《A Beleza Oculta da Minha Colega de Classe》Capítulo 5

PUBLICIDADE

Capítulo 5: O Plano de Tutoria Diabólico

【Situação atual detectada. Por favor, faça sua escolha!】

Opção 1: Recusar o pedido de Valentina. Recompensa: Um smartphone Huawei de última geração.

Opção 2: Aceitar o pedido de Valentina e fazer com que ela fique entre os vinte melhores no primeiro simulado. Recompensa: "Notícias do Futuro" ×2.

Quanto melhor for a classificação dela, maiores as chances de obter uma habilidade bônus oculta!

...

Lucas ficou um pouco distraído.

Ele não imaginava que situações comuns pudessem ativar as escolhas do sistema tão facilmente.

Ele tocou no bolso, sentindo o celular pirata de algumas centenas de reais que usava, e pensou que realmente precisava de um novo. Bastava recusar para ganhar o aparelho.

No entanto, ele estava muito mais interessado na recompensa da segunda opção: as "Notícias do Futuro".

Pela descrição do sistema, esse prêmio consistia em informações sobre eventos que ainda iriam acontecer. Por exemplo, saber se a vida pessoal de uma celebridade seria exposta, ou se as ações de uma empresa subiriam repentinamente, permitindo um lucro alto com a compra antecipada.

— Tudo bem, eu posso te dar aulas particulares. Mas não precisa pagar com chá de bolhas; apenas me traga pão e leite de soja de alguns reais todas as manhãs e estamos quites.

Lucas fez sua escolha definitiva.

— Eba!

Valentina ficou tão animada que quase gritou. Lucas tinha aceitado ser o seu tutor!

Ao fim das aulas da manhã, Valentina insistiu em pagar o almoço.

— Pode escolher o que quiser, eu consigo pagar!

Lucas pegou sua bandeja e olhou as opções do dia; estavam bem variadas.

Normalmente, ele não gastava mais de dez reais, e desta vez não foi diferente. Escolheu duas opções vegetarianas e uma carne, além da sopa gratuita do refeitório.

Já Valentina... em sua bandeja havia camarões fritos e costelinhas na sopa. Aquele almoço custou quase quarenta reais.

— Lucas, por que você não pegou mais pratos? Sou eu quem está pagando, você não vai gastar nada — disse Valentina, olhando para a bandeja dele com descontentamento.

— Dinheiro não cai do céu. Não precisa exagerar no pedido.

— Mas eu não tenho falta de dinheiro. Coloquei três mil reais no meu cartão da cantina, não precisa ser tão formal — disse Valentina, mastigando um pedaço de frango empanado.

Lucas levou um susto.

— Três mil? Sua família é dona de alguma multinacional ou o quê?

Valentina levantou a cabeça, surpresa:

— Como você sabe?

Lucas finalmente entendeu: sua colega de banco era mesmo filha de uma família muito rica!

Vendo que ela comia um banquete enquanto ele ficava no básico, Valentina não se aguentou. Ela usou os talheres para pegar uma almôndega grande de carne e colocou na bandeja de Lucas.

— Toma, para você!

Lucas não recusou. Já que ela tinha dinheiro, ele não seria modesto.

— Caramba! O que foi que eu acabei de ver? — uma voz surpresa ecoou atrás deles.

PUBLICIDADE

Logo em seguida, três rapazes se aproximaram e sentaram ao lado de Lucas. Eram seus colegas de quarto: Bruno, Felipe e Arthur.

Eles tinham acabado de ver Valentina colocando comida no prato de Lucas e pensaram que ele tinha arrumado uma namorada. Mas, sendo ele o bonitão do quarto, por que escolheria uma garota... não tão bonita assim?

Claro, eles apenas pensaram isso; jamais diriam em voz alta.

— Não pensem besteira. Ela é minha colega de banco, algum problema em almoçarmos juntos?

Lucas nem se deu ao trabalho de se explicar muito. Ele sabia que, quanto mais tentasse se justificar, mais eles iriam provocá-lo.

— Olá, meu nome é Valentina. Sou a colega de banco do Lucas — disse ela, sentando-se de forma composta e falando suavemente.

