《A Esposa Invisível: O Preço do Seu Desprezo》Capítulo 4

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Anos atrás, o círculo social de São Paulo fervilhava com especulações sobre esses dois irmãos sem laços de sangue.

A opinião pública só se acalmou depois que Bernardo se casou.

Agora, devido ao comportamento anormal dos dois, aquela velha fofoca escandalosa da elite foi reaberta.

Naturalmente, isso chegou aos ouvidos de Alice.

Mas, depois daquele incêndio, ela desistiu completamente.

Todos os dias, ela ignorava o que acontecia lá fora, concentrando-se apenas em arrumar as malas, transferir fundos e planejar sua partida.

Os dias passavam de forma organizada.

Certa tarde, o mordomo entrou apressado, com o rosto dominado pelo pânico.

"Sra. Alice, por favor, salve o jovem mestre! O patrão vai acabar matando ele de tanto bater!"

Alice hesitou por um momento, mas ainda assim não interrompeu o que estava fazendo.

No carro, o mordomo contou a história entre soluços. Bernardo se envolveu em uma briga e quase matou alguém.

A outra pessoa estava inconsciente na UTI, e a família dela levou o caso para a internet.

Ao chegar à mansão principal, Bernardo estava caído no chão coberto de sangue, enquanto Bia chorava ao lado dele.

Com um estalo, o chicote do segurança caiu pesadamente sobre Bernardo, abrindo mais uma ferida na carne!

Empurrada pelo mordomo, Alice caminhou atordoada até eles.

"Pai, pare de bater. Vamos conversar com calma".

Ao ver Alice interceder, Alberto Ferraz, furioso, relaxou um pouco.

"Alice, sinto muito por você ter que lidar com isso. Você precisa disciplinar mais esse animal do Bernardo".

Dizendo isso, ele apontou para Bernardo e praguejou novamente: "Não basta já estar casado? Como pode ser tão imprudente e dizer aquelas coisas, arruinando a reputação da sua irmã?"

Só então Alice soube que o rapaz, acreditando nos rumores, questionou se o relacionamento entre Bernardo e Bia era real.

Bernardo, irritado, respondeu: "E se for? E se não for?".

Essa resposta se espalhou pela internet, gerando ainda mais interpretações maliciosas.

Após a punição, Bia foi deixada de castigo e Bernardo permaneceu com febre alta constante.

Alice cuidou dele sozinha. No meio da noite, ela sentava-se à beira da cama de Bernardo, com as pálpebras pesadas de sono.

A cada três horas, trocava os curativos e verificava o estado dele. Na terceira noite, Bernardo finalmente acordou.

Ele estava pálido, com os lábios rachados. Alice, apoiando a cabeça, estava quase pegando no sono.

Bernardo ficou em silêncio por um longo tempo antes de balançá-la para acordar: "Alice, vamos viver bem juntos, está bem?"

Alice, meio sonolenta, ficou chocada com essa frase, mas cerrou os dentes e não respondeu.

Todos pensaram que Bernardo tinha se arrependido.

A partir daquele dia, Bernardo passava a voltar para casa pontualmente após o trabalho, trazendo ora rosas, ora colares de diamantes, tratando Alice com uma ternura e consideração extras.

A família Ferraz também aproveitou a oportunidade para pressionar ainda mais por um herdeiro.

Parecia que queriam usar um filho para calar a boca do público de uma vez por todas.

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Eles organizaram meticulosamente 99 doses de medicina chinesa para Alice fortalecer o corpo, cancelaram suas refeições habituais em troca de dietas nutricionais específicas e até contrataram um instrutor de ioga para acompanhá-la nos exercícios.

Alice permanecia em silêncio.

À noite, enquanto Alice estava deitada na cama, sentiu o colchão afundar.

Em seguida, um corpo largo a envolveu em seus braços. Ela instintivamente tentou resistir, mas foi segurada firmemente por braços fortes e poderosos.

"Alice, sou eu".

A voz, acompanhada por um hálito quente, soprou nos ouvidos de Alice.

"Alice, você me ama, não ama?".

A voz de Bernardo carregava um toque de sedução e certeza.

Por alguma razão, essa pergunta fez o coração de Alice se apertar.

Ela balançou a cabeça negando.

Na escuridão, o homem soltou um riso baixo.

"Mentirosa".

No momento seguinte, ela foi pressionada sob Bernardo, recebendo beijos densos e carregados de embriaguez.

Somente quando o calor dele tocou sua pele fria é que Alice despertou instantaneamente: "Bernardo, solte-me!".

Ao ver que ele continuava a insistir, Alice lutou com ainda mais intensidade.

"Não faça isso, eu sei sobre você e a Bia...".

Ao ouvir esse nome, Bernardo hesitou por um segundo, e sua força aumentou.

"O que tem eu e ela?".

Sua voz também baixou: "Você também acreditou no que os outros dizem?"

Capítulo 7

Alice cerrou os dentes, com o olhar gélido ao extremo.

Ela não acreditava no que os outros diziam; ela tinha visto com os próprios olhos. "Alice".

Bernardo avançou bruscamente: "Você me decepciona muito".

Bernardo cheirou seu pescoço esguio, e seus movimentos tornaram-se cada vez mais agressivos.

