《Adeus, Meu Jovem Mestre: A Liberdade de Sofia》Capítulo 9

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Os dedos dele tocaram gentilmente os cílios dela, com uma ternura incrível. Sofia prendeu a respiração involuntariamente, sentindo o perfume de cedro.

Justo naquele momento ambíguo, um grito de raiva veio de trás deles:

"O QUE VOCÊS ESTÃO FAZENDO?!"

Capítulo 18

Sofia virou-se bruscamente e viu Leonardo parado a pouca distância, com o rosto sombrio. Ela quase achou que era uma alucinação. O que Leonardo estava fazendo ali?

Antes que pudesse reagir, Leonardo avançou e a puxou para trás de si: "Senhor Samuel, por favor, afaste-se da MINHA mulher!"

Samuel, sem pressa, ajeitou os punhos da camisa: "Senhor Leonardo, se bem me lembro, ela se demitiu".

"Eu não aceitei!", Leonardo disse entre dentes.

Sofia soltou-se do aperto dele e disse friamente: "Você já aprovou a demissão no sistema. Eu estou fora".

Aquelas palavras foram como um balde de água gelada em Leonardo. Ele olhou para ela, incrédulo: "Minha querida...". Antes, bastava ele chamá-la assim para que ela amolecesse, não importa o quão brava estivesse. Mas desta vez, ela apenas perguntou: "O que você faz aqui?"

"Vim te levar de volta." Leonardo tentou segurar a mão dela.

Sofia recuou: "Eu não vou voltar".

"Você vai, querendo ou não!", Leonardo aumentou o tom de voz. "Eu sou seu..."

"Vai dizer de novo que é meu chefe?", Sofia o interrompeu. "Você não é mais. Eu já disse: eu me demiti."

Dito isso, ela se virou e partiu. Samuel lançou um olhar significativo para Leonardo e a seguiu. Leonardo ficou parado, com os punhos cerrados. Quis ir atrás dela, mas ao lembrar do olhar frio de Sofia, conteve-se. Ele reservou um quarto no hotel, estrategicamente ao lado do dela.

Ao entrar no quarto, Leonardo afrouxou a gravata, irritado. O olhar gélido de Sofia não saía de sua cabeça, causando-lhe uma dor agonizante. Ele pegou o celular e ligou para um amigo.

"Vou te perguntar uma coisa", disse Leonardo com a voz rouca. "Se um homem fica louco ao ver uma mulher com outro, e sente o coração ser esmagado só de pensar que ela pode ir embora para sempre, o que isso significa?"

O amigo soltou uma risada do outro lado da linha: "Não é óbvio? Seu amigo está apaixonado por essa garota!"

Leonardo sentiu o impacto daquelas palavras. Apaixonado? O que ele sentia por Sofia era... amor? As palavras de Isadora voltaram à sua mente: "Você diz que não gosta dela, mas ficou louco assim que ela partiu...".

O coração de Leonardo acelerou. Era verdade. Em todos esses anos, ele nunca foi atrás de Isadora no exterior, mas Sofia havia partido há poucos dias e ele já tinha cruzado o mundo para encontrá-la. Ao perceber isso, uma alegria avassaladora o tomou. Que maravilha! Ele amava a Sofia!

Se ele a amava, e ela também o amava, bastava contar a verdade para que ela voltasse. Ele se casaria com ela e ficariam juntos para sempre...

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À noite, Leonardo parou diante da porta de Sofia e respirou fundo antes de bater. "Minha querida, preciso falar com você."

Silêncio absoluto lá dentro. Ele bateu de novo: "Eu sei que você está aí".

Nenhuma resposta. Leonardo ligou para o celular dela, mas ouviu a mensagem de ocupado. Irritado, desligou e ligou para a recepção: "Quero a chave reserva do quarto 1203".

"Sinto muito, senhor, não podemos fornecer..."

"Eu sou Leonardo, do Grupo Leonardo", ele interrompeu friamente. "O maior acionista deste hotel."

Cinco minutos depois, ele entrou no quarto. Estava vazio, apenas a mala de Sofia num canto. Ouviu o som do chuveiro. Leonardo aliviado, aproximou-se da porta do banheiro: "Minha querida, vamos conversar".

O som da água parou.

"Saia", a voz de Sofia veio de trás da porta, fria e calma.

"Tenho algo importante para te dizer", Leonardo insistiu. "Eu percebi o que sinto por você..."

"Eu não me importo", Sofia o cortou. "Por favor, vá embora."

Leonardo sentiu um aperto no peito: "Você nem quer ouvir?"

"Leonardo", Sofia chamou-o pelo nome, o que era raro. "São doze anos. Quando foi que você se importou com o que eu queria ouvir?"

Aquelas palavras foram como uma faca no coração de Leonardo. Ele tentou falar, mas percebeu que não tinha argumentos. Durante doze anos, Sofia sempre o priorizou, cuidou dele e atendeu a todos os seus caprichos. E ele? O que ele tinha dado em troca?

"Sinto muito...", Leonardo disse com a voz embargada. "Eu fui um idiota antes."

