《Divórcio de Bilhões: O Arrependimento do Meu Ex Canalha》Capítulo 128

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Capítulo 128: A morte de Paola

Alice comentou o assunto com Rafael e Cissa. Rafael ficou empolgado, dizendo que estava de olho em Heitor há anos; se os dois ficassem juntos, seria perfeito.

Mas Cissa não gostou da ideia.

A atitude de Bernardo era: deixar que os outros se preocupem com isso, ele só queria cuidar da esposa.

— Querida, veja como eu te amo. Que tal me acompanhar na viagem de negócios? Não suporto ficar um segundo longe de você!

Alice, ao ver aquele olhar ardente e direto de Bernardo, lembrou-se de uma frase de sua mãe:

Quando um homem resolve fazer o tipo "vulnerável e carente", não sobra espaço para a mulher.

Alice, obviamente, recusou.

Ela tinha uma missão nesta volta.

A filha de Breno e Beatriz — uma menina doce mas de saúde frágil — tivera outra crise. Alice trouxera sua veterana, a médica divina Red, para examinar a pequena Marina (Wen Xiaoxiao).

— Vá você. Eu preciso cuidar da Marina.

Bernardo ficou desolado, mas não ousava brigar com a esposa.

Breno e Beatriz tinham apenas essa filha. Vitória era a tia legítima de Marina, e ao longo dos anos a menina chamara Alice de "tia" inúmeras vezes. Alice estava muito preocupada; sorte que Red trouxera remédios raros da Montanha Bian Que. Desta vez daria certo.

— Fique tranquila. Se ela aguentar mais três anos, aos quinze, a saúde vai se estabilizar.

— Obrigada, veterana.

Red tocou no ombro de Alice e ia dizer algo mais, quando o celular de Alice tocou.

— Bernardo Fontes? Ele não deveria estar no avião? — murmurou Alice, atendendo. — Alô?

— A Paola não vai resistir.

A respiração de Alice travou: — O que quer dizer?

— O Pedro me ligou. Disse que a Paola está nas últimas. Precisamos ir para lá agora.

Bernardo já organizara o jato particular. Alice puxou Red e correu para o aeroporto.

Paola e Pedro foram para a Europa logo após o casamento. Ela não tivera as memórias hipnotizadas para recomeçar?

Nestes anos a saúde dela parecia boa, embora nunca tivessem tido filhos.

Pedro cuidara dela por todos esses anos e, embora quisesse ser pai, nunca pressionou Paola.

Alice falara com ela por vídeo no mês passado e ela não parecia doente.

Ao chegarem ao aeroporto, Alice e Red encontraram Leo e Jade; Bernardo também os avisara.

A casa de Pedro e Paola na Europa estava um caos.

Paola estava nos braços de Pedro, com os olhos transbordando culpa e dor.

— Eu não sabia... eu não deveria ter te prejudicado. Me desculpe, me desculpe, Pedro...

Ela lembrara de tudo.

Lembrara do abuso que sofrera, do namoro com Leo e do término cruel.

Ela usara Pedro, mas Pedro não só tentara redimi-la, como abrira mão de tudo por ela.

Aquele homem a acompanhara por dezessete anos; ela não suportava feri-lo ou enganá-lo, mas acabara fazendo-o passar por uma humilhação enorme.

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— Como pôde ser tão boba! — Pedro chorava.

Já haviam passado tantos anos, por que ela se deixara levar pelo desespero ao recuperar a memória?

Será que a vida de casados, a felicidade cotidiana de todos esses anos, não significara nada para ela?

— Eu não consigo superar o que há no meu coração.

Nestes anos, embora não lembrasse do incidente e o sentimento por Leo tivesse desaparecido, ela nunca conseguira aceitar Pedro totalmente.

Nunca lhe dera um filho, não por incapacidade física, mas porque seu coração não permitia.

Ela sempre resistira à intimidade de Pedro.

Nas raras vezes em que acontecia, tomava anticoncepcionais imediatamente.

Ela não entendia por que agia assim, mas ao lembrar de tudo, compreendeu.

— Quando eu me for, volte para o Brasil. Recomece, ainda dá tempo.

