localização atual: Novela Mágica Moderno Romance Sob o Olhar do Capitão Capítulo 27

《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 27

PUBLICIDADE

Capítulo 27: Olhar com Outros Olhos, Novas Pistas Encontradas

A senhora olhou para Ricardo e Alice com profunda gratidão, e seus olhos ficaram marejados.

— Inspetores, perguntem o que quiserem. Se eu não quis falar antes, foi por puro medo da vingança do Jota Ce! Ele tem a alma pequena, e agora que é famoso e poderoso, ninguém ousa enfrentá-lo. Quando outros policiais vieram procurar pela Professora Estela antes, meu filho comentou que ela não pretendia mais financiar o Jota Ce, e logo depois ela sumiu. Quando o Jota Ce soube disso, ele mandou demitir meu filho do emprego dele na cidade.

Ricardo captou a informação crucial e estreitou os olhos.

— A Professora Estela não pretendia mais ajudá-lo? Vocês sabem o motivo?

A senhora assentiu.

— Meu filho foi à casa dos Jota uma vez e ouviu uma conversa entre ele e o tio, Juca. O Juca dizia que o Jota Ce se machucava de propósito para fingir diante da professora que sofria maus-tratos, só para manchar a reputação do tio e conseguir a ajuda financeira dela.

— Meu filho achou que a professora era uma pessoa boa demais para ser enganada por aqueles dois, então escreveu uma carta anônima contando a verdade para ela.

— Depois disso, meu filho foi trabalhar na cidade. Não sei se foi por causa da carta que a professora confrontou o Jota Ce, mas o fato é que nunca mais a vimos no vilarejo.

— A polícia veio várias vezes, mas nunca achou nada. Falaram com o Jota Ce e o tio, mas eles fingiram que não sabiam de nada.

A senhora suspirou profundamente.

— A Professora Estela era uma moça de luz. Veio de tão longe para ensinar nossas crianças e nunca reclamou do cansaço. Ela mostrava o mundo lá fora pelo celular e incentivava os pequenos a estudarem para terem um futuro melhor.

Ela enxugou uma lágrima.

— Uma professora tão boa desaparecer assim... dói no coração de todos nós. Por favor, inspetores, vocês precisam encontrá-la.

Ricardo assentiu solenemente.

— Nós vamos encontrá-la.

Após saírem da casa da senhora, o grupo seguiu até a escola onde Estela trabalhava. O diretor informou que, no dia do desaparecimento, ela sairia para uma visita domiciliar a um aluno que morava em um vale isolado.

— Ela saiu à tarde, mas não voltou ao anoitecer. Achamos que tivesse dormido na casa do aluno, mas no dia seguinte o aluno veio para a aula e ela não apareceu. Percebemos que algo estava errado e chamamos a polícia.

Com o endereço do aluno em mãos, Ricardo pediu que o chefe da vila os guiasse. A trilha era pior do que imaginavam: pedras soltas, declives acentuados e mato alto. Ao entrarem na densa mata, o sinal de celular desapareceu completamente.

— Capitão, eu soube que a Professora Estela era faixa preta de Taekwondo. Ela tinha boas habilidades de defesa, por isso teve coragem de vir sozinha para cá — comentou Alice.

PUBLICIDADE

Ricardo, que já havia lido o prontuário, assentiu.

— Sim, é verdade.

Alice franziu as sobrancelhas.

— Com as habilidades dela, enfrentar alguns homens não seria problema. Se o Jota Ce e o tio estão envolvidos, eles não devem ter usado a força bruta, mas sim algum método traiçoeiro.

Ricardo ponderou.

— É uma possibilidade real.

Alice levou o dedo ao queixo.

— O que haveria nestas montanhas que faria alguém como ela baixar a guarda ou perder os sentidos?

Enquanto caminhavam, Alice quase tropeçou em uma trepadeira. Ricardo foi rápido e a segurou firme pelo braço.

— Cuidado.

Alice olhou para o homem tão próximo dela. O aroma fresco de sua masculinidade atingiu seu olfato, fazendo seu coração pular uma batida. Apoiando-se no braço forte dele até recuperar o equilíbrio, ela assentiu:

— Obrigada.

Ricardo observou Alice. Mesmo naquele ambiente hostil, ela não demonstrava fragilidade nem reclamava da longa caminhada. Ele começou a olhá-la com outros olhos. Por trás daquela aparência sofisticada, havia uma mulher de fibra. Outras garotas já estariam reclamando há muito tempo naquela trilha.

