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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 45

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Capítulo 45: Ela Perdeu o Bebê, Pagando o Preço

Sara relatou o que aconteceu no banquete:

— A Alice expôs publicamente que a Camila era amante e que estava grávida antes do casamento, fazendo a imagem dela despencar perante o Vovô Mateus. A Alice com certeza está com inveja da Camila! Inveja por ela ter conquistado o Mateus e por poder dar um herdeiro à família!

Quanto mais falava, mais Sara se exaltava, sentindo as dores de Camila. Seus olhos ardiam de raiva.

— Foi a própria Alice que não soube segurar o casamento, e agora joga a culpa na Camila e ainda tenta tirar a vida dela! Essa mulher é perigosa. Ricardo, você era noivo da Camila; se você for homem de verdade, deveria denunciar a Alice aos seus superiores, fazê-la perder o emprego e ser punida pela lei...

— Já chega! — Ricardo interrompeu Sara bruscamente, com o rosto gélido. — Quando o incidente ocorreu, a Alice não saiu do campo de visão da família Mateus por um segundo sequer. Ela não foi à cozinha nem ao jardim. Caluniar e acusar falsamente um funcionário público gera responsabilidade legal. Nós, a polícia, trabalhamos com provas e fatos, não com suposições vazias para condenar alguém!

O olhar de Ricardo era cortante e sua aura, imponente. Sara recuou alguns passos, intimidada.

Mesmo inconformada, ela cerrou os punhos e ergueu o queixo, tentando sustentar o olhar de Ricardo.

— A Camila está nesse estado deplorável e você ainda defende a Alice? Por acaso foi enfeitiçado por aquela carinha de piranha de luxo dela?

— Cale a boca! — Ricardo manteve a expressão rígida, com uma seriedade absoluta. — Se ousar dizer mais um absurdo, eu te levo para a delegacia agora mesmo por obstrução de justiça.

Sara empalideceu de susto e, apesar de furiosa, calou-se, sem coragem de dizer mais nada.

Pouco depois, a porta do centro cirúrgico se abriu.

Como foi socorrida a tempo, Camila sobreviveu. No entanto, ela perdeu o bebê.

Quando Camila foi levada para o quarto, estava pálida e debilitada. Com os olhos vermelhos e lágrimas ainda no rosto, ela parecia extremamente frágil.

Ela olhou ao redor e seu olhar pousou em Ricardo.

Depois de um acontecimento tão grave, Mateus ainda não aparecera para vê-la.

O nariz de Camila ardeu e seus olhos se encheram de lágrimas quentes.

— Ricardo... — A voz dela carregava uma mistura de mágoa e dependência. — Estou com tanto medo. Você poderia me dar um abraço?

O ar no quarto pareceu congelar por um instante.

O corpo alto e fardado de Ricardo permaneceu imóvel. As insígnias em seu ombro brilhavam friamente sob a luz. Ele encarou a mulher na cama com um semblante impessoal.

— Senhorita Camila, cuidado com a forma como me chama. Sou o oficial encarregado; você deve me chamar de Capitão Ricardo.

Antes que ela pudesse dizer algo, ele continuou com um tom estritamente profissional, frio como uma estalactite de gelo:

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— Não temos tanta intimidade para esse tipo de pedido.

Aquelas palavras fizeram Camila sentir como se tivesse caído em um abismo. Lágrimas rolaram descontroladamente por seu rosto. Ela chorava com tanta dor e desespero que qualquer homem com um pingo de compaixão a consolaria.

Mas aquele homem era rígido como uma rocha; não teve reação.

Ricardo pegou seu bloco de notas, aproximou-se da cama e perguntou com a voz ríspida:

— Senhorita Camila, tente recordar exatamente o que aconteceu à beira da piscina.

Camila olhou para o homem que não demonstrava um pingo de preocupação, agindo apenas como um oficial cumprindo o dever, e sentiu um vazio profundo.

Mais cedo, no centro cirúrgico, ela ouvira vagamente os médicos dizerem que a perda do bebê causara danos ao seu útero e que as chances de uma nova gravidez eram mínimas.

Ela sabia muito bem por que Mateus estava com ela. Sem a possibilidade de dar um filho a ele, ele certamente a descartaria.

Sua reputação como amante estava destruída após a exposição de Alice. Para onde ela iria agora?

E Ricardo, com esse jeito gélido, ainda a aceitaria de volta?

A mente de Camila era um turbilhão de sofrimento.

— Senhorita Camila, por favor, responda!

Camila encontrou o olhar indiferente e profundo de Ricardo. Sua garganta embargou.

— A empregada trouxe a sopa de ninho de andorinha. No começo eu não tomei, mas depois comi algumas colheradas. Não havia ninguém por perto; o veneno deve ter sido colocado antes de me entregarem.

— Logo após as primeiras colheradas, comecei a sentir uma dor abdominal intensa. Tentei me levantar para procurar o Mateus, mas o mundo girou e eu caí na piscina.

— Quando recobrei a consciência, já estava no hospital.

Ricardo anotou tudo silenciosamente e voltou a perguntar:

— Você teve algum conflito recente ou possui algum inimigo declarado?

Camila baixou o olhar.

— Além da Alice, ex-mulher do Mateus, que me expôs no banquete...

Ricardo comprimiu os lábios.

— Mais alguém?

Camila balançou a cabeça.

— Ninguém... — Ela olhou para Ricardo com os olhos marejados, em súplica. — Você precisa descobrir quem tentou me matar. Eu quase morri, perdi meu filho e talvez nunca mais possa ser mãe. Mesmo que eu tenha errado, esse preço é alto demais.

Ricardo fechou o bloco de notas e olhou para ela com serenidade.

— Descobrir a verdade é o meu dever. Se lembrar de mais algum detalhe, entre em contato.

Sem dedicar mais nenhum olhar a Camila, ele deu as costas e saiu a passos largos.

Ao ver aquela silhueta alta e fria partir sem um pingo de ternura, Camila sentiu uma dor insuportável no peito.

...

Sala Forense.

Alice vestia o traje de proteção completo e usava máscara.

Seus belos olhos estavam focados e brilhantes sob as lentes do microscópio.

Camila fora realmente envenenada com colchicina.

Ela ditou os dados para que Vic fizesse o registro.

Vic estava indignada.

— Alice, você não fica com raiva? A Camila destruiu sua família e agora você está aqui, dedicando todo esse esforço para encontrar provas por ela. Até eu, que tenho o mesmo nome que ela, sinto nojo.

Alice levantou o olhar e disse calmamente:

— O fato de a Camila ter sido amante não é ético, mas isso não significa que devamos fechar os olhos quando alguém tenta matá-la. Somos funcionários da lei; nosso dever é buscar a verdade.

Fez uma pausa e continuou:

— Mesmo que a vítima não seja uma pessoa perfeita.

A indignação no rosto de Vic foi substituída por um semblante de reflexão e respeito. Ela baixou a cabeça e murmurou:

— Você tem razão.

Alice assentiu e pegou mais uma amostra dos resíduos da sopa. Colocou na lâmina, pingou o reagente e voltou ao microscópio. Observava cada detalhe minuciosamente quando notou algo estranho.

— Vic, veja isso...

 

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