— Prazer, eu sou o Felipe, colega de quarto dele. Estes são o Bruno e o Arthur — apresentou Felipe rapidamente.

Após terminarem o almoço, Valentina precisava voltar para o seu apartamento fora do campus. Lucas a acompanhou com o olhar até o portão da escola.

De certa forma, as últimas escolhas do sistema tinham relação com ela. Era justo demonstrar alguma atenção.

De repente, alguém deu um tapa no ombro de Lucas.

Era Bruno, com um sorriso malicioso, seguido pelos outros dois.

— Lucas, vocês dois estão saindo?

— Hummm, quem diria, hein...

— Mas vem cá, aquela garota não é nada bonita. O que deu em você? — Felipe perguntou o que todos queriam saber.

— Parem com isso. Somos apenas colegas de classe normais.

— Você acredita nisso? — Felipe olhou para Bruno.

Bruno balançou a cabeça prontamente: — Nem um pouco. E você, Arthur?

— Também não acredito.

Lucas levou a mão à testa. Não havia como convencê-los do contrário.

...

Valentina chegou em casa e, assim que entrou, ouviu o choro baixo de sua amiga.

Ela correu até a sala e encontrou Alice, já sem maquiagem e lindíssima, sentada no sofá com os olhos vermelhos.

— O que aconteceu, Alice?

Valentina se assustou; nunca tinha visto a amiga chorar daquele jeito.

— Valen, eu quero desistir... É muita humilhação!

Ao ver Valentina, Alice desabafou toda a sua mágoa. As lágrimas corriam soltas.

Ela contou tudo o que tinha passado na escola naquele dia. Alguns alunos problemáticos e com notas baixas a tinham provocado o tempo todo, chamando-a de feia e dando o apelido maldoso de "Porquinha da Verruga". Nenhum colega de classe saiu em sua defesa.

Alice passou o dia todo deprimida, sem conseguir comer, e até pensou em trancar a matrícula.

— Como eles podem ser assim? Que covardia! — Valentina ficou furiosa pela amiga.

— E você, Valen? Como foi por lá? — perguntou Alice.

— Comigo foi tranquilo. Ninguém me incomodou — disse Valentina.

— Ah, lembra daquele meu colega, o Lucas? Ele é ótimo nos estudos. Pedi para ele me dar uma força com a matéria e ele aceitou.

PUBLICIDADE

— E hoje eu paguei o almoço dele, até coloquei comida no prato dele e ele não se importou nem um pouco.

— Acho que ele é uma pessoa muito boa...

Comparando com o que a amiga passou, Valentina sentiu que Lucas era um verdadeiro cavalheiro.

— Valen, você não está gostando desse seu colega, está? — Alice secou as lágrimas e forçou um sorriso para provocar a amiga.

— Que bobagem é essa! — Valentina ficou vermelha, algo raro nela. — Somos apenas colegas, não é nada disso.

— Além do mais, nos conhecemos faz poucos dias, como eu poderia gostar dele assim?

— Sei, sei... olha só como você está vermelha! Se em poucos dias está assim, daqui a pouco vão estar de mãos dadas e se beijando! — Alice riu maliciosamente.

— Hunf, não falo mais com você.

Valentina se levantou e foi para o banheiro tirar o disfarce.

Logo, ela recuperou sua aparência real: jovem, radiante e com uma aura de elegância e nobreza. Sua pele brilhava sob a luz que vinha da janela.

— Alice, esquece essas coisas tristes. Vamos cancelar essa aposta, eu te levo para comer um churrasco hoje à noite!

— Ai! — Alice suspirou, mas seu olhar foi ficando cada vez mais determinado.

— Não. Eu vou continuar com o disfarce. Vou esperar o momento certo para revelar quem eu sou e calar a boca de todo mundo!

— Eu te apoio totalmente!

...

À tarde.

Para garantir a recompensa do sistema, Lucas elaborou um cronograma completo de estudos.

Ele o batizou de: "O Plano de Tutoria Diabólico".

Exercícios extras durante a semana e tutoria individual aos domingos.

Ele contou a ideia para Valentina.

Na mesma hora, o rosto dela murchou.

Ela estava começando a se arrepender.

Mas, como ela mesma tinha pedido, agora teria que estudar, nem que fosse chorando.

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia