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《Sob o Olhar do Capitão》Capítulo 15

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Capítulo 15: Ela é Linda e Sedutora, Deixando-o Inquieto

Ricardo não deu mais atenção a Alice; ele se concentrou totalmente em consertar o carro.

Ele era alto e robusto. Ao se inclinar, os músculos de suas costas ficavam bem definidos, revelando uma força explosiva latente.

Alice realmente não conseguia entender Camila. Como ela pôde abrir mão de um homem como Ricardo, que tinha uma performance tão impressionante na cama?

Ela e Mateus foram casados por dois anos, mas nunca consumaram a união.

Mateus sofrera um acidente de carro no passado e tivera sequelas "lá embaixo", passando por tratamentos sigilosos desde então.

Naquele período, Mateus sugeriu que fizessem uma fertilização in vitro para terem um filho.

Ela recusou sumariamente.

Sem vida sexual e ainda querendo que ela gerasse um filho? Ele só podia estar delirando.

Alice não sabia se a gravidez de Camila era natural ou por inseminação, mas sentia que o rompimento com Ricardo fora uma perda imensa para a outra mulher.

A força e a resistência de Ricardo eram, com certeza absoluta, muito superiores às de Mateus.

Se Ricardo não fosse o capitão da sua unidade, mas sim o acompanhante número um de uma boate de luxo, seria perfeito.

Se fosse assim, ela poderia mantê-lo sob contrato exclusivo por anos.

Enquanto Alice se perdia nesses pensamentos ousados, o celular de Ricardo começou a tocar.

O aparelho estava no bolso da calça dele. Como suas mãos estavam cobertas de graxa, era difícil pegá-lo.

— Capitão, quer que eu pegue o celular para você?

Ricardo lançou um olhar para Alice, que exibia um sorriso malicioso. Seus olhos ficaram sombrios.

— Nem nos seus sonhos.

O toque parou por um momento, mas em menos de trinta segundos, começou de novo.

A pessoa do outro lado parecia ter algo urgente, pois ligou várias vezes seguidas. Parecia que, se ele não atendesse, ela continuaria ligando para sempre.

Temendo que fosse algo urgente da delegacia e como ele estava impossibilitado, Ricardo olhou de soslaio para Alice:

— Bolso esquerdo da calça.

Alice cruzou os braços, com um sorriso enigmático:

— Peça por favor.

— Alice, não comece.

Alice caminhou lentamente até o lado esquerdo do homem e olhou para o bolso da calça dele.

— Capitão, eu vou entrar, hein...

Ricardo: — ...

Os dedos finos e brancos de Alice deslizaram lentamente para dentro do bolso.

Logo ela sentiu o aparelho. Mas não o tirou imediatamente. Lembrando-se de como ele a irritara pela manhã, ela provocou deliberadamente, pressionando a ponta do dedo contra o músculo da coxa dele.

— A-li-ce! — Um brilho sombrio de desejo surgiu nos olhos do homem, e as linhas de seu rosto endureceram como navalhas.

Alice retirou a mão como se tivesse levado um choque.

Sorry

— ela piscou para ele. — Não foi por querer.

O pomo de Adão de Ricardo moveu-se involuntariamente.

— Se houver uma próxima vez, eu acabo com a sua mão.

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Alice lançou um olhar sugestivo para a região do abdômen dele.

— Como você é sensível.

Ricardo rangeu os dentes:

— Alice!

Vendo que ele ia perder a paciência, ela entregou-lhe o celular rapidamente.

O número que não parava de ligar apareceu na tela novamente. Alice viu o identificador.

Ora, ora.

Era a Camila de novo.

Alice apertou o botão para atender e colocou no viva-voz para Ricardo.

Desta vez, ela não estava com humor para provocar Camila com vozes manhosas.

— Ricardo, o que você está armando? Já estou na cafeteria te esperando há mais de dez minutos. Tenho um encontro com o Mateus daqui a pouco.

— Espere mais dez minutos. Se não puder esperar, vá embora — respondeu Ricardo em um tom extremamente ríspido.

— Tudo bem, espero mais dez minutos. Venha logo.

A ligação foi encerrada.

Alice colocou o celular de volta no utilitário de Ricardo. Ela parou de falar com ele, adotando uma postura muito mais distante e impessoal.

Quando o conserto terminou, Alice entregou-lhe lenços umedecidos e uma garrafa de água mineral.

Ricardo lavou as mãos e voltou para o seu veículo.

— Vou te transferir o dinheiro do conserto mais tarde — disse ela, com tom profissional.

— Não precisa.

Observando o perfil rígido e imponente do homem, Alice não conseguiu evitar a pergunta:

— Você gosta tanto assim da Camila? Ela te traiu de todas as formas possíveis e você ainda mantém contato.

Ricardo deu a partida no motor.

— Isso não é da sua conta.

Dito isso, o utilitário arrancou em alta velocidade.

Alice não teve tempo de se afastar e acabou engolindo fumaça do escapamento.

Ela colocou as mãos na cintura, observando o carro sumir de vista, rangendo os dentes de raiva.

Cachorro. Deve ter tido uma infância muito amarga para falar de um jeito tão intragável.

...

Na cafeteria.

