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《Destruída pelo Desejo》Capítulo 10

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Capítulo 19: Hoje estou satisfeito

Janaína ficou sem palavras.

Não era culpa dela; tratava-se de uma senhora idosa, forte e armada.

Depois que a polícia levou a mulher, Janaína continuou caída no chão, sem forças.

Até que uma palma larga e robusta se estendeu diante dela.

Janaína olhou fixamente.

Era uma mão grande, clara e de dedos longos, mas com calos na base do polegar e nas laterais do indicador. Ela se lembrava de que seus pais também tinham marcas assim — eram cicatrizes deixadas pelo uso prolongado de armas de fogo.

— O quê? Quer que eu te carregue para a cama?

Ao ouvir aquela voz sarcástica, Janaína desviou o olhar abruptamente, levantou-se sozinha e se encolheu no sofá atrás dela.

Yago arqueou a sobrancelha:

— Tem uma cama e prefere dormir no sofá?

Janaína abraçou o próprio corpo, trêmula, e assentiu:

— Sim.

Sentia que havia cruzado o caminho da morte nestes últimos dias e quase perdera a vida.

Para piorar, a pessoa em quem ela mais confiava não estava ao seu lado.

Provavelmente não conseguiria pregar o olho esta noite.

Yago, vendo seu estado, deu um riso contido, sentou-se na mesa à frente dela e começou a descascar uma tangerina enquanto dizia:

— Esta noite eu fico para te acompanhar.

Janaína recusou sem pensar:

— Não precisa.

Pensando bem, eles já haviam feito as coisas mais íntimas que um homem e uma mulher podem fazer, mas nunca haviam compartilhado o sono.

Com Lucas, ela chegara a passar noites inteiras na mesma cama, mas nada do que deveria acontecer entre marido e mulher aconteceu.

Lucas sempre a respeitara nesse aspecto, nunca agindo contra a vontade dela.

Mas Yago, hoje, havia sido implacável com ela.

Ao lembrar disso, ela apertou o tecido da calça.

— Não quer minha companhia? Então você quer que o Sr. Lucas... — Yago fez uma pausa, empurrando a tangerina descascada à força na mão dela. — Quer que ele te acompanhe?

Assim que ele terminou de falar, seu celular tocou.

Janaína avisou:

— Seu telefone está tocando.

Yago olhou para o visor, levantou-se e saiu para atender.

— Você esteve na minha casa ontem à noite?

Yago fechou a porta do quarto:

— Sim, estive.

— Esteve mesmo?

Yago: — Estive mesmo.

Ele de fato fora até lá, mas o vídeo não fora gravado por ele, e ele também não vira Zara colocando o veneno; ele só recebera o vídeo na manhã seguinte.

Houve uma pausa do outro lado, e Lucas perguntou:

— Você viu com seus próprios olhos a Zara colocar algo na sopa?

Yago sentou-se em uma cadeira no corredor e riu antes de devolver a pergunta:

— Você não acredita que ela seja capaz de algo assim?

— Tudo bem, não precisa acreditar. De qualquer forma, a polícia não tem evidências físicas, e um vídeo sozinho não prova que o que ela colocou era exatamente aquilo.

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Lucas percebeu o tom irônico e foi direto ao ponto:

— Não pretendo acobertá-la. Se foi realmente ela, deixarei que a polícia resolva.

Yago soltou um riso gélido.

— Você teria coragem?

E logo em seguida desferiu o golpe:

— Faz sentido. Mesmo sem você, ela ainda tem a família dela. O velho Zara jamais permitiria que sua joia preciosa sofresse na prisão.

Além disso, com a idosa presa por tentativa de homicídio, ninguém mais se importaria com o garotinho que morreu. O caso provavelmente seria arquivado.

Após um silêncio, a voz de Lucas soou mais pesada:

— Da próxima vez que vir algo assim, me avise imediatamente!

— Entendido — Yago desligou.

Ao entrar novamente, a garota ainda estava encolhida no canto do sofá, com os olhos arregalados e cheios de vigilância.

Ele sorriu sem motivo aparente e sentou-se no outro sofá.

Havia uma cama entre eles, e os dois se encaravam à distância.

