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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 28

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Capítulo 28: Ciúmes Discretos e uma Descoberta Inesperada

Atrás do matagal, estava caída uma figura alta e magra. O homem vestia uma jaqueta tática preta, tinha o rosto sujo de terra, os lábios pálidos e parecia extremamente debilitado. Ele segurava a perna enquanto pedia socorro.

Ao reconhecerem o homem, Alice e Ricardo exclamaram ao mesmo tempo:

— Yan?

O homem levantou a cabeça. Ao ver os dois, seus olhos fênix brilharam com surpresa e esperança.

— Caramba! Não acredito! — Ele repetiu vários palavrões de alívio. Achou que fosse morrer naquele lugar isolado e, no auge do desespero, encontrou conhecidos.

— "Irmão" Ricardo!

— Alice, minha deusa!

Ricardo e Alice paralisaram. Olharam um para o outro e perguntaram em uníssono:

— Você conhece ele/ela?

Yan não sabia quem responder primeiro, apenas assentia com entusiasmo.

Ele conhecia Ricardo, claro: o segundo filho da poderosa família de São Paulo (京 - 本化建議) que, em vez de viver como herdeiro, preferiu se esconder em Rio Verde como um policial em missões perigosas. Ricardo sempre proibiu os amigos de revelarem sua origem.

Quanto à "Alice Deusa", ele a conhecera quando fugia de fãs malucas do Jota Ce e quase foi atingido por ovos podres; Alice passou com sua moto e o ajudou a escapar. Se não soubesse que ela era casada na época, ele teria tentado conquistá-la.

— Irmão, Alice, o que vocês estão fazendo aqui? — perguntou Yan.

— Ela é a nova legista da minha equipe — respondeu Ricardo, com o olhar sombrio.

Yan ficou ainda mais impressionado.

— Alice, além de pilotar moto, você faz necropsias? Que mulher incrível!

Alice sorriu.

— Obrigada. Mas o que você faz aqui?

Ela lembrava que Yan era cantor, da mesma gravadora que o Jota Ce.

Yan suspirou, desanimado.

— Culpa do Jota Ce. Eu não suportava a falsidade dele com as fãs e, por bater de frente, a empresa me "congelou". Fiquei de cabeça quente e vim me aventurar no Monte das Bordas. Acabei me perdendo e torci o pé. Se não fosse por vocês, eu estaria frito.

Alice tirou um chocolate e uma garrafa de água da mochila e entregou a ele.

Yan quase chorou.

— Alice, você é um anjo! — E lançou uma piscadela para ela.

Ricardo tensionou os músculos. Aproximou-se de Yan, ajudou-o a levantar e inclinou as costas largas.

— Sobe aí.

— Irmão, você é demais. Se eu gostasse de homens, você seria meu namorado com certeza.

— Cala a boca — retrucou Ricardo.

Alice achou Yan divertido.

— Por que você chama o Capitão de "Irmão"?

Yan ia responder, mas viu o olhar de aviso de Ricardo.

— Nos conhecemos há muito tempo. No nosso grupo de amigos, ele é o "segundo irmão", então todos o chamamos assim.

Alice não imaginava que eles fossem tão próximos. Achou que Yan fosse de família simples como Ricardo fingia ser. Na verdade, Yan se tornara cantor contra a vontade da família, que lhe dera cinco anos para fazer sucesso ou voltar para assumir os negócios.

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Yan, nas costas de Ricardo, notou que Alice não usava aliança.

— Alice, cadê seu anel de casamento? Por que tirou?

— Me divorciei — respondeu ela, sem emoção.

Yan paralisou e logo abriu um sorriso de orelha a orelha.

— Sério? Maravilha!

Se não estivesse nas costas de Ricardo, ele teria pulado de alegria. Ricardo lançou um olhar mortal para ele:

— Se continuar gritando, você desce e vai a pé!

Yan coçou o nariz, rindo: — A Alice está solteira, eu tenho direito de ficar feliz!

— E o que o meu divórcio tem a ver com a sua felicidade? — perguntou Alice, divertida.

