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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 23

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Capítulo 23: Ele é um Demônio, Queda no Abismo

Após o término do show, Flávia e outras duas jovens, também jovens e bonitas, foram levadas pelo assistente de Jota Ce a uma propriedade particular.

A mansão era magnífica, decorada em tons dourados, assemelhando-se a um palácio medieval.

O mordomo da propriedade conduziu as três garotas ao andar de cima, em uma sala específica.

No quarto, havia alguns aparelhos médicos e dois médicos de jaleco branco aguardavam.

— Tirem a roupa para o exame físico — ordenou o mordomo.

Flávia ficou confusa.

Eles não estavam ali para ver o "oppa" Jota Ce?

Por que precisavam tirar a roupa e fazer exames?

As outras duas garotas, ao ouvirem a ordem, começaram a se despir obedientemente.

Flávia estava atordoada; ela balançou a cabeça, recusando-se a tirar a roupa.

— Quando você foi selecionada para o grupo, não leu as regras postadas pelo administrador? Uma vez aqui, deve seguir as ordens — disse o mordomo.

Flávia franziu a testa: — Mas... mas não dizia nada sobre tirar a roupa.

Ela achava que seria apenas uma interação normal entre fã e ídolo.

— Sem o exame físico, não pode entrar.

Ao ver que as outras duas garotas realmente passaram apenas por um check-up médico e nada mais aconteceu, Flávia cedeu, tirou a roupa e deitou-se no aparelho de detecção.

Após o exame das três, o mordomo disse a uma das garotas:

— Você passou por cirurgia de reconstrução, não pode entrar.

A garota ficou com os olhos vermelhos instantaneamente, as lágrimas caindo: — Eu realmente quero ver o Jota Ce, por favor, me deixem entrar!

O mordomo chamou os seguranças, que simplesmente a jogaram para fora.

Flávia sentia algo estranho no coração.

O mordomo entregou a ela e à outra garota vestidos longos de tule transparente.

— Em breve, vocês entrarão na terma com o ídolo.

A outra garota estava eufórica.

Flávia olhou para o vestido de tule e franziu ainda mais a testa. Se usasse aquilo na água, ficaria totalmente exposta, não?

— Rápido, vistam-se.

Pressionada, Flávia seguiu as instruções. Afinal, entrar no grupo Diamante era o sonho de inúmeras fãs. Além disso, a ideia de estar próxima ao seu ídolo na terma era tentadora.

Após vestirem o tule, o mordomo pediu que deixassem as bolsas e celulares em um armário. Antes de entrarem na próxima porta, passaram por um scanner de luz vermelha.

Flávia não imaginava que seria tão rigoroso.

Atravessaram o corredor e empurraram uma grande porta entalhada.

O vapor da terma atingiu seus rostos. No meio da neblina, pétalas de rosa flutuavam na água.

Três homens com o peito nu estavam sentados à beira da piscina.

O jovem no centro era Jota Ce.

Seus olhos, envoltos pelo vapor, pareciam sombrios, nada parecidos com a imagem gentil e pura do palco; exalavam uma aura obscura.

Os dois homens ao lado dele eram corpulentos e, ao sorrirem, as rugas se acumulavam no canto dos olhos.

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Quando Flávia e a outra garota entraram, os três fixaram o olhar nelas. Uma análise descarada.

Aquele olhar deixou Flávia extremamente desconfortável. Isso era muito diferente do encontro íntimo que ela imaginara.

— Jota Ce, a "mercadoria" desta vez é bem viçosa.

O homem ao lado de Jota Ce apontou para Flávia: — Eu quero aquela com a pulseira de estrelas laranja.

O olhar de Jota Ce varreu as silhuetas de Flávia e da outra garota; sua voz era leviana e perversa: — Por que a pressa? Temos a noite toda.

O pressentimento ruim de Flávia ficou cada vez mais forte. Eles... não estariam pensando em...

Flávia cochichou para a garota ao lado: — Vamos embora, o jeito que eles olham está estranho.

A garota lançou um olhar de desprezo para Flávia, como se visse uma idiota: — O que você está dizendo? Eu me esforcei tanto para chegar aqui, como eu iria embora?

— Mas eles parecem... — A garganta de Flávia secou ao ver o homem na piscina analisando-a sem pudor. — O encontro com o ídolo que eu imaginei não era assim.

