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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 61

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Capítulo 61: A Confissão Dele: Eu Me Apaixonei por Você

Ricardo percebeu o olhar de Alice e lançou-lhe um olhar de soslaio.

Ao encontrar aqueles olhos negros e profundos, o coração de Alice deu um solavanco.

Ela desviou o rosto de forma nada natural, sentindo as orelhas esquentarem contra sua vontade.

Alice sabia que ele devia ter ficado incomodado com a apresentação dela ao piano com Sérgio no evento de integração, e por isso resolveu exibir seu talento agora.

Ela realmente não imaginava que ele entraria em uma disputa de "macho alfa".

Os olhos de Guilherme brilhavam de admiração. Assim que Ricardo terminou de tocar, o rapaz pegou o celular e digitou uma frase para mostrar a Alice:

「Alice, o cunhado é incrível, não é? Na última semana, ele foi lá em casa todos os dias depois do trabalho para me dar aulas de piano.」

Alice arregalou os olhos.

— Ele foi lá em casa?

Guilherme assentiu freneticamente.

— A mamãe viu ele? — perguntou ela, chocada.

「Sim, a mamãe adorou o cunhado. Ela sempre preparava um banquete esperando ele chegar.」

Alice: — ...

Por que eu era a única que não sabia de nada disso?

Será que sua mãe e seu irmão não a consideravam mais da família? Esconder algo tão grande dela com tanto segredo...

— Gui, continue praticando um pouco. Preciso dar uma palavra com o Capitão Ricardo.

Alice caminhou até Ricardo, segurou seu braço e o arrastou para fora da sala.

Já no corredor, ela o encarou com irritação:

— Por que você foi na minha casa ver a minha mãe? E por que não me disse nada sobre isso?

Ricardo observou Alice brava e seu pomo de Adão moveu-se suavemente. Com a voz rouca, ele respondeu:

— Tive medo de que você não me deixasse ir. Eu te deixei chateada, então quis ganhar pontos primeiro com a sua mãe e com o Gui.

Alice não imaginava que ele pudesse ser tão estrategista e manipulador.

— Você não falou bobagens para a minha mãe, falou?

Ricardo balançou a cabeça.

— Claro que não. Mas me diga... por que seu irmão me chama de cunhado?

Alice franziu a testa.

— Eu também acho estranho. Com certeza não fui eu que pedi.

Ricardo soltou um "ah" pensativo.

— Talvez seja porque eu me encaixo perfeitamente no perfil de cunhado que ele idealizou.

Alice quase riu da cara de pau dele.

— Não seja tão convencido.

Ricardo colocou as mãos nos bolsos e aproximou seu corpo alto de Alice, inclinando-se levemente.

— O que achou do meu piano? No próximo evento da delegacia, aceita tocar a quatro mãos comigo?

O rosto dele estava tão próximo que o hálito quente a atingia, causando um formigamento arrepiante, como uma pequena descarga elétrica.

O corpo de Alice ficou rígido. Ela ia dizer algo quando, de repente, um grito furioso veio da sala ao lado:

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— O que você veio fazer aqui? Vestido desse jeito miserável, só veio me fazer passar vergonha! Volte para o seu caminhão e suma da minha frente!

Alice e Ricardo trocaram um olhar e correram para a porta da sala vizinha.

Lá dentro, um homem de meia-idade com aparência cansada estava diante de um estudante de cabelos tingidos de loiro.

— É ele? — Alice olhou para Ricardo. — Você o conhece?

Ricardo apontou para o rapaz que gritava:

— É um dos garotos que estava com o Gustavo no beco, intimidando seu irmão.

Alice cerrou os punhos. Dava para ver que aquele garoto não tinha o menor pingo de educação.

— Beto, faz um mês que o papai não te vê, eu só queria te visitar... — disse o pai.

O jovem o interrompeu com desprezo:

— Me visitar para quê? Você tem dinheiro para me dar? Pode me transformar em um herdeiro rico? Você não passa de um caminhoneiro fedendo a óleo, você nem merece ser meu pai!