Paola tomara muitos soníferos e fora levada por Pedro ao hospital para uma lavagem estomacal.

Enquanto Pedro saíra para resolver assuntos da empresa, ela, em casa, injetara em si mesma uma substância letal.

Ela queria encerrar sua vida manchada.

— Paola, depois de tantos anos, você ainda não consegue pensar em mim? Se você morrer, o que eu faço? Você não pode ser tão egoísta!

— Sinto muito, mas eu sou egoísta.

Ela amara Leo profundamente, mas casara com outro.

Ela fora pregada na cruz pela vergonha do passado e, egoisticamente, arrastara Pedro para o inferno junto com ela.

Ela errou.

E agora ia pagar por isso.

— Pedro, ninguém é insubstituível. Você é homem, seja forte.

O rosto de Paola ficava cada vez mais pálido.

— Não vou conseguir esperar meu irmão e minha cunhada... eu... — não tinha coragem de ver o Leo de novo.

— Adeus. Na próxima vida, não me encontre.

A mão de Paola caiu lentamente.

Pedro gritava o nome dela em desespero.

Como ela pôde?

Foram dezessete anos como marido e mulher, como ela pôde abandoná-lo?

Quando Alice e os outros chegaram, Paola já se fora, e Pedro estava à beira da loucura.

Ele abraçava a foto de Paola, deitado no chão, como se estivesse morto por dentro.

Jade chorava compulsivamente, temendo que o irmão também fizesse alguma besteira.

Bernardo lidou com os trâmites do funeral com racionalidade, enquanto Alice, desolada, buscava entender o que houvera.

Pelo relato dos empregados e médicos, ela soube que, embora Paola tivesse recomeçado após esquecer o passado, a recuperação súbita da memória a deixou em surto. O choque intensificou suas tendências autodestrutivas.

A depressão atingira o nível mais crítico.

Pedro planejava encerrar as atividades na Europa e levá-la de volta para São Paulo, achando que o contato com a família ajudaria.

A psicóloga também recomendara dedicação total e carinho extra.

Pena que foi tarde demais.

Paola já estava sendo consumida viva pela dor e pelo desespero interno.

Ela escolheu a forma mais drástica de confrontar aquele passado sombrio.

Após o funeral de Paola, Bernardo desmoronou.

Alice ficou com ele no hospital por três dias.

O casal não trocou palavras, mas ambos sabiam de tudo.

Bernardo carregava uma culpa imensa por Paola; acreditava que, se não a tivesse mandado para o exterior no passado, ela não sofreria aquela humilhação nem desenvolveria aquela depressão severa.

Achara que o esquecimento e a partida com Pedro seriam o final feliz, mas ela acabou lembrando.

— Fui eu quem matou a Paola.

Após a alta, os dois foram ao cemitério.

A voz de Bernardo era rouca e profunda, carregada de uma dor lancinante.

Alice segurou a mão dele com firmeza. Ao olhar para cima, viu o brilho das lágrimas nos olhos dele — aquela mistura de culpa, fúria contra o destino e autopunição era como uma corrente prestes a arrebentar.

— Bernardo, não foi sua culpa. Você não podia prever nada disso. Pense que, embora a Paola tenha partido, ela jamais gostaria de ver o irmão que ela tanto amava se destruindo de culpa.

— Ela foi feliz nesses dezessete anos, não foi?

— Embora o fim tenha sido drástico, ela finalmente encontrou a paz.

— Eu acompanhei o tratamento dela, eu vi o quão terrível é a depressão. É como ser jogado em um quarto escuro e fechado, com um silêncio que gela a alma.

— É uma solidão e uma dor indescritíveis, como uma fera devorando a sanidade e a vontade de viver aos poucos.

— A Paola... ela desistiu. Precisamos entender o lado dela.

Bernardo, subitamente, caiu de joelhos diante da lápide.

Alice o abraçou com o coração partido, sentindo na pele a dor e o remorso dele.

Mas ela se fora.

Não havia volta, restava apenas aceitar.

Talvez o tempo pudesse curar essa ferida.

Ela estaria com ele. Para sempre.

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