dele, quente e firme, segurou a dela. Ela usou a maior velocidade de sua vida, correndo até montarem em uma motocicleta.

Ela se encolheu na frente dele. O som dos tiros não se afastava; pelo contrário, ficava mais nítido.

Várias motos os perseguiam.

Eles passavam raspando por inúmeras balas.

O homem, que a pressionava contra as costas para estabilizar o corpo, sussurrou em seu ouvido com uma voz baixa e contida: — Não tenha medo.

Naquela situação, ela não esperava que ele tivesse fôlego para consolá-la. Seu coração se aqueceu e ela quis retribuir: — Eu não tenho medo nenhum, eu adoro emoções fortes!

Momentos antes, ela soubera que a poderosa família à qual pertencia caíra, seus pais faleceram em um acidente e seu querido irmão fora preso.

Sua família enfrentaria uma série de desastres, tudo era um caos. O tio pedira para ela comprar uma passagem para a manhã seguinte e voltar para cuidar dos funerais.

Agora, ela enfrentava a vida ou a morte; bastava uma bala perdida para que tudo acabasse.

Mas o homem atrás dela era como aço, forte e ágil, como se fizesse parte da moto.

Quem era ele? Ele sabia que ela estaria em perigo e veio salvá-la?

Se escapasse viva, ela precisava agradecê-lo adequadamente.

Foram acuados até um penhasco. O homem não hesitou nem freou; ele simplesmente saltou para o vazio.

Quando deu por si, a jovem sentiu um aperto na cintura; aquele braço forte a segurava com firmeza.

No topo, ainda se ouvia o som abafado dos tiros.

Aterrorizada, ela se agarrou ao homem. Olhou para o abismo escuro sob seus pés e quis gritar, mas conteve-se, transformando o grito em respiração ofegante.

— Não disse que gostava de emoções fortes?

O riso sarcástico ao pé do ouvido fez seu corpo tremer novamente.

Ela ergueu o rosto assustado e, de repente, encontrou aqueles olhos que se fundiam com a noite.

A respiração compassada dele atingia o topo da cabeça dela; seus lábios roçavam a testa da jovem.

O vento da montanha soprava forte, e o contorno rígido e profundo do rosto do homem gravou-se em sua visão.

Ela jamais esqueceria sua aparência.

O homem segurava uma rocha saliente com uma mão enquanto a abraçava com a outra, pendurado precariamente no paredão do penhasco, sem demonstrar qualquer esforço no rosto.

Mas todo ser humano tem um limite.

Ela sentiu que ele não aguentaria muito mais e sugeriu, desesperada: — Solte-me. Se continuar assim, os dois morrerão.

O canto da boca do homem curvou-se em um sorriso despojado: — Se você cair primeiro e eu cair depois, o fim não é o mesmo?

— O quê? Quer morrer antes para que eu te chame de irmão na próxima vida?

— Er... — Ela ficou sem palavras. Que tipo de pessoa fazia piada num momento daqueles?

— Antes de morrermos, pode me dizer seu nome? Assim poderei te agradecer apropriadamente lá embaixo por ter lutado tanto para me proteger.

— Já está querendo me investigar?

Ela paralisou.

Yago olhou-a de cima a baixo com um olhar estranho e recusou gentilmente: — Esse seu visual de Halloween não faz o meu tipo. Serve para ser minha irmã, mas namorada, sem chance.

Ela ficou vermelha de raiva: — Na verdade, eu sou bonita, é que...

É que naquele estado ela realmente estava assustadora.

O homem baixou as pálpebras, o olhar sombrio, e disse casualmente: — Você não gosta de emoções fortes? Já que vamos morrer, vamos ter uma última emoção...

Antes de terminar, ele saltou com ela nos braços.

Ela gritou: — Ei! ———

O grito cortou o silêncio do abismo.

Mais tarde, quando a jovem acordou no hospital sob uma nova identidade, ela estava gravemente ferida, sem conseguir se mexer, tendo quase perdido a vida.

Hugo esteve ao seu lado o tempo todo e, até o dia em que recebeu alta totalmente recuperada, ela não teve notícias do paradeiro daquele homem.

No hospital, disseram-lhe que só havia uma possibilidade: ele morrera no deserto e seus restos haviam sido devorados por animais.

E ela, por milagre, fora salva.

Por muito tempo, Janaína lamentou a perda daquele homem.

Quase todas as noites, ele aparecia em seus sonhos.

Ele sempre a olhava com desdém e zombava: — Esqueça. Na próxima vida, você ainda terá que me chamar de irmão.

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