Antes que o homem pudesse reagir, Beto continuou:

— Tudo o que eu visto foi a mamãe que comprou. Ela ficar com você foi como jogar uma flor no lixo! Você é um fracassado, o que ganha por mês não paga um tênis meu de edição limitada. Suma daqui antes que meus colegas te vejam!

O rosto do pai alternava entre o pálido e o vermelho de humilhação. Com as mãos trêmulas, ele disse:

— Beto, eu sei que não posso te dar luxo, mas eu mando cada centavo que ganho para você. Será que o dinheiro é mais importante que o amor de pai?

O garoto revirou os olhos e soltou um riso de escárnio.

— Amor de pai vale o quê? Além de dirigir esse caminhão velho, o que você me deu? Meus amigos na escola são todos ricos e influentes. Se não fosse pelo dinheiro da minha mãe, eu estaria na lama. Não quero um pai inútil como você, é uma vergonha mortal. Se eu fosse você, já teria me enforcado!

Ricardo e Alice não aguentaram mais e entraram na sala.

Ricardo lançou um olhar gélido e autoritário para Beto, com uma voz que impunha respeito imediato:

— Você deve se lembrar de mim. Vou te dizer uma coisa: insultar os pais é contra a lei. Pode gerar desde uma punição administrativa até um processo criminal por injúria. Seu pai ganhar a vida honestamente com o trabalho das mãos não é vergonha nenhuma; a única vergonha aqui é você, um filho ingrato e materialista!

Ao ver Ricardo, Beto paralisou.

Lá vem esse policial intrometido de novo. Ele está em todo lugar?

— É conversa de pai e filho, o que vocês têm com isso? Mesmo que eu o xingue, ele nunca contaria para a polícia. Não se metam!

O pai, visivelmente constrangido, olhou para Ricardo.

— Obrigado, oficial... mas é um assunto de família. Não quero incomodar. Eu estou bem.

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Ricardo franziu as sobrancelhas:

— Senhor, isso não é apenas assunto de família. O insulto público é ilegal. Se o senhor for condescendente, ele nunca aprenderá a respeitar a lei ou o amor paterno, e acabará cometendo crimes piores no futuro.

Alice assentiu: — Ter valores distorcidos tão jovem é um perigo. Se não respeita o básico como filho, o que esperar como cidadão? Acho que esse rapaz precisa passar um tempo na delegacia para aprender o que é educação!

Beto entrou em pânico. Ele sabia quem era Alice: a irmã "brava" do Guilherme.

— Você... não tente me assustar. Eu sou menor de idade, vocês não podem fazer nada comigo!

Ricardo gritou, imponente: — Pare de usar a idade como escudo! A lei atual é clara: crimes cometidos por maiores de 14 anos com conduta grave são punidos sim!

Beto ficou vermelho e olhou para o pai em busca de socorro: — Fala alguma coisa!

— Inspetor, eu vou cuidar da educação dele, não se preocupem — disse o pai, arrastando o filho para fora da sala.

Alice e Ricardo observaram os dois saírem.

Ricardo suspirou: — Esse garoto não tem gratidão. Vai acabar trazendo problemas graves para si mesmo.

— Todos os amigos do Gustavo são assim — comentou Alice. — Filhos mimados com o caráter totalmente distorcido.

...

Quando a festa de aniversário da escola começou, Alice e Ricardo sentaram-se lado a lado na plateia.

Ricardo olhou para Alice e disse com a voz baixa e rouca:

— Naquele dia no terraço, você me perguntou se eu estava apaixonado por você.

Alice virou o rosto para o homem ao seu lado.

— Sim, e você respondeu que não sabia.

Ricardo assentiu, e seu olhar tornou-se ainda mais profundo e sombrio.

— Enquanto você estava viajando, eu pensei muito. E cheguei à conclusão de que sim, eu estou apaixonado por você.

Alice: — ...

 

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