Avançaram mais um pouco até que Alice exclamou:

— Parem!

Ricardo parou imediatamente e olhou para ela.

— O que foi?

Alice apontou para um campo de flores vibrantes não muito longe dali.

— Olhem aquilo!

As flores eram de um colorido intenso e chamativo. O chefe da vila tentou impedi-los de chegar perto:

— Aquilo é espirradeira! É venenosa! Só de encostar dá tontura e enjoo!

Alice e Ricardo trocaram um olhar cúmplice e, simultaneamente, colocaram máscaras e luvas.

— Lipe, fiquem aqui. Não se aproximem — ordenou Ricardo.

Os dois avançaram para examinar o local. Momentos depois, retornaram para uma zona segura.

— Chefe, Alice, encontraram algo? — perguntou Lipe.

Ricardo estava com o rosto rígido.

— A Professora Estela vinha da cidade. Provavelmente não conhecia a espirradeira nem sua toxicidade. Se o Jota Ce queria pegá-la, pode ter usado essas flores para debilitá-la.

Alice fez um sinal de positivo para Ricardo. Ele tinha um raciocínio muito rápido.

Ricardo voltou-se para o chefe da vila:

— Quando os outros policiais vieram antes, vocês também os impediram de chegar perto deste campo de flores?

— Sim, avisamos do perigo.

O grupo, devidamente protegido, começou uma busca minuciosa entre as flores. Após quase meia hora, Alice encontrou algo entre as folhas secas.

— Capitão, venha ver isto!

Ricardo correu até ela. Ao ver o pequeno objeto, seus olhos escureceram.

— É um pequeno cristal de um acessório.

Alice assentiu.

— Sim. Aquele grampo de cabelo que o Jota Ce deu para a Lúcia Barros era da Estela. O cristal que faltava deve ter caído aqui.

Ricardo levantou-se e olhou ao redor. Atrás do campo de flores, estendia-se uma floresta virgem e fechada.

Ele deu a ordem imediata:

— Lipe, vá até onde houver sinal. Peça reforços e traga os cães farejadores. Esta mata é muito densa para nós sozinhos!

PUBLICIDADE

— Sim, senhor! — respondeu Lipe.

O chefe da vila também se prontificou: — Inspetor, vou descer e chamar alguns moradores para ajudar nas buscas.

— Certo.

Após a partida deles, Ricardo olhou para Alice.

— Eu vou entrar na floresta fechada. Você deve voltar para o posto da vila.

Alice comprimiu os lábios.

— Eu vou com você.

— É perigoso! — protestou ele.

— Não tenho medo. Esqueceu que eu quero ser infiltrada? Esse perigo não é nada.

Ricardo a encarou com um olhar complexo e, vendo que ela não cederia, aceitou.

— Fique colada em mim.

Alice fez um sinal de "OK".

Ricardo ia deixando marcas pelo caminho para que a equipe pudesse encontrá-los. Vendo a experiência dele, Alice perguntou:

— Capitão, você já fez expedições em matas assim?

— Sim, fiz treinamento de sobrevivência extrema em florestas tropicais. Defesa contra animais, orientação, tudo isso.

— Por isso você é tão resistente — comentou Alice, lançando um olhar sutil para o abdômen dele.

Ricardo cerrou o punho e tossiu para disfarçar o embaraço.

— Pare de olhar para onde não deve.

Alice riu.

— O que eu olhei de errado?

— Você sabe muito bem.

— Não será o Capitão que está sensível demais? Se você me olhasse, eu não pensaria bobagens.

Ricardo: — ...

Conforme avançavam, a luz ficava mais escassa e sons de animais ecoavam pelo silêncio. De repente, um sussurro fraco flutuou pelo ar:

— Socorro... alguém me ajude...

Alice sentiu um calafrio e, por instinto, agarrou o braço de Ricardo. Ele olhou para trás.

— Está com medo?

— Sou legista, do que eu teria medo? — respondeu ela, tentando manter a pose.

Ricardo não a desmentiu.

— Se não tem medo, vamos ver o que é.

— Vamos.

Ele caminhou em direção ao som, diminuindo o passo e permitindo que ela continuasse segurando seu braço. Atrás de um matagal alto, depararam-se com uma cena inesperada.

 

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia