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《Destruída pelo Desejo》Capítulo 16

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Capítulo 31: O quê, está ansiosa para que eu te beije?

Janaína disse entre dentes: — Então eu não vou me cerimoniar!

Ela nem olhou muito para os modelos, escolhendo logo as peças mais caras.

Para sua surpresa, Yago não estabeleceu um orçamento. Como um namorado exemplar, ele passou o cartão sem sequer piscar.

Janaína, num gesto simbólico, abraçou-o com carinho: — Você está muito bonito agora.

Yago arqueou levemente as sobrancelhas: — E ontem à noite?

A espinha de Janaína gelou instantaneamente. Ela o soltou apressadamente, sua expressão ficou séria e ela mexeu no cabelo, fingindo que nada tinha acontecido.

Ao saírem, Yago passou o braço pelos ombros dela, trazendo-a para perto, e encostou o queixo no topo da cabeça dela.

— Gostou da brincadeira de ontem à noite?

Janaína deu um sorriso forçado: — Se eu pudesse inverter os papéis e usar tudo aquilo em você, com certeza eu adoraria.

Yago segurou o queixo dela com força: — Coisinha abusada, achando que pode usar essas coisas em mim. Só na próxima encarnação.

Essa cena de risos e conversas foi flagrada justamente por Bianca, que acabara de sair do elevador.

Ela vestia um traje profissional impecável, com o cabelo curto na altura dos ombros, transmitindo uma imagem muito competente.

Janaína, no fundo, admirava mulheres fortes assim. Se Yago não estivesse ali, ela certamente teria puxado assunto, mas agora seu sorriso estava paralisado de um jeito terrível.

Yago, porém, não demonstrou nenhuma estranheza: — Fazendo compras?

Bianca sorriu educadamente: — Mudança de estação, vim comprar algumas roupas.

Ela acenou levemente para Janaína como forma de cumprimento.

Trocaram poucas palavras antes de Yago conduzir Janaína para o elevador, sem fazer qualquer esforço para esconder a intimidade entre eles.

Assim que as portas se fecharam, Janaína deu um beliscão na cintura dele: — O que você está tentando fazer?

Yago olhou para ela de soslaio: — Estou abraçando minha namorada, algum problema?

— Er... — Janaína não conseguiu encontrar um argumento contra. Gaguejando, tentou impor um limite: — Eu... eu sou apenas sua...

Yago a interrompeu impaciente: — Continua sendo minha namorada. Você não disse que me daria um status oficial?

Pelo menos ele ainda lembrava disso.

Janaína ficou sem resposta.

As portas do elevador se abriram. Yago deu um tapinha leve no ombro dela e saiu na frente.

Janaína o seguiu, mantendo uma distância cautelosa, como uma assistente.

Mas, enquanto caminhavam, Yago desacelerou, e ela fez o mesmo.

Pouco depois, Yago parou completamente, virou-se e disse friamente: — Caminhe na minha frente.

— Tá. — Ao passar por ele, Janaína ouviu o deboche: — Pernas curtas.

Janaína não esqueceu de lançar um olhar furioso antes de seguir adiante com a cabeça erguida.

O carro parou no Condomínio Um. O motorista desceu primeiro. Janaína também se preparava para descer, mas foi segurada pelo pulso por Yago.

— O... o que foi?

Janaína estava em alerta total.

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Yago tirou o celular dela do bolso e o entregou: — Ligue para o Lucas. Pergunte sobre o Hugo.

Janaína franziu a testa: — Ele ainda está preso?

Yago a encarou com frieza.

Janaína discou imediatamente para Lucas.

— O que houve? — A voz dele soava estranhamente distante e fria.

Janaína olhou para a expressão de Yago e disse: — Eu queria perguntar sobre o Hugo.

Lucas pareceu soltar um suspiro: — Não se pode apressar essas coisas. A polícia tem seus procedimentos, a cautela faz parte do trabalho deles e eles jamais condenariam um inocente injustamente.

Antes que Janaína pudesse falar, ele continuou: — Não precisa se preocupar. Assim que chegar a hora, eles o soltarão.

— Se não for nada urgente, desligamos agora. Estou em reunião.

O telefone mudo indicou o fim da chamada.

Yago não confiscou o celular dela novamente, apenas comentou: — Ouviu bem? Seu querido Lucas não chega nem aos meus pés.

Janaína forçou um sorriso: — Hum.

