localização atual: Novela Mágica Moderno Romance Sob o Olhar do Capitão Capítulo 22

《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 22

PUBLICIDADE

Capítulo 22: Desvendando o Mistério, a Descoberta do Gravador

Alice deu a Flávia uma pulseira laranja com pequenas estrelas foscas que brilhavam sob a luz.

— Uau, Alice! É linda!

Laranja, estrelas... tudo relacionado ao ídolo dela.

— Que bom que gostou. Não tire do braço — disse Alice, enquanto colocava a pulseira na prima.

— Obrigada, não vou tirar!

Flávia estava radiante pensando no encontro daquela noite.

...

Na delegacia.

Lipe entrou na sala de Ricardo com alguns documentos. Ricardo ouvia as músicas de Jota Ce no computador.

— Chefe, você está ouvindo isso a manhã toda.

Ricardo massageou as têmporas:

— As músicas do início da carreira do Jota Ce têm um estilo muito diferente das atuais.

Lipe assentiu:

— Verdade. Antes ele era o príncipe das baladas românticas, agora é o príncipe do rock.

Ricardo deu play no vídeo de Lúcia Barros cantando, que Paula lhe entregara.

— Chefe, por que eu sinto que o jeito da Lúcia cantar é idêntico ao do início do Jota Ce?

Ricardo comprimiu os lábios:

— Se não estou enganado, as letras e as composições dos dois primeiros anos dele foram feitas pela Lúcia.

Lipe franziu a testa:

— Você quer dizer que ela era o "ghost-writer" dele?

— Acho que era algo mais profundo do que isso.

Talvez não apenas escritora fantasma, mas namorados, ou talvez Jota Ce estivesse apenas usando a garota.

— Vá agora, Lipe. Preciso analisar mais essas letras.

Ricardo passou o dia no escritório. As músicas de Jota Ce começaram doces e românticas. Aos poucos, tornaram-se melancólicas. Depois, a melodia ficou fragmentada e as letras transbordavam um desespero sufocante. Essa mudança drástica coincidia exatamente com a data da morte estimada de Lúcia. Ou seja, após a morte dela, ele mudou de compositor.

Ricardo encontrou a última música triste antes de Jota Ce mudar para o estilo rock/hip-hop:

"No canto sombrio, o frio se acumula.

"No fundo da caixa, ecos de uma voz fraca.

"O vento leva as folhas secas, enterrando o passado.

"A estrela da noite se quebra, restando apenas o vazio."

A melodia era tão triste que fazia o peito doer. Ele ouviu repetidamente, sentindo o desespero de uma garota presa em um canto gelado.

Canto sombrio...

seria o porão da vila?

Ecos no fundo da caixa...

haveria algo escondido lá que gravasse voz?

Ricardo levantou-se bruscamente:

— Lipe, vamos agora à vila onde a Lúcia foi encontrada.

Ao saírem, encontraram Alice.

— Onde vocês vão? — perguntou ela.

Ricardo explicou.

— Eu ia pedir autorização para ir até lá buscar umas roupas da Flávia que ficaram na casa.

— Vamos juntos então.

Lipe dirigiu e os três seguiram para a vila. No caminho, Alice pesquisava sobre Jota Ce e a Vila Grande quando encontrou uma postagem antiga.

Um casal de meia-idade que tivera uma filha tardia. A filha, após se formar, fora ser professora voluntária em Vila Grande. Ela deveria voltar em dois anos, mas desapareceu. Os pais registraram queixa, mas a polícia não a encontrou. Eles disseram que, antes de sumir, a filha mencionou querer ajudar financeiramente um rapaz chamado Jota Ce para que ele saísse das montanhas.

PUBLICIDADE

Quando Jota Ce ficou famoso, os pais tentaram falar com ele para saber da filha, mas foram atacados brutalmente pelas fãs na internet. Foram chamados de oportunistas, a filha foi difamada e o endereço deles foi vazado. O pai não aguentou a pressão e morreu de infarto. A mãe mudou-se e, em uma entrevista posterior, disse chorando: "Só espero que minha filha volte para casa, mesmo que sejam apenas os seus ossos."

Alice sentiu o coração pesado ao ver o vídeo. Ricardo olhou para ela:

— O que foi?

Alice mostrou o vídeo a ele.

— A filha desse casal desapareceu em Vila Grande há quatro anos.

Ricardo assentiu, sério:

— Eu conheço esse caso. Foi registrado em outro distrito na época.

— As fãs do Jota Ce são como uma seita. Os pais só queriam informações e foram destruídos. Que tristeza.

Meia hora depois, chegaram à vila. Alice foi buscar as roupas enquanto Ricardo e Lipe desceram ao porão. O local cheirava a mofo, poeira e madeira podre. Ricardo ligou a lanterna e analisou cada centímetro das paredes de tijolos. Minutos depois, focou no canto noroeste.

Um dos tijolos na fileira de baixo parecia ter sido manuseado com frequência; o rejunte estava mais limpo. Ricardo tocou a peça e percebeu que ela se movia. Com uma ferramenta, ele a puxou.

Havia um gravador envolto em papel oleado dentro da cavidade.

— Se eu não estiver enganado, este gravador pertencia à Lúcia Barros.

— Chefe, você é incrível! — exclamou Lipe. Conseguir pistas através de uma música e encontrar a prova no porão exigia um instinto forense fora do comum.

Ricardo guardou o objeto em um saco de evidências.

— Leve isso para a perícia técnica agora.

Alice desceu com a mala de Flávia e, ao saber da descoberta, fez um sinal de positivo para Ricardo. Ela ia dizer algo quando seu celular começou a vibrar freneticamente.

Na pulseira que ela dera a Flávia naquela manhã, havia um rastreador GPS e um sistema de alarme sonoro. Se a pulseira fosse puxada com violência, o celular de Alice dispararia o alerta.

Alice olhou para a tela e viu o ponto vermelho saltando no mapa. Suas sobrancelhas se franziram com urgência:

— Droga, a Flávia está em perigo!

PUBLICIDADE

você pode gostar

compartilhar

compartilhar liderança
link de cópia