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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 24

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Capítulo 24: Rasgando a Máscara da Hipocrisia, a Verdade Oculta

Justo quando o homem estava prestes a arrancar a última proteção de Flávia, ela fechou os olhos, entregue ao destino. Sentia-se caindo novamente no abismo negro.

— Calma, belezinha, eu vou te tratar bem...

Nesse momento, uma voz grave e gélida ecoou: — Parados! Polícia!

O ar congelou. O homem olhou para trás e viu vários policiais uniformizados entrando. À frente, uma mulher alta e esguia avançou e desferiu um chute violento na cintura do agressor.

Alice, ao ver o rosto inchado de Flávia, as lágrimas e as roupas rasgadas, sentiu o sangue ferver. Ela pegou rapidamente uma toalha de banho e envolveu a prima que tremia sem parar.

— Flávia, não tenha medo. Eu cheguei.

Flávia abriu os olhos e, entre as lágrimas, viu Alice. Seu corpo ficou rígido. Piscou, abriu os olhos novamente. Ainda era Alice.

Ao perceber que fora salva, ela desabou no colo da prima, chorando compulsivamente: — Alice, eu quase...

Sua voz estava quebrada. Ela nunca imaginara que ser fã a levaria quase a perder a honra, nem que seu ídolo fosse um monstro pior que um animal.

Alice a abraçou apertado, dando leves batidas em suas costas.

Ricardo, com expressão sombria, sacou as algemas e prendeu o homem que Alice derrubara, dizendo com voz de gelo: — Levem todos!

...

Na delegacia.

Uma fã gritava: — Por que nos prenderam? Eu não fiz nada com o "oppa" ainda! Vocês, policiais, não têm o que fazer? Eu sou maior de idade e sou voluntária, o que eu faço com ele não é da conta de vocês! Vou denunciar vocês ao comando! Me soltem agora!

Lipe, olhando para a fã que parecia ter sofrido lavagem cerebral, massageou as têmporas: — Já avisamos seus pais.

A fã ficou ainda mais histérica: — Como ousam avisar meus pais sem permissão? Vão para o inferno!

Ricardo entrou na sala e lançou um olhar gélido para ela: — Insultar um oficial em exercício é violação da Lei de Polícia. De acordo com a Lei de Segurança Pública, isso gera detenção de até 5 dias ou multa. Se continuar, as consequências serão piores.

Diante da aura intimidadora de Ricardo, a arrogância da garota murchou. Ela continuou furiosa, mas calada.

Ricardo pegou os documentos e seguiu para a sala de interrogatório.

Jota Ce estava lá sentado. Ao ver Ricardo, ele exibiu uma expressão inocente: — Inspetor, o que aconteceu entre adultos consensuais justifica todo esse alvoroço?

Ricardo estreitou os olhos, a pressão na sala aumentando. Jota Ce sentiu como se sua alma estivesse sendo revistada.

— Consensuais? Os gritos e a luta da Flávia não significam nada para você?

Jota Ce deu um sorriso cínico: — Inspetor, aquela Flávia é minha fã fiel. Ela gastou muito dinheiro comigo e esperava ansiosamente por hoje. Você não entende o que é "charme e resistência"?

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Flávia, do lado de fora, gritou ao ouvir: — Eu não fui voluntária!

Nesse momento, o advogado de Jota Ce chegou com um documento: — Flávia, antes de encontrar o Sr. Jota Ce hoje, você assinou este acordo. Ele diz claramente que tudo o que acontecesse seria por sua livre vontade.

Flávia olhou para o papel; era o contrato que assinara para entrar no grupo Diamante. Na época, eufórica para ver o ídolo, ela nem leu os detalhes. Achou que fosse um termo de confidencialidade sobre o encontro. Jamais imaginou que fosse um termo para ser acompanhante de cama.

Alice pegou o documento e disse com voz cortante: — Este contrato é nulo por violar a ordem pública e os bons costumes. Além disso, mesmo que houvesse "consentimento" inicial, o fato de ela ter resistido e declarado que não queria a relação no local torna o documento inválido. Forçar o ato constitui estupro sob a lei. Como advogado, você deveria saber disso melhor que eu.

Cada palavra atingiu o ponto central da questão. O advogado ajeitou os óculos e calou-se.

Flávia olhou para Alice com admiração. Sua prima era incrível. Estudar e ter conhecimento era a melhor arma para se proteger. Pensou no ano que passou obcecada, virando noites para comprar ingressos e gastando tudo o que tinha para entrar naquele grupo. Achava que era sua salvação, mas era apenas um buraco mais fundo.

...

Na sala de interrogatório.

Ricardo olhou fixamente para Jota Ce e mudou o tom bruscamente: — Você conhece Lúcia Barros?

A expressão desleixada de Jota Ce congelou por um milésimo de segundo: — Não conheço.

Ricardo mostrou o post-it laranja: — E isto? É familiar?

“Que sorte ter te encontrado. Espero que fiquemos juntos para sempre. — Lúcia.”

Jota Ce cerrou os lábios: — Inspetor, não sei do que está falando. Não direi mais nada sem meu advogado.

Ricardo pegou o gravador encontrado no porão, exalando uma aura arrepiante: — Talvez queira ouvir isto primeiro.

Ele deu o play.

Após o chiado inicial, a voz de Jota Ce e de um homem de meia-idade (Juca Silveira) surgiu:

“Jota Ce, você precisa me dar mais dinheiro. Senão, eu conto para a Lúcia Barros que, para usá-la como sua compositora, você me mandou dopar a água dela para estragar a voz dela, impedindo-a de cantar no palco.”

“O agente queria a Lúcia, mas você não queria perder a chance de ser famoso, então destruiu a voz dela.”

“Depois que ela se feriu, você fingiu ser o salvador, confortando-a dia e noite para que ela te amasse mais e te recomendasse ao agente, trabalhando como sua ghost-writer para te tornar famoso.”

“Se ela descobrir que você não a ama, o que acha que acontece? Sua fama hoje é toda baseada no talento dela.”

O rosto de Jota Ce empalideceu ao ouvir a voz do tio falecido. Ele gritou para Ricardo: — Onde conseguiram isso? É falso! Com certeza é falso!

Ricardo ignorou os gritos e continuou a gravação:

“Eu já não gosto da Lúcia há muito tempo, cansei dela. Tio, que tal eu dar ela para você se divertir? Enquanto ela escreve minhas músicas, ela serve como seu brinquedo. Assim ela nunca poderá se reerguer e ninguém saberá de onde vêm as músicas.”

Voz de Juca Silveira rindo:

“Jota Ce, você é cruel. Era cruel lá na vila e continua cruel na cidade grande.”

Voz de Jota Ce:

“Tio, sem crueldade eu nunca teria saído das montanhas, nunca teria este status.”

“Certo. Se me der dinheiro e a Lúcia for meu brinquedo, eu guardo o segredo.”

Houve um barulho na gravação. Provavelmente Lúcia ouvira a conversa e, ao tentar fugir, esbarrara em algo. Seguiram-se sons de perseguição, respiração pesada e o som seco de bofetadas.

A voz de Lúcia surgiu, quebrada e cheia de ódio:

“Jota Ce... foi você que envenenou minha voz... você é um lobo em pele de cordeiro! Quer que eu escreva mais para você? Nunca! Eu te odeio!”

A voz de Jota Ce soou gélida, carregada de maldade:

“Lúcia Barros, de agora em diante você vai ficar aqui e escrever minhas músicas. Se não o fizer, eu mando demolir aquele orfanato que você tanto quer ajudar!”

A gravação terminou com os prantos de Lúcia e seus insultos desesperados.

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