《Adeus, Meu Jovem Mestre: A Liberdade de Sofia》Capítulo 1

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Capítulo 1

No ano em que a empresa de seu pai estava à beira da falência, Sofia foi enviada para o lado do jovem mestre da família mais rica de São Paulo.

O herdeiro era três anos mais novo que ela, nascido em berço de ouro, com um rosto tão bonito que parecia irreal.

No início, ela era sua companheira de diversão, jogando videogame, matando aulas e assistindo a sessões de cinema à meia-noite.

Depois, tornou-se sua secretária e amante; diante das janelas panorâmicas do escritório, no banheiro do jato particular e no convés do iate, eles se entregavam à luxúria dia e noite.

Até que aquele dia chegou. Ela viu no celular dele as informações do voo de retorno de sua "garota dos sonhos".

Naquela noite, ele agiu como se quisesse fundi-la aos seus próprios ossos, possuindo-a dez vezes seguidas.

Naquele momento, ela entendeu que era hora de ceder o lugar.

"Minha querida, a Isa volta para o Brasil hoje".

Saciado, Leonardo a abraçou por trás, apoiando o queixo no ombro dela.

Sua respiração ainda estava quente e úmida pelo desejo recém-consumado.

"Eu ainda não consigo esquecê-la".

De costas para ele, ela vestia suas meias calças. Suas mãos estavam firmes, sem um único tremor.

"Eu entendo. Vou levar minhas coisas daqui a pouco e apagarei minhas digitais da fechadura".

Ele soltou uma risada baixa e roçou os lábios atrás da orelha dela, carinhoso como em todos os momentos de ternura anteriores.

"Eu adoro como você é sensata e sabe o momento de se retirar".

"Fique tranquila, vou ajudar ainda mais a empresa da sua família. Desta vez, farei um aporte de um bilhão de reais, o que acha?".

Ela forçou um sorriso: "Obrigada".

"Por que agradecer entre nós dois?"

Ele beijou o lóbulo da orelha dela com uma voz manhosa, como se estivesse fazendo um dengo.

"Você me viu crescer. Posso ficar sem qualquer pessoa, menos você".

"O que terminou foi apenas nossa relação de 'companheiros'. Você continuará sendo minha secretária e eu protegerei sua família pelo resto da vida".

"Não será necessário."

Ela abotoou o último botão da camisa e virou-se para encará-lo.

"Eu decidi me demit...".

Antes que pudesse terminar, o telefone dele tocou.

"Léo! Sua garota voltou! Estamos organizando uma festa de boas-vindas na The Night, você vem?"

Era a voz animada de um de seus amigos do outro lado da linha.

Os olhos de Leonardo brilharam e ele se levantou imediatamente: "Estou indo".

Ao desligar, ele vestiu o paletó apressadamente e deu um selinho nos lábios dela: "Minha querida, deixo tudo aqui com você. Você é a pessoa em quem mais confio para resolver as coisas".

Ela apenas murmurou um "sim".

No instante em que a porta se fechou, ela ficou parada, olhando para os lençóis bagunçados que ainda guardavam os vestígios da intimidade.

Com habilidade, retirou os lençóis, colocou-os na máquina de lavar e pendurou as roupas espalhadas uma a uma, antes de finalmente organizar seus próprios pertences.

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Roupas, cosméticos, alguns livros favoritos...

Ela morou ali por três anos, mas tudo o que levou coube em uma pequena mala de mão.

Enquanto apagava seus registros da fechadura biométrica, seu pai, Ricardo, ligou.

"Sofia!"

A voz dele tremia de empolgação.

"Como você convenceu o Leonardo desta vez? Ele acabou de injetar um bilhão na nossa conta!".

"Esta foi a última vez", disse ela, parada na porta da mansão, com a voz serena.

"A partir de agora, ele não investirá mais um centavo em você".

Houve um segundo de silêncio antes que a voz contida de raiva do pai surgisse: "O que você quer dizer com isso?".

Em seguida, como se tivesse entendido algo, ele apressou-se em dizer: "Já sei, você ouviu que a Isadora voltou. Não tenha medo! Você está com o Leonardo há anos, ele não vive sem você! O que importa se ela voltou? Continue como secretária dele e os benefícios continuarão vindo!".

"Esqueci de te contar", ela o interrompeu. "Estou indo embora".

"Você não se atreveria!" Ele explodiu. "Não se esqueça da sua mãe...".

Ela sorriu com desdém: "Você se esqueceu que minha mãe faleceu há uma semana?".

"Você me chantageou usando a saúde dela por doze anos. Agora, não tem mais nada para me ameaçar".

"Eu vou deixar o Leonardo. Eu cansei dessa vida".

"É melhor não me procurar mais. Caso contrário... eu darei um jeito de fazer você devolver todo o dinheiro desses anos".

Dito isso, ela desligou, bloqueou todos os contatos de Ricardo e chamou um táxi para seu próprio apartamento.

