《Adeus, Meu Jovem Mestre: A Liberdade de Sofia》Capítulo 2

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No fim das contas, eram escolhas para Isadora.

"Vocês estão juntos?".

"Sim".

Os olhos de Leonardo brilhavam intensamente, como uma criança que acabara de ganhar um doce.

"Eu me declarei na noite da festa. Ela disse que também gosta de mim, mas que na época não tinha certeza dos meus sentimentos e não conseguia acreditar que eu pudesse amá-la, por isso acabamos nos perdendo...".

Ele falava sem parar, como um jovem vivendo o primeiro amor.

Sofia ouvia em silêncio, lembrando-se subitamente daquela mensagem maldosa.

Antes ela não sabia quem havia enviado, mas agora tudo estava claro.

"Léo," ela o interrompeu suavemente, "o que você ama nela?".

"Ela é extremamente pura".

Ele respondeu sem hesitar.

"Diferente de todas as outras".

Sofia lembrou-se das palavras "mulher velha" e "passatempo" da mensagem e franziu levemente a testa.

Pura?.

Talvez não fosse bem assim.

Ela hesitou por um momento, mas acabou dizendo: "Ela pode não ser exatamente como você pensa...".

O sorriso no rosto de Leonardo desapareceu instantaneamente.

Embora os lábios ainda estivessem curvados, seu olhar esfriou: "Minha querida, eu pensei que você fosse a mais sensata de todas".

Seus dedos longos acariciaram uma mecha de cabelo perto da orelha dela, em um gesto gentil, porém carregado de advertência: "Não tente difamar a pessoa que é o meu tesouro só por causa de ciúmes".

Apesar de jovem, como herdeiro de uma linhagem de elite, ele possuía uma aura imponente.

Sofia sentiu a pressão repentina que emanava do homem e percebeu que havia cruzado a linha. "Sinto muito".

Ela finalmente escolheu o silêncio e não revelou o conteúdo da mensagem.

No caminho de volta, Leonardo mencionou novamente que Isadora gostava de antiguidades e pediu que Sofia fosse a um leilão em alguns dias para arrematar tudo.

"Está bem," Sofia concordou calmamente, "mas só joias não bastam, vamos adicionar algumas caligrafias e pinturas também".

Leonardo olhou para ela com surpresa: "Minha querida não está mais com ciúmes?".

Ciúmes?. Ela nunca o amou, então como sentiria ciúmes?. O aviso foi apenas porque ela não queria vê-lo ser ferido.

Justo quando ela ia falar, o celular de Leonardo tocou.

Ao atender, a voz chorosa de Isadora veio do receptor: "Léo... eu fui sequestrada... me salva...".

A expressão de Leonardo mudou drasticamente e ele imediatamente pegou o celular para localizar Isadora. Assim que obteve a localização, ele girou o volante bruscamente.

Sofia nem teve tempo de reagir; com a força da inércia, sua cabeça bateu violentamente contra a janela do carro e o sangue começou a escorrer abundantemente de sua testa.

No entanto, Leonardo nem sequer olhou para ela. Pisou fundo no acelerador em direção ao terraço do hotel.

O sequestrador no terraço era o dono de uma empresa que havia falido por causa do Grupo Leonardo.

Ele agora pressionava uma faca contra o pescoço de Isadora: "Leonardo, você destruiu minha família, agora eu vou te fazer perder o seu grande amor!".

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Sofia, segurando a testa sangrando, viu Leonardo hesitar por apenas um segundo antes de, para sua surpresa, começar a rir.

"Perder ou ganhar nos negócios é normal. Você não está sendo um péssimo perdedor?".

Em seguida, ele passou o braço pela cintura de Sofia: "Além disso, como você pode ser tão incompetente a ponto de sequestrar a pessoa errada? Ela não é minha namorada. Esta aqui ao meu lado, sim, é a minha mulher".

Ele riu com desprezo e então sussurrou carinhosamente no ouvido de Sofia: "Minha querida, não ligue para eles, vamos embora".

Apesar das palavras, seus passos ao se virar para sair eram muito lentos.

Sofia entendeu instantaneamente o plano de Leonardo. Ele ia usá-la como isca para garantir a segurança de Isadora!.

Capítulo 3

O plano de Leonardo funcionou.

No momento em que o sequestrador soltou Isadora e avançou sobre Sofia, ela nem teve tempo de reagir.

O braço dele apertou o pescoço de Sofia com força, arrastando-a em direção à beira do terraço.

Sofia ouviu Leonardo gritando seu nome, com uma nota de pânico que ela nunca tinha ouvido antes.

Mas já era tarde demais.

As costas de Sofia bateram na grade e, no segundo seguinte...

A sensação de gravidade zero a atingiu de repente.

O som do vento uivava em seus ouvidos e seu coração parecia prestes a saltar do peito.

De uma altura de mais de vinte andares, a queda levou apenas alguns segundos.

Sofia fechou os olhos e o último pensamento que passou por sua mente foi...

Aquele garotinho de antigamente finalmente cresceu.