Ele desceu do carro: — Vamos subir.

Ao abrir a porta, Janaína acabou batendo desajeitadamente contra o peito de Yago. Massageando a testa, ela disse: — Você veio abrir a porta para mim? Não precisava.

Assim que terminou de falar, duas chaves de carro balançaram diante de seus olhos.

— Er... o que é isso?

Como ela não as pegou, Yago as colocou diretamente no decote dela e a outra chave no bolso: — O carro novo que o Lucas comprou para você não foi destruído?

Ao ser lembrada disso, Janaína quase se engasgou: — Cof, cof... você comprou dois?

Yago não estava com uma cara boa, mas suas ações pareciam mimosas: — Um para você, um para ele.

Janaína aceitou alegremente: — Obrigada. Você, como namorado, é mais atencioso do que meu ex-marido.

Yago não disse nada, caminhando ao lado dela e olhando-a de vez em quando. O sorriso da garota fazia seus olhos parecerem luas crescentes, o que era bastante adorável.

Ele tirou a mão do bolso e deu um leve beliscão na bochecha dela: — Já sabe como vai me apresentar para ele?

Janaína assentiu obedientemente, mas disse: — Não sei.

Ao entrarem no elevador, Yago passou o braço pelos ombros dela, soprando um calor próximo ao seu ouvido: — Diga a ele que eu sou o seu homem.

Janaína mordeu o lábio, tremendo levemente: — Está bem.

Ela sentia que algo estava muito estranho.

As portas do elevador finalmente se abriram.

Janaína saiu correndo como se estivesse perdida, mas ele a segurou pela gola de trás e a girou na direção certa: — Ele mora aqui.

Nesse momento, a porta foi aberta por dentro.

Quase no mesmo instante em que se viram, os dois se abraçaram.

Hugo estava em prantos: — Senhorita, achei que nunca mais te veria. Senti tanto a sua falta!

Janaína chorou de alegria: — Eu também. Como você está? Alguém te machucou lá dentro?

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— Nada disso! Quem ousaria me tocar? Eu tenho a senhorita para me proteger aqui fora! — Enquanto Hugo chorava copiosamente, ele de repente percebeu o homem à sua frente.

Ele os observava com um olhar sarcástico e provocador, como se assistisse a um espetáculo ridículo.

Yago: — Já terminaram o abraço?

Janaína, percebendo a irritação na voz dele, soltou Hugo imediatamente, virou-se e limpou as lágrimas: — Suba primeiro, eu vou te procurar daqui a pouco, está bem?

O olhar de Yago tornou-se ainda mais severo. Mesmo em silêncio, sua presença emanava uma autoridade intimidante.

Hugo colocou-se à frente de Janaína.

Os dois se encararam, e uma tensão silenciosa tomou conta do ambiente.

Janaína sentiu-se protegida, mas não queria que a situação piorasse, então puxou a roupa de Hugo: — Tenho algo a tratar com o Sr. Yago. Desço para falar com você daqui a pouco.

— Não vai a lugar nenhum! — Hugo não era do tipo que se intimidava fácil. Olhou para Janaína e sussurrou: — O que está acontecendo afinal?

Janaína só queria chorar: — O apartamento onde você estava é dele.

— Não é do Sr. Lucas? Não foi o Sr. Lucas quem me tirou de lá?

— !!!

— O Lucas ainda nem sabe que você saiu... — Janaína ia dizer mais, mas ouviu Yago pigarrear com impaciência.

— Venha, vamos ver o outro apartamento que comprei para você.

Yago estava chamando-a.

— Tá. — Janaína respondeu enquanto tentava tranquilizar Hugo com o olhar: — Volte e me espere.

— Senhorita...

Hugo tentou seguir, mas foi impedido pelos seguranças de Yago.

O lugar que Yago reservara para Janaína ficava no andar superior.

Desde a entrada até a saída do elevador, Yago a segurou pela mão com força.

Janaína perguntou timidamente: — Você está bravo?

— Não.

Ele não parecia nada com o homem relaxado de sempre; sua expressão era fria, claramente descontente.

— Ele ainda não sabe o que aconteceu, eu vou explicar tudo para ele.

— Você vai? — O tom dele era de puro ceticismo. — Janaína, você não nos apresentou como namorados agora há pouco.

Janaína teve um estalo: — Não precisava apresentar, ele já sabia.

— Sabia? Sério?

