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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 33

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Capítulo 33: Fatal! Mais uma vez seduzido por ela

「Você tem tempo amanhã?」

Alice pegou o celular e foi para a varanda. Ela ligou diretamente por vídeo para Ricardo. A chamada tocou por um tempo antes de ser atendida.

Ricardo acabara de sair do banho; ele vestia uma camiseta camuflada. O cabelo estava encharcado, com gotas de água escorrendo pelas pontas. Ele segurava o celular com uma mão e usava a outra para secar o rosto com uma toalha. Na tela, seu rosto parecia esculpido, com traços rígidos e marcantes.

Alice fixou o olhar nas feições profundas do homem e sorriu.

— O Capitão está com saudades de mim?

Ricardo manteve o olhar sombrio e a expressão gélida.

— Não era para eu te pagar uma roupa nova?

Alice lembrou-se do biquíni de renda que ele rasgara naquela noite. Com a correria do caso de Jota Ce, ela quase esquecera o assunto. Pelo visto, ele era um homem de palavra.

— Amanhã, às dez da manhã, nos vemos no shopping.

Ricardo assentiu. Ele ia desligar, mas Alice lançou uma piscadela para a câmera.

— Acabei de conversar com a Flávia. Ela disse que queria você como cunhado.

Ricardo: — ...

— Eu disse para ela não viajar na maionese. Afinal, você gosta de ser traído, e eu não quero que ela tenha um cunhado "chifrudo".

Ricardo cerrou os dentes.

— Alice!

— Boa noite, Capitão Chifrudo... ~

Ricardo: — ...

...

No dia seguinte, às dez da manhã.

Alice encontrou Ricardo na entrada principal do shopping. Ele vestia uma camiseta verde-militar e calças cargo escuras. Estava imponente, bonito, com aquele ar de "proibido" e extremamente íntegro. Apenas parado ali, ele exalava uma aura única. Alice notou que várias mulheres que passavam não conseguiam evitar olhar para ele.

Ao descer do carro, ela caminhou em sua direção.

— Capitão.

Ao ouvir a voz dela, Ricardo virou-se. Alice usava um top de alças cor de vinho e calças jeans ajustadas ao corpo. O cabelo ondulado caía sobre os ombros, os óculos escuros estavam sobre a cabeça e brincos de brilhantes pendiam de suas orelhas. A pele alva e os lábios vermelhos a tornavam deslumbrante. Conforme ela se aproximava, uma fragrância suave atingiu o olfato de Ricardo.

Ele comprimiu os lábios e desviou o olhar.

— Qual andar?

— Terceiro.

Os dois pegaram o elevador. Alice levou Ricardo até uma loja de moda praia que parecia uma versão mais picante da Victoria's Secret — extremamente sexy. A vendedora veio recebê-los com um sorriso:

— Sejam bem-vindos. Por favor, entrem.

Ricardo não se atreveu a olhar para o interior da loja. Com o corpo tenso, disse a Alice:

— Escolha o que quiser. Eu volto para pagar.

Ele ia saindo, mas Alice agarrou o braço dele.

— Venha aqui, preciso da sua opinião.

— Eu não entendo disso — protestou ele, franzindo a testa.

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— Veja com os olhos de um homem qual fica melhor. — Ela ficou na ponta dos pés e sussurrou no ouvido dele: — O Capitão não está com medo de olhar, está?

Ricardo pressionou a língua contra os dentes molares, o olhar gélido:

— O que eu teria de medo?

— Então fique aqui... ~ — Alice piscou os olhos hipnotizantes.

A mandíbula de Ricardo endureceu.

— Alice, estamos em público. Comporte-se.

— Eu não fiz nada. Quem vê malícia é porque tem a mente suja.

Ricardo: — ...

Essa mulher realmente sabia como inverter a situação e fazer a vítima parecer culpada.

Alice arrastou o policial austero para dentro da loja. A vendedora recomendou vários modelos. Alice pegou um biquíni verde-água com amarrações:

— Capitão, o que acha deste?

Ricardo deu uma olhada rápida e disse com a voz rouca:

— O que você gostar, está bom.

Alice achou graça daquele ar "puro" de um homem que não tinha coragem de olhar para as peças. Seria a primeira vez que ele acompanhava uma mulher em uma loja assim?

Ela escolheu mais alguns, incluindo um de estampa de oncinha bem ousado.

— Esse modelo não tem o seu tamanho aqui, vou buscar no estoque — disse a vendedora.

Alice entrou no provador com o biquíni verde-água. Como era um modelo de amarrações complexas, ela não conseguiu amarrar sozinha. Abriu uma frestinha da porta e viu que a vendedora ainda não voltara. Ricardo estava sentado no sofá de espera.

— Capitão Ricardo, venha aqui um segundo.

Ricardo caminhou até a porta e deparou-se com os belos olhos de Alice.

— O que foi?

Sem dizer nada, ela abriu a porta e o puxou para dentro.

A visão das costas nuas e brancas de Alice atingiu Ricardo como um choque. Ele tentou sair imediatamente, mas ela bloqueou a passagem.

— Aonde você vai? Não vou te morder. Só preciso que amarre isso para mim.

O modelo era extremamente provocante. As costas ficavam quase totalmente descobertas, revelando a pele de porcelana, a linha elegante da coluna e as curvas sensuais que desciam. Ricardo sentiu as orelhas arderem e não sabia para onde olhar.

— Capitão, rápido, amarre logo.

Alice já estava de costas para ele. Ricardo sentiu o baixo ventre tensionar e o sangue ferver.

— É só para amarrar, por que essa respiração pesada? — Alice ia se virar, mas ele segurou a nuca dela com firmeza.

— Não vire — disse ele, com a voz completamente rouca.

Ele respirou fundo e segurou as duas tiras finas de cor verde. Ela levantou o cabelo, revelando a nuca delicada e alva. Os dedos de Ricardo eram longos e bronzeados, criando um contraste visual intenso com a pele clara dela. Como era a primeira vez que fazia aquilo, ele estava tenso e desajeitado; a polpa de seus dedos ásperos roçava acidentalmente a pele acetinada dela.

Ele já havia enfrentado tiroteios e situações de vida ou morte sem tremer, mas agora sentia-se totalmente perdido.

— Capitão, é tão difícil dar um laço? — Ela virou o rosto para ele.

Ao notar que o canto dos olhos dele estava avermelhado, os cílios dela tremeram. Ela olhou para baixo, na direção do abdômen dele, e percebeu uma reação óbvia. Antes que pudesse analisar, Ricardo virou o rosto dela de volta.

No espaço minúsculo, o único som era o da respiração entrecortada de ambos. De repente, uma voz feminina doce veio do lado de fora:

— Mateus, você acha que eu fico bem com este?

Camila.

Alice olhou por cima do ombro para Ricardo; a expressão dele era indecifrável.

— Esquece, não preciso mais que amarre. Saia agora.

Alice ia abrir a porta, mas Ricardo agarrou o pulso dela e a prensou contra o batente.

— Não se mexa — sussurrou ele.

Alice deu um sorriso enigmático.

— Por quê? Está com medo que sua ex-noiva nos veja?

Os olhos de Ricardo estavam sombrios.

— O seu ex-marido também está lá fora.

— Eu não tenho medo. Foi ele quem traiu primeiro, não eu.

A mandíbula de Ricardo estava rígida.

— Espere eles saírem.

Alice tinha um espírito rebelde; quanto mais ele queria se esconder, mais ela queria provocar. Ela deu um chute leve na porta para fazer barulho, ficou na ponta dos pés e beijou Ricardo nos lábios. O corpo do homem ficou completamente paralisado.

 

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