Cresceu o suficiente para sacrificá-la sem hesitar pela mulher que ama.

...

Quando acordou novamente, o cheiro pungente de desinfetante invadiu suas narinas.

"Você tem muita sorte", disse a enfermeira enquanto trocava o curativo. "Caiu na rede de proteção. O homem que pulou com você não teve a mesma sorte; morreu na hora."

Sofia fechou os olhos.

Era impossível que Leonardo não soubesse desse risco, mas para salvar sua amada, ele escolheu sacrificá-la sem vacilar.

Com apenas vinte e dois anos, ele já possuía a crueldade e a determinação dignas do herdeiro de um império.

De repente, a porta do quarto se abriu e Leonardo entrou.

"Minha querida", ele se sentou na beira da cama, estendendo a mão para tocar o rosto de Sofia. "Preparei o melhor quarto e os melhores médicos para você. Logo poderá ter alta."

Sofia virou o rosto para evitar o toque dele, olhando-o em silêncio.

Ele suspirou, pegou a palma da mão de Sofia e a pressionou contra o próprio rosto: "Está brava comigo?"

"Eu não tive escolha naquele momento", ele roçou a mão dela, com os olhos úmidos como quando fazia manha quando era criança. "Você me ama tanto, me perdoa só desta vez, sim?"

Sofia retirou a mão: "Por que você acha que eu te amo tanto?"

Ele hesitou por um momento e depois riu: "Se não me ama, por que ficou ao meu lado todos esses anos?"

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Pelo dinheiro.

Sofia respondeu mentalmente, mas não disse em voz alta.

"Vá cuidar da Isadora", Sofia fechou os olhos. "Ela deve estar apavorada."

Leonardo não se fez de rogado: "É verdade. E depois daquelas coisas que eu disse para salvá-la... ela ainda está brava, preciso acalmá-la."

Ele se levantou e ajeitou o terno: "Minha querida, volto para te ver quando tiver um tempo."

Depois dessa visita, ele nunca mais voltou.

Ocasionalmente, ao passar pelo quarto vizinho, Sofia via a cena pela fresta da porta.

Leonardo alimentava Isadora com mingau, colher por colher; quando ela dizia que estava quente, ele soprava gentilmente.

Quando Isadora dizia que tinha pesadelos, ele a abraçava e a confortava com voz suave.

Na maioria das vezes, eles se beijavam apaixonadamente, sem se importar com quem via, com a mão de Leonardo na nuca dela, num beijo focado e profundo.

Observando tudo isso, o coração de Sofia não sentia a menor oscilação.

No dia da alta, ela encontrou Leonardo e Isadora na porta do hospital.

"Sofia!", Isadora veio correndo e segurou o braço dela carinhosamente. "Graças a você, nada de mal me aconteceu. Vou pedir para o Léo te levar em casa."

Ela sorria docemente, como se aquela mensagem malvada nunca tivesse existido.

Durante o trajeto, Isadora e Leonardo conversavam animadamente, enquanto Sofia, no banco de trás, permanecia tão quieta como se não existisse.

Até que Isadora se virou de repente e perguntou: "Sofia, nesses anos que estive fora, o Léo... namorou outras garotas aqui no Brasil?"

O silêncio tomou conta do carro.

Os dedos de Leonardo batiam no volante inconscientemente, revelando um toque de nervosismo.

Sofia sorriu levemente: "Sim, namorou."

O rosto de Isadora mudou: "Quem?"

"Você."

Isadora ficou atônita.

"O Léo só amou uma pessoa", Sofia disse calmamente. "Todos esses anos, ele nunca te esqueceu."

"No dia do seu aniversário, ele comprava um bolo e ficava sentado sozinho no restaurante de vocês até fechar."

"Há um galpão na zona oeste cheio de presentes que ele comprou pensando em você."

"Toda semana ele olhava as passagens para a Europa, querendo te ver escondido perto da sua universidade..."

Isadora ficou com os olhos marejados, mas Leonardo olhava para Sofia pelo retrovisor com uma expressão complexa.

Ele, excepcionalmente, deixou Isadora em casa primeiro e depois seguiu sozinho com Sofia.

Quando o carro parou em frente ao apartamento de Sofia, ele agarrou o pulso dela: "Minha querida, o que significou aquilo que você disse agora pouco?"

"Não achou que eu fui uma boa 'ajudante'?", Sofia sorriu. "Pela reação da Isadora, creio que essas palavras tornarão o relacionamento de vocês ainda mais sólido."

Leonardo estreitou os olhos: "O que eu quero saber é: por que você disse tudo aquilo?"

Ele se aproximou de Sofia, com a respiração tocando o rosto dela: "Mesmo que você seja sensata, eu sou o homem que você ama. Como consegue falar tão calmamente sobre... o quanto eu gosto de outra pessoa?"

Sofia curvou os lábios e deu um pequeno suspiro interno.

Porque eu não gosto de você, garoto.

Capítulo 4

Sofia não respondeu à pergunta de Leonardo.

Apenas rebateu calmamente: "Você não gosta que eu seja assim?"

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