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《Memórias de um Amor Perdido》Capítulo 4

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De repente, as luzes se apagaram e a música começou a tocar.

Xavier apareceu vestindo um terno elegante, com a postura impecável e um raro sorriso nos lábios.

Ele estava em uma extremidade do corredor, olhando com devoção para Sabrina, que vinha na outra ponta em um vestido de noiva branco.

A atmosfera atingiu o ápice quando eles se encontraram no altar.

O celebrante começou os votos em voz alta: "Xavier Silva, você aceita Sabrina Santos como sua esposa, na pobreza e na dificuldade...?"

Talita ouviu o "Aceito" sem hesitação. Ela olhava para Xavier sem piscar, sentindo o coração se despedaçar em mil pedaços. A dor era insuportável, mas ela, como uma masoquista, não conseguia desviar o olhar.

"Alguém aqui presente se opõe a esta união?" A frase clássica do celebrante fez os lábios de Talita tremerem.

Mas ela não disse nada.

Assim como a mãe de Xavier e Sabrina pediram, ela deveria deixá-los ser felizes, mesmo que aquela felicidade não a incluísse.

Após segundos de silêncio, Talita aguardava angustiada pelo rito final.

Contudo, uma voz rompeu a quietude tensa:

"Capitão Xavier! Terremoto de grande magnitude na cidade de Nova Delhi. Missão de resgate de emergência!"

No altar, as pupilas de Xavier se contraíram. Instintivamente, ele deu um passo à frente para sair.

Mas Sabrina segurou sua mão com força: "Xavi, o casamento..."

A insegurança a dominou; um pressentimento dizia que, se ele saísse dali hoje, nada mais seria como antes.

No entanto, o olhar de Xavier era firme. Ele usou força para soltar a mão de Sabrina.

"Sinto muito, Sah. Resolvemos o casamento quando eu voltar."

A plateia entrou em alvoroço enquanto viam as costas do noivo se afastando.

Ao ouvir as palavras "missão de emergência", Talita também saiu correndo do salão. Assim que atravessou a porta, recebeu uma ligação do hospital.

"Talita, missão urgente. Devido à sua experiência anterior em resgates, você foi designada para a zona de desastre em Nova Delhi!"

Talita não hesitou e correu para fora.

Um veículo familiar estava parado na porta do hotel. Xavier baixou o vidro, lançando um olhar frio e solene para ela.

"Doutora Talita Rocha, do setor de cirurgia, você foi convocada para a Equipe de Resgate 739. Bem-vinda de volta."

Capítulo 8

A atmosfera dentro do carro estava quase sólida. Talita apertava o cinto de segurança com as mãos trêmulas.

"Esta missão será exaustiva. Espero que a senhorita possa deixar de lado sentimentos pessoais e focar totalmente no resgate", disse Xavier, mantendo os olhos fixos na estrada, mas suas palavras soavam como chicotadas.

Talita desviou o olhar para a janela, engolindo o nó na garganta. Respondeu com voz firme: "Eu sei."

Diante de uma catástrofe nacional, o amor era algo insignificante.

Nova Delhi estava em ruínas. Eles tiveram que entrar a pé no epicentro do terremoto.

A unidade de resgate da Metrópole foi a primeira a chegar após o exército. O grupo sentia o coração doer diante de tamanha destruição.

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A equipe agiu rápido. Talita e Xavier se entregaram totalmente ao trabalho.

"Precisamos de um médico aqui!" A voz de Xavier permanecia firme como sempre.

Ao ouvir o chamado, Talita, que acabara de atender um ferido, correu com sua maleta. Ela praticamente se rastejou pelo chão para alcançar um sobrevivente preso nos escombros, injetando glicose e medicamentos.

"Seringa, fita adesiva..." Talita pedia e Xavier entregava com uma precisão impecável, como se os anos não tivessem passado e a sintonia entre eles nunca tivesse sido quebrada.

Os outros membros da equipe ficaram surpresos ao ver a cena. O próprio Xavier sentiu um choque interno; seus movimentos eram mais rápidos que seus pensamentos. Cooperar com ela era um instinto gravado em sua alma.

Talita não percebeu nada disso.

Ela sentiu que o estado do sobrevivente era crítico e disse seriamente: "Os remédios não vão segurá-lo por muito tempo. Ele precisa de cirurgia imediata! Tirem-no daqui o mais rápido possível."

Dito isso, ela se virou sem olhar para trás para o próximo ponto de resgate.

A mulher estava coberta de lama, mas suas costas permaneciam eretas. Ela não se importava com o estado deplorável de suas roupas.

Naquela escuridão profunda, ela parecia um feixe de luz.

Após três dias inteiros de resgate ininterrupto, uma equipe de reforço chegou ao entardecer para dar um breve descanso a eles.

"Este paciente precisa de observação rigorosa, não mude a medicação..."

Talita passava o turno para os novos profissionais, com o rosto marcado pelo cansaço extremo.

Nesse momento, a aba da tenda foi aberta.

