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《Memórias de um Amor Perdido》Capítulo 18

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Talita soltou suavemente a mão de Xavier.

Ao ver o gesto, Xavier sentiu um calafrio percorrer seu corpo.

"Tali..." Sua voz estava carregada de súplica.

Talita não podia ver sua expressão, mas sentia que ele estava à beira de um colapso emocional.

Ela soltou um longo suspiro e, retribuindo o gesto, segurou a mão pálida e fria dele.

"Xavier Silva, existe a possibilidade de eu morrer."

No momento em que Talita segurou sua mão, Xavier, insaciável, apertou a mão dela com força.

O aviso que soara aos seus ouvidos pareceu, para ele, um sinal de reconciliação.

"Mas nós podemos ficar juntos agora, não podemos?" Xavier observava avidamente a pessoa à sua frente. Aproveitando-se do fato de Talita não enxergar, seu olhar percorria cada centímetro da pele dela, como se estivesse viciado.

"Xavier, eu estou dizendo que, após a cirurgia..."

"Tali, tenha piedade de mim. Já estou me esforçando ao máximo para aceitar que você fará a cirurgia e que eu posso... te perder." As últimas duas palavras foram ditas num sussurro, como se ele se recusasse a aceitar aquela realidade.

Mudando o tom, sua voz subiu levemente: "Então, você pode se aproximar de mim agora? Pelo menos para me dar um pouco de paz. Faz tanto tempo que não te abraço."

Antes que Talita pudesse reagir, ela foi envolvida por aquele abraço familiar.

Ela congelou por um segundo, mas logo relaxou o corpo por instinto.

Ela não retribuiu o abraço com os braços, mas também não ofereceu resistência; para Xavier, aquilo já era o melhor dos resultados.

Os dois sentiram o calor um do outro enquanto a chuva fina se dissipava e a luz do sol entrava pela janela, banhando-os como se estivessem cobertos de ouro.

Aquele abraço era algo pelo qual ambos esperavam há muito, muito tempo.

Capítulo 41

Aeroporto da Cidade N.

Murilo Rocha olhou para Talita, que estava completamente agasalhada, e sentiu um tique nervoso no canto da boca.

Desde que Xavier Silva conseguira entrar na casa deles, ele praticamente se instalara na residência dos Rocha e não ia mais embora.

No início, Zilah e o Sr. Rocha tinham sérias objeções contra ele, mas ninguém sabia o que Xavier conversara com eles.

Embora ainda o olhassem de cara feia e com desconfiança, não tentaram mais expulsá-lo.

Xavier deixara de lado qualquer orgulho, agindo com insistência total para ficar perto de Talita.

Embora Talita não demonstrasse muito, a família Rocha percebera que o humor dela melhorara, e por isso a resistência contra Xavier diminuiu.

Sofia era a única que não conhecia o passado deles; aos seus olhos, Xavier parecia um homem muito bom, e Murilo não deu detalhes.

Hoje era o dia da internação de Talita. Como havia uma série de burocracias, Murilo chegara à Cidade N um passo à frente.

"Hoje serão muitos exames, vocês..." Murilo explicava seriamente a lista de procedimentos, mas os dois atrás dele cochichavam algo, parecendo totalmente distraídos, o que o deixou furioso.

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"Já chega, vocês dois! Tenham um pouco de seriedade na hora de tratar dos assuntos importantes."

Ao serem chamados a atenção, os dois se empertigaram, embora os cantos dos lábios de Talita ainda estivessem levemente curvados.

Ao vê-la de bom humor, o coração de Murilo sentiu-se um pouco menos pesado.

Chegando ao hospital, Talita foi recebida por uma série complexa de exames pré-operatórios.

Algumas horas depois.

Murilo conversava em alemão com o cirurgião-chefe sobre o quadro clínico, enquanto Talita esperava sentada, um pouco entediada. Xavier colocou um pequeno objeto em suas mãos para distraí-la e fazê-la sorrir.

"Ela parece estar de bom humor. Aquele é o namorado dela?" perguntou o médico alemão, com semblante relaxado.

Ao ver Talita sentada à janela com expressão concentrada, o coração de Murilo relaxou um pouco: "Sim."

"Isso é bom. Um estado emocional positivo ajuda na cirurgia."

Após alguns dias, todos os exames foram concluídos.

Um grupo de médicos cercava o prontuário para estudos detalhados, enquanto a família Rocha e Xavier aguardavam tensos no consultório.

O médico alemão falava frase após frase em alemão, que eram traduzidas por Murilo.

Ao terminar a última sentença, as sobrancelhas de Murilo se ergueram; claramente o resultado era positivo.

"O médico disse que os cuidados com a Tali foram muito bem feitos e que o quadro geral não piorou. O resultado final depende da abertura do crânio, mas a situação está melhor do que eles previam, e as chances de sucesso aumentaram."

Zilah não conseguiu conter a emoção e começou a chorar baixinho nos braços do marido.

Talita não podia ver as expressões de todos; ao ouvir as palavras de Murilo, ela apenas esboçou um sorriso discreto, sem demonstrar euforia.