Lá fora, as luzes de neon da cidade se tornavam um borrão. Ela fechou os olhos exausta, sentindo-se de volta aos seus quinze anos.

A empresa da família estava falindo e Ricardo usou as despesas médicas de sua mãe para forçá-la a se aproximar de Leonardo, o herdeiro prodígio da elite paulistana.

Assim, ela encenou o papel de "heroína que salva o mocinho" e tornou-se sua protegida.

Ao longo dos anos crescendo juntos, ele se enfiava sob o guarda-chuva dela em dias de chuva chamando-a de "minha querida"; deitava no colo dela fazendo manha quando ia mal nas provas; e, quando a empresa do pai dela estava sem capital, dizia casualmente: "Quanto falta? Vou pedir para o meu pai transferir".

Depois ele cresceu e se apaixonou pela primeira vez por Isadora.

Inseguro, ele perguntava a Sofia: "Será que, se eu me declarar e ela recusar, perderemos até a amizade?".

Naquela época, ela soube que ele estava perdidamente apaixonado por Isadora. Por medo de perdê-la, ele nunca se declarou, assistindo Isadora namorar um após outro até que ela finalmente se mudou para o exterior.

Naquele período, Leonardo bebia todas as noites, até o dia em que, bêbado, confundiu Sofia com Isadora e passaram a noite juntos.

Sobre ela, o jovem mestre exalava o cheiro de álcool em cada respiração.

Ao acordar no dia seguinte, ele se aninhou nela: "Você é tão doce... Estar com você me fez esquecer toda a dor".

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Ele roçou o pescoço dela: "Ajude-me a esquecê-la, por favor?".

E essa ajuda durou três anos.

Todos pensavam que ela o amava desesperadamente, mas ninguém sabia que ela não gostava de Leonardo, nem tinha interesse em homens mais novos.

Vender o próprio corpo com um propósito era um tormento diário para ela. Agora que sua mãe se fora, além da dor, havia um rastro de alívio.

O último ato de amor de sua mãe foi permitir que Sofia pudesse, finalmente, ser ela mesma sem amarras.

No dia seguinte, a primeira coisa que fez ao chegar à empresa foi entregar sua demissão.

A colega do RH olhou para ela em choque: "Sofia, você vai se demitir?! O senhor Leonardo sabe disso?".

Ela sorriu levemente: "Pedir demissão é normal, não é?".

"Mas... o patrão não vive sem você!".

"Ninguém é insubstituível."

Ela empurrou o formulário.

"Encaminhe para aprovação dele".

Antes do fim do expediente, a moça do RH a chamou cautelosamente: "O senhor Leonardo já aprovou a demissão...".

Ela hesitou: "Mas acho que ele nem notou que era você quem estava saindo. Quer que eu avise?".

Capítulo 2

Sofia sorriu levemente: "Não precisa avisá-lo especificamente, apenas siga o procedimento normal".

Ontem mesmo Leonardo foi à festa de boas-vindas de Isadora e hoje estava tão radiante que nem se deu ao trabalho de aparecer na empresa; ele jamais teria tempo para notar tais detalhes.

Nos dois dias seguintes, Leonardo continuou sem vir ao escritório.

Enquanto isso, Sofia estava ocupada cuidando dos trâmites de sua imigração e jogando fora, uma a uma, todas as coisas relacionadas a ele que estavam em seu apartamento.

Aquelas joias caras, bolsas de edição limitada e até os pequenos mimos que ele lhe dava casualmente — ela descartou tudo.

Até que, no final da tarde do terceiro dia, seu celular vibrou de repente.

"Eu sei que você e o Léo dormiram juntos muitas vezes nesses anos, mas agora ele está comigo. É melhor você ficar longe. Ele nunca gostaria de uma mulher velha como você!".

Sofia franziu a testa e, justo quando ia perguntar quem era, Leonardo ligou.

"Minha querida, desça".

Sua voz carregava um entusiasmo há muito não ouvido.

Um Maybach preto estava estacionado em frente à empresa. Leonardo, vestindo um terno casual, apoiava-se na porta do carro enquanto o sol projetava sombras suaves em seu rosto bem delineado.

Por um instante, Sofia se lembrou de quando tinha quinze anos e ele a esperava da mesma forma no portão da escola.

"Vou te levar a um lugar".

Ele ergueu as sobrancelhas e abriu a porta do carro. Para sua surpresa, o destino era um shopping.

Leonardo a levou por todas as lojas de luxo, medindo as peças no corpo dela uma a uma: "Gostou?".

Sofia olhou para si mesma no espelho, coberta de luxo, com um sentimento agridoce: "Não precisa comprar essas coisas para mim...".

"Minha querida," ele se aproximou de repente, soprando um hálito quente em seu ouvido, "você e a Isa têm corpos parecidos. Se você gostar, ela com certeza também vai gostar".

Sofia congelou no lugar.

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