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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 37

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Capítulo 37: Chame-o de Cunhado! Ele é Tão Dominante

Ricardo olhou para Gustavo.

— Além disso, ele apenas sujou seu tênis e você o forçou a se ajoelhar para limpar com a língua. Isso é bullying escolar, uma conduta grave, suficiente para abrir um inquérito.

O olhar de Ricardo era afiado e sua aura esmagadora. Mesmo criminosos perigosos sentiam receio diante dele, quanto mais garotos de dezesseis anos.

— Agressão física, insulto verbal, falsa acusação de furto... cada um desses itens é suficiente para gerar um registro criminal para vocês.

Os três entraram em pânico. Olharam uns para os outros, sem coragem de continuar a farsa. Ricardo estendeu a mão grande.

— Entregue o relógio. Vou mandar para a perícia e vocês vêm comigo para a delegacia!

— Tio policial, a gente estava só brincando. Eu e o Guilherme somos primos, deixa para lá, não vou mais cobrar dele.

Dito isso, Gustavo e os outros dois tentaram dar no pé. Mas não deram dois passos e foram alcançados por Ricardo. Lipe também se aproximou, bloqueando a passagem de outro garoto.

Ricardo agarrou Gustavo pelo colarinho com uma mão e o outro garoto com a outra. Sua postura era imponente.

— Eu dei permissão para vocês saírem?

Diante do rosto gélido e da aura poderosa de Ricardo, as pernas de Gustavo começaram a tremer.

— Tio policial, você sabe quem eu sou? A família Alberto é uma das mais ricas de Rio Verde. Se você me machucar, meu avô não vai te perdoar.

Os outros dois também tentaram usar o nome de suas famílias. Eram, de fato, todos filhos de famílias influentes da cidade. Mas Ricardo jamais se intimidou com isso.

Ele gritou com uma voz fria como gelo:

— Tão jovens e já tentando ameaçar a polícia? Fiquem todos em posição!

Com o comando, Gustavo e os amigos se perfilaram involuntariamente.

— Vocês injustiçaram o Guilherme?

Os três baixaram a cabeça, sem coragem de falar.

— Falem! — Ricardo elevou a voz. A pressão no ar os envolveu como uma rede sufocante. — Se não quiserem uma ficha criminal agora mesmo, digam a verdade!

Gustavo baixou a cabeça ainda mais.

— A gente... a gente injustiçou o Guilherme sim.

Ricardo os arrastou para a frente de Guilherme. Sua voz era autoritária e inquestionável:

— Peçam desculpas!

Gustavo arregalou os olhos, incrédulo. Ele, o "príncipe" da família, ter que pedir desculpas para aquele mudo? Em casa, ele era o protegido; o avô sempre passava a mão em sua cabeça. Ele nunca passara por tamanha humilhação e jurou que não pediria desculpas!

— Se não pedirem, vão para a delegacia agora — sentenciou Ricardo, com uma rispidez de arrepiar. — Vou contar até três. Três, dois...

Os outros dois garotos não aguentaram a pressão e dispararam:

— Guilherme, nós mentimos sobre você, desculpe.

Gustavo, sentindo o peso da aura de Ricardo, abaixou a cabeça em sinal de derrota e humilhação.

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— Guilherme, desculpe.

O olhar de Ricardo continuava afiado.

— Uma curvatura de noventa graus e falem mais alto!

Os três sentiram uma pressão sem precedentes. Com as pernas bambas, curvaram-se profundamente.

— Guilherme, desculpe!

Guilherme olhou para Ricardo, que acreditara nele sem fazer perguntas e ainda o protegera. Lágrimas começaram a rolar por seus olhos. Ele sentiu o coração apertado e aquecido ao mesmo tempo; estava profundamente emocionado. Aquele policial era realmente uma pessoa boa.

— Guilherme, se eles voltarem a te incomodar, pode me procurar. Não haverá tolerância na próxima vez.

Ricardo pegou o celular e adicionou o contato de Guilherme.