Mais tarde, já instalada no quarto do hospital, quando restavam apenas ela e Murilo, Talita falou:

"Você está mentindo para o papai e para a mamãe, não está?"

Murilo ficou surpreso com a convicção dela: "Por que diz isso?"

"Você esqueceu? Eu também estudei medicina. Não sei muito alemão, mas consigo entender alguns termos."

A expressão de Murilo tornou-se séria: "Tali, eu não menti. Sua situação não é tão boa quanto eu disse, mas também não é tão ruim."

"Eu sei que você está com medo."

Aquelas palavras de Murilo fizeram o nariz de Talita arder. Mesmo tendo tomado a decisão com determinação, ela sentia medo.

Medo de nunca mais acordar; o que seria de seus pais? De Murilo? De Xavier?

Ela tinha muitos apegos, muita relutância em partir. Ela queria viver.

"Está tudo bem, Tali. Todos nós estaremos com você." Nesse raro momento de ternura entre os irmãos, uma batida na porta interrompeu o choro de Talita.

Era a voz de Xavier Silva.

Capítulo 42

Murilo deu tapinhas no ombro de Talita para confortá-la com algumas palavras.

Ele se levantou e abriu a porta. Xavier entrou e, ao ver os ombros de Talita tremendo levemente de costas para a porta, um brilho de ansiedade passou por seus olhos.

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Murilo tocou o ombro de Xavier e disse: "Dê um pouco de conforto a ela."

Xavier fechou a porta suavemente.

Talita levantou o rosto com os olhos marejados, e o coração de Xavier amoleceu.

Ele a envolveu em seus braços e disse com pesar: "E se nós não fizermos mais a cirurgia?"

Mal terminou de falar, percebeu que dissera a coisa errada.

Como esperado, no momento seguinte Talita o afastou e limpou as lágrimas com força.

"Não. Nós vamos fazer sim." O tom de Talita era de uma determinação absoluta; tendo chegado até ali, não havia motivos para desistir no meio do caminho.

Xavier sabia o quanto ela era resiliente e teimosa; ele apenas soltou um longo suspiro.

"Tudo bem. Então eu vou te acompanhar o tempo todo, onde quer que você vá."

Xavier ajustou a iluminação do quarto para um tom bem suave; sob a luz amarelada, os olhos de Talita, que acabara de chorar, não sentiam desconforto.

Mas foi justamente naquele ambiente silencioso que Talita sentiu de forma direta o estado obsessivo de Xavier que Sabrina descrevera.

"O que você quer dizer com isso?" Talita hesitou, com voz carregada de incredulidade.

Xavier não respondeu. Apenas sentou-se na cadeira, repousou a cabeça nos joelhos de Talita e abraçou a cintura dela com força.

Ele apertava com vigor.

Naquele momento, Xavier permitiu que suas emoções extravasassem; ele sabia que não deveria agir assim.

Mas, exceto por Talita, ele não queria se aproximar de ninguém, nem queria que vissem sua fraqueza.

Talita estava com medo, mas ele estava ainda mais aterrorizado.

Nestes últimos dez dias com Talita, ele sentira como se estivesse flutuando nas nuvens.

Houve momentos em que ele até esqueceu a sensação sufocante de três anos atrás, quando soube da notícia da "morte" dela.

Mas desde que entraram no hospital, aquelas memórias voltaram a assombrá-lo como pesadelos.

"Xavier Silva, você não pode ser assim." Talita colocou as mãos nos braços dele, segurando-o com firmeza.

Pelo aperto das mãos dela, Xavier sentiu o quanto ela se importava.

Ele apertou ainda mais o abraço na cintura dela, como se quisesse fundi-la às suas próprias costelas para nunca mais se separarem.

"Como eu sou? Tali, você está sempre me abandonando... isso é um castigo para mim, não é?" Xavier não levantou o rosto, mas Talita sentiu a umidade através do tecido fino da roupa de hospital. "Eu realmente sei que errei."

O peito de Talita ficou apertado; ela não sabia como consolá-lo.

Ela também não sabia o resultado final, mas seu coração estava estranhamente firme. Ela empurrou levemente o homem que descansava em seu colo.

Xavier levantou o rosto para olhá-la; seus olhos estavam vermelhos, mas Talita não podia ver.

Ela tateou e segurou o rosto dele com as mãos: "Xavier Silva, você precisa acreditar em mim. Vai dar tudo certo."

Os olhos de Talita estavam úmidos, mas ela não recuou.

Xavier olhou para aquelas pupilas sem brilho e, de repente, leu nelas uma força inabalável.

Ele a abraçou lentamente, descansando a cabeça no ombro dela, e murmurou como um pássaro exausto voltando para o ninho: "Eu acredito em você."

Como os cuidados prévios de Talita haviam sido excelentes, seu estado de saúde estava muito bom. Para aumentar as chances de sucesso, a cirurgia não foi marcada às pressas, dando mais tempo para que os médicos discutissem planos de contingência para qualquer imprevisto.

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