《A Esposa Invisível: O Preço do Seu Desprezo》Capítulo 8

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Que ironia, ser apresentada a duas pessoas diferentes no mesmo dia. Realmente, o mundo é pequeno. Henrique forçou um sorriso irônico:

— O senhor está brincando, tio. Eu sou uma pessoa de valores conservadores e tradicionais, prefiro mulheres de mente simples e honestas. A senhorita Alice... tendo vivido tanto tempo no exterior, deve ser muito experiente e ter uma personalidade... excessivamente independente. Provavelmente não combinaria com alguém antiquado como eu.

Capítulo 16

Alice percebeu as insinuações e o tom depreciativo nas palavras de Henrique. O dono do bar também ficou um pouco sem graça e tentou amenizar a situação: — Henrique, não diga isso, a senhorita Alice é uma excelente pessoa, gentil e talentosa...

— As aparências enganam, tio — Henrique o interrompeu, lançando um olhar gélido para Alice. — Algumas pessoas parecem brilhantes por fora e usam perfumes agradáveis, mas por dentro... quem sabe quantos planos obscuros escondem? Não se deixe enganar pelas aparências.

Os dedos de Alice apertaram o copo, os nós dos dedos ficando brancos, mas seu sorriso era radiante e sem calor: — O senhor Henrique também parece ser um homem de aparência distinta e visão única. É uma pena... talvez sofra de "cegueira precoce" para julgar as pessoas. Mas não se preocupe, o mundo é grande, certamente haverá alguém à altura do seu gosto "elevado".

— Você! — o rosto de Henrique escureceu.

Nesse momento, alguém chamou o dono para resolver um problema. Ele se desculpou e saiu, deixando entre os dois uma atmosfera carregada.

— Alice, eu te aviso — Henrique baixou a voz, com uma maldade indisfarçável. — Não há lugar para você entre Bernardo e Bia! Bia é mais bonita e mais bondosa que você, eles cresceram juntos e têm sentimentos profundos! Guarde seus planos obscuros para si mesma! Não se humilhe!

— Haha... — Alice riu como se tivesse ouvido a maior piada do mundo, mas seus olhos eram puro gelo. — Henrique, sua imaginação daria um ótimo romancista. Eu não tenho o menor interesse nessa novela dramática de vocês!

Ela disse cada palavra pausadamente, virou o resto da bebida, colocou o copo na mesa, pegou a bolsa e saiu do bar sem olhar para trás. Henrique observou suas costas decididas, parado com o rosto sombrio, e deu um gole amargo em sua bebida. Ele afrouxou a gravata, irritado, e olhou para o pulso esquerdo...

Ali estava amarrada uma pulseira de corda vermelha escura, tecida finamente, presente de uma garota que entendia de perfumes. Ele a procurou por muito tempo, e só depois descobriu que essa pessoa era Bia. Eles se encontraram tarde demais, Bia já tinha alguém que amava, mas ele decidiu proteger a felicidade dela em silêncio. Ao olhar para a corda vermelha agora, ele lembrou involuntariamente do olhar frio e determinado de Alice, e sentiu uma irritação indescritível no coração.

...

O leilão foi realizado no principal centro de artes de São Paulo. Alice usava um vestido de veludo preto de corte impecável e segurava um copo de água, observando o local com calma para avaliar os potenciais concorrentes. De repente, seu olhar paralisou.

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Pela entrada, Bernardo e Bia chegavam juntos. Bernardo vestia um terno escuro, com um ar mais sóbrio do que quando usava o macacão de corrida, mas mantinha uma expressão melancólica. Bia usava um vestido rosa encantador e sorria docemente ao lado dele. Quase ao mesmo tempo, Bia também viu Alice. Ela hesitou, depois forçou um sorriso e caminhou rapidamente com Bernardo em direção a ela.

— Alice! É você mesma! — Bia tentou pegar a mão de Alice, mas ela se esquivou sutilmente. Bia não se importou e continuou em tom de queixa: — Por onde você andou todos esses anos? Não tivemos nenhuma notícia! Fiquei tão preocupada! Não conseguia ligar, você me bloqueou no WeChat...

Alice não respondeu diretamente, apenas disse: — Bia, depois de tantos anos, sua atuação continua excelente. Não admira que eu não tenha percebido nada naquela época.

Seu olhar passou significativamente entre Bernardo e Bia. O sorriso de Bia vacilou, e um flash de pânico passou por seus olhos, mas ela rapidamente o cobriu com um tom dengoso: — Ah, Alice, o que você está dizendo! — ela notou o catálogo de joias nas mãos de Alice. — Você também veio pelo "Lágrima de Diamante"? Que coincidência, o Bernardo disse que ia arrematar para me dar de...

Ela pareceu perceber algo, parou a tempo e suas bochechas coraram. Nesse momento, Henrique também se aproximou. Ao ver Bia e Alice conversando, ele ficou visivelmente surpreso, com um olhar de dúvida e investigação.

