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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 49

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Capítulo 49: Casamento e Partida, Cada um com sua Vida

Mateus não era totalmente desprovido de sentimentos por Alice.

Após ter sido pendurado na árvore e quase desfigurado por morcegos, ele sentia como se tivesse caído em um abismo. Justo no auge do desespero, Alice apareceu.

Ela estava linda, forte, fria e imponente.

Para ele, foi como ver um anjo.

Sentimentos que ele vinha ignorando há muito tempo começaram a florescer novamente em seu peito.

— Alice... amor... no momento de maior desamparo e pânico, eu só conseguia pensar em você. Eu errei com você no passado, eu sei. Eu juro, nunca mais vou olhar para outra mulher. Meus olhos e meu coração serão só seus.

Ricardo, Lipe e os outros policiais ficaram em silêncio.

Os olhos negros e estreitos de Ricardo fixaram-se em Alice.

Ela, sem notar a expressão de Ricardo, observava o Mateus em prantos e desfeito em declarações. Ela deu alguns passos em direção a ele.

Lipe sussurrou: — Será que a Alice vai cair na conversa desse traste de novo?

O ar na clareira ficou extremamente tenso.

Todos os olhares estavam voltados para Alice e Mateus.

Ao ver Alice se aproximar, um brilho de esperança surgiu nos olhos de Mateus:

— Alice, nós crescemos juntos, somos amigos de infância. Se não houvesse amor, você não teria se casado comigo. Eu juro solenemente que serei o melhor marido—

As palavras foram interrompidas por um som seco e estalado.

TAP!

Sem hesitar, Alice desferiu um tapa certeiro e vigoroso no rosto de Mateus.

— Será que você pode parar de passar vergonha na frente dos meus colegas? Eu não sou lixeira para reciclar lixo que já me traiu a ponto de me deixar "verde". E pare de me enojar com essa sua atuação barata.

— Que amor o quê? Você acha mesmo que eu não consigo te esquecer? Sua cara de pau deve ser feita de material blindado. Se eu não tivesse te esquecido, não acharia que é o seu corpo toda vez que vou fazer uma necropsia.

— Você diz que não vai mais trair, mas sinto muito: basta chegar perto de você para eu sentir o cheiro de mau-caráter.

Mateus ficou em choque. Não esperava ser humilhado de forma tão brutal diante de tantas pessoas. Ele abriu a boca para retrucar, mas o olhar afiado de Alice o calou:

— Comparado ao dano que a Camila me causou como amante, acho sua conduta como homem ainda mais desprezível. A Camila abortou, quase morreu, e você nem sequer pisou no hospital. Ao saber que ela não poderia mais engravidar, foi se embebedar e agora vem pedir para voltar com a ex? Para você, uma mulher só vale pelo útero? Você é um covarde irresponsável que quer ter tudo sem dar nada em troca. Eu devo ter estado cega para aceitar me casar com você!

— Para ser sincera, ter um ex-marido como você me causa tanta vergonha quanto se eu tivesse uma ficha criminal! De agora em diante, cada um segue sua vida. Casamento ou funeral, não quero saber de você!

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O desabafo de Alice, rápido como uma metralhadora, deixou todos em silêncio absoluto. Lipe e os outros policiais mal ousavam respirar, temendo que a faísca sobrasse para eles. Ricardo mantinha o semblante fechado, com uma expressão complexa.

Mateus permaneceu caído no chão, pálido, sem conseguir articular uma única palavra de defesa.

Beto, algemado, quase sentiu vontade de aplaudir.

— Funcionária exemplar. Caráter reto. Minha namorada também era assim antes de ser corrompida por esses dois.

Alice estreitou os olhos para Beto.

Namorada com caráter reto?

No banquete, Sara fora a pessoa mais fútil e sem escrúpulos que ela encontrara.

— Por que você odeia tanto a Camila e o Mateus? — perguntou Alice.

Beto rangeu os dentes, com o rosto transtornado:

— Porque eles merecem morrer!

Ele contou que Sara vinha de uma família difícil: mãe doente, pai viciado em jogo, irmão problemático. Para pagar as dívidas, ela fora trabalhar em um KTV (karaokê/clube noturno). Beto a conheceu lá. Enquanto as outras eram expansivas, ela ficava quieta no canto. Ela o acompanhou em uma noite difícil e bebeu até passar mal, sem reclamar, mesmo estando em seu período menstrual.

Comovido, Beto passou a ajudá-la. Na época ele tinha dinheiro de uma indenização de desapropriação. Ele pagou as dívidas da família dela e custeou a faculdade de Sara.

Após a formatura, eles foram morar juntos. Ele ficou tocado ao descobrir que, mesmo trabalhando naquele ambiente, ela se preservara para ele. Ele jurou protegê-la para sempre. Mas o destino mudou: os pais de Beto faleceram, o dinheiro da indenização acabou e Sara foi a um reencontro de escola onde reencontrou sua "melhor amiga", Camila, que lhe conseguiu um emprego.

Desde que Sara entrou no Grupo Mateus, ela passou a não voltar mais para casa à noite, alegando horas extras. Beto a seguiu uma vez e a viu sendo forçada a beber por clientes, em meio a assédios verbais. Furioso, ele exigiu que ela se demitisse.

Sara confessou, chorando, que Camila dizia que Beto não estava à altura dela. Com a beleza e o corpo que tinha, ela poderia conseguir um homem rico como o Mateus.

Sara dizia que queria ganhar dinheiro para dar uma vida melhor aos dois, e Beto passou a se desdobrar em vários empregos: entregador, motorista de aplicativo, treinador de aves.

Mas a influência de Camila continuava. Ela dizia a Sara que Beto era um "homem de baixo nível", um ignorante, e que ela era uma "flor no lixo". Camila a levava a festas de luxo, dava bolsas de marca e vestidos caros, tentando inseri-la na alta sociedade.

Quando Sara terminou com Beto, foi em meio a prantos. Disse que o amava, mas que se não terminasse, perderia a amizade de Camila e o emprego.

— A Camila é uma hipócrita, uma amante que tentou corromper a Sara! Uma mulher daquela não merece ser mãe! — gritou Beto. — E o Mateus, usando o dinheiro para forçar a Sara a entreter clientes ricos... eu fui muito bondoso em não matá-los de uma vez!

Quanto mais falava, mais Beto se exaltava, até que...

 

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