Camila entregou uma caixa de papelão a Ricardo.

— Aqui estão as cartas que você me escreveu quando estava na academia de polícia e os presentes que me mandou. Estou devolvendo tudo.

Ricardo pegou a caixa e olhou o conteúdo; um brilho de complexidade passou por seus olhos.

— Ricardo, embora tivéssemos prometido casar quando éramos crianças, nós tentamos e vimos que nossas personalidades não batem. Não me culpe por ser realista.

Um capitão da Polícia Civil jamais poderia dar a ela a vida de luxo que ela desejava.

Ricardo olhou para Camila com um olhar sombrio e gélido.

— Você não vale o quanto ele gostava de você.

Camila franziu a testa.

— O que você quer dizer com isso?

Ela e Ricardo eram da mesma aldeia quando crianças, mas a família dele se mudara e eles ficaram mais de dez anos sem se ver. Até que Ricardo entrou na faculdade e eles se conectaram por redes sociais.

A academia de polícia era em regime de internato, e eles namoraram pela internet por um ano antes de se conhecerem pessoalmente.

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Para ser sincera, quando viu Ricardo adulto pela primeira vez, ela ficou impressionada. Ele era alto, lindo, estiloso e tinha muita presença.

No começo, ela realmente quis namorar sério.

Mas em todos os encontros, ele nunca tomava a iniciativa de segurar a mão dela, abraçar ou beijar. Parecia um namoro platônico.

Se não havia contato físico, pelo menos ele deveria satisfazê-la materialmente.

Mas quando ela foi visitar a casa da família dele, viu que os pais haviam falecido e só restava uma avó surda e cega. A casa era paupérrima, e ele continuava frio e sem nenhum romantismo.

Ela chegou a se oferecer na cama dele, mas ele nem sequer reagiu.

Felizmente, ela encontrou Mateus, que satisfazia todos os seus desejos. No entanto, o fato de nunca ter tido Ricardo ainda deixava um rastro de frustração nela.

— Ricardo, você algum dia gostou de mim?

O olhar de Ricardo estava apático. Ele cerrou os lábios e respondeu:

— Não.

Camila ficou lívida de raiva. Se Ricardo não tivesse uma presença tão intimidadora, ela teria jogado o café no rosto dele. Pegou sua bolsa e saiu batendo o pé.

Após a saída dela, Ricardo pegou uma das cartas da caixa. Seus olhos carregavam uma emoção pesada e profunda.

— Uma mulher dessas realmente vale a sua dedicação? O que eu pude fazer por você, termina aqui.

...

Alice não voltou para o apartamento alugado no fim de semana.

Na sexta à noite, dormiu com a mãe e, no sábado, foi até a loja de qipaos dela.

Cada peça da loja era desenhada, cortada e bordada manualmente pela mãe de Alice.

Seis anos atrás, o pai de Alice desapareceu durante uma viagem de trabalho ao exterior em meio a conflitos civis. Dois anos atrás, sua irmã teve um fim trágico. Esses golpes quase destruíram sua mãe.

Felizmente, a presença de Alice, de seu irmão e a dedicação à loja ajudavam a mãe a seguir em frente.

Assim que a loja abriu, Vic apareceu. Ao ver Alice, ficou surpresa:

— Doutora Alice, essa loja de qipaos é da sua mãe?

Alice assentiu.

— É sim. Gostou de algum modelo?

— Uma amiga minha faz aniversário logo e ela ama qipaos bordados à mão. Queria escolher um para ela. Ela tem o corpo parecido com o seu, você poderia provar um para eu ver?

— Claro, sem problemas.

Momentos depois, Alice vestiu um qipao verde-musgo escolhido por Vic.

A gola alta envolvia seu pescoço longo e alvo, o busto era realçado e a cintura parecia ainda mais fina. Pela fenda lateral alta, suas pernas brancas e torneadas ficavam à mostra de forma provocante.

Vic ficou deslumbrada:

— Alice, você está maravilhosa! Seu corpo é perfeito, chega a dar vertigem.

Vic pegou o celular e não resistiu a tirar algumas fotos.

— Alice, os modelos da sua mãe são lindos demais. Quero postar no Instagram para recomendar essa loja preciosa para os meus amigos.

— Tudo bem.

Alice fez algumas poses e Vic postou as fotos em seu perfil.

...

Domingo.

Lipe estava de plantão.

Ricardo passou na delegacia pela manhã e, ao entrar, ouviu Lipe exclamar:

— Caramba, a Alice está um espetáculo nessas fotos!

Ao passar por Lipe, Ricardo acabou vendo a foto que ele estava olhando.

A mulher usava um qipao verde-musgo impecavelmente ajustado, o cabelo estava preso em um coque elegante, a pele era branca como a neve e os lábios vermelhos. Ela estava escultural, transbordando beleza e sensualidade.

Aqueles olhos sedutores olhando para a câmera tinham um brilho hipnotizante, provocando sem que ela parecesse notar.

Com apenas um olhar, ele sentiu um calor súbito no baixo ventre.

Droga!

Ricardo soltou um palavrão em voz baixa e caminhou apressadamente para sua sala.

Aquela mulher era realmente um perigo!

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