Assim que a porta se abriu, Janaína sentiu o mundo girar. Antes que pudesse reagir, foi erguida por ele, levada para além do hall e jogada no sofá. O impacto fez seu corpo inteiro doer.

Antes que pudesse se recuperar, ele se aproximou impetuosamente, seu corpo robusto pressionando o dela, enquanto suas mãos eram presas acima da cabeça.

Janaína pensou que, no segundo seguinte, receberia um beijo ardente.

Mas o tempo passou e nada aconteceu. Ela abriu um pouco os olhos e encontrou o olhar irônico de Yago.

As palavras cruéis vieram em seguida: — O quê, está ansiosa para que eu te beije?

Capítulo 32: Levando-a para casa

Janaína sentiu um constrangimento mortal e o canto de sua boca tremeu.

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Ela tentou empurrá-lo: — Se continuar me pressionando assim, e as pessoas que estão trazendo a mudança nos virem deste jeito, não vai ser legal, né?

Yago pareceu concordar, sentou-se corretamente e aproveitou para ajustar a gravata que ela havia afrouxado.

A decoração ali era no estilo que ela mais gostava, com tons frios. Janaína assentiu, satisfeita.

Ela correu para explorar o lugar e ficou ainda mais contente. Ao voltar para elogiá-lo, viu-o com um cigarro em uma mão e o celular na outra, enviando mensagens para alguém, com uma expressão impaciente.

Ela hesitou.

Talvez percebendo o olhar dela, Yago ergueu os olhos.

— Hoje à noite tenho um compromisso, preciso viajar a trabalho.

Ao ouvir isso, Janaína sentiu uma ponta de alegria, mas disse: — Ah, para onde você vai? Por quantos dias? Vou sentir sua falta enquanto estiver fora.

Um leve sorriso surgiu nos olhos de Yago.

Momentos depois, ele disse: — Devo ficar fora uns quatro ou cinco dias. Quando estiver entediada em Xangai, pode pensar em mim. Vou te ligar todas as noites no mesmo horário.

Janaína sentiu que havia algo por trás daquelas palavras.

Yago sacudiu a cinza do cigarro no cinzeiro e sorriu casualmente, sem esquecer de avisar: — Não volte à mansão da família Zhao, e principalmente não se aproxime daquela mulher, a Helena. Você é minha, deve conhecer meus gostos e desgostos.

— Tá bom... — Janaína sorriu radiante. — Vou fazer tudo o que você mandar. Veja só como sou obediente, posso ganhar uma recompensa?

— Não. — Yago recusou prontamente, sem qualquer cerimônia.

O rosto de Janaína murchou.

Yago sorriu novamente: — A propósito, a cobertura é onde eu moro. Todas as minhas coisas importantes ficam lá. Não tente entrar para mexer em nada enquanto eu estiver fora.

Os olhos de Janaína brilharam involuntariamente, mas ela logo se recompôs, fazendo-se de inocente: — Eu nem tenho a sua senha. Além disso, invadir a casa de alguém sem permissão é crime.

Com o Hugo ali, entrar seria questão de minutos.

Yago arqueou uma sobrancelha de forma enigmática: — Que bom que sabe. Lembrou de tudo o que eu disse?

— Guardei tudo no coração. Vou manter distância do Lucas e não vou mais me iludir com ele.

— E o que mais?

Janaína franziu a testa: — O que mais?

Justo nesse momento, os carregadores chegaram. Yago deu a última tragada, apagou o cigarro, levantou-se e disse: — Quanto ao seu amigo de infância, tenha cautela e mantenha os limites.

Janaína esperou que ele e os carregadores saíssem para resmungar: — Você não se guarda para mim, mas quer que eu fique viúva por você? Nem pensar!

Ela caminhava reclamando até o elevador quando as portas se abriram.

Hugo saiu apressado, segurando um objeto: — Onde está aquele cachorro do Yago?

Janaína rapidamente tirou o taco de beisebol da mão dele e o puxou para dentro: — Calma! Ele mora no andar de cima, não está aqui.

Hugo não conseguia se acalmar: — O que aconteceu enquanto eu estive fora? Me conte a verdade, ele te machucou?

Janaína contou a história omitindo as partes mais pesadas.

— O quê! — Hugo ficou chocado. — Ele não só sabe quem você é, como sabe o motivo de termos voltado?