O leiloeiro bateu o martelo, e o leilão começou formalmente. As primeiras joias e pinturas foram arrematadas sem grandes surpresas. Finalmente, chegou a vez da peça principal: o "Lágrima de Diamante".

Capítulo 17

Um diamante azul vívido lapidado em forma de pera, pesando 15 quilates, cravado em uma base de platina vintage, brilhava sob as luzes com um resplendor tão profundo quanto o oceano e tão radiante quanto uma galáxia.

Outrora, fora o tesouro precioso de uma lendária dama da alta sociedade da era republicana, possuindo tanto valor histórico quanto artístico.

Este era também o objetivo que Alice precisava conquistar nesta viagem.

O lance inicial era de três milhões.

As ofertas subiram rapidamente.

"Três milhões e oitocentos mil!"

"Quatro milhões e duzentos mil!"

"Quatro milhões e quinhentos mil!"

Alice levantou sua placa com calma: "Quatro milhões e oitocentos mil."

"Cinco milhões!"

Uma voz desconhecida se juntou à disputa.

"Cinco milhões e duzentos mil!"

A voz grave de Bernardo ecoou, sem hesitação.

O coração de Alice disparou: "Cinco milhões trezentos e vinte mil!"

Este era quase o limite máximo de seu orçamento.

O comprador desconhecido silenciou.

O leiloeiro olhou ao redor: "Cinco milhões trezentos e vinte mil! Pela primeira vez! Cinco milhões trezentos e vinte mil! Pela segunda vez!"

O martelo estava prestes a cair.

"Cinco milhões e oitocentos mil!"

A voz de Bernardo foi categórica enquanto ele levantava a placa novamente.

"Uau!"

Um murmúrio de surpresa percorreu o salão.

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Aquele preço já ultrapassava claramente o valor de mercado do próprio diamante.

Bia, emocionada, cobriu a boca, abraçou o braço de Bernardo com força e deu-lhe um beijo estalado no rosto: "Mwah! Obrigada, querido! Eu te amo!"

A voz não era nem alta nem baixa, apenas o suficiente para que Alice, por perto, pudesse ouvir.

O martelo do leiloeiro bateu com força: "Cinco milhões e oitocentos mil! Vendido! Parabéns ao Sr. Ferraz!"

Alice apertou a placa do leilão com força, os nós dos dedos ficando brancos pelo esforço.

Após o término, a multidão começou a se dispersar.

Alice, segurando a pasta com os documentos e a proposta de lance não enviada, caminhou apressadamente em direção à saída, enquanto relatava rapidamente em voz baixa pelo fone de ouvido Bluetooth: "Chefe, perdi a peça. Alguém atravessou o lance, cinco milhões e oitocentos mil. Sim, muito acima do orçamento. Vou procurar imediatamente uma alternativa e lhe enviarei um e-mail mais tarde... Eu sei da importância, sinto muito..."

De repente, uma página de informações caiu de sua pasta enquanto ela a manuseava apressadamente.

Uma mão de dedos bem delineados pegou o papel antes dela.

Alice ergueu o olhar e encontrou os olhos profundos e insondáveis de Bernardo.

Ele lhe devolveu o papel, o olhar percorrendo o conteúdo: "Então você é agora a curadora responsável pelas joias do museu? Impressionante."

O tom dele carregava uma suavidade deliberada, "Como esperado de uma excelente aluna, você se destaca em tudo o que faz."

Alice recebeu o papel sem expressão, as pontas dos dedos frias, e sem responder nada, virou-se para sair.

O salto alto batia no chão de mármore polido, emitindo um eco nítido e solitário.

Após alguns passos, o som parou subitamente.

Alice virou-se bruscamente, voltou e parou diante de Bernardo, erguendo levemente o rosto com o olhar afiado: "Sr. Bernardo, aquele anel," ela apontou para a caixa de veludo em suas mãos que continha o 'Lágrima de Diamante', "o museu acrescenta mais duzentos mil, seis milhões redondos, você vende?"

Bernardo obviamente não esperava que ela fosse tão direta e ficou atônito por um momento.

Alice não lhe deu tempo para pensar, falando de forma estável e com lógica clara: "Considerando a quilatagem, a cor e a lapidação deste diamante azul, combinados com os registros de vendas recentes de diamantes similares no mercado internacional de leilões, cinco milhões e oitocentos mil já é uma margem extremamente alta. Se você quiser revender por este preço, ou até mais caro, será quase impossível encontrar um comprador em curto prazo. O custo de oportunidade do capital é muito elevado."

Ela analisava calmamente, como se avaliasse uma mercadoria.

Bernardo a observava, sentindo pela primeira vez de forma tão nítida a determinação e o senso de controle que emanavam dela como uma elite corporativa.

Vendo o silêncio dele, Alice se inclinou levemente e baixou a voz: "Eu sei que, antigamente, essa quantia não significaria nada para o Sr. Bernardo Ferraz. Mas agora..."

Ela fez uma pausa, o olhar percorrendo intencionalmente o terno dele da coleção passada, e depois olhou para Bia, que conversava com Henrique não muito longe dali.

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