As ondas de dor excruciante sob seu corpo pareciam dilacerantes; Alice cerrou os dentes, recusando-se a emitir qualquer som.

Em meio ao embate, ela de repente lembrou-se da primeira vez que viu Bernardo.

Camisa branca, calças pretas e, em meio à fumaça, um par de olhos eternamente solitários, observando com tristeza Bia rir no meio da multidão. E depois, Alice.

Foi ela quem se intrometeu, sem saber que as flores tinham a intenção de seguir o fluxo da água, agindo tolamente como uma rocha tentando interromper o sonho da primavera.

...

Meia hora depois, Bernardo saiu sem dizer uma palavra.

A mente de Alice estava em branco enquanto ela se esforçava para se sentar.

Ela se preparava para ir à farmácia buscar pílulas anticoncepcionais e analgésicos, mas, ao passar pelo escritório de Bernardo, ouviu o som de sua voz.

"Sim, já está resolvido".

"Foi apenas uma vez, não se preocupe, ela vai engravidar. Você também não engravidou de primeira?"

"Sim, eu não a beijei".

Em seguida, sua voz baixou ainda mais: "Já organizei todos os trâmites para a viagem ao exterior. O ambiente lá é bom e as condições médicas também são ótimas. Você pode cuidar da gravidez lá com tranquilidade".

"Bia, eu planejei tudo. Quando o filho da Alice nascer, farei com que nosso filho o substitua e, depois, encontrarei um motivo para me divorciar dela. Então, nosso filho será o herdeiro legítimo da família Ferraz e poderemos continuar juntos".

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Alice encostou-se na parede fria, seu corpo tremendo incontrolavelmente.

Então era isso!

Não era por medo dos rumores externos, nem Bernardo tinha se arrependido.

Era porque Bia estava grávida!

Ela, Alice, tinha sido do começo ao fim apenas um escudo para o amor deles.

Ele até tinha planejado usá-la completamente e depois descartá-la!

...

No último dia, Alice enviou suas malas para o aeroporto logo cedo.

Quando estava prestes a descer as escadas para sair, encontrou Bia. Bia ainda a cumprimentou com entusiasmo, mas Alice não tinha disposição para lidar com ela.

O rosto de Bia empalideceu e ela perguntou ansiosa: "Alice, você também acreditou nos boatos da internet? Nada daquilo é verdade! Somos amigas, o Bernardo é meu irmão, eu jamais faria algo assim".

"Bia!" Alice disse entre dentes: "A partir de hoje, não somos mais amigas".

Alice seguiu em frente. Bia tentou segui-la para se explicar, mas tropeçou e caiu da escada.

"Ah!" Bia gritou.

No momento do perigo, ela estendeu o braço e puxou Alice. Alice perdeu o equilíbrio e caiu diretamente sobre Bia.

Bernardo chegou ao ouvir o barulho e viu a cena que parecia Alice golpeando Bia com o cotovelo.

"Bia!"

Bernardo correu e empurrou Alice bruscamente para longe.

Ele segurou Bia inconsciente, olhando para Alice com os olhos injetados: "Alice, você se atreveu a empurrá-la?!"

"Eu não empurrei".

"Você ainda ousa negar?!" Bernardo rugiu: "Mordomo, leve a senhora para baixo para receber a punição da família".

...

Dizendo isso, Bernardo levou Bia embora.

Alice foi arrastada brutalmente pelos seguranças.

Chicotada após chicotada. Alice encolheu-se no chão frio, o sangue encharcando suas roupas. Ela já não sentia mais dor, apenas frio, um frio cortante.

Depois que os seguranças saíram, Alice descansou por um momento e, suportando a dor, fugiu da mansão. Cada passo da partida foi extremamente difícil. Mas cada passo também foi bastante firme.

Até sentar-se no avião e ver a cidade tornar-se minúscula pela janela, Alice finalmente soltou um suspiro de alívio.

Ela fechou levemente os olhos e pensou em silêncio: Bernardo, Nesta peça, meu papel chegou ao fim.

Capítulo 8

Bernardo irrompeu na mansão exalando uma fúria contida e o odor pungente de desinfetante.

A raiva que fervilhava em seu peito parecia prestes a dilacerá-lo.

Bia havia perdido o bebê.

Ao recordar o grito agonizante dela na cama do hospital, seu coração sentia-se esmagado por mãos invisíveis. Desta vez, ele não pouparia Alice de forma alguma!

"BANG—!"

Ele escancarou a porta do quarto principal com um chute violento, e o estrondo ecoou pela mansão vazia.

Ele varreu o ambiente com um olhar enfurecido.

Nada.

Alice não estava lá!

O vazio do quarto fez seu coração vacilar.

Não era desordem, mas uma organização absoluta e planejada. Todos os vestígios de Alice haviam sido meticulosamente apagados. Os cosméticos sumiram da penteadeira, os vestidos e sapatos desapareceram do closet; até mesmo a fragrância suave que ela costumava usar dissipara-se completamente.

A casa estava deserta.

Seria mais um joguinho de desinteresse fingido?

Com um bufo de desprezo, ele adentrou o quarto.

Seu olhar caiu sobre o criado-mudo, onde um documento repousava sob um pequeno caderno vermelho vibrante.

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