Depois de um tempo, Yago disse preguiçosamente:

— Hoje já estou satisfeito, as chances de eu querer repetir a dose são mínimas.

— Mas — ele mudou o tom — se você continuar me encarando com esses olhos sedutores, quem sabe...

Antes que terminasse a frase lasciva, um travesseiro voou em sua direção.

Yago olhou para o travesseiro caído a dois metros de distância dele e riu novamente:

— Com essa força toda querendo me enfrentar? Quanta pretensão.

Janaína percebeu a fúria contida na voz dele e se encolheu ainda mais, mudando de assunto:

— O que você quis dizer com o que falou hoje mais cedo?

— O que quis dizer com o quê?

Yago fingiu não entender e deitou-se no sofá. O móvel era pequeno demais para seu corpo alto, e suas pernas ficaram penduradas para fora.

Janaína franziu a testa:

— Você sabe de alguma coisa, não sabe?

Yago respondeu com voz arrastada:

— Você nem consegue completar uma frase, está tentando enrolar quem?

Janaína ia se aproximar, mas seu celular começou a vibrar.

O som era quase imperceptível, mas Yago parecia ter ouvidos biônicos; ele ouviu e, sem sequer virar a cabeça, avisou:

— Se você atender essa ligação, o Hugo não sai da cadeia este mês.

Janaína estancou, olhou para a tela e viu que era Lucas.

Ela deixou o celular vibrar e questionou:

— Você acha que tem mais poder que ele?

Assim que falou, Janaína quis retirar as palavras.

Ela estava desafiando o orgulho de Yago!

Yago virou o rosto para olhá-la, e um sorriso quase invisível surgiu em seus lábios; ele não parecia irritado.

Mas suas palavras foram carregadas de autoridade:

— Você pode não acreditar em mim. Pode tentar a sorte de novo, Janaína. Ah, a propósito, o Sr. Lucas quebrou a promessa que te fez hoje, não foi?

Janaína franziu o cenho com força.

— Você... você...

Yago tinha um brilho intenso no olhar:

— Venha logo aqui.

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Capítulo 20: Sente-se aqui

Janaína foi até ele, hesitante. Para facilitar a conversa, ajoelhou-se diante do sofá, segurando a ponta da manga dele.

Ela estava séria:

— Você é da polícia?

Como ele não reagiu, ela franziu as sobrancelhas, nervosa, e perguntou de novo:

— Você frequentou a melhor universidade militar do país, por que desistiu pouco antes da formatura?

Yago a observou, e um sorriso leve começou a surgir em seus olhos:

— Vocês me investigaram?

Janaína quis negar instintivamente.

Mas, no segundo seguinte, ele apertou o queixo dela:

— Diga, o que descobriram?

Janaína comprimiu os lábios.

— Bem, nada demais. Apenas coisas que todo mundo sabe.

Ela não estava mentindo.

Yago mudou de posição:

— E por que você acha que eu sou policial?

Janaína segurou a mão que estava em seu queixo e tocou o pequeno calo na base do polegar dele, dizendo com convicção:

— Sua mão... você segura armas com frequência.

Os olhares se cruzaram em um silêncio tenso.

Subitamente, Yago soltou uma gargalhada:

— Eu praticava tiro na universidade, não é óbvio?

Janaína: — Ah...

Fazia sentido.

Talvez ela estivesse enganada.

Mesmo se ele fosse algo assim, estaria agindo pelos interesses da família Zhao, já que o patriarca o tratara bem todos esses anos.

Janaína voltou a ficar ansiosa:

— Eu realmente não sou quem você pensa...

Seu pulso foi puxado bruscamente, e ela foi lançada em direção a ele.

Seu corpo chocou-se contra o dele com um baque.

Os lábios se encontraram com precisão.

Instantaneamente, o aroma masculino e invasivo tomou conta de tudo.

Janaína tentou escapar, mas a mão grande dele segurou sua nuca.

Ela apoiou as mãos nos ombros dele para tentar criar alguma distância.

Yago não estava usando toda a sua força, mas também não a libertava completamente; ela estava presa em um impasse, totalmente sob o controle dele.

Aquele olhar que parecia enxergar tudo ganhou um tom de diversão:

— Parece que você não gosta quando eu falo com você educadamente.

