《A Beleza Oculta da Minha Colega de Classe》Capítulo 16

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Capítulo 16: A Verdade Revelada, o Choro de Desabafo

Eduarda achava que aquele assunto já era passado.

Todos os segredos seriam levados pelo vento, enterrados para sempre no fundo de seu coração.

No entanto, ela não imaginava que Lucas traria o passado à tona e ainda apontaria que o incidente com Mariana fora obra dela.

Como ele poderia saber!

Além dela mesma, não havia uma segunda pessoa no mundo que soubesse disso!

— Quanta bobagem, você está tentando me incriminar? — Eduarda forçou uma expressão de calma.

Enquanto não houvesse provas, tudo não passava de calúnia.

E, no fim, a reputação de Lucas é que ficaria manchada.

— Haha.

Lucas riu.

— Você quer provas? Pois eu vou te mostrar agora mesmo!

Dito isso, ele pegou o celular e encontrou a evidência do envenenamento.

Era um vídeo. O sistema, de alguma forma misteriosa, havia gravado a cena daquele dia.

Lucas deu o play e ergueu o aparelho para que todos os colegas de classe pudessem ver.

As imagens mostravam a sala de aula vazia. Então, Eduarda entrava furtivamente, segurando um pequeno frasco.

Ela caminhava direto até o lugar de Mariana, tirava a garrafa de água da gaveta e despejava um líquido desconhecido lá dentro.

Após assistirem ao vídeo, todos os alunos ficaram em choque, com expressões de total incredulidade.

Em seguida, todos os olhares se cravaram em Eduarda.

— Não... impossível, isso é falso!

Eduarda entrou em pânico total.

Sem provas, ela ainda podia argumentar, mas diante de uma evidência tão sólida, qualquer explicação era pálida e inútil.

— Esta é a prova que você queria. Está satisfeita agora?

Lucas olhava para Eduarda com frieza.

— Ah, eu tenho outra prova, vou aproveitar para te mostrar também.

Ele clicou em outro vídeo.

— "Lembrem-se: espalhem para a sala inteira que o Lucas e a Valentina estão namorando!"

— "E façam a escola toda saber que a namorada dele é uma garota horrorosa de feia. Quando terminarem o serviço, dou cem reais para cada um!"

No vídeo, Eduarda falava com os mesmos garotos bagunceiros de antes.

Instantaneamente, aqueles alunos também entraram em pânico.

— Isso não tem nada a ver comigo, foi a Eduarda que me mandou fazer!

— É verdade! Ela ainda disse que, se a gente não fizesse, mandaria uns valentões de fora da escola baterem na gente!

— Lucas, nos perdoe! Nós erramos, nunca mais faremos isso!

Eles estavam morrendo de medo.

Se a escola ficasse sabendo disso, com certeza chamariam os pais.

Levar uma surra em casa seria o de menos; ser expulso seria o verdadeiro problema.

Lucas não lhes deu atenção; seu olhar permanecia fixo em Eduarda.

Ver o rosto dela ficando cada vez mais pálido lhe trazia uma sensação de justiça.

— Lucas, eu errei, me desculpe! Eu imploro, não entregue o vídeo para o professor, eu não quero ir para a cadeia!

Eduarda caiu de joelhos no chão, implorando desesperadamente por misericórdia.

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Ela já tinha dezoito anos, idade suficiente para responder criminalmente.

Se o crime de envenenamento fosse divulgado, ela certamente seria presa!

Quando saísse, sua juventude já teria se esvaído atrás das grades.

Lucas apenas sentia desprezo.

Se ele não tivesse as provas, seria ele quem estaria com a reputação arruinada.

Se ele estivesse ajoelhado diante de Eduarda implorando por clemência, o que ela faria?

Deboche, risadas e insultos ainda piores?

Por isso.

Lucas recusou o pedido de desculpas.

— Eduarda, tente ser uma pessoa melhor de agora em diante!

Lucas enviou o vídeo no grupo da sala naquele mesmo instante.

Em pouco tempo, o Professor Ricardo, ao ver as imagens, respondeu imediatamente.

Professor: — Representante, venha à minha sala agora mesmo!

— Quer saber, estou indo para a sala de aula agora!

Minutos depois, o professor entrou apressado.

Após perguntar brevemente o que havia ocorrido, ele levou Eduarda, que estava tão trêmula que mal conseguia andar.

A sala mergulhou em silêncio novamente.

Dava para ouvir o cair de uma agulha.

Sentada em seu lugar, Valentina, que testemunhou tudo, ainda estava em transe.

Uma crise que parecia impossível de resolver fora dissipada com tanta facilidade.

Ela olhava para as costas de Lucas, sentindo que, enquanto ele estivesse por perto, ela não precisaria mais sentir medo.

— Está tudo bem agora.

Lucas voltou a sentar ao lado dela, exibindo um sorriso gentil. Ele ergueu o braço e enxugou delicadamente as lágrimas no rosto dela.

No entanto, esse gesto não limpou as lágrimas; pelo contrário, fez com que elas aumentassem.

Valentina não conseguia mais reprimir a mágoa interna; ela precisava desesperadamente de um desabafo.

Ela escondeu o rosto no peito de Lucas e começou a chorar alto.

Os outros colegas fingiram que não estavam vendo, desviando o olhar.

Após chorar por um tempo, Valentina se afastou de Lucas.

Sua maquiagem de "feia" estava toda borrada, deixando-a com uma aparência ainda mais estranha.

Lucas olhou para ela e sentiu uma vontade enorme de rir, mas não ousou; quase teve uma lesão interna de tanto segurar o riso.

Valentina percebeu que a expressão dele estava estranha, pegou rapidamente seu espelhinho de bolsa e olhou para o próprio rosto.

— Ai!

Ela deu um grito e saiu correndo da sala.

A maquiagem derreteu, e várias daquelas sardas falsas haviam sido lavadas pelas lágrimas.

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