Capítulo 34: Um Pedido Inusitado
Lucas voltou para a mansão para passar a noite. O caminho de pedra estava claro sob a lua. De repente, um bicho pulou no caminho; parecia um gato, mas era o esquilo gordinho.
Lucas estranhou, já que esquilos costumam dormir à noite. Mas o bicho era folgado: subiu na calça dele e ficou ali pendurado.
— Desce daí! — Lucas balançou a perna, mas o esquilo se agarrou com força. Sem escolha, ele continuou andando com o bicho pendurado até entrar na mansão. "Por que esse bicho cismou comigo?", pensou Lucas. O esquilo apenas o encarava com seus olhos redondos.
Por fim, Lucas o pegou pelo "cabelo da nuca" e o colocou no jardim, entrando e fechando a porta rapidamente. O esquilo ficou "reclamando" lá fora por horas.
No dia seguinte, Lucas acordou tarde. Ao abrir a porta para sair, viu a pequena Mel (Xiao Ke) agachada, olhando fixamente para uma árvore.
— Mel! — Lucas sorriu; ele adorava a inocência daquela menina.
— Oi, moço! — respondeu ela.
— O que está fazendo aí?
— O esquilinho está naquela árvore! — Mel apontou para um galho onde o bicho gordinho estava pendurado. Ele ainda estava lá!
— Desce daí! — Lucas falou casualmente, sem esperar que o bicho entendesse. Mas, para sua surpresa, o esquilo desceu rapidamente e foi em direção a ele. Lucas recuou para não sujar a roupa limpa. "Por que esse bicho é tão grudento comigo?", pensou, desconfiado de que havia algo nele atraindo o animal.
— Uau, moço! Você é muito bom, ele desceu por sua causa! — Mel estava maravilhada.
Lucas desistiu de sair logo e sentou nos degraus para conversar com Mel; era relaxante conversar com uma criança. O esquilo, folgado, subiu no ombro dele e ficou lá. Mel estendeu a mãozinha e conseguiu acariciá-lo.
— Mel, hora de ir! — uma voz chamou ao longe. A irmã de Mel observava de longe.
— Minha irmã está chamando, tchau moço! — Mel deu um último carinho no esquilo e correu para a irmã.
Lucas acenou para a irmã de Mel. Ela usava um vestido amarelo claro, com os cabelos soltos presos por um laço verde. Ela era muito bonita, com uma aura delicada. Ela retribuiu o aceno com um sorriso gentil e levou Mel embora. Qualquer rapaz da idade de Lucas ficaria balançado por ela, mas Lucas tinha Valentina em seu coração.
...
— Alice, o Lucas segurou a minha mão ontem.
Na sala, as duas assistiam a uma novela. Valentina resolveu pedir o conselho da amiga experiente (ou nem tanto).
— O quê?! — Alice quase caiu do sofá. — Você deixou ele segurar sua mão e ainda veio de mãos dadas com ele até aqui?
Alice sentiu uma pontada de ciúmes pela amiga de infância estar sendo "levada" por um homem, mas no fundo torcia por ela. Um garoto que não ligava para o disfarce de Valentina só podia ser amor de verdade. "Existe amizade pura entre homem e mulher? Sim, quanto mais feia ela for, mais pura é. Mas o Lucas é o contrário", pensava Alice.
— Alice, o que eu faço agora? — perguntou Valentina.
Alice, que também nunca namorou, mas entendia tudo de teoria, logo deu a dica:
— Ele te trouxe em casa, certo? Diga a ele que, como agradecimento, ele pode fazer um "pedido ousado" e veja como ele reage!
Na cabeça de Alice, um homem normal pediria um encontro, um cinema ou um jantar. Valentina seguiu a dica e mandou a mensagem para Lucas.
Lucas recebeu o alerta de "notificação especial" no celular. Ele leu a mensagem sobre o "pedido ousado".
Ele pensou por alguns minutos. Não podia ser algo muito pesado, nem algo simples demais. Por fim, ele respondeu:
— Que tal... se você carregar vinte reais de crédito no meu celular?