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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 66

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Capítulo 66: Os Jovens Sabem se Divertir

Alice fez um sinal de positivo para Ricardo. — Está ótimo, o tempero está perfeito.

Ricardo sorriu levemente. — A sua mãe me contou seus gostos. Você não gosta de cebolinha nem coentro, e não toca em pimenta. Por coincidência, meu paladar é quase igual ao seu.

Alice lançou um olhar de reproche para Helena, que não parava de sorrir. — Mãe, por que contou tudo para ele?

Helena observava o Ricardo, alto, bonito e que ainda sabia cozinhar; o brilho em seus olhos era evidente. — O Ricardo é um bom rapaz, o que tem de errado em conversar sobre o que você gosta?

Alice sentiu vontade de avisar Helena que o jeito que ela olhava para Ricardo era puramente o de uma sogra admirando o genro. A relação dela com Ricardo ainda não estava nesse nível; era constrangedor.

Nesse momento, a campainha tocou.

Helena deixou a cozinha para os dois jovens e foi atender.

Era a vizinha, Dona Lina. — Helena, veja esta minha roupa nova. Disseram que é de uma marca famosa, Chanel ou algo assim. Custou uma fortuna, ficou boa em mim?

Alice espiou da cozinha.

Dona Lina estava com o cabelo cacheado, um conjunto estilo Chanel e uma bolsa de marca; estava toda produzida.

A filha dela, Patrícia, fora colega de Alice no ensino médio. Patrícia trabalhava em uma agência de marketing em São Paulo e diziam que tinha milhões de seguidores.

Dona Lina sempre fora competitiva. Há dois anos, quando Alice casou com Mateus, ela vivia soltando comentários invejosos. Recentemente, ao saber do divórcio, suas palavras carregavam um triunfo e uma satisfação mal disfarçados.

Por serem vizinhas, Helena tentava não romper totalmente.

— Foi a Patrícia que comprou? Ela está bem de vida, você vai poder aproveitar agora — disse Helena com uma educação distante.

O sorriso de Dona Lina aumentou. — Helena, minha Patrícia arranjou um namorado lá em São Paulo. Um herdeiro milionário. Ele veio com ela ontem e trouxe um carro cheio de presentes de luxo para mim. Muito mais do que o seu ex-genro trazia quando te visitava.

Helena manteve o sorriso polido, mas com uma firmeza serena. — Cada um tem sua sorte. Minha filha, após o divórcio, recebeu ações do Vovô Mateus, não precisa se preocupar com dinheiro. Sua Patrícia, casando com esse herdeiro, com certeza também vai ganhar ações no futuro, não é?

O sorriso de Dona Lina congelou.

O casamento da filha ainda era incerto, e ações eram um sonho distante. Ela viera para se exibir e sentiu que levara um tapa sem mãos de Helena.

Ainda desconcertada, ela notou pelo canto do olho um par de sapatos masculinos de couro no hall.

— Helena, você tem visita?

Dona Lina passou por Helena e foi direto para dentro da casa.

Helena tentou detê-la, mas a vizinha já estava na porta da cozinha.

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A silhueta alta e austera de Ricardo surgiu diante de Dona Lina — ele vestia roupas pretas bem ajustadas, que delineavam perfeitamente seus ombros largos e cintura estreita. Mesmo de costas, exalava uma presença imponente.

Ao ouvir o barulho, Ricardo virou-se.

Os olhos profundos, o nariz reto e os lábios com um leve arqueamento... sua beleza era estonteante.

Dona Lina sentiu o coração falhar. Comparou o homem à sua frente com o genro; o namorado da filha podia ter dinheiro, mas em aparência, porte e classe, não chegava aos pés daquele homem.

— Alice, quem é esse? Não me diga que é o seu namorado novo logo após o divórcio?

Alice detestava Dona Lina, mas por cortesia de vizinha, respondeu com um sorriso irônico: — Ele é meu colega de trabalho. Ajudou meu irmão recentemente e veio nos fazer uma visita hoje.

Dona Lina analisou Ricardo de cima a baixo, procurando algum defeito, mas não encontrou nada.

— Colega? Você se divorciou há apenas três meses e já traz colega homem para casa e ainda o põe para cozinhar? Isso não parece muito apropriado, não é? Ai, esses jovens de hoje têm a mente muito aberta... sabem se divertir.

O rosto de Helena escureceu na hora. — Lina, qual o problema de uma jovem ter amigos? Meça suas palavras!

Guilherme, que via TV, correu até lá. Com o rosto fechado, segurou o braço de Dona Lina e começou a empurrá-la para a porta. Ele estava visivelmente furioso. Parecia que, se ela dissesse mais uma palavra, ele perderia o controle.

Empurrada para fora, Dona Lina quase caiu de seus saltos altos. Ofendida, ela gritou para Guilherme: — Seu mudo abusado! O que pensa que está fazendo? Vocês acham que ainda estão no topo? Agora que são apenas uma viúva e órfãos, dependem da boa vontade da vizinhança. Com essa arrogância, quero ver como vão sobreviver!

Ao ouvir a palavra "mudo", o sangue de Alice subiu à cabeça. Seu temperamento explosivo despertou e ela avançou para fora.

— Quem te deu permissão para insultar meu irmão e falar assim da minha família?

Alice estava sem saltos, mas ainda era mais alta que Dona Lina. Sua aura era gélida e intimidadora. Dona Lina tentou manter a postura. — E o que tem de errado? Ele não fala, é um mudo...

— Cale a boca! — interrompeu Alice com um olhar afiado. — Meu irmão tem autismo e dificuldade de expressão, ele não é mudo!

Antes que a vizinha reagisse, Alice continuou como uma metralhadora: — Nós fomos educados com você até agora, mas você insiste em cruzar a linha. Eu não vou tolerar mais nada. Você vive querendo subir na vida através da sua filha, se gabando de luxo, mas todo mundo sabe dos seus casos escondidos com o Seu João e o Seu José aqui da rua! Você gasta sua energia tentando pisar nos outros para se sentir importante, sua vida privada é uma bagunça e você ainda tem a cara de pau de dizer que os jovens "sabem se divertir"? Ninguém se diverte mais — e de forma mais suja — do que você!

A revelação ecoou pelo quintal. O rosto de Dona Lina ficou roxo de humilhação.

— Cuide da sua vida medíocre e dos seus podres! Meu irmão e minha família não aceitam suas calúnias. Nunca mais pise aqui. Somos vizinhos, mas minha casa não aceita gente fofoqueira e mal-educada como você!

Dona Lina sentia dor no peito de tanta raiva. Olhou para Helena. — Helena, é assim que você educa sua filha? Não admira que o ex-marido tenha largado ela.

Helena desistiu da polidez. Pegou uma vassoura e saiu. — Minha filha protege a família e não aceita desaforo de gente linguaruda. Eu acho que ela foi muito bem educada.

Dito isso, começou a varrer perto dos pés de Dona Lina. — Nossa, varri o quintal hoje cedo e já apareceu mais lixo? Que sujeira, preciso limpar logo!

A poeira da vassoura atingiu a roupa de Dona Lina.

A vizinha estava prestes a explodir de ódio quando um Mercedes Classe S preto estacionou lentamente diante da casa.

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