— Agora eu posso te conquistar oficialmente!

Alice: — ...

Yan limpou a poeira do rosto.

— Estou meio acabado agora, mas depois de um banho eu fico bem bonito, viu?

Antes que ela respondesse, ele recitou uma sequência:

— 1.86 de altura, 99 de peito, 76 de cintura, 95 de quadril e 18...

— O que achou? Satisfeita? — perguntou Yan, com um sorriso convencido.

Ricardo conhecia as medidas corporais, mas estranhou o último número.

— O que é esse dezoito?

Yan deu um sorriso malicioso.

— Hehe, quem sabe, sabe.

Como legista, Alice entendeu na hora o que o número significava. Ela desviou o olhar de Yan, sentindo o rosto esquentar. Esse cara não tinha limites.

— E então, Alice? Eu passo nos seus critérios para um homem?

Alice involuntariamente pensou nos números de Ricardo. Eram maiores que os de Yan.

Suas bochechas ficaram ainda mais vermelhas, deixando-a deslumbrante. Ricardo notou o rubor dela e sua expressão ficou ainda mais gélida.

Devido ao imprevisto com Yan, Ricardo teria que levá-lo para fora da mata primeiro. No caminho, Yan gritou de repente:

— Aaaaah! Uma cobra!

Os dois olharam para cima. Uma cobra venenosa estava enrolada em um galho, sibilando para Yan. Yan tentou se esquivar bruscamente e Ricardo, tentando equilibrá-lo, acabou perdendo o centro de gravidade. Os dois caíram para o lado.

Onde caíram, as folhas secas escondiam um banco de areia movediça. Os dois começaram a afundar. Alice tentou agarrar Ricardo, mas não alcançou. Sem pensar, ela pulou na direção onde eles haviam deslizado.

Os três escorregaram pela areia até atingirem o fundo de uma gruta. Felizmente, havia uma camada grossa de detritos orgânicos e terra fofa, e ninguém se feriu gravemente.

A gruta estava na escuridão total. Ricardo recuperou o sentido primeiro e ligou a lanterna.

— Alice, você está bem?

Alice cuspia a terra que entrara em sua boca.

— Estou, mas o gosto da terra é horrível.

— Concordo, terrível — ecoou a voz de Yan.

Ricardo olhou para Yan jogado no chão e deu um chute leve nele.

— Você só serve para causar problemas.

Yan limpou o rosto, ofendido.

— Irmão, se eu fosse foda como você, não estaria sendo pisado pelo Jota Ce. Eu já teria quebrado a cara dele faz tempo!

A gruta era estreita e baixa. Ricardo tinha 1,89m e Yan 1,86m; ambos precisavam caminhar curvados. Yan, mancando, agarrou-se ao braço de Alice.

— Alice, estou com medo...

Ricardo, ouvindo a voz manhosa de Yan, sentiu vontade de chutá-lo para longe.

— Comporte-se como um homem!

— Por que tanta rispidez? Nunca ouviu a música? Homens também choram, os fortes também se cansam... — cantarolou Yan.

Alice olhou para ele.

— Tenho que admitir, você canta muito bem.

Yan sorriu: — Viu? Um dia canto só para você, Alice.

Ricardo rangeu os dentes.

— Yan, cala a boca agora!

Yan: — ...

O que deu no "segundo irmão"? Parecia que ele estava com um ódio mortal dele.

— Ele é meio mal-humorado, não liga — sussurrou Alice para Yan.

— Você é a melhor, Alice.

Os três caminhavam curvados pela gruta. Um vento gelado soprava lá dentro. Yan engoliu em seco.

— Alice, será que tem fantasmas aqui?

— Às vezes o ser humano é mais assustador que fantasmas.

Yan olhou para Alice e depois para Ricardo na frente. Ricardo exalava uma retidão tão imponente que qualquer fantasma fugiria dele. Após caminharem um trecho, Ricardo parou bruscamente.

Alice e Yan, que vinham logo atrás, não conseguiam ver o que havia à frente devido ao espaço estreito.

— O que foi? — perguntaram em uníssono.

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