Capítulo 12: O Resgate de Luna e o Pedido de Autógrafo
O homem era extremamente vigilante; seus olhos escaneavam os arredores a todo momento, temendo ser visto por alguém.
Em seu ombro, a mulher tinha os cabelos caídos, o que impedia de ver seu rosto, mas suas curvas eram impecáveis e muito atraentes.
Ela parecia estar desmaiada, permanecendo imóvel enquanto era carregada.
Logo em seguida, o homem robusto entrou na fábrica abandonada com uma excitação que não conseguia esconder.
Lucas o seguiu imediatamente.
Ele tentava não fazer o menor barulho, mas seu coração batia descompassado.
Dada a compleição física do sujeito, Lucas sabia que não teria chance em um confronto direto. Por isso, precisava encontrar o momento exato para agir; do contrário, todo o esforço seria em vão e ele mesmo correria perigo.
Nesse momento, o homem colocou a mulher no chão coberto de poeira.
Ela era deslumbrante, dona de um rosto tão belo que atrairia todos os olhares em qualquer rua. Sua silhueta perfeita, mesmo em um movimento simples, parecia capaz de enfeitiçar qualquer alma.
— Luna, finalmente você será minha!
O homem agachou-se e começou a puxar as roupas dela de forma rude.
No entanto, seus movimentos eram desajeitados e brutos. Como as roupas que Luna usava não eram comuns, levavam tanto tempo para serem vestidas quanto para serem retiradas.
Impaciente, o homem se moveu com tanta força que acabou despertando Luna do desmaio.
— Quem é você? O que está fazendo? Me solta! Não! Ah!
— Socorro!
Luna gritou desesperadamente por ajuda.
O homem entrou em pânico e rapidamente tapou a boca dela, permitindo que apenas sons abafados escapassem.
Luna lutava com todas as suas forças, mas sua fragilidade tornava a resistência inútil. Ela havia apenas saído para caminhar e nunca imaginou que seria seguida e nocauteada.
Ao acordar, deparou-se com um estranho tentando despi-la violentamente.
— Luna, eu te amo há anos! Por você, eu abandonei tudo. Hoje, eu vou ter você!
O homem revelou sua identidade: era um fã obsessivo de Luna, alguém que já havia cruzado a linha da sanidade por causa dela.
— Por favor, não faça isso... eu te imploro! — Luna chorava copiosamente, mergulhada em um desespero profundo.
Mas não havia ninguém por perto; seus pedidos de socorro ecoavam no vazio. Será que ela seria violada naquele dia?
A agitação do agressor era alta o suficiente para camuflar o som dos passos leves de Lucas.
Com o spray de pimenta em uma mão e o bastão retrátil na outra, ele se aproximou silenciosamente por trás do homem.
Quando a distância entre eles era de menos de cinco metros, Luna, em meio à sua luta, viu de repente uma figura surgir atrás de seu algoz!
Lucas rapidamente fez um sinal de silêncio com o dedo nos lábios.
Luna não era boba; ela começou a gritar ainda mais alto para ajudar Lucas a abafar qualquer ruído e distrair a atenção do sequestrador.
Quando restavam apenas três metros...
Lucas avançou com determinação e, usando toda a sua força, desferiu um golpe certeiro com o bastão na lateral do rosto do homem, fazendo-o berrar de dor.
Sem dar trégua, ele imediatamente descarregou o spray de pimenta diretamente nos olhos do agressor.
O homem começou a chorar involuntariamente, cobrindo o rosto e urrando de agonia.
Aproveitando a vulnerabilidade do oponente, Lucas não parou. Ele golpeou o sujeito sem piedade com o bastão, deixando hematomas por todo o corpo dele em poucos instantes.
O agressor implorava por misericórdia; ele teve a perna atingida com tal força que, mesmo que quisesse, não conseguiria fugir.
Momentos depois, Lucas parou.
Ele se voltou para Luna, que ainda estava em estado de choque, e aproximou-se para verificar como ela estava.
— Eu... eu estou bem.
Luna estava pálida, ainda processando o trauma. Ela nem havia percebido que suas roupas estavam desalinhadas, revelando partes de seu corpo de forma comprometedora.
Por um breve segundo, Lucas sentiu um instinto masculino primitivo, mas o reprimiu imediatamente. Ele tirou o próprio casaco e o colocou sobre os ombros de Luna para cobri-la.
Em seguida, ele chamou a polícia. Em pouco tempo, as autoridades chegaram e levaram o criminoso sob custódia.
Lucas e Luna precisaram ir juntos à delegacia para prestar depoimento, seguindo no mesmo veículo.
— Obrigada. Se você não tivesse aparecido, eu provavelmente teria...
Luna recuperou a calma aos poucos e não esqueceu de agradecer ao seu salvador.
Ela pegou o celular de Lucas emprestado para ligar para seu empresário e relatar o ocorrido. O empresário ficou horrorizado e avisou que já estava a caminho.
— Foi o que eu deveria fazer. Não poderia simplesmente ignorar alguém em perigo — respondeu Lucas.
Estar tão perto de Luna o deixava nervoso; afinal, ela era sua ídola.
— Você é a Luna, não é? — ele perguntou, fingindo que não tinha certeza.
Luna assentiu, confirmando sua identidade com um aceno.
— Uau! — Lucas fingiu surpresa. — Você poderia me dar um autógrafo?
— Claro que sim. Mas agora não tenho uma caneta aqui, te dou o autógrafo assim que possível!
Na delegacia, após os procedimentos de rotina, ambos foram liberados.
O que esperava o agressor agora era um longo tempo atrás das grades.
E Lucas, finalmente, conseguiu o seu tão desejado autógrafo de Luna.