A porta do banheiro se abriu e Sofia saiu de roupão, com o cabelo ainda úmido. "Não precisa se desculpar", ela disse olhando para ele com serenidade. "O que houve entre nós foi apenas uma transação."

"Que transação?", Leonardo franziu a testa.

Capítulo 19

Sofia caminhou até a penteadeira e pegou o secador: "Eu te vi crescer em troca de você ajudar a empresa do meu pai a superar as dificuldades".

"Agora, a transação acabou".

Leonardo sentiu-se como se tivesse sido atingido por um raio e recuou cambaleante: "O que você disse?".

"Eu disse", Sofia falou pausadamente, "que me aproximei de você, desde o início, apenas por dinheiro".

O quarto ficou em um silêncio assustador. Leonardo olhava fixamente para Sofia, tentando encontrar em seu rosto qualquer sinal de mentira. Mas ela estava calma demais, uma calma que o deixava apavorado.

"Impossível...", Leonardo balançou a cabeça. "Você claramente...".

"Claramente o quê?", Sofia desligou o secador. "Claramente submissa a você? Claramente atendendo a todos os seus caprichos?". Ela soltou uma risada baixa: "Isso era porque a empresa do meu pai precisava do apoio financeiro da sua família".

O peito de Leonardo subia e descia bruscamente: "Então, todos esses anos... o que você sente por mim...".

"Nenhum sentimento", Sofia olhou diretamente nos olhos dele. "Absolutamente nada".

Aquelas palavras foram como uma faca afiada, abrindo o coração de Leonardo ao meio. Ele lembrou daqueles anos.... Das noites em claro que ela passou cuidando dele quando ele estava doente;. Do consolo gentil quando ele sofria por amor;. Até mesmo naquela noite em que ele estava bêbado e a confundiu com Isadora, ela não o afastou....

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"Você está mentindo!", Leonardo agarrou o pulso dela subitamente. "Se você não tem sentimentos por mim, por que fez tudo isso?".

Sofia deixou que ele a segurasse, com um olhar tão calmo como se estivesse vendo um estranho: "Porque minha mãe precisava de dinheiro para o tratamento médico". "Meu pai usou isso para me ameaçar, obrigando-me a ficar ao seu lado".

A mão de Leonardo caiu, sem forças. Então era isso.... Aquela afeição que ele imaginava ser profunda não passava de uma farsa meticulosamente planejada.

"Eu não acredito...", sua voz tremia. "Olhe nos meus olhos e diga isso de novo".

Sofia suspirou: "Leonardo, seu pai não te contou?".

"Contou o quê?".

"Aos quinze anos, quando a empresa do meu pai estava à beira da falência, para salvá-la, ele me procurou e disse que, se eu conseguisse te agradar, sua família investiria dinheiro". Sofia relatava os fatos friamente: "Você pode perguntar a ele, tudo ficará claro".

O rosto de Leonardo ficou lívido.

"Então...", a voz de Leonardo estava rouca. "Nestes doze anos, você foi boa para mim, me viu crescer e até... dormiu comigo, tudo apenas por dinheiro?".

Sofia silenciou por um instante e assentiu levemente: "Sim".

Aquela palavra foi a última gota, esmagando a derradeira esperança de Leonardo. Ele recuou cambaleante e derrubou a mesa de centro. O som do vidro quebrando despertou Leonardo de seu transe. Ele olhou para o rosto sereno de Sofia e, de repente, riu: "Bom... muito bom...".

"Sofia, você é cruel".

Dito isso, ele se virou e saiu, batendo a porta com força. Sofia ficou parada no lugar, ouvindo os passos se distanciarem, e finalmente soltou um suspiro de alívio.

Leonardo voltou cambaleante para seu próprio quarto. Ele deitou-se na cama, encarando o teto, enquanto o olhar calmo e quase gélido de Sofia passava repetidamente em sua mente. "Nunca te amei...". "Apenas por dinheiro...". "Doze anos de companhia foram todos falsos...".

Cada frase era como uma lâmina, dilacerando-o. Mas o que o tornava ainda mais miserável era que, mesmo sabendo da verdade, ele descobriu que ainda não conseguia viver sem ela.

Quando Sofia saiu do quarto, Samuel estava encostado no final do corredor esperando por ela. "Terminaram a conversa?", ele se aproximou e pegou a bolsa das mãos dela naturalmente. Sofia assentiu, sentindo um cansaço repentino.

Samuel olhou para ela e não fez mais perguntas: "Eu reservei o restaurante, fica bem em frente ao mar". Os dois caminharam lado a lado em direção ao elevador, e nenhum deles mencionou Leonardo.

Capítulo 20

Durante o jantar, Samuel pediu atenciosamente os pratos que ela gostava e solicitou uma garrafa de vinho tinto. "Prove", ele serviu uma taça para ela, "é a especialidade deste restaurante". Sofia deu um pequeno gole e relaxou a expressão: "Está ótimo".

"É melhor que o vinho da família do Leonardo?", Samuel perguntou de repente. Sofia pousou a taça: "O que você quer perguntar?".

"O que ele te disse?", Samuel olhou diretamente nos olhos dela. "Para te deixar com essa expressão tão pesada". Sofia hesitou por um momento, mas acabou dizendo a verdade: "Ele disse que me ama".

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