《A Beleza Oculta da Minha Colega de Classe》Capítulo 2

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Capítulo 2: Sem Maquiagem, uma Beleza Deslumbrante

Valentina tinha traços delicados, sem nenhuma imperfeição no rosto, e olhos grandes que brilhavam como pedras preciosas.

Ela arrumou o cabelo bagunçado e fez um rabo de cavalo alto; seu temperamento mudou instantaneamente, ganhando um ar mais decidido e vibrante.

Seu corpo, escondido sob aquele casaco largo, revelava pernas longas e uma barriga definida pelos exercícios frequentes. Ao tirar o casaco, suas curvas eram impressionantes, capazes de deixar qualquer garota daquela idade com inveja.

— Ai, ai...

Olhando-se no espelho, Valentina soltou um leve suspiro.

Ela já havia se preparado psicologicamente ao decidir se disfarçar de "feia" para o início das aulas. Sabia que seria ignorada ou maltratada por causa da aparência desleixada.

Mas ela nunca imaginou que alguém diria na sua cara que ela era feia.

Quase ninguém quis ser seu colega de banco!

Isso a deixou um pouco magoada. Esse contraste era algo difícil de processar.

Antes de se transferir, na sua antiga escola, incontáveis garotos eram apaixonados por ela. Fosse dentro ou fora do campus, ela sempre atraía todos os olhares ao caminhar pela rua.

Se não fosse pelo cansaço de ser constantemente assediada por um pretendente rico e insistente que não a deixava em paz, ela não teria se mudado para cá.

No entanto, o que a surpreendeu foi aquele rapaz chamado Lucas, que aceitou sentar com ela.

Ele não só não a desprezou, como tomou a iniciativa de defendê-la naquele momento constrangedor, pedindo ao professor para ser seu colega de banco.

Aquilo aqueceu o coração de Valentina.

Recuperando sua aparência real, Valentina foi até a sala, abriu um pacote de batatas chips sobre a mesa e começou a comer.

No meio do lanche, ouviu o som de uma chave girando na fechadura.

Em seguida, uma garota que parecia ser ainda mais feia do que o disfarce de Valentina entrou na casa suspirando.

Ela tinha a pele amarelada e uma verruga grande no canto esquerdo da boca, com um pelo solitário em destaque. Era alta, mas sem muitas curvas, parecendo ainda estar em fase de desenvolvimento.

Assim que entrou, a garota viu Valentina no sofá e avançou para roubar o resto das batatas.

— Que raiva! O que há de errado com os caras de hoje em dia? Quando outras garotas dizem que sabem cantar e dançar, os meninos ficam maravilhados. Eu disse que sei cantar, dançar, tocar piano e pintar, e ninguém deu a mínima!

— E não para por aí. Na hora de organizar os lugares, o garoto que ia sentar comigo fez uma cara de quem tinha engolido uma mosca. Quanta rejeição!

A garota falava cada vez mais irritada, enfiando batatas na boca como se fossem inimigas.

Valentina, em vez de sentir pena, começou a rir, divertindo-se com a situação da amiga.

— Tá bom, vai tirar essa maquiagem primeiro — lembrou Valentina.

A garota, com uma expressão triste, foi ao banheiro começar a se demaquilar.

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Sua pele amarelada desapareceu após a limpeza, revelando um rosto alvo e radiante. Aquela verruga no canto da boca também era falsa e saiu facilmente.

Minutos depois, uma jovem com beleza de nível 90 saiu do banheiro.

Um rosto delicado, pescoço longo e elegante, e lábios rosados impecáveis.

Ela vestia uma blusa de ombros de fora, revelando clavículas lindas e braços finos. Na parte de baixo, uma calça jeans justa destacava suas pernas longas.

Ela era um pouco mais alta que Valentina e caminhava com uma elegância natural.

— Me arrependi de ter apostado com você, Valentina. Por que inventamos de nos disfarçar? Agora virei um "patinho feio" na escola.

Valentina sorriu para ela e disse:

— O quê? Você quer desistir, Alice?

— Pode ser. Mas, conforme o nosso trato, quem desistir primeiro e mostrar o rosto real na escola tem que pagar jantar em um restaurante Michelin por quinze dias seguidos!

Na verdade, elas estavam disfarçadas por causa de uma aposta. Ambas iriam para a escola "feias" para ver quem aguentaria por mais tempo. Quem perdesse teria que aceitar o castigo.

Havia um motivo por trás disso. Antes da transferência, Valentina era o centro das atenções, a "deusa" de todos os garotos. O assédio de um herdeiro rico a deixava tão exausta que ela preferiu mudar de escola e se esconder sob um disfarce para evitar que o mesmo acontecesse.

— Nem pensar! Posso não ganhar de você no dinheiro da família, Alice, mas duvido que perca na persistência!

Alice bufou. Ela não ia desistir no primeiro dia, ainda mais com o preço de um restaurante Michelin. Suas economias não aguentariam tal desperdício.

Lembrando-se de algo, Alice se aproximou com um sorriso travesso:

— Valen, não ria de mim. E você? O que aconteceu no seu primeiro dia?

Ela pensou que, se passou por tal humilhação, Valentina certamente teria sofrido algo parecido.

Valentina não negou e suspirou:

— Quando o professor foi organizar os lugares, me colocou com um garoto, mas ele disse na frente de toda a sala que eu era feia e não queria sentar comigo!

Ao lembrar disso, Valentina cerrou os punhos, parecendo brava de um jeito adorável.

— Existe alguém assim? Que detestável! — Alice ficou indignada pela amiga.

— Mas tudo bem...

Valentina sorriu de repente ao lembrar da cena. Ela contou à amiga sobre o rapaz que se levantou e pediu ao professor para sentar com ela, o que a deixou muito emocionada.

— Sério?! — Alice não acreditava.

O disfarce de Valentina foi feito por ela mesma e era realmente assustador. Ver alguém se oferecendo para sentar com ela parecia impossível. Quando soube que o rapaz era até bonitão, ficou ainda mais incrédula.

— Será que ele tem algum problema de visão?

— Eu não sei o que ele pensou. Até perguntei para ele...

— E o que ele disse?

— Ele disse: "Por que não? Eu só poderia sentar com você se você fosse bonita?"

Isso deixou Alice morrendo de inveja.

— Nossa aposta continua. Vamos continuar com os disfarces, e quem perder paga a conta!

...

Enquanto isso, Lucas voltou para o alojamento.

Ele tinha três colegas de quarto que estavam com ele desde o primeiro ano.

Arthur era, como o nome sugere, um intelectual. Um verdadeiro "CDF", sempre arrumado e tímido a ponto de ficar vermelho ao falar com garotas.

O segundo era Bruno, que amava academia e basquete. Suas notas eram medianas e seu hobby era pular o muro da escola à noite para jogar videogame em lan houses. Surpreendentemente, ele tinha namorada.

O último era Felipe, cuja família era dona de uma mercearia. Ele gostava de fumar e falar palavrões. O que Lucas menos gostava nele era seu jeito calculista e o hábito de falar mal dos outros pelas costas.

Ao chegar ao quarto, os três não estavam. Provavelmente ainda não tinham voltado.

Lucas, sentindo-se um pouco entediado, abriu o livro de matemática e começou a ler. Tudo o que via era gravado em sua mente como se fosse uma cópia. Além disso, conteúdos complexos de matemática eram compreendidos instantaneamente.

Em cerca de quinze minutos, ele terminou de estudar todo o conteúdo de matemática do semestre!

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