A garota retrucou irritada: — Para de fingir! Você entrou no grupo Diamante para isso, não? Podemos ter contato direto com o "oppa", e se houver mais dois homens, o que tem? Eles são poderosos e ricos.

Antes que Flávia respondesse, a garota se aproximou: — Se quer ganhar algo, tem que oferecer algo em troca. Se colaborarmos bem hoje, teremos mais chances no futuro. Não reclame da sua sorte.

Flávia cerrou os punhos. Quando o homem se levantou da piscina, ela recuou, ansiosa.

O homem se aproximou de Flávia com um olhar ganancioso. Ela começou a tremer e, percebendo o que ele pretendia, virou-se para correr.

Mas ele foi rápido e a agarrou pelos cabelos.

A dor no couro cabeludo se espalhou enquanto ela era puxada de volta para os braços dele. Ele a abraçou por trás, os braços como correntes de ferro.

Ele aproximou o rosto do pescoço dela; a respiração pesada atingia sua pele.

Flávia sentiu náuseas.

— Me solta! Jota Ce, me ajude!

— Hahaha... — o homem riu, acariciando a cintura de Flávia. — Tão cheirosa... querendo brincar de gato e rato comigo? Interessante.

Flávia sentiu calafrios e começou a lutar freneticamente, tentando empurrá-lo, a voz trêmula de terror: — Me solta! Eu sou apenas uma fã, não vendo meu corpo!

O homem, tendo o braço arranhado por Flávia, demonstrou um brilho cruel no olhar: — A pequena é brava.

Ele segurou o braço dela com um sorriso malicioso: — Eu gosto de gatas selvagens assim.

Ele olhou para a pulseira laranja no pulso dela e, achando que atrapalhava, arrancou-a e jogou-a longe.

Flávia viu a pulseira cair no chão e quis pegá-la, mas o homem não a soltava.

— Jota Ce, eu sou sua fã mais fiel! Você me salvou da escuridão uma vez, não vai me ver ser maltratada assim, vai?

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Flávia implorou por ajuda, olhando fixamente para Jota Ce, esperando que ele estendesse a mão gentilmente.

Mas ele não fez nada.

Ele abraçou a outra garota e deu um sorriso frio: — Eu gosto das que são obedientes. Vocês se esforçaram para entrar no grupo Diamante justamente por isso, não? Fique tranquila, eu cuidarei bem de você daqui a pouco.

O coração de Flávia pareceu ser esmagado por uma mão invisível. Ela arregalou os olhos, incrédula. Aquele Jota Ce era o oposto do seu ídolo. O choque fez seu nariz arder e as lágrimas caíram como pérolas.

O homem que a escolhera a carregou até uma espreguiçadeira.

— Querida, você fica linda chorando.

Flávia gritou desesperadamente: — Não me toque! Se me tocar, eu chamo a polícia!

TAP! TAP!

Ao ouvir a palavra "polícia", o homem desferiu duas bofetadas violentas no rosto de Flávia.

A outra garota, abraçada ao pescoço de Jota Ce, disse com voz manhosa: — Oppa, ela está reagindo assim porque está com ciúmes de você não ter escolhido ela?

Jota Ce lançou um olhar sombrio para Flávia: — Eu disse: se for obediente, eu cuido de você. Se continuar sendo difícil, não nos culpe pela falta de educação.

Flávia chorava copiosamente. O homem diante dela era um estranho, um monstro que a fazia sentir repulsa. O ídolo que fora a luz de sua vida era, na verdade, um demônio hipócrita que usava o amor das fãs como isca para caçá-las, pisoteando sua sinceridade.

— Minha prima é legista, se fizerem isso comigo, ela não vai perdoar vocês...

O homem à frente dela segurou seu rosto com desprezo: — Para de cena! Entrou no grupo Diamante para quê? Quer ser piranha e ter pose de santa? Que patético.

SCHRIIIIP!

O homem rasgou o vestido de Flávia.

Ela sentiu o frio na cintura e lutou loucamente, mas não conseguia escapar. Era como se estivesse se afogando; a água gelada vinha de todos os lados para engoli-la.

Ela lembrou-se do dia em que sua mãe rasgou sua carta de aceitação. A mesma sensação de mundo desabando. Naquela época, ela pôde fugir. Agora, não havia para onde ir.

A luz estava se apagando. Ela fechou os olhos, mordendo os lábios com força, mergulhada em um desespero sem precedentes.

 

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