Após Gustavo e os outros fugirem desajeitadamente, Guilherme fez uma reverência de agradecimento a Ricardo. O policial acariciou a cabeça do rapaz.

— Eu sou colega da sua irmã.

Os olhos puros de Guilherme brilharam de surpresa e um sorriso surgiu em seu rosto, revelando covinhas sutis.

— Onde você mora? Eu te levo.

Guilherme acenou as mãos, indicando que seria muito incômodo.

— Não é incômodo nenhum.

— Chefe, então leve o rapaz. Eu vou pegar um táxi para casa — disse Lipe.

Ricardo assentiu.

Quando Guilherme sentou no banco do passageiro, seu estômago roncou alto. Ricardo olhou para ele.

— Está com fome? O que quer comer? Eu também ainda não jantei.

Guilherme pegou o celular e digitou:

「Irmão, podemos comer no KFC? Mas não conte para a minha irmã.」

Ricardo estreitou os olhos.

— Ela não deixa você comer lá?

Guilherme assentiu e digitou novamente:

「Alice diz que é comida porcaria, que dá espinhas e que faz mal para o meu estômago sensível. Ela tem medo que eu não digira bem.」

Ricardo comprimiu os lábios.

— Comer de vez em quando não deve fazer mal. Eu não conto para ela.

Um sorriso radiante surgiu no rosto de Guilherme.

「Obrigado, irmão.」

Ricardo observou Guilherme. Os olhos dele eram muito parecidos com os de Alice: úmidos e expressivos. Na lanchonete, Ricardo não deixou Guilherme pagar e acertou a conta.

— Quando você estiver trabalhando e ganhando seu dinheiro, você me paga um lanche.

Enquanto esperavam o pedido, Guilherme digitou no celular:

「Irmão, minha irmã não é uma mulher fútil. Ela é maravilhosa, o Mateus é que não presta.」

Ao ver o rapaz defendendo Alice com tanta urgência, um brilho de ternura passou pelos olhos de Ricardo.

— Eu sei disso.

Vendo que Ricardo acreditava no caráter de sua irmã, Guilherme digitou outra pergunta:

「Irmão, você está tentando conquistar a minha irmã?」

Ricardo: — ...

Diante do silêncio, o brilho nos olhos de Guilherme diminuiu. Justo quando ele achou que não teria resposta, ouviu Ricardo perguntar:

— Você gostaria que eu fosse seu cunhado?

Os olhos de Guilherme brilharam instantaneamente e ele assentiu com força.

「Sim!」

Ricardo disse: — Deixe-me ouvir um "cunhado" então.

Guilherme digitou as palavras: 「Cunhado.」

— Gui, este é o nosso segredo. Não conte para a sua irmã por enquanto.

Guilherme demonstrou confusão no olhar, mas assentiu obedientemente.

...

Ao entardecer.

Alice estava chegando na casa da mãe quando viu o utilitário familiar se aproximar.

O carro de Ricardo? O que ele fazia ali?

Enquanto tentava entender, o carro parou e Guilherme desceu do banco do passageiro. Mais do que isso: o irmão, que raramente sorria, exibia um sorriso imenso para quem estava no carro e ainda acenou em despedida.

Alice esfregou os olhos, achando que estava vendo coisas. Ela comprimiu os lábios e caminhou rapidamente até eles.

— Gui, o que você estava fazendo no carro dele?

Guilherme digitou rapidamente:

「Alice, o irmão me ajudou muito hoje. Em casa eu te conto os detalhes.」

Sabendo que Ricardo ajudara seu irmão, Alice abaixou-se para olhar pelo vidro do carro. Após o encontro tenso da noite anterior, vê-lo novamente daquela forma era um tanto constrangedor.

Ela respirou fundo e disse:

— Capitão Ricardo, obrigada por ajudar o meu irmão.

O homem lançou-lhe um olhar profundo com seus olhos negros, não disse uma palavra, pisou no acelerador e arrancou. Alice foi atingida por uma lufada de fumaça do escapamento.

Ela rangeu os dentes, furiosa.

Canalha! Não consegue nem ter uma conversa decente?

 

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