Xavier colocou a cabeça para dentro e chamou: "Talita Rocha, venha aqui um instante."

Os dedos de Talita se contraíram, mas ela fingiu calma, terminou as instruções e saiu.

Fora da tenda, o homem estava parado contra a luz.

Talita evitou olhar para ele e perguntou primeiro: "O que foi?"

Xavier franziu os lábios em advertência: "Disseram que você não foi comer. Por quê?"

"Não estou com fome", respondeu ela rapidamente.

Mas Xavier a encarou sem ceder, com a voz gélida: "Talita, eu disse para não trazer emoções pessoais para o campo de resgate."

"Se você desmaiar por exaustão durante um atendimento, quem assumirá a responsabilidade?!"

As palavras dele foram pesadas. Talita, exausta física e mentalmente, sentiu uma onda de emoções a atingir.

A angústia diante da morte, a impotência perante os feridos e a dor física de ter chegado ao seu limite, tudo misturado aos sentimentos que ela tentava reprimir.

Os olhos de Talita ficaram vermelhos instantaneamente: "Xavier Silva, comer e beber pouco durante um resgate é o meu hábito de trabalho. Sou médica e conheço os limites do meu corpo. É você quem esqueceu!"

A resposta de Talita fez o corpo de Xavier ficar rígido. Ele franziu a testa: "Talita, eu já disse para não mencionar o passado..."

Antes que ele terminasse, um tremor secundário atingiu a área, fazendo o chão oscilar violentamente.

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Instintivamente, Xavier puxou Talita para perto para protegê-la.

O tremor durou segundos, deixando todos apreensivos. Antes que Talita pudesse se soltar do abraço de Xavier, uma força brusca a puxou pelo cabelo, arrastando-a para trás.

No instante seguinte, ouviu-se um estalo seco.

Um tapa violento atingiu o rosto de Talita.

Capítulo 9

Talita sentiu uma dor aguda, e sua visão escureceu por um momento. Ela cambaleou alguns passos antes de conseguir se estabilizar.

Logo em seguida, ouviu a voz estridente de Sabrina: "O que vocês pensam que estão fazendo?"

Talita, segurando o rosto, olhou para cima.

Xavier estava parado ao lado, parecendo chocado. Ele olhava para Sabrina com a testa franzida e disse com autoridade: "Sabrina! Você tem noção do que acabou de fazer?"

Sabrina parecia ter tido um surto. Seus olhos estavam vermelhos de raiva e desespero: "Vocês dois abraçados aqui... onde eu fico nessa história? Xavier, você me prometeu que nunca mais falaria com ela!"

Ao ouvir isso, a expressão de Xavier demonstrou ansiedade.

"Sah, não é o que você está pensando."

Mas Sabrina esquivou-se das mãos dele.

Lágrimas cristalinas escorriam por seu rosto. Ela lançou um olhar de ódio para Talita e saiu correndo.

Xavier instintivamente tentou segui-la, mas parou após alguns passos ao lembrar de Talita.

Ele hesitou, virou o rosto e disse com a voz travada: "Sinto muito."

Ainda assim, ele a deixou ali e foi atrás de Sabrina.

Talita ficou estática. A dor em seu rosto era real, mas não chegava nem perto do vazio que sentia no peito.

No fim das contas, quem não é prioridade nunca será a escolha de alguém.

Uma chuva fina caía sobre as ruínas lamacentas e o frio aumentava.

"Doutora, o paciente está com febre..." O grito urgente da enfermeira trouxe Talita de volta à realidade.

Ela limpou as lágrimas com um gesto mecânico, colocou a máscara e correu em direção ao chamado.

Ela não tinha o direito de sofrer ali; sua missão e responsabilidade não podiam falhar.

Somente quando a noite caiu, Talita conseguiu uma folga das tarefas médicas.

Ao retornar para a tenda simples onde descansava, encontrou uma figura familiar lá dentro.

"O que faz aqui?" Talita parou na entrada.

Sabrina estava com os olhos inchados, mas forçava um sorriso: "Tali, eu agi por impulso agora pouco. O Xavi me explicou tudo. Por favor, não fique brava, não foi por mal..."

Talita sentia-se exausta. Ela interrompeu o discurso interminável de Sabrina: "O que você realmente quer dizer?"

Ao ouvir o tom direto, o rosto de Sabrina mudou e ela parou de fingir: "Talita Rocha, eu e o Xavi estamos casados. Sei que agora são companheiros de equipe, mas espero que mantenham a distância devida."

O coração de Talita foi atingido em cheio. Ela ficou sem voz.

Com os punhos cerrados, demorou um pouco para conseguir falar com a voz rouca: "Eu entendi. Assim que este resgate terminar, eu irei embora da Metrópole."

Sabrina pareceu surpresa com a decisão, mas suspirou de alívio: "Espero que cumpra sua palavra."

Talita observou Sabrina sair e deu uma risada amarga.

O que mais ela poderia fazer além de desistir? Seu orgulho não permitiria que ela lutasse por um homem casado.

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