— Não, não é isso...

O olhar de Yago era profundo e, de certa forma, gentil, mas suas palavras foram impositivas:

— Vou dizer pela última vez: você deve me obedecer e ficar longe do Lucas. Se fizer isso, posso ignorar o que aconteceu hoje.

Janaína, no entanto, não levou as palavras dele a sério; ela não acreditava que ele tivesse mais poder que Lucas.

Yago parecia ter lido seus pensamentos.

A mão que estava em sua nuca deslizou para a orelha dela, e a palma quente começou a acariciar sua pele delicada, em um gesto que era ao mesmo tempo uma carícia e uma punição.

A temperatura subiu, e Janaína sentiu um medo inexplicável. Ela se afastou um pouco e, antes que ele falasse, perguntou:

— Se eu te obedecer, o que você me dará em troca?

O olhar de Yago esfriou subitamente, e o tom de voz ficou rígido:

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— Me agrade.

Janaína: — ...?!

Ela cerrou os punhos:

— Eu estou naqueles dias, não vai dar.

— Desde quando?

— Desde que saí para comer — Janaína fingiu preocupação. — Eu sei que você é perfeccionista com limpeza, isso te deixaria irritado. Estou pensando no seu bem.

Ele riu:

— Pensando tanto em mim, é? Está sentindo cólica?

Yago parecia de bom humor; em vez de desmenti-la, mostrou-se atencioso.

— Não dói... — Antes que terminasse, ele a pegou no colo e a levou para a cama.

Ele deitou-se com ela, dividindo o pequeno leito do hospital.

Quanto mais Janaína lutava, mais seu corpo se afundava no abraço largo dele; o calor daquele corpo a envolvia completamente.

Inesperadamente, ela sentiu uma estranha sensação de segurança.

Logo ela, que acabara de ser intimidada por ele.

Que canalha!

Yago fechou os olhos e disse baixo:

— Comigo aqui, ninguém terá a audácia de tentar nada contra você.

Janaína mordeu o lábio inferior, sentindo uma mistura de irritação e diversão.

Era como se alguém tivesse jogado uma pedrinha em seu coração, criando ondas silenciosas.

Naquela noite, ela surpreendentemente dormiu muito bem.

Na manhã seguinte, ela acordou com uma dor aguda no abdômen e suor frio no rosto.

A menstruação realmente havia vindo, e adiantada!

Yago sentiu o suor na testa dela e a soltou, com um tom de voz difícil de decifrar:

— Então veio de verdade?

Janaína estava pálida:

— Sim. Você poderia comprar absorventes para mim? Por favor?

Sem esperar pela resposta dele, ela correu para o banheiro.

Ao sair, Yago recebeu uma ligação de uma das irmãs Zara.

— Você vai chegar no horário?

Yago apertou o botão do elevador:

— Se você estiver ocupada, podemos remarcar.

— Que ótimo! Então que tal ao meio-dia, no meu escritório? Vou pedir para a secretária trazer comida. O que você prefere? Comida de Yangzhou, cantonesa ou de Sichuan?

A outra irmã estava certa: esta só pensava em trabalho.

Yago: — Yangzhou, combina com você.

— Combinado, então. Até logo.

Ao desligar, Yago entrou no elevador e, inexplicavelmente, lembrou-se de que um dos pratos de Yangzhou era o "Almôndega de Siri no Vapor". Aquela garota gostava muito desse prato; eles o comeram juntos duas vezes.

Depois de comprar os absorventes no térreo, seu assistente apareceu para pegar uma assinatura. Yago acabou entregando a sacola de compras para ele.

O assistente, curioso, perguntou:

— O Sr. Yago tem mais alguma instrução?

Yago hesitou por um momento; queria dizer para a garota não comer demais no café da manhã.

Mas logo pensou que Janaína estava muito alerta agora e provavelmente, enquanto Hugo não voltasse, ela não ousaria comer nada, assim como no dia anterior.

Quando o assistente chegou à ala VIP, deu de cara com Lucas.

— Sr. Lucas, o senhor também veio.

Lucas olhou casualmente para o que ele carregava e estendeu a mão:

— Deixe comigo.

O assistente hesitou por um segundo, mas acabou entregando a sacola.

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