Janaína suspirou: — Ele pode até saber sobre o meu irmão. Eu suspeito fortemente que ele conhece alguém poderoso na polícia, caso contrário, como ele conseguiria controlar sua liberdade tão facilmente?

Fazendo as contas, Hugo percebeu a situação, mas sua vontade era de matar alguém: — Então quer dizer que eu fiquei detido todo esse tempo por causa dele?!

Janaína segurou o braço dele, tentando acalmá-lo: — A vingança é um prato que se come frio. Agora não é o momento de romper com ele, especialmente quando não sabemos com quem estamos lidando. Irritá-lo agora só nos traria prejuízos.

Hugo rangeu os dentes, soltando a raiva, e disse: — O importante é que você esteja bem. Se ele ousar te maltratar, eu não vou perdoar.

— Senhorita... — Ele tocou a ponta dos dedos dela de repente. — Nós precisamos voltar em segurança para o lugar onde vivíamos e passar o resto de nossas vidas sem preocupações.

Janaína piscou para ele: — Com certeza. Ah, e hoje à noite ele vai viajar.

...

Tarde da noite, Hugo já havia hackeado facilmente todas as câmeras da casa de Yago e acessado remotamente seu computador, revirando todos os arquivos.

Ele descobriu bastante coisa: com quem Yago estava colaborando, o status dos projetos, orçamentos e planos futuros.

Eram segredos comerciais, mas nada que lhes fosse útil no momento.

Janaína acabara de sair do banho, usando uma tiara, e ajoelhou-se ao lado de Hugo, analisando os documentos com atenção.

— Copie tudo, pode ser útil no futuro. — Janaína mordeu o lábio, pensativa. — Ele tem um cofre em casa, que tal irmos lá conferir?

Quem sabe as coisas valiosas não estivessem lá dentro?

Hugo: — Vamos.

Janaína o seguiu prontamente.

Subiram até a cobertura.

A fechadura biométrica avançada da porta de Yago foi desbloqueada por Hugo sem qualquer esforço.

— Moleza.

Janaína fez um sinal de positivo para ele.

No entanto, antes mesmo de entrarem, o elevador atrás deles se abriu.

Os dois levaram um susto e, em sincronia, fecharam a porta imediatamente, fingindo que nada estava acontecendo.

Quem subiria ali àquela hora?

Janaína percebeu tardiamente que as palavras de Yago hoje cedo poderiam ter sido uma armadilha para atraí-los até ali.

— Nana.

Ao ouvir aquela voz, Janaína paralisou. Virou-se e ficou boquiaberta: — O que você está fazendo aqui?

Era o Lucas??

Hugo soltou um suspiro de alívio silencioso.

Lucas saiu do elevador e parou diante deles. Sem dizer uma palavra, tirou o paletó e o colocou sobre os ombros de Janaína. Seu olhar demonstrava uma leve ansiedade: — Eu não conseguia te encontrar, então vim até aqui.

Janaína sentiu o cheiro de quem acabara de chegar de viagem. Hesitou por um momento e tentou tirar o paletó, mas ele a impediu.

Lucas inclinou-se e sussurrou no ouvido dela: — Podemos conversar?

Janaína recusou, gaguejando: — Agora... está muito tarde. Que tal amanhã?

— Nana, você não quer mais aquele projeto da zona sul?

Havia um tom de ameaça em suas palavras.

Quando ele concordou em dar o projeto a ela, foi apenas uma permissão para que Janaína o assumisse em nome da família de Lucas; na prática, a execução pertenceria ao grupo dele.

Janaína era como uma funcionária dele.

Aquele projeto não permitia subcontratação.

E a empresa no nome de Janaína era, na verdade, uma subsidiária do grupo de Lucas.

Portanto, como ela poderia realmente obedecer a Yago e manter distância dele?

Ela olhou para Hugo, que entendeu o recado: — Se precisar de algo, me ligue.

O carro estava parado lá embaixo.

Janaína entrou, e assim que o motorista pegou a estrada, ela perguntou: — Para onde estamos indo?

Lucas: — Para casa.

— Hã? — Ela não esperava por essa resposta.

Uma mão grande segurou a dela. A palma dele estava em uma temperatura agradável e o aperto era suave, sem causar pressão.

O olhar que ele lançou era profundo, enigmático e contido.

Momentos depois, ele falou: — Se você ainda gosta um pouco de mim, amanhã iremos